Câmara de SP tem maior bancada feminina de sua história

Imagem da notícia

A Câmara Municipal de São Paulo deu posse à maior bancada feminina da história. Ela passou a contar com 20 mulheres, um aumento de 53,8% em relação a 2020, quando foram eleitas 13 vereadoras - recorde até então.

A bancada feminina na Casa terá 36,3% das cadeiras, a maior proporção entre as capitais. E uma composição ideológica diversa. Das 20 vereadoras, 7 são de partidos de esquerda - PT, PSOL, Rede e PSB - 35% das eleitas. As outras 13, que compõem 65% da bancada, estão em partidos de centro, como MDB e PSD, e de direita, como o PL.

O grupo conta tanto com bolsonaristas raiz, como Sonaira Fernandes (PL) e Zoe Martinez (PL), apadrinhadas por Jair Bolsonaro (PL), quanto com representantes progressistas. Entre elas, Amanda Paschoal (PSOL), a travesti mais votada para a Câmara, eleita com o apoio da deputada federal Erika Hilton (PSOL), e Luna Zarattini (PT).

O perfil da nova bancada evidencia que a busca por consensos será desafiadora. Sonaira Fernandes, ex-secretária de Políticas para a Mulher na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), se declara "antifeminista" e contrária ao aborto, mesmo nos casos previstos em lei. Em contrapartida, Luna Zarattini se destacou por criticar a restrição ao acesso ao aborto legal em hospitais da capital. Amanda Paschoal tem como bandeira o programa "Respeito desde a Escola", que visa promover cultura de acolhimento e respeito à diversidade. Já Zoe se posiciona contra discussões sobre identidade de gênero nas escolas.

Zoe diz que espera uma relação respeitosa na bancada, com embates só no âmbito político, e não pessoal. "Respeitarei todos os meus colegas independentemente de partido ou gênero, mas não me furtarei a defender os ideais pelos quais fui eleita." O foco de seu mandato será a educação básica, com propostas que de criação de novos Centros Educacionais Unificados e de implementação de disciplinas de educação financeira e empreendedorismo nas escolas.

Diálogo

Luna ressalta que buscará avanços em prol das mulheres, especialmente as mais pobres, negras e quilombolas. "Será necessário diálogo e conversas." Ela recorda sua atuação na CPI contra a violência e o assédio sexual: "Mesmo com uma composição diversa, nós, mulheres, chegamos a consensos sobre a necessidade de melhorar os equipamentos públicos, como as delegacias que não ficam abertas 24 horas. É possível encontrar acordos entre mulheres de diferentes partidos", completa a petista, que pretende trabalhar no combate à fome por meio de cozinhas solidárias.

Amanda Paschoal acredita que a diversidade de ideias é parte da democracia. "Enquanto a bancada feminina estiver atuando para defender os direitos de mulheres, do povo e combatendo a desigualdade, estaremos juntas." Mas ela adverte: "Mas não estarei do lado de quem quiser excluir mulheres negras, indígenas, trans e periféricas de políticas públicas".

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

São Bernardo do Campo volta ao consórcio de cidades do ABC depois de dois anos

A Câmara de São Bernardo do Campo aprovou por unanimidade em sessão extraordinária nesta sexta-feira, 3, proposta que dá permissão ao prefeito do município, Marcelo Lima (Podemos), de recolocar a cidade no Consórcio ABC - formado por cidades da região que buscam verbas e projetos junto aos governos federal e estadual para Santo André, São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Mauá. Atualmente, São Caetano do Sul está fora do grupo, mas há sinalização do atual prefeito, Tite Campanella (PL), em retornar ao bloco nas próximas semanas.

A Prefeitura de São Bernardo afirmou, em nota, que o retorno ao Consórcio ABC "possibilita esse realinhamento ao colegiado, que tem objetivo de discutir políticas públicas comuns entre as sete cidades". O Estadão apurou que o prefeito Lima tentará fortalecer os laços entre as sete cidades do ABC Paulista em uma tentativa de ampliar os índices de industrialização, setor que se tornou referência para região nas décadas de 1980 e 1990.

