Athletico-PR vence de novo, respira na luta contra o rebaixamento e afunda Atlético-GO

O Athletico-PR deu mais um passo pela permanência na elite do Campeonato Brasileiro. Em jogo válido pela 35ª rodada na tarde desta quarta-feira, o time emplacou a segunda vitória seguida ao bater por 2 a 0 o lanterna Atlético-GO, em um duelo direto, na Ligga Arena. Mais uma vez a torcida compareceu em massa e estabeleceu novo recorde de público, agora com 42.177 espectadores.

Os gols da vitória foram marcados por Cuello e Nikão, um em cada tempo. O Athletico-PR chegou aos 40 pontos, abrindo três da zona de rebaixamento. Aliado a isso, vem se fortalecendo na zona de classificação para a Copa sul-americana.

De outro lado, a derrota praticamente rebaixou o time goiano. Ele soma apenas 26 pontos, poderá chegar apenas aos 38, caso vença todos os seus jogos daqui para frente. Fluminense, Criciúma, Juventude estão com 37 e se dois deles vencerem o time goiano estará rebaixado desde esta rodada.

Com o apoio da torcida, o Athletico-PR conseguiu se impor desde o começo do duelo e aos 22 minutos, perdeu uma grande chance de abrir o placar, quando Di Yorio foi derrubado na área depois de um cruzamento de Cuello. O pênalti, porém, só foi confirmado depois do árbitro analisar as imagens do VAR. O próprio camisa 7 foi para a cobrança, mas parou em grande defesa do goleiro Ronaldo, que foi buscar a bola no canto esquerdo.

Mesmo assim, o Athletico-PR não desanimou e seguiu em cima, enquanto o adversário pouco conseguia levar perigo. Tanto que nos acréscimos, aos 49, o time mandante conseguiu abrir o placar. Cuello foi avançando e arriscou um chute rasteiro de fora da área, que foi no cantinho do goleiro Ronaldo, que nada pôde fazer.

Na volta do intervalo, o Atlético-GO acertou uma bola na trave logo aos quatro minutos com Bruno Tubarão, mas o time da casa não demorou para ampliar o placar. Aos 20 minutos, Nikão recebeu na entrada da área e bateu cruzado, sem chances para o goleiro adversário que só olhou a bola morrer no fundo da rede.

A partir daí, a intensidade da partida caiu um pouco, após Thiago Heleno ser expulso por falta em cima de Janderson. O árbitro analisou as imagens do VAR e expulsou o zagueiro, deixando o Athletico-PR com um a menos. Apesar disso, o Atlético-GO não teve forças para descontar e por isso, o time paranaense venceu mesmo por 2 a 0.

Os dois times voltam a campo no próximo final de semana para a disputa da 35ª rodada do Brasileirão. No sábado (23), o Atlético-GO recebe o Palmeiras, no estádio Antônio Accioly, em Goiânia, às 19h30. Já no domingo (24), o Athletico-PR visita o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador, às 16h.

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO-PR 2 X 0 ATLÉTICO-GO

ATHLETICO-PR - Mycael; Léo Godoy, Belezi, Thiago Heleno e Esquivel; Gabriel (Fernando), Felipinho, João Cruz (Zapelli) e Nikão (Gamarra); Cuello (Fernandinho) e Di Yorio (Emerson). Técnico: Lucho González.

ATLÉTICO-GO - Ronaldo; Bruno Tubarão, Adriano Martins, Alix Vinícius e Guilherme Romão; Roni (Lacava), Baralhas, Alejo Cruz (Geovane) e Shaylon; Luiz Fernando e Hurtado (Janderson). Técnico: Anderson Gomes.

GOLS - Cuello, aos 49 minutos do primeiro tempo e Nikão, aos 20 minutos, do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Leo Godoy (Athletico-PR). Adriano Martins e Shaylon (Atlético-GO).

CARTÃO VERMELHO - Thiago Heleno (Athletico-PR).

ÁRBITRO - Alex Gomes Stefano (BA).

RENDA - R$ 1.057.900,00.

PÚBLICO - 41.573 pagantes (42.177 total).

LOCAL - Ligga Arena, em Curitiba (PR).

