Primeira Turma do STF seguiu Moraes em 95% dos processos criminais

Responsável pelo julgamento da ação penal da suposta trama golpista, que tem entre os réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares de alta patente, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) possui atuação marcada pelo alto grau de alinhamento em casos criminais. Levantamento feito pelo GLOBO mostra que, desde o início da atual formação, em 2024, houve divergência em apenas 5% dos julgamentos em que o ministro Alexandre de Moraes era o relator.

Hoje, o colegiado é formado por Moraes, relator da ação penal da tentativa de golpe, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Dino foi o último a chegar, em fevereiro de 2024, ocupando o lugar que estava vago com a saída do ministro Luís Roberto Barroso para assumir a presidência do Supremo.

Desde então, foram 501 decisões proferidas pela Primeira Turma em processos relatados por Moraes, com 474 unanimidades — apenas 27 tiveram divergências (5,3%), quase todas de autoria de Luiz Fux. O levantamento considerou inquéritos, ações penais e petições. Os dados são do portal Corte Aberta, mantido pelo STF, e não incluem processos sigilosos.

Placar de 4×1

Fux costumava votar com os demais integrantes da Turma, mas desde o recebimento da denúncia da trama golpista, em março, passou a fazer ressalvas aos votos de Moraes. Com isso, o placar de 4×1 tornou-se mais comum.

O principal contraponto apresentado por Fux está relacionado ao cálculo das penas dos réus dos atos golpistas de 8 de janeiro, em que tem defendido uma punição menor do que as propostas por Moraes. O ministro já apresentou esse posicionamento em 26 julgamentos na Turma, incluindo o da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida por pichar, com batom, a estátua que fica em frente ao STF. Entretanto, ele acabou vencido, já que os demais integrantes confirmaram as punições defendidas por Moraes.

A única outra divergência enfrentada por Moraes nesse período, em processos criminais, foi de Cármen Lúcia. Ela discordou do relator no julgamento em que a Primeira Turma aceitou um recurso do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e reverteu sua condenação a dez anos e dois meses de prisão.

Nos casos do 8 de Janeiro, apesar de seguir Moraes nas condenações dos réus, Zanin tem feito ressalvas no cálculo das penas, propondo punições um pouco menos rigorosas do que as que são sugeridas pelo relator. Ele atualmente é o presidente da Primeira Turma e por isso será responsável por conduzir o julgamento, além de ser o último a votar. O ministro foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava-Jato.

Já os processos decididos por unanimidade incluem, por exemplo, a condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o recebimento da denúncia contra os suspeitos de planejarem o assassinato de Marielle Franco.

Amizades e desavenças

Interlocutores do Supremo apontam que a afinidade dos ministros entre si não se limita apenas aos votos. Os magistrados costumam dar demonstrações de bom relacionamento publicamente, quando estão nas sessões de julgamento, mas também nos bastidores, no dia a dia no tribunal.

Um dos exemplos citados é a amizade entre Dino e Moraes. Em março, os dois foram juntos à Neo Química Arena para assistir à partida de futebol que garantiu ao Corinthians, time de Moraes, a conquista do Campeonato Paulista de 2025 sobre o Palmeiras. Dino, inclusive, teve Moraes como um dos padrinhos de sua indicação ao STF, após ter sido ministro da Justiça no início do governo Lula.

Apesar do bom relacionamento, há casos de desavenças entre os ministros. Recentemente, Zanin demonstrou incômodo com uma decisão de Dino, que determinou que decisões judiciais estrangeiras precisam ser confirmadas para terem validade no Brasil.

Isso porque a ordem foi entendida como uma resposta à aplicação da Lei Magnitsky, sanção aplicada pelos Estados Unidos contra Moraes. E Zanin é o relator de uma ação que trata especificamente sobre como deve ser aplicada a Magnitsky no Brasil, mas preferiu não tomar uma decisão antes de ouvir todas as partes.