"Nossa missão é o diálogo, tendo como foco as pessoas. A política é instrumento de transformação. Com essa aprovação do projeto, São Bernardo está se reposicionando nos âmbitos regional, estadual e nacional, abrindo novamente para debate de grandes projetos que possam ser articulados em conjunto na região, dentro da perspectiva de que as cidades, em diversos casos, podem construir soluções para interesses coletivos", afirmou Lima, que assumiu como prefeito na última quarta-feira, 1º, para o mandato 2025-2028.

São Bernardo está fora do Consórcio ABC desde 2022, quanto o então prefeito Orlando Morando (à época no PSDB, hoje sem partido) decidiu sair do grupo junto com São Caetano (à época comanda pelo também tucano José Auricchio) e Ribeirão Pires. Poucos dias depois, Ribeirão voltou ao consórcio.

Havia divergências internas entre os prefeitos, o que levou a então ala tucana a abandonar o consórcio. Em 2022, foram eleitos para o comando do bloco econômico PT), prefeito de Mauá, e José de Fillipi Jr (PT), então chefe do Poder Executivo de Diadema, o que desagradou opositores.

Posteriormente, Morando e Auricchio alegaram que os altos custos da mensalidade do Consórcio não são compatíveis com a realidade dos municípios. O valor gira em torno de R$ 350 mil por mês.

Parcelamento de dívida é aprovado em São Bernardo

Ainda na sessão extraordinária desta sexta, os vereadores da maior cidade do ABC Paulista aprovaram parcelamento de dívidas municipais denominado "Tudo em Dia". A proposta valerá a partir de fevereiro e os munícipes e empresas com dívidas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Serviços (ISS) e taxas poderão ter isenção ou desconto de juros, multa e acréscimos compensatórios para facilitar a quitação.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

8/1 de Lula terá cerimônia no Planalto e ato com esquerda na praça dos 3 Poderes

Imagem da notícia

MARIANNA HOLANDA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O aniversário de dois anos do ataque golpista às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023 terá uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, seguida por um ato com militância de esquerda na praça dos Três Poderes.

De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), o presidente Lula (PT) participará da apresentação das obras de arte que haviam sido depredadas -e agora foram restauradas- e de cerimônia com autoridades no Palácio do Planalto. Foram convidados os presidentes dos Poderes e governadores.

Depois, o chefe do Executivo participará de abraço simbólico da praça dos Três Poderes em ato convocado pela Frente Brasil Popular, de movimentos sociais.

De acordo com o Planalto, foram restauradas 21 peças por especialistas no Palácio da Alvorada, e o relógio trazido ao Brasil por dom João 6º em 1808 foi consertado na Suíça, sem custo para o Brasil. Além disso, haverá a apresentação da obra "As Mulatas", de Di Cavalcanti, no Planalto.

Enquanto no ano passado a data foi marcada por uma cerimônia com autoridades no Congresso Nacional, neste ano a participação da esquerda será mais representativa.

Parlamentares de direita pressionaram integrantes dos partidos de centro, inclusive o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a não acompanhar o evento no ano passado. Lira, de fato, não foi. Neste ano, apesar do convite, ele ainda não está confirmado, assim como Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.

O ato no Planalto que marca os dois anos dos ataques ocorrerá a menos de um mês das eleições para o comando do Congresso. Os prováveis sucessores de Lira e Pacheco, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente, também foram convidados, segundo relatos.

Na Câmara dos Deputados, há um projeto de lei que prevê a anistia para os presos nos atos golpistas. Lira havia prometido votar o projeto ainda durante a sua gestão, o que não ocorreu. Agora, Hugo Motta enfrenta a pressão de bolsonaristas para levar adiante o tema.

Ao fim do evento, Lula descerá a rampa do Planalto com autoridades para participar de ato convocado pela Frente Brasil Popular na praça.

A expectativa é reunir cerca de mil pessoas. Participam da organização partidos de esquerda (PT, PC do B e PV). CUT (Central Única dos Trabalhadores), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) também devem ser convidadas.

O presidente, durante sua última reunião com ministros, em dezembro, citou o ato que estavam organizando e pediu a presença de todos. Ele falou ainda da importância da defesa da democracia e disse estar feliz em ver a prisão do general Walter Braga Netto por ela representar uma ação contra a impunidade.

O ex-vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, Braga Netto é primeiro general quatro estrelas preso no processo que apura tentativa de golpe nas eleições.

O avanço das investigações apontou inclusive um suposto plano para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

O ministro José Múcio (Defesa) e os comandantes das três forças, que compareceram no ato de 2024, estão confirmados no deste ano.

À época, Múcio disse no evento: "Estou com os comandantes, foram homenageados, vieram homenagear a democracia porque eles lutaram por ela. Sofreram pressões, mas estão aqui representando a maioria das Forças Armadas, que é de legalistas comprometidos com a democracia".
O termo "militares legalistas" foi utilizado por Lula no seu discurso em 2024 e gerou ruídos na caserna.

O presidente disse na ocasião que "perdão soaria como impunidade" e que o ato marcava a vitória da democracia sobre o autoritarismo.

"Nunca uma caminhada tão curta teve tanto significado na história do nosso país. A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, de Estado, militares legalistas e sobretudo da maioria do povo brasileiro garantiu que nós estivéssemos aqui hoje celebrando a vitória da democracia sobre o autoritarismo", disse, no Congresso.

Lula se referia à caminhada do Palácio do Planalto ao STF, que reuniu as autoridades no dia seguinte aos ataques. De braços dados, eles atravessaram a praça dos Três Poderes em repúdio ao episódio.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

Prefeito de BH é internado com insuficiência respiratória aguda

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, voltou a ser internado nesta sexta-feira (3). De acordo com comunicado divulgado pelo Hospital Mater Dei, ele deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com insuficiência respiratória aguda. Ele está fazendo uso de assistência ventilatória e será submetido a exames para avaliação do quadro.

Fuad Noman foi vice-prefeito eleito em 2020 e assumiu a gestão da capital mineira em março de 2022 após a renúncia do então prefeito Alexandre Kalil, que decidiu na ocasião concorrer ao governo estadual. No ano passado, Fuad foi reeleito após vencer no segundo turno o deputado estadual e candidato Bruno Engler (PL). Ele obteve 53,73% dos votos válidos.

Problemas de saúde vêm acompanhando Fuad Noman desde meados do ano passado. Em julho, ele revelou que havia sido diagnosticado com um linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático. Mesmo se submetendo ao tratamento para combater a doença, ele afirmou desde o primeiro momento que manteria sua candidatura à reeleição.

Em outubro, Fuad afirmou ter concluído o tratamento e que houve remissão total do câncer. A nova internação, no entanto, já é a quarta registrada desde novembro. As três anteriores foram motivadas, respectivamente, por dores nas pernas, por pneumonia e por diarreia e desidratação.

Sua posse como prefeito reeleito ocorreu de forma virtual na quarta-feira (1º), devido à recomendação médica. Em sua aparição por vídeo, ele discursou com dificuldade.

Pouco antes do comunicado sobre a nova internação ser divulgado pelo hospital, as redes sociais do prefeito publicaram uma postagem anunciando o rateio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

Políticos apoiam Gusttavo Lima e dizem que gesto reflete falta de representação política

Imagem da notícia

Políticos de direita dividiram opiniões sobre a possível candidatura do cantor sertanejo Gusttavo Lima à Presidência da República em 2026. Enquanto alguns aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rechaçaram a ideia do artista, outros destacaram que ele é uma opção caso o ex-presidente permaneça inelegível.

Nesta quinta-feira, 2, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo após a notícia da pré-candidatura de Gustavo Lima vir à tona. Começando com um tom de brincadeira, o parlamentar disse que o artista pode ser uma alternativa ante a inelegibilidade de Bolsonaro.

"Que cachaça é essa que o Gusttavo Lima tomou que agora ele quer virar presidente?" Apesar do tom irônico, o parlamentar elogiou a coragem do cantor em "dar a cara a tapa" ao considerar uma transição para a política. Ele ainda imaginou um cenário hipotético, dizendo: "Imagina no dia da posse? Embaixador chegou. Se colocar o Leonardo de vice, acabou."

Também em um vídeo publicado nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que o sertanejo terá o apoio dele em qualquer candidatura eletiva. Segundo o mineiro, o Brasil precisa eleger pessoas que não possuem histórico na política.

"Parabéns, Gusttavo Lima. Quem dera se mais pessoas como você, que não é bandido, que não é ladrão, que nunca precisou de político para viver, entrasse na política. Então, se você quiser vir candidato a presidente, a governador, a senador e a deputado federal, você tem o meu apoio", afirmou Cleitinho.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou as pessoas que estão "menosprezando" a iniciativa do artista. Para o parlamentar, a pré-candidatura de Gusttavo Lima mostra que a escassez de representação política atinge "do cidadão comum ao sertanejo milionário".

"Erra quem menospreza a fala do Gusttavo Lima sobre uma candidatura presidencial. Erra por não entender que na democracia qualquer um pode ser candidato, mas principalmente por não perceber a carência de representação política que aflige do cidadão comum ao sertanejo milionário", disse Vieira no X (antigo Twitter).

Aliados próximos de Bolsonaro, os deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM) e José Medeiros (PL-MT) adotaram uma retórica diferente dos outros políticos de direita. Eles rebateram a ideia do sertanejo de se candidatar à Presidência afirmando que ele deveria ser um "embaixador". O termo faz referência ao apelido pelo qual Gusttavo Lima é conhecido no mundo da música.

Gusttavo Lima procura grupos políticos para construir candidatura

Apesar de ainda não estar filiado a um partido, o sertanejo afirmou em entrevista ao portal Metrópoles, divulgada nesta quinta, que já começou a buscar diálogos com grupos políticos que compartilhem de seus objetivos.

Durante a eleição presidencial de 2022, Gusttavo Lima foi um dos principais apoiadores de Bolsonaro, chegando a visitá-lo no Palácio da Alvorada ao lado de outros artistas sertanejos, como Zezé Di Camargo e Chitãozinho.

Nos últimos anos, Gusttavo Lima enfrentou investigações sobre contratos milionários com prefeituras e acusações de lavagem de dinheiro por meio de apostas online, o que levou a uma ordem de prisão preventiva em setembro de 2024, revogada antes de ser cumprida. O Ministério Público de Pernambuco emitiu em outubro um parecer em que afirma não ter encontrado provas de ilegalidade nas operações financeiras realizadas pelo cantor.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

Marçal liga para Gusttavo Lima e diz que ele é bem-vindo na política

Imagem da notícia

FÁBIO ZANINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O influenciador Pablo Marçal (PRTB), que disputou a Prefeitura de São Paulo no ano passado, diz ter ligado para o cantor Gusttavo Lima para elogiar sua decisão de tentar a Presidência em 2026 e lhe dar as boas vindas à política.

 

Segundo Marçal, Lima representa uma "nova safra de políticos". "Liguei para o Gusttavo Lima e ele realmente está com o coração disposto a servir o nosso povo. Viveremos o pior momento econômico da nossa história nesses próximos dias, e depois disso virá uma nova safra política. Bem-vindo, Gusttavo", declarou à reportagem.

Marçal também tem intenção de se candidatar ao Planalto em 2026, e negocia a filiação ao União Brasil. Ele corre o risco de ser declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no entanto, por ter divulgado um laudo falso contra Guilherme Boulos (PSOL) na eleição municipal.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

'O Rio está pronto', diz prefeito sobre chance de sediar o Pan de 2031

ALEXANDRE ARAUJO
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - O prefeito Eduardo Paes disse que o Rio de Janeiro está pronto para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031. A cidade duela com São Paulo a preferência do Comitê Olímpico do Brasil para ser a representante brasileira na disputa para receber o evento.

"Os equipamentos estão todos prontos, incluindo a pista de BMX. Se quiser fazer golfe, tem golfe. Se quiser fazer vôlei, tem vôlei, se quiser fazer velódromo... Está tudo pronto. Temos certeza que o Rio de Janeiro pode, mais uma vez, receber esse grande evento", disse Paes.

O prefeito participou da entrega da nova pista de BMX do Parque Radical de Deodoro. O local, utilizado nos Jogos Olímpicos de 2016, passou por reformas e foi reinaugurado em evento que aconteceu nesta sexta-feira (3).

O Rio está pleiteando sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031. Vamos ter um debate ainda com São Paulo, que é a capital econômica do nosso país, uma super cidade. Eu sacaneio São Paulo o tempo todo, mas reconhecemos a importância. Mas temos muita certeza que o Rio está pronto para receber o Pan de 2031 Paes

A cerimônia contou com atletas e dirigentes. Pedro Queiroz e Priscila Stevauxm campeões brasileiros de BMX, e José Luiz Vasconcellos, presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, marcaram presença. A prefeitura vai oferecer escolinhas à população em parceria com a CBC.

A decisão da cidade brasileira concorrente vai ser tomada pela Assembleia Geral do COB, marcada para 29 de janeiro. Na Assembleia, as cidades candidatas vão apresentar as respectivas propostas e o colegiado do COB vai definir a representante do país.

Votam na Assembleia 33 confederações, 19 atletas e os dois membros brasileiros do Comitê Olímpico Internacional (COI). O nome da cidade brasileira a ser candidata precisa ser entregue à PanAm Sports, que organiza o Pan, até 31 de janeiro.

A Prefeitura do Rio criou um grupo de trabalho para a candidatura. "Vamos dialogar com todos os entes públicos, com a sociedade, através de audiências públicas, garantindo assim toda a transparência do processo, e também elaborar um cronograma de ações que serão necessárias para a realização do Pan e Parapan-americano", disse Guilherme Schleder, secretário municipal de Esportes, e coordenador do Comitê de candidatura ao lado de Isabel Swan, vice-prefeita de Niterói.

A candidatura de Rio/Niterói foi oficializada ao COB no começo de dezembro. São Paulo já havia demonstrado a intenção anteriormente.

Alguns atletas se mostraram envolvidos com as candidaturas. Integrantes do Time Rio, como as ginastas Jade e Flavia Saraiva, o remador Lucas Verthein e a canoísta Ana Sátila estiveram na cerimônia de entrega da carta de Rio/Niterói ao COB. Do outro lado, o ginasta Arthur Zanetti está em campanha por São Paulo e fez publicação recente em rede social.

Vale ressaltar que o COB mudou de gestão. Marco La Porta foi eleito novo presidente do comitê em pleito realizado em outubro do ano passado.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

Defendo a vida, mas não é pauta da minha pasta, diz secretária de Nunes

FÁBIO ZANINI
SÃO PALO, SP (FOLHAPRESS) - Ex-secretária nacional da Família do governo Jair Bolsonaro (PL), a advogada Angela Gandra afirma que as causas que defende, como antiaborto e em defesa da família tradicional, não fazem parte da pauta da pasta de Relações Internacionais, para qual foi nomeada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Por isso, diz, esses temas não devem aparecer de maneira relevante em sua atuação municipal nos próximos anos. Ela ressalta, por outro lado, que nunca vai deixar de ser "uma defensora da vida" e que acredita que a vida "é o primeiro direito humano" e que não pode ser recusado.

Durante a gestão Bolsonaro, a advogada articulou internacionalmente a aproximação do governo federal a movimentos e grupos conservadores.