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São Paulo sofre abalo, é resiliente, mas fica apenas no empate contra Red Bull Bragantino

O São Paulo viu mais uma rodada passar sem conseguir chegar ao G-4 do Brasileirão. Era preciso vencer e torcer contra o Flamengo, mas a equipe tricolor ficou apenas no empate por 1 a 1 contra o Red Bull Bragantino e permanece na 6ª posição, com 58 pontos. O time de Bragança Paulista também sai insatisfeito com o resultado, já que somente a vitória o tiraria do Z-4, permanecendo em 18º, com 37.

Apesar do resultado não ser bom para nenhuma das equipes, o jogo da 34ª rodada foi de bom futebol no estádio Nabi Abi Chedid. Os dois times criaram para buscar superioridade no placar, mas detalhes impediram mais gols. Fernando Seabra, que chegou para livrar o Bragantino do rebaixamento, completa três empates em três jogos e se complica. Do lado são-paulino, o destaque fica com Lucas Moura, um líder técnico e mental para seus companheiros.

O time de Luis Zubeldía volta a campo no sábado, contra o Atlético-MG, às 21h30, no MorumBis. Já o Bragantino visita o Internacional, no domingo, às 16h, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

São Paulo não enfrentaria uma retranca, apesar das situações opostas das equipes. O Bragantino buscou o jogo, até dando espaços para o adversário.

A equipe de Bragança cresceu a partir dos 10 minutos, tendo mais posse. No terço final, a dificuldade era alinhar as jogadas, que morriam em passes errados. Entretanto, os jovens Vinicinho, John John e Lincoln, de, respectivamente, 20, 22 e 26 anos, se articulavam na área do São Paulo, com mais velocidade que Alan Franco e Ruan.

Em mais uma dessas ofensivas, o ex-palmeirense invadiu a área, foi ao fundo e cruzou. Coube ao experiente Sasha mostrar o que faltava aos garotos e empurrar para dentro do gol.

O São Paulo não conseguia responder. O time demonstrou abalo emocional e deu liberdade para o time mandante dominar as ações.

Para desafogar, foi a vez de os são-paulinos lançarem a cartada da experiência. Luiz Gustavo lançou Lucas, que tentou driblar Juninho Capixaba, mas errou. O lateral protegeu mal, e o camisa 7 brigou para roubar a bola e tocar entre as pernas de Cleiton.

Lucas mostra, no seu retorno ao clube, como é a combinação de referência técnica, liderança e vontade dentro de campo. Ele é o vice-artilheiro do São Paulo na temporada, empatado com Calleri, ambos com 14 gols, três a menos que Luciano.

O gol recolocou o São Paulo no jogo, com novas tentativas. Do outro lado, o time da casa manteve a calma, mesmo que apenas uma vitória o tirasse da zona de rebaixamento.

Entretanto, foi somente no segundo tempo que uma chegada voltou a levar perigo, com 5 minutos de jogo. A equipe voltou pressionando. John John recebeu cruzamento e tentou encobrir Rafael. Deu certo, mas a bola saiu sem que Sasha conseguisse completar para o gol.

A resposta foi com o trio Lucas, Luciano e Ferreirinha. O camisa 47 exigiu que Cleiton trabalhasse após um chute cruzado. O São Paulo aumentou o volume de jogo, principalmente pelos lados. Fernando Seabra tentou, então, aumentar a presença na área adversária, com Henry Mosquera.

Já Luis Zubeldía lançou Alisson para articular a saída pelo meio e promoveu o retorno de Patryck na lateral esquerda, após o garoto ter fraturado a clavícula no clássico contra o Palmeiras em agosto.

O segundo tempo, ainda que sem gols, mostrou uma disputa muito equilibrada entre os dois times. As mudanças de Seabra e Zubeldía emulavam um jogo de xadrez. Em campo, o RB Bragantino pecava em finalizar, enquanto o problema do São Paulo era conseguir chegar próximo do gol adversário.

O jogo voltou a esquentar aos 40 minutos. Juninho Capixaba chegou recebe livre na área pela esquerda e bateu de trivela. Rafael teve que se esticar para evitar o gol.

Chama a atenção que Zubeldía não contou com William Gomes. O garoto de 18 anos chegou a ser lançado titular contra o Botafogo, na Libertadores, mas não ganha oportunidades na reta final de Brasileirão. Poderia ser uma alternativa diante dos últimos minutos mais amarrados desta quarta-feira, quando se confirmou o empate.