Outra discordância, no mês passado, ocorreu quando Moraes impôs medidas cautelares a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais. Fux foi o único ministro a divergir, dizendo que as medidas restringiam “desproporcionalmente direitos fundamentais”. Na época, ele avisou ao relator antes de apresentar seu voto.

‘Câmara de gás’

O protagonismo da Primeira Turma ocorreu após a mudança regimental de 2023, que tirou do plenário da Corte — formado pelos 11 ministros — a maior parte das ações penais. Desde então, os processos passaram a ser analisados no colegiado do qual o relator faz parte.

Como Moraes é o relator de todos os casos do 8 de Janeiro, a Primeira Turma acabou concentrando a maioria das questões criminais do STF. Das atuais 1.367 ações penais tramitando na Corte, 1.359 (99,4%) estão no colegiado.

Mesmo com rodízio de ministros, a Primeira Turma tem sido vista nos últimos anos como mais punitivista — quando ganhou o apelido de “câmara de gás” —, enquanto a Segunda Turma é identificada como mais garantista, ou seja, com maior alinhamento a ponderações das defesas.

Essa tendência é observada na concessão de habeas corpus. Dados coletados pelo advogado David Metzker mostram que, neste ano, ministros da Primeira Turma analisaram 5.656 pedidos e concederam 101 (1,78%). Já os membros da Segunda Turma deram decisões favoráveis em 306 casos de 5.430 analisados (5,64%).

— A Primeira Turma já é conhecida como mais rigorosa há bastante tempo. E, com a entrada dos novos ministros, isso aumentou ainda mais. Principalmente com a saída da ministra Rosa Weber, que apresentava alguns contrapontos — afirma Metzker.

O Globo

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70 mil pessoas acompanharam a segunda noite da Festa do Sabugo em Parnamirim

A segunda noite da Festa do Sabugo 2025 em Parnamirim foi um sucesso. Mais de 70 mil pessoas estiveram neste sábado (30) no parque Aristófanes Fernandes para acompanhar as apresentações e garantiram um clima de alegria e celebração. No palco, nomes de peso da música como Zé Vaqueiro, Desejo de Menina, Thúlio Milionário, Pedro Lyan, Luciano Brilhante e Meirão contagiaram a multidão com repertórios que misturaram romantismo, forró e animação do começo ao fim. A prefeita Nilda Cruz esteve presente durante toda a programação, acompanhando de perto cada detalhe da festa.

Além da energia vibrante, a festa se destacou pela organização impecável da Prefeitura de Parnamirim, que garantiu um evento com estrutura de ponta, segurança reforçada, limpeza permanente e um plano de mobilidade que assegurou fluidez no trânsito, sem intercorrências.

“Estamos vivendo um momento histórico em Parnamirim. A Festa do Sabugo é sinônimo de alegria, cultura e valorização da nossa gente. É muito gratificante ver o sorriso no rosto das pessoas, a tranquilidade da segurança e a economia aquecida com tantas oportunidades que o evento proporciona. Essa é a festa da paz, da família e do nosso povo”, destacou a prefeita.

O clima de satisfação também se refletiu nas palavras do público. A estudante Maria Clara comemorou: “Foi tudo perfeito! Os shows foram maravilhosos e a estrutura da festa está incrível. Estou me sentindo segura e feliz em participar.”

O comerciante João Batista elogiou o impacto econômico do evento: “A Festa do Sabugo movimenta todo o comércio. Minhas vendas aumentaram bastante e o clima é de muita alegria. É bom demais ver nossa cidade crescendo e recebendo um evento desse porte.”

Neste domingo (31), acontece o último dia do evento. Sobem ao palco Zezo, Raí Saia Rodada e Luan Estilizado com o projeto A Vontade, Pablo, Yure Lima, Arnaldinho Neto e Erick Souza, fechando a programação da Festa do Sabugo em grande estilo.

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Governo Lula banca viagem para servidor aprender à fazer pizza na Itália

O Ministério do Trabalho e Emprego – de Luiz Marinho (foto, ao lado de Lula) – autorizou o afastamento do país do superintendente regional da pasta no Distrito Federal, Jackson da Silva Ázara, para integrar uma missão técnica em Nápoles, na Itália. A viagem será realizada entre 26 de outubro e 2 de novembro de 2025, segundo portaria publicada pela secretaria-executiva do ministério em 21 de agosto.

Ázara participará como conselheiro do Senac-DF na missão “Aprendizagem da Verdadeira Pizza Napoletana”, promovida pela Associação da Verdadeira Pizza Napoletana (AVPN). O objetivo do evento é promover intercâmbio de conhecimentos em áreas como segurança alimentar, sustentabilidade, inovação social e desenvolvimento comunitário.

De acordo com a portaria, a participação do servidor terá “ônus limitado” para o governo federal, ou seja, parte das despesas não será custeada pela União. O processo administrativo que autoriza a viagem está registrado sob o número 19964.206980/2024-78. Na prática, o governo Lula está custeando parte de uma viagem para que um servidor aprenda os segredos da “Pizza Napoletana”.

Pelo texto no Diário Oficial, a autorização para participação nessa missão especial foi dada pelo Secretário Executivo da Pasta: Francisco Macena da Silva.

Para além da pizza no governo Lula
A missão também a troca de experiências voltadas ao combate ao desperdício de alimentos e à articulação em rede entre instituições públicas e privadas.

A chamada “Pizza Napolitana” é considerada uma das expressões mais tradicionais da culinária italiana e surgiu em Nápoles no século 18. A receita, preparada com massa de fermentação lenta, molho de tomate fresco, mussarela de búfala e manjericão, simboliza as cores da bandeira italiana.

Reconhecida por sua simplicidade e rigor técnico, a pizza de Nápoles recebeu em 2009 o selo de Especialidade Tradicional Garantida pela União Europeia e, em 2017, o modo de preparo foi inscrito na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.

Nota do MTE

“O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esclarece que a missão técnica em Nápoles, Itália, mencionada em reportagem, não é organizada nem financiada pelo governo federal.

O evento é promovido e custeado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O superintendente regional do MTE no Distrito Federal, Jackson da Silva Ázara, foi convidado pelo Senac a participar, na condição de conselheiro da instituição.

A participação do servidor foi apenas autorizada administrativamente, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, sem qualquer ônus financeiro para o MTE.”

O Antagonista 

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CPMI do INSS: oposição busca estratégias para convocar irmão de Lula


A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) realizou as primeiras oitivas nesta semana. Embora apreciados diversos requerimentos, a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou de fora.

Frei Chico é vice-presidente do Sindnap (Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical), entidade suspeita de envolvimento em esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. A oposição, entretanto, não desistiu do depoimento e traça estratégias para convocá-lo.

O irmão de Lula é alvo de ao menos 12 requerimentos protocolados na CPMI. Os pedidos incluem demandas por convocação para prestar depoimento ao colegiado, quebra de sigilo bancário e fiscal e requerimento de relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Em um momento inicial, o colegiado, em acordo, aprovou requerimentos de oitivas a nomes de destaque, como dez ex-presidentes do INSS e ex-ministros. A CPMI também tomará depoimento de presidentes de entidades que firmaram acordos de cooperação técnica com o INSS.

Frei Chico, por sua vez, ficou de fora dessa leva de aprovações por não ser presidente da associação, mas apenas vice. Parlamentares de oposição, por outro lado, consideram primordial o depoimento pelo potencial de desgastar o governo.

“Após passar essa fase, os requerimentos apresentados serão deliberados e há centenas de requerimentos, dentre os quais o de convocação do irmão do Lula, Frei Chico. Sem dúvida nenhuma a oposição vai defender que ele seja convocado”, afirmou Marcel Van Hattem (Novo-RS).

CNN

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Luis Fernando Verissimo, um dos maiores escritores do Brasil, morre aos 88 anos

O escritor Luis Fernando Veríssimo morreu aos 88 anos, neste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento há cerca de três semanas com princípio de pneumonia. A informação foi confirmada por familiares.

Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, o escritor sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação.

O escritor deixa a mulher, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos.

Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

Verissimo dizia ter herdado informalidade do pai, Erico

Veríssimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, um dos maiores nomes da literatura nacional, autor de obras como “O Tempo e o Vento”, dava aulas de literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland.

“O pai foi um dos primeiros escritores brasileiros a escrever de uma maneira mais informal. E eu acho que herdei um pouco isso. Essa informalidade na maneira de escrever”, disse sobre o pai.

Luis Fernando Verissimo vendeu 5,6 milhões de livros

A carreira começou no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde começou como revisor em 1966. No Rio de Janeiro, trabalhou como tradutor.

O primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. Ao todo, Verissimo teve mais de 70 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos.

O escritor também escrevia colunas para os jornais “O Estado de S.Paulo”, “O Globo” e “Zero Hora”.

Discreto nos hábitos e nas declarações, Verissimo ainda vivia na casa onde cresceu depois do retorno ao Brasil. O imóvel no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi comprado em 1941 pelo pai.

O escritório onde Erico trabalhava é conservado intacto pela família. Cercado de livros, Luis Fernando tinha o costume de escrever em outro cômodo da casa, onde também guardava o saxofone e dezenas de discos e CDs de jazz.

Metódico, só interrompia o trabalho quando a mulher, Lúcia, o chamava para o almoço. Já à noite, parava para assistir ao Jornal Nacional. Quando queria curtir seu estilo de música preferido, o fazia sem distrações. “Música é sentar e ouvir”, disse em entrevista em 2012.

G1

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Maré Móveis celebra nova fase com reinauguração de sua loja em São José de Mipibu

A Maré Móveis de São José de Mipibu anunciou a reinauguração de sua loja no próximo dia 04 de setembro, em um ambiente totalmente repaginado para oferecer mais conforto, modernidade e estilo aos clientes. O novo espaço, localizado na Travessa Prefeito Inácio Henrique, no centro da cidade, foi planejado para proporcionar uma experiência diferenciada na hora de escolher móveis, reunindo qualidade, sofisticação e praticidade em um só lugar.

Durante a reinauguração, os clientes poderão conferir as novidades e aproveitar ofertas exclusivas preparadas especialmente para a ocasião. A empresa convida toda a comunidade a prestigiar esse momento especial e celebrar juntos uma nova fase da Maré Móveis em São José de Mipibu.

“A reinauguração da Maré Móveis é um momento de muita alegria para todos nós. Trabalhamos com carinho para oferecer um espaço mais moderno e acolhedor, e queremos que cada cliente se sinta em casa ao nos visitar”, afirmou a gerente Jucy Melo.

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Homem assassinado a tiros na Zona Norte de Natal acumulava dívidas com agiota, diz Polícia Civil


O homem morto a tiros na noite de quinta-feira (28) dentro de casa no bairro Nossa Senhora da Apresentação, zona Norte de Natal, não possuía antecedentes criminais e nem envolvimento com atividades ilícitas, de acordo com informações da Polícia Civil que também confirmou que ele acumulava dívidas com agiotas.

Na ação criminosa, Airton Silva e Alves, de 42 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo e veio a óbito no local. Sua filha, uma criança de 6 anos, também foi baleada e socorrida ao hospital, onde recebe atendimento médico.

O caso foi assumido pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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62% dizem que Brasil caminha na direção errada, diz pesquisa Ipsos

Uma pesquisa feita pela Ipsos revelou que 62% dos brasileiros afirmam que o país segue na direção errada, enquanto 38% dizem que está no rumo certo. A pesquisa “What worries the world” (“O que preocupa o mundo”, em tradução literal) entrevistou 25.177 pessoas, a maioria on-line, com idades de 16 a 74 anos em 30 países de 25 de julho a 8 de agosto. A amostra foi realizada em diversos países, no Brasil a amostragem foi de aproximadamente 1.000 pessoas.

De acordo com o levantamento, divulgado na quinta-feira (28), a avaliação negativa por parte dos brasileiros caiu 4 pontos percentuais em relação a julho de 2025, quando 66% disseram que o país ia na direção errada.

O Brasil empatou com os Estados Unidos na avaliação negativa da população. Em comparação à pesquisa de julho de 2025, os EUA tiveram uma alta de 6 pontos percentuais na quantidade de pessoas que entendem que o país vai na direção errada: eram 56% em julho; em agosto atingiram os mesmos 62% registrados no Brasil.

A percepção negativa em ambos os países está próxima à média das 30 nações participantes do levantamento, de 63%.

Em relação ao Brasil, o Ipsos faz uma ressalva de que a pesquisa tem um recorte entre as camadas “mais urbanas, mais educadas” e também “mais conectadas” se comparada à população em geral.

MAIORES PREOCUPAÇÕES NO BRASIL

No Brasil, o quesito “crime e a violência” segue no topo das preocupações dos entrevistados, seguido de “pobreza e desigualdade social”.

Eis cada uma das preocupações dos brasileiros apontada pelo levantamento:

  • crime e violência – 42% (alta de 1 ponto percentual em comparação a jul.2025);
  • pobreza e desigualdade social – 35% (queda de 1 ponto percentual);
  • corrupção financeira/política – 33% (alta de 1 ponto percentual);
  • impostos – 31% (alta de 3 pontos percentuais);
  • inflação – 29% (queda de 3 pontos percentuais);
  • educação – 19% (queda de 3 pontos percentuais);
  • desemprego – 18% (manteve-se igual);
  • mudanças climáticas – 11% (alta de 1 ponto percentual);
  • conflitos militares entre nações – 5% (manteve-se igual);
  • controle imigratório – 1% (manteve-se igual).

Poder 360

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STF forma maioria para manter prisão de Robinho

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira (28) para manter em prisão o ex-jogador Robson de Souza, mais conhecido como Robinho.

A defesa do ex-jogador tenta reverter a decisão do Supremo que confirmou determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para o cumprimento da pena por estupro no Brasil. Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão pelo crime cometido em 2013.

Votaram a favor da manutenção da prisão o relator Luiz Fux e os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Apenas o ministro Gilmar Mendes divergiu até o momento.

O julgamento ocorre em plenário virtual, que começou no dia 22 de agosto e será encerrado nesta sexta-feira (29). Em seu voto, Fux afirmou que o recurso utilizado pela defesa – embargos de declaração sobre um habeas corpus – é inválido para a ocasião.

“Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP”, disse.

“Sem razão a defesa. O Plenário desta Suprema Corte, por maioria, afastou expressamente, ao caso concreto, o princípio da irretroatividade previsto no art. 5º, XL, da Constituição Federal, considerando-o inaplicável, na hipótese dos autos”, completou o ministro.

Condenação

Robinho foi condenado na Itália a nove anos de prisão por participação no estupro coletivo de uma mulher de 23 anos, ocorrido em uma boate italiana em 2013. Na época, o jogador atuava pelo Milan.

O ex-jogador está preso desde março de 2024, após o Supremo autorizar o cumprimento da pena no Brasil. Ele está detido na Penitenciária de Tremembé, conhecido como o “presídio dos famosos”.

CNN

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Cadu sobre Zenaide: “Se ela está do lado de Allyson, não está do lado do PT”


O secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e pré-candidato ao Governo do RN, Cadu Xavier (PT), afirmou que a senadora Zenaide Maia (PSD) não faz parte hoje do mesmo campo político do partido da governadora Fátima Bezerra (PT) e do presidente Lula (PT). Ele avaliou o cenário eleitoral para 2026 hoje e os fatos novos que vêm surgindo, com a existência de três chapas atualmente. Além da dele, pelo PT, a da direita, com Rogério Marinho (PL) pré-candidato e a de Allyson Bezerra (UB), que, ao lado de Zenaide deve viabilizar a terceira candidatura ao executivo estadual.

“Allyson sempre esteve do outro lado, o prefeito de Mossoró nunca esteve próximo do nosso governo, nunca. Então se Zenaide vai estar caminhando ao lado dele, ela vai estar na oposição ao governo, que nós vamos ter um candidato de situação, que serei eu, e ela vai estar num palanque que é de oposição do governo, de outro campo político”, afirmou durante entrevista ao programa 12 em Ponto, na 98 FM.

Com pré-candidatura posta há meses, Cadu afirma que não há possibilidade de mudança dessa decisão pelo sistema governista. Entretanto, questionado, admite que poderia ser vice de Walter Alves (MDB), em caso do vice-governador, quando assumir a cadeira de governador, decida disputar reeleição.

“Eu acho que a única possibilidade de retirada da minha candidatura é se o futuro governador Walter Alves decidir ser candidato. É um direito dele. Aceito ser vice dele sem problema nenhum.

De Walter, sem problema nenhum, porque é direito dele ser candidato”, explicou.

Por outro lado, afirmou que não deverá ser candidato a vice-governador ao lado de Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, cujas especulações apontam possibilidade de se colocar ao Governo. Cadu descarta.

“De Ezequiel, essa condição não existe nesse momento. Walter vai ser governador do Estado e ele tem o direito de ser candidato à reeleição. Então, esse é o quadro que existe”, cravou.

Segundo Cadu, a eleição de 2026 vai reforçar o embate direto entre os dois lados da política: de um lado, o campo progressista liderado por Lula e Fátima; de outro, a direita bolsonarista e seus aliados. Sobre as candidaturas que já estão desenhadas no Rio Grande do Norte, ele resume: “Tem Rogério Marinho, candidato de um grupo, e Allyson Bezerra; os dois estão no outro campo.

Eu sou atualmente o pré-candidato ao governo do lado do presidente Lula, do lado da democracia.

Quem estiver do outro lado, é do outro lado”.

Xavier ainda explica a identificação do seu nome enquanto pré-candidato atrelando-o ao presidente Lula. A definição que aumentou os índices de intenções de votos nas pesquisas é, segundo ele, para “demarcar os lados”: “Eu sou filiado ao PT, eu sou secretário do Estado do Governo do PT há sete anos, e eu não tenho problema nenhum de ser Cadu de Lula. Pelo contrário, eu tenho muito orgulho. O outro lado vai ser fulano de Bolsonaro, vai ter que defender; fulano que defendeu os atos golpistas de 8 de janeiro. Não, Cadu de Lula é isso”.

Cadu Xavier ressaltou que o PT tem dialogado com os partidos aliados para fechar a chapa que vai disputar o Senado em 2026. “O PT tem uma candidatura posta, que é a minha. Agora, nós estamos dialogando com os partidos aliados, porque não se faz eleição sozinho. A governadora Fátima sempre disse isso. O MDB é um parceiro importante, o PSB é um parceiro importante, o PCdoB, o PV, o PDT. O campo que esteve com Lula em 2022 é o campo que a gente precisa manter unido em 2026”, explicou.

Legado do Governo Fátima

Além das questões eleitorais, Cadu Xavier também falou sobre a gestão estadual e o legado da governadora Fátima Bezerra. Ele destacou o resgate do pagamento em dia dos servidores e a reorganização das contas públicas.

“A gente recebeu um Estado quebrado, com salários atrasados, com quatro folhas em atraso. A governadora conseguiu pagar tudo e colocar em dia. Reconstruímos a arrecadação, modernizamos a Secretaria de Tributação e demos estabilidade fiscal ao Estado”, disse.

O secretário ainda comentou sobre os investimentos em saúde, educação e segurança, o enfrentamento aos ataques criminosos de 2023, as operações de crédito para infraestrutura e saneamento, além dos desafios futuros como os precatórios e a queda das transferências federais.

“O RN hoje está em muito melhores condições do que em 2018. Claro que temos desafios, mas o Estado está equilibrado e tem condições de seguir avançando”, concluiu.

Diário do RN

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