Ela afirma à reportagem que é muito grata a Bolsonaro, com quem esteve em dezembro e que a parabenizou em ligação telefônica, pelo que o ex-presidente lhe possibilitou "fazer pela família e pela vida mundo afora".

A nova secretária afirma que sempre soube "dialogar com pluralismo" e nunca foi ideológica, mas "jurídica, antropológica e sociológica" em sua atuação no governo federal.

"Como advogada, realmente defendo a vida como o primeiro direito humano. E também, dentro desse campo, nunca defendi a partir de uma moral religiosa. Às vezes me perguntavam sobre isso, tanto na Secretaria da Família quanto no trabalho que fiz em termos internacionais de defesa da vida. Não venho falar como uma católica praticante. É uma pauta jurídica. Como [a filósofa] Hannah Arendt falaria, é uma pauta humana, de direito humano", argumenta.

"É nesse sentido que realmente entendo o que a gente está vivendo hoje no país, com assistolia fetal e etc. Eu penso 'meu Deus, é um ser humano'. Então, se eu for perguntada e abordada, nunca vou negar o que penso. Sou muito transparente, mas vou me ater à minha pauta, que toda essa parte está dentro da Secretaria dos Direitos Humanos. Mas nunca vou negar a defesa que eu tenho pela liberdade, a primeira liberdade de poder nascer", completa.

A secretária lista acordos de cooperação técnica, acordos econômicos e gestão humana como prioridades de sua gestão na pasta.

"Estou muito empolgada porque São Paulo é uma cidade que cresceu muito nesses quatro anos de gestão e que pode ter acordos de cooperação técnica para intercambiar um ganha-ganha entre as cidades e ao mesmo tempo mostrar o que a cidade tem e aprender também com outros países", diz.

"Como eu tenho muito contato com consulados e embaixadas, gostaria de poder fazer acordos econômicos e, ao mesmo tempo, essa gestão humana. Queria ontem [quarta-feira, 1º] já conversar com a secretária de direitos humanos e dizer que São Paulo pode ser a cidade mais acolhedora do mundo. Nós temos esse espírito cosmopolita", acrescenta. "Queríamos também ter um grande trabalho de acolhimento e integração" de imigrantes.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

Políticos apoiam Gusttavo Lima e dizem que gesto reflete falta de representação política

Políticos de direita dividiram opiniões sobre a possível candidatura do cantor sertanejo Gusttavo Lima à Presidência da República em 2026. Enquanto alguns aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rechaçaram a ideia do artista, outros destacaram que ele é uma opção caso o ex-presidente permaneça inelegível.

Nesta quinta-feira, 2, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo após a notícia da pré-candidatura de Gustavo Lima vir à tona. Começando com um tom de brincadeira, o parlamentar disse que o artista pode ser uma alternativa ante a inelegibilidade de Bolsonaro.

"Que cachaça é essa que o Gusttavo Lima tomou que agora ele quer virar presidente?" Apesar do tom irônico, o parlamentar elogiou a coragem do cantor em "dar a cara a tapa" ao considerar uma transição para a política. Ele ainda imaginou um cenário hipotético, dizendo: "Imagina no dia da posse? Embaixador chegou. Se colocar o Leonardo de vice, acabou."

Também em um vídeo publicado nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que o sertanejo terá o apoio dele em qualquer candidatura eletiva. Segundo o mineiro, o Brasil precisa eleger pessoas que não possuem histórico na política.

"Parabéns, Gusttavo Lima. Quem dera se mais pessoas como você, que não é bandido, que não é ladrão, que nunca precisou de político para viver, entrasse na política. Então, se você quiser vir candidato a presidente, a governador, a senador e a deputado federal, você tem o meu apoio", afirmou Cleitinho.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou as pessoas que estão "menosprezando" a iniciativa do artista. Para o parlamentar, a pré-candidatura de Gusttavo Lima mostra que a escassez de representação política atinge "do cidadão comum ao sertanejo milionário".