FICHA TÉCNICA

RED BULL BRAGANTINO 1 X 1 SÃO PAULO

RED BULL BRAGANTINO - Cleiton; Andrés Hurtado, Pedro Henrique, Eduardo e Juninho Capixaba; Matheus Fernandes (Jadsom), Lucas Evangelista (Raul) e Lincoln (Gustavinho); Vinicinho, John John (Henry Mosquera) e Eduardo Sasha (Arthur Sousa). Técnico: Fernando Seabra.

SÃO PAULO - Rafael; Igor Vinícius, Ruan, Alan Franco e Sabino (Patryck); Marcos Antônio (Alisson) e Luiz Gustavo; Lucas Moura, Luciano e Ferreirinha (Rodrigo Nestor); André Silva (Erick). Técnico: Luis Zubeldía.

GOLS - Eduardo Sasha, aos 15, e Lucas Moura, aos 24 minutos do primeiro tempo.

CARTÃO AMARELO - Matheus Fernandes e Eduardo (RB Bragantino) e Sabino e Alisson (São Paulo).

ÁRBITRO - Wilton Pereira Sampaio (Fifa-G

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Palmeiras arranca vitória suada sobre o Bahia nos acréscimos e pressiona o Botafogo

O Palmeiras conseguiu uma improvável virada sobre o Bahia na noite desta quarta-feira, em Salvador, e se fortaleceu na luta pelo título do Brasileirão. Em noite de pouca inspiração e dominado em alguns momentos na Arena Fonte Nova, o time alviverde encontrou forças para derrotar os baianos por 2 a 1 graças ao talento de Raphael Veiga, autor de um lindo gol de falta, e do faro de gol do artilheiro Flaco López, que deixou o banco de reservas para assegurar o triunfo perto dos acréscimos.

O desempenho não foi bom, mas sobrou algo que vinha faltando ao Palmeiras: eficácia. Luciano Rodríguez fez o gol da equipe baiana, que sofreu sua quarta derrota seguida e viu aumentar a pressão, sobretudo em cima do técnico Rogério Ceni.

Para o Palmeiras, a suada vitória é muito comemorada porque deixa a equipe com 67 pontos. Joga, portanto, a pressão sobre o rival carioca, líder isolado da competição. O Fortaleza, outro que ainda não entrou em campo, tem 63 pontos e é o terceiro. A disputa pela taça está polarizada entre os três.

Foram períodos diferentes no primeiro tempo. De dominado, o Palmeiras dominou, mas isso só no parte final. Antes, o Bahia pressionou e criou quatro chances até marcar com Luciano Rodríguez, atacante uruguaio que foi especulado no time alviverde antes de se tornar a maior compra do futebol nordestino - foi comprado por 12 milhões de dólares.

Foi com um chute rasteiro e potente de fora da área que o atacante abriu o placar na Fonte Nova. Parecia uma bola defensável, mas Weverton demorou a cair e foi buscar a bola no fundo da rede aos 26 minutos.

O gol sofrido fez o time paulista, até então sonolento e com claras dificuldades para jogar, acordar. A melhora não foi tão grande. Ao menos os palmeirenses ocuparam o campo de ataque, foram ganhando terreno e chegando perto do gol defendido por Adriel.

Estava complicado encontrar alternativas e solução ofensiva sem Estêvão, o jovem craque de 17 anos acostumado a decidir. Então, o jeito foi o outro protagonista do time aparecer. Raphael Veiga, vice-artilheiro da equipe no torneio, marcou seu décimo gol na competição ao acertar linda cobrança de falta no ângulo no fim da primeira etapa.

No segundo tempo, o Bahia foi quem mais procurou a vitória. Mesmo interessado na triunfo, o Palmeiras se limitou a se defender e não fez isso bem. Deu muitos espaços para os donos da casa atacar e não foi capaz de encaixar contra-ataques perigosos porque todos do setor ofensivo, em especial Felipe Anderson, fizeram um jogo medíocre.

A sorte para os paulistas é que os baianos não estavam com o pé na forma - quando marcaram, Jean Lucas estava em posição de impedimento. E mesmo em noite de mau futebol, de pouca inspiração, o Palmeiras conseguiu no fim a vitória graças ao artilheiro Flaco López. Ele saiu do banco para acertar uma potente cabeçada que bateu no travessão e pingou depois da linha. O árbitro demorou, mas confirmou o gol do artilheiro, goleador máximo da equipe na temporada, com 22 gols.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 1 X 2 PALMEIRAS

BAHIA: Adriel; Gilberto, David Duarte, Gabriel Xavier e Luciano Juba; Caio Alexandre (Acevedo), Jean Lucas e Everton Ribeiro (Tiago); Luciano Rodríguez (Everaldo), Thaciano (Biel) e Ademir (Cauly). Técnico: Rogério Ceni.

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Vitor Reis, Murilo (Gustavo Gómez) e Caio Paulista (Vanderlan); Aníbal Moreno, Raphael Veiga (Flaco López) e Mauricio; Felipe Anderson (Gabriel Menino), Dudu (Rômulo) e Rony. Técnico: Abel Ferreira.

GOLS: Luciano Rodríguez, aos 26, e Raphael Veiga, aos 40 minutos do primeiro tempo. Flaco López, aos 43 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS: Marcos Rocha, Gilberto.

ÁRBITRO: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).

PÚBLICO 36.445 torcedores

RENDA: 1.620.555,00

LOCAL: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

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Vitória ganha do Criciúma fora de casa e se aproxima de manutenção na Série A em 2025

O Vitória venceu o Criciúma na tarde desta quarta-feira, no estádio Heriberto Hulse, pelo placar de 1 a 0, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro e deu um passo importante para seguir na elite do futebol nacional. O único gol da tarde foi marcado pelo atacante Janderson, que saiu do banco de reservas para definir o resultado do jogo, que movimentou a briga contra a zona do rebaixamento.

Com o resultado, o Vitória chegou aos 41 pontos e subiu para a 12ª posição, abrindo vantagem para o Z-4. O Criciúma estacionou nos 37 e ficou na 16ª colocação, como porteiro da degola, que tem Atlético-GO, Cuiabá, Red Bull Bragantino e Juventude. Os catarinenses não vencem há cinco partidas.

O Criciúma contou com o apoio da torcida para pressionar o Vitória no início do jogo. Bolasie aproveitou espaço na esquerda e escapou com velocidade em vários momentos, em busca de oportunidades ofensivas.

O jogo começou a mudar a partir dos 25 minutos, quando Carlos Eduardo aproveitou erro de Claudinho e foi derrubado na frente do goleiro Gustavo. O defensor foi expulso após participação do VAR e confirmação da falta por parte do árbitro. Na cobrança, o lateral-esquerdo Lucas Esteves acertou a trave. Os times se respeitaram no primeiro tempo e o jogo foi bastante truncado na etapa inicial.

No segundo tempo, o Criciúma voltou melhor. O time chegou com Bolasie e Allano, mas não conseguiu furar o sistema defensivo do Vitória, que respondeu com Wagner Leonardo em tentativa de cabeça. Aos nove minutos, Willian Oliveira aproveitou jogada aérea para subir mais que o sistema defensivo dos catarinenses, mas mandou para fora.

Aproveitando a vantagem numérica, o Vitória assustou com Ricardo Ryller e Lucas Esteves, mas balançou as redes com Janderson. Aos 22 minutos, após cobrança de escanteio de Matheuzinho, o centroavante subiu sem marcação para cumprimentar Gustavo e colocar os baianos na frente.

O Vitória ainda chegou com Alerrandro e Matheuzinho, mas não ampliou o placar. Aos 39 minutos, Marcelo Hermes cruzou e Rodrigo apareceu na área para finalizar, mas a bola passou ao lado do goleiro Lucas Arcanjo. O jogo teve emoção até o final e aos 42 minutos, Janderson fez uma linda jogada e rolou para Alerrandro, que parou na grande defesa de Gustavo.

O Vitória volta a campo no próximo sábado (23), para enfrentar o Botafogo, no Nilton Santos, em jogo válido pela 35ª rodada. O Criciúma encara o Fluminense, na terça-feira (26), às 19h, no Maracanã.

FICHA TÉCNICA

CRICIÚMA 0 X 1 VITÓRIA

CRICIÚMA - Gustavo; Claudinho, Rodrigo, Tobias Figueiredo e Marcelo Hermes; Ronald (Jhonata Robert), Newton, Fellipe Mateus (Arthur Caíke) e Matheusinho (Alano); Felipe Vizeu (Dudu) e Bolasie (Pedro Rocha). Técnico: Cláudio Tencati.

VITÓRIA - Lucas Arcanjo; Raúl Cáceres (Willean Lepo), Neris, Wagner Leonardo e Lucas Esteves; Ricardo Ryller (Machado), Willian Oliveira (Léo Naldi) e Matheusinho; Gustavo Mosquito (Janderson), Carlos Eduardo (Zé Hugo) e Alerrandro. Técnico: Thiago Carpini.

GOL - Janderson, aos 22 minutos do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS - Bolasie (CRI); Willian Oliveira, Willean Lepo e Wagner Leonardo (VIT)

CARTÃO VERMELHO - Claudinho (CRI)

ÁRBITRO - Rafael Rodrigo Klein (RS)

RENDA - R$ 463.040,00

PÚBLICO - 12.123 torcedores

LOCAL - Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC)

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Símbolo do antirracismo, Vini Jr descobre ancestralidade em Camarões

As celebrações do dia da consciência negra, feriado nacional nesta quarta-feira (20), foram antecipadas pela CBF, na noite véspera, nas Arena Fonte Nova, palco do Brasil x Uruguai, em Salvador (BA). O atacante Vinícius Júnior, expoente da luta contra o racismo no Campeonato Espanhol, foi presenteado com um certificado de ancestralidade. O craque nascido em São Gonçalo (RJ) descobriu que seus antepassados mais longínquos eram de Camarões, no continente africano, provenientes do povo Tikar.

“Não sabia, estou vendo agora. Mas estou muito feliz. Agora é ganhar o jogo, bora pra cima", disse Vini emocionado, ao receber o documento das mãos de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

A identificação da ancestralidade de Vini Jr foi possível a partir de um teste de DNA, feito a pedido da CBF à empresa African Ancestry, pioneira no rastreamento genético de ancestrais paternos e maternos para pessoas negras em todo o mundo. Vinícius José Paixão de Oliveira, pai de Vini Jr, era o único que sabia da cerimônia- surpresa em homenagem ao filho, mas desconhecia o resultado do teste de DNA.

"É importante para a gente saber de onde nós viemos. São coisas que os brasileiros, na verdade, não sabem: onde veio a nossa ancestralidade, a nossa antecedência. Mas fico feliz, somos de camarões também", afirmou o pai do camisa 7 da seleção.

A homenagem à Vini Jr faz parte da campanha “Raízes de Ouro”, campanha idealizada pela CBF, que visa “inspirar todos os brasileiros afrodescendente a terem orgulho de seus ancestrais e dos países africanos”.

“Celebrar Vini Jr é celebrar a conquista de todos os brasileiros. Ao conhecer suas origens, reafirmamos nosso compromisso com uma sociedade inclusiva, reconhecendo o papel fundamental da cultura afro-brasileira em nossa identidade e no nosso sucesso no futebol mundial", defende Ednaldo Rodrigues.

Fundadora e presidente da African Ancestry, Gina Paige disse estar honrada em poder revelar a ancestralidade africana a Vini Jr e família.

“Acreditamos que a reconexão de Vini com suas raízes africanas é um poderoso ‘ato de resistência,’ alinhado com sua defesa da justiça social dentro e fora dos campos de futebol”, pontuou Paige.

A CBF considera que o camisa 7 da seleção “segue os passos de grandes ícones afro-brasileiros como Pelé, Garricha, Didi, Barbosa e Ronaldinho Gaúcho”. Vários craques brasileiros que se destacaram no futebol mundial também foram celebrados na noite de terça (19) com um mosaico gigante na Arena Fonte Nova.  

Além do certificado e da veiculação nas redes sociais de um filme sobre ancestralidade afrodescendente no país, a CBF exibirá uma foto de Vini Jr ao lado das bandeiras do Brasil e de Camarões, na fachada da sede da entidade, na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro.

A Fifa, entidade que regulamenta o futebol no mundo, aproveitou o clássico sul-americano em Salvador, cidade com maior população negra fora do continente africano, para implementar pela primeira vez no Brasil o "gesto antirracista”. Em resumo, o jogador que cruzar os braços em forma de X na frente do peito durante uma partida, estará sinalizando ao árbitro que foi alvo de insulto racista. Diante do gesto, o árbitro procederá poderá proceder de três formas: interromper a partida; suspendê-la se o abuso continuar, orientando os jogadores e dirigentes a deixarem o campo de jogo; e, por fim, caso o incidente prossiga, o árbitro deixará a partida.

O gesto antirracista foi aprovado em maio no 74º Congresso da FIFA em Bangkok (Tailândia) e se tornou parte do protocolo do futebol em setembro, ao ser implementado na Copa do Mundo Feminina Sub-20 na Colômbia. 

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Dorival fecha 2024 com seleção instável e se apega em elogio de Bielsa

CARLOS PETROCILO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na última partida de 2024, a seleção brasileira deixou o empate por 1 a 1 com o Uruguai debaixo de vaias e protestos, na Arena Fonte Nova. Das arquibancadas com espaços vazios devido aos preços altos dos ingressos, teve quem ignorava a lesão de Neymar e pedia a sua volta, talvez como forma de provocação ou desespero.

O cenário, na noite desta terça-feira (19), em Salvador, destoa da empolgação com Dorival logo na sua estreia em março deste ano. No dia 23 daquele mês, o Brasil derrotou a Inglaterra por 1 a 0 em Wembley, em Londres. O Brasil vinha de quatro jogos sem vitória, na época comandado por Fernando Diniz.

Na sequência, o time verde-amarelo empatou com a Espanha em 3 a 3, no Santiago Bernabéu.

Pouco mais de três meses depois, no dia 14 de julho, Espanha e Inglaterra decidiram a final da Eurocopa. Enquanto o Brasil, naquela mesma semana, foi eliminado pelo Uruguai nas quartas de final da Copa América.

O futebol já não convencia, e Dorival teve que lidar com o primeiro burburinho do ano por ter ficado de fora da rodinha dos jogadores antes de começar a decisão pelos pênaltis contra os uruguaios.

O treinador encerra a sua primeira temporada à frente da seleção com aproveitamento de 59% em 14 partidas -seis vitórias, sete empates e uma derrota. É uma campanha superior a da dupla Ramon Menezes e Fernando Diniz, técnicos interinos da equipe em 2023.

Com Ramon e Diniz, o time sofreu cinco derrotas, contabilizou três vitórias e um empate, com aproveitamento de apenas 37%, um dos piores da história da seleção.

No entanto, apesar de os números garantirem simples vantagem, Dorival ainda busca uma formação ideal. O time exibe falhas defensivas, sobretudo na marcação, e tem dificuldades na hora de finalizar as jogadas.

Como sintomas de insegurança no comando da seleção, Dorival convocou 50 jogadores diferentes neste ano, sendo que 11 deles não entraram em campo.
"Estamos num caminho, queremos o resultado, mas temos que ter paciência para encontrar a equipe ideal, uma que passe mais confiança ao torcedor", afirmou o técnico, após o empate com o Uruguai nesta terça.

Foram dez atacantes convocados, e o técnico ainda não encontrou soluções para extrair o melhor de Vinicius Junior, o principal nome do time hoje, e de Rodrygo.

Cotado para o prêmio Bola de Ouro, o atacante do Real Madrid não faz gols pela seleção desde a vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai pela Copa América, em junho. Ele ainda não balançou a rede nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, e inclusive desperdiçou um pênalti no empate com a Venezuela no último dia 14.

"Precisamos ser mais diretos e incisivos [na hora de definir as jogadas]. Ainda não estamos da forma ideal, mas estamos melhorando, tenho certeza. O que está nos faltando é isso", admite o técnico.

Com a ineficiência no ataque e vacilos defensivos, o Brasil é apenas quinto colocado nas Eliminatórias da Copa com 18 pontos em 12 confrontos -os seis primeiros vão ao Mundial de 2026, e o sétimo disputa a repescagem. O time está sete pontos atrás da líder Argentina.

A seleção poderia encerrar a temporada na vice-liderança, caso não tivesse empatado com a antepenúltima colocada Venezuela ou com o Uruguai em seus domínios. Hoje, à frente do Brasil, o Uruguai soma 20 pontos, enquanto Equador e Colômbia têm 19 cada.

"Nós, brasileiros, sempre olhamos o lado negativo das coisas: "o Brasil só subiu uma posição". E eu vejo por outro lado, não estaria satisfeito se fôssemos o segundo colocado, por um gol que faltou. Ainda estamos em um processo", afirmou Dorival.

O técnico já afinou um discurso de que o time está melhorando e que os resultados virão naturalmente como forma de afastar os questionamentos da imprensa e dos dirigentes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

É sabido que o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, só contratou Dorival depois de ter anunciado o técnico italiano Carlo Ancelotti, que por sua vez optou por seguir no Real Madrid.

Como forma de convencer que faz um bom trabalho, Dorival trouxe à público nesta quinta declarações de Marcelo Bielsa, técnico do Uruguai e apontado como um dos gurus futebolísticos de Pep Guardiola, do Manchester City.

"Eu não falaria isso para não expor ele (Bielsa) ou me promover, mