Investigado pela PF, sindicato ligado a irmão de Lula tem recorde de arrecadação e descontos em folha de aposentados

O Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados), uma das associações investigadas pela PF por suspeita de fraude no INSS, teve um aumento expressivo nos valores dos descontos em folha de seus associados e um crescimento súbito em sua receita nos últimos anos.

A entidade tem José Ferreira da Silva, o Frei Chico, um dos irmãos do presidente @lulaoficial (PT), como diretor vice-presidente. O irmão de Lula não é investigado, mas cita o presidente principal do sindicato Milton Filho. O sindicato teve um aumento de 78% nos valores de descontos em folha de 2020 para 2021.

A arrecadação também subiu: foi de R$ 17,8 milhões, em 2016, para R$ 90,5 milhões, em 2023. Também foi identificado um aumento nos pedidos de exclusão da associação ao INSS. Demandas chegaram a 20 mil em janeiro de 2024. Nesse período, o Sindnapi contava com 276,9 mil associados cadastrados.

A PF vê o número de pedidos de exclusão como um indício de que os aposentados estavam sendo associados sem consentimento.

Revista Ceará

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Bebê de oito meses morre e mulher está na UTI após comer açaí; suspeita é de envenenamento

Uma bebê de oito meses morreu e uma mulher está internada em estado grave no Hospital Regional Alfredo Mesquita, em Macaíba, na Grande Natal, após consumirem um açaí que estaria supostamente envenenado, no bairro de Felipe Camarão, zona Oeste da capital potiguar. Yohana Maitê chegou a ser socorrida até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança, mas não resistiu e faleceu no local. Já Geisa de Cássia, de 50 anos, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em conversa com a TRIBUNA DO NORTE, o estudante Yago Smith, parente das vítimas, relatou que foram entregues à sua mãe, Geisa, dois potes de açaí por um moto entregador, como uma espécie de “presente” enviado de forma anônima. A primeira entrega aconteceu no domingo (13) e incluía um urso de pelúcia com alguns chocolates, além de uma carta com a mensagem: “Depois que te perdi, foi que percebi que te amo”.

“Minha mãe recebeu, na nossa casa, um presente deixado por um motoqueiro. Neste presente havia um urso rosa com alguns chocolates. Além disso, tinha uma carta com uma mensagem pronta. Ela (Geisa) pensou que fosse de algum ex-namorado, então comeu os chocolates, e estava tudo bem”, disse Yago.

Na tarde da última segunda-feira (14), o filho contou que a mãe recebeu uma nova encomenda, desta vez com os potes de açaí e alguns chocolates. Ela os guardou no congelador e, posteriormente, à noite, decidiu consumir e dividiu com a sobrinha, Yohana. Depois de alguns minutos, a criança começou a passar mal e foi levada à UPA no bairro Cidade da Esperança, mas não resistiu e faleceu.

Horas após a criança ser socorrida, Geisa também começou a passar mal e foi levada à unidade de emergência. Segundo Yago, a família suspeitou que fosse algo emocional, em decorrência da situação da sobrinha. Após ser medicada no local, ela recebeu alta e retornou para casa.

Uma nova entrega foi realizada na terça-feira (15), desta vez com apenas dois potes de açaí, contendo 200 ml cada. O “presente” foi recebido por uma prima que estava na residência, e Geisa os guardou na geladeira. Após o almoço, ela ingeriu novamente o açaí e começou a passar mal cerca de 15 minutos depois, com sintomas mais graves do que os anteriores.

“Levamos ela para a UPA, e lá ela já estava muito pior. Foi feita a intubação, e, após o médico avaliar seu estado, levantou-se a hipótese de envenenamento. Ele começou a questionar o que minha mãe havia ingerido, e falamos sobre esse açaí. O médico pediu que encaminhássemos o caso ao DHPP e que fosse registrado um Boletim de Ocorrência, pois se tratava de um possível envenenamento”, detalhou Smith.

O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep/RN), que realizou a coleta de amostras do açaí para exame toxicológico.

Tribuna do Norte

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Uso de maconha aumenta em até 4 vezes risco de demência, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, descobriram que o consumo regular de maconha está associado ao desenvolvimento de demência. A lista de possíveis efeitos do uso também inclui problemas cardiovasculares graves, como AVCs, ataques cardíacos, arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca.

Publicado no dia 14 de abril na JAMA Neurology, o estudo ganhou notoriedade por sua abrangência, já que analisou os dados de saúde de cerca de 6 milhões de pessoas. A pesquisa inclui somente adultos canadenses com 45 anos ou mais, sem diagnóstico prévio de demência.

Outro dado importante descoberto pelos cientistas foi que os usuários de cannabis já foram hospitalizados ou precisaram visitar o pronto-socorro por conta da droga tem até quatro vezes mais chances de receberem o diagnóstico de demência em até cinco anos.

“Alguém que vai ao pronto-socorro ou é hospitalizado por causa do uso de cannabis tem um risco 23% maior de desenvolver demência em cinco anos, em comparação com alguém que foi ao hospital por outro motivo”, disse Daniel Myran, coautor do estudo, em nota à imprensa. Ele reforça que o risco é 72% maior quando comparado à população geral.

Ainda, ele menciona que os números consideram demais fatores de risco para a doença, como idade, sexo, saúde mental, além do uso de substâncias e condições crônicas (como diabetes).

Estudos feitos anteriormente apontam que usuários de maconha também têm mais chances de recorrer ao atendimento emergencial ou hospitalização.

Apesar dos dados, Myran destaca que não é um estudo que vincula oficialmente a maconha com a demência, mas com o objetivo de entender mais a associação que está aumentando em pesquisas científicas.