"Erra quem menospreza a fala do Gusttavo Lima sobre uma candidatura presidencial. Erra por não entender que na democracia qualquer um pode ser candidato, mas principalmente por não perceber a carência de representação política que aflige do cidadão comum ao sertanejo milionário", disse Vieira no X (antigo Twitter).

Aliados próximos de Bolsonaro, os deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM) e José Medeiros (PL-MT) adotaram uma retórica diferente dos outros políticos de direita. Eles rebateram a ideia do sertanejo de se candidatar à Presidência afirmando que ele deveria ser um "embaixador". O termo faz referência ao apelido pelo qual Gusttavo Lima é conhecido no mundo da música.

Gusttavo Lima procura grupos políticos para construir candidatura

Apesar de ainda não estar filiado a um partido, o sertanejo afirmou em entrevista ao portal Metrópoles, divulgada nesta quinta, que já começou a buscar diálogos com grupos políticos que compartilhem de seus objetivos.

Durante a eleição presidencial de 2022, Gusttavo Lima foi um dos principais apoiadores de Bolsonaro, chegando a visitá-lo no Palácio da Alvorada ao lado de outros artistas sertanejos, como Zezé Di Camargo e Chitãozinho.

Nos últimos anos, Gusttavo Lima enfrentou investigações sobre contratos milionários com prefeituras e acusações de lavagem de dinheiro por meio de apostas online, o que levou a uma ordem de prisão preventiva em setembro de 2024, revogada antes de ser cumprida. O Ministério Público de Pernambuco emitiu em outubro um parecer em que afirma não ter encontrado provas de ilegalidade nas operações financeiras realizadas pelo cantor.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade

Moraes nega pedido de prisão domiciliar, mas autoriza exame cardíaco para Chiquinho Brazão

Imagem da notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na quinta-feira, 2, que o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) poderá realizar um exame cardiológico fora da penitenciária onde está detido. Apesar disso, Moraes negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva do parlamentar em prisão domiciliar.

Chiquinho Brazão está preso desde março na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Ele é apontado como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, acusação que ele nega.

Desde então, o parlamentar teve 37 consultas e atendimentos médicos na prisão, conforme relatado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa de Brazão argumentou que o estado de saúde do deputado justificava a prisão domiciliar por motivos humanitários. Segundo seus advogados, ele sofre de cardiopatias crônicas há mais de 17 anos e apresenta dores constantes no peito, com alto risco de infarto ou necessidade de procedimentos invasivos urgentes.

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, se posicionou contra a transferência para a prisão domiciliar. Ele afirmou que, apesar do histórico médico do parlamentar, "nenhum deles atesta, de forma peremptória, a necessidade de intervenção cirúrgica", mas recomendou que Brazão pudesse consultar um cardiologista fora do presídio, acompanhado por escolta policial.

Baseando-se no relatório médico da penitenciária, Moraes decidiu pela autorização da cineangiocoronariografia, exame indicado para avaliar obstruções nas artérias coronárias.

O documento enviado ao STF apontava "alta possibilidade de sofrer mal súbito com risco elevado de morte", além de complicações relacionadas à diabetes e hipertensão.

A decisão de Moraes prevê que a escolta será realizada pela Polícia Federal, com a defesa de Brazão responsável por informar, com antecedência de cinco dias, a data, o horário e o local do exame. O procedimento deverá ocorrer em Campo Grande, cidade onde o deputado está detido.

Além das questões de saúde, Brazão enfrenta complicações políticas. Ele foi cassado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados em agosto.

Embora tenha recorrido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e recebido negativa, a decisão ainda não foi votada no plenário. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deixou o caso para o próximo mandato, encerrando as atividades legislativas no dia 20 de dezembro.

Os advogados do parlamentar indicaram que os possíveis cenários médicos incluem infarto, urgência de cateterismo com implante de stent ou cirurgia cardíaca de peito aberto. Ainda assim, Moraes enfatizou que a prisão domiciliar não se justifica neste momento, já que os cuidados médicos necessários podem ser realizados com segurança no regime atual.

Fonte: Clique Aqui

Publicidade