Vale destacar que outros fatores de risco da demência são a idade, pressão alta, diabetes, má alimentação, problemas cardíacos e de sono, além da falta de atividade física.

Fatores adicionais

A análise foi feita a partir de registros médicos de 2008 a 2021, com mais de 6 milhões de pessoas entre 45 e 105 anos, moradores de Ontário, no Canadá, sem demência. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 16 mil pessoas que passaram por atendimento médico por conta de reações negativas ao uso de maconha.

Myran reforça que após cinco anos da visita ao hospital ou internação, 5% desse número foi diagnosticado com demência. Em dez anos, cresce para 19%.

Ao longo dos 13 anos analisados, o número de adultos de 45 a 64 anos que foram ao pronto-socorro por causa do uso de maconha foi cinco vezes maior. Entre os idosos com 65 anos ou mais, esse número cresceu ainda mais: foi quase 27 vezes maior, de acordo com o estudo.

Caso seja comprovado que a maconha realmente causa demência, é necessário entender como isso acontece no cérebro dos usuários frequentes. O coautor acredita na possibilidade de que o uso diário pode mudar a forma como as conexões entre os neurônios funcionam.

Segundo Myran, há indícios de que o uso frequente de maconha possa estar ligado a processos inflamatórios e danos em pequenos vasos sanguíneos do cérebro. Outra hipótese é que esse hábito contribui para o surgimento de outros fatores associados à demência, como quadros de depressão e isolamento social.

InfoMoney

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Internado há uma semana, Bolsonaro posta foto de pontos no abdômen


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa neste Domingo de Páscoa (20/4) uma semana de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, onde passou por uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal.

O procedimento foi feito para remover aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal, complicações que, de acordo com os médicos, são decorrentes da facada sofrida pelo ex-presidente em 2018, durante a campanha eleitoral. Neste domingo, Bolsonaro postou em suas redes sociais uma foto do tórax sem curativo, deixando expostos os pontos da operação. Veja:


“Ainda em fase de recuperação após mais um procedimento cirúrgico. Tenho me mantido estável, com a pressão controlada e uma resposta clínica considerada positiva pelos médicos”, escreveu Bolsonaro.

Ele revelou ainda que segue sem alimentação oral, “recebendo nutrição por via venosa e realizando sessões diárias e mais acentuadas de fisioterapia para acelerar minha recuperação. A recomendação médica é de repouso absoluto, sem visitas, e ainda não há uma data definida para alta da UTI”.

Segundo Bolsonaro, o curativo foi retirado neste domingo “para limpeza e averiguação da situação, além de dreno na lateral esquerda de meu abdômen”.

O que aconteceu

  • Bolsonaro está internado em Brasília desde a noite de sábado (12/4), depois de ser transferido de Natal (RN), onde precisou ser hospitalizado às pressas na sexta-feira (11/4), para tratar quadro de subobstrução intestinal.
  • cirurgia demorou 12 horas e ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue.
  • O médico pessoal do ex-presidente, Cláudio Birolini, chegou a afirmar que, apesar de não ter acompanhado presencialmente as outras ocasiões, o quadro enfrentado por Bolsonaro na sexta foi o pior desde a facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
  • Esta é a 11ª cirurgia realizada por Bolsonaro por conta de problemas relacionados ao sis5tema digestivo.

Estado de saúde

Diariamente a equipe médica do Hospital DF Star tem divulgado boletins que atualizam o estado de saúde de Bolsonaro, que está clinicamente estável, sem febre ou sinais de infecção.

O ex-presidente segue em jejum oral e recebe nutrição parenteral – através de um cano – pois ainda não apresentou movimentos intestinais efetivos. Apesar disso, os médicos afirmam que a recuperação do político tem sido dentro do esperado, com cicatrização normal e sem complicações adicionais.

Nesse sábado (19/4), Bolsonaro teve um episódio de alteração na pressão arterial, que foi prontamente controlado pelos médicos. De acordo com o boletim médico deste Domingo de Páscoa (20/4), ele continua sem previsão de alta da UTI e segue com visitações restritas, mantendo contato apenas com familiares e a equipe médica.​

Recuperação

Durante a primeira semana de internação, Jair Bolsonaro deu início à sessões de fisioterapia motora e foi visto caminhando pelos corredores do hospital, acompanhado por profissionais de saúde e pela ex-primeira-dama e sua esposa, Michelle Bolsonaro.

Nas redes sociais ela compartilhou vídeos das sessões médicas e agradeceu o apoio recebido.

A previsão inicial é de que a internação dure cerca de duas semanas, a depender da evolução do quadro clínico do ex-presidente.

Através das redes sociais, Jair Bolsoanaro postou, na sexta-feira (18/4), uma foto na UTI, acompanhada de um texto em que diz que os últimos dias têm exigido dele silêncio e paciência.

“Os últimos dias têm exigido de mim silêncio, paciência e dedicação total à recuperação. Mesmo na UTI, sigo firme, amparado por uma equipe médica extremamente dedicada, pela minha família e pelas orações de milhares de brasileiros”, escreveu.

Contexto político

Antes da internação, Bolsonaro cumpria agenda política no Rio Grande do Norte e tentava apoio para o Partido Liberal (PL) em meio aos processos judiciais que enfrenta frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro é réu no STF por suposta tentativa de incitar um golpe de Estado em 2022, com o objetivo de evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a transferência do político para Brasília, cerca de 200 pessoas se reuniram para ver Bolsonaro deixar o hospital no RN. Na capital, algumas pessoas se reúnem diariamente em frente ao DF Star e rezam de três em três horas em uma vigília feita para pedir a recuperação do ex-presidente.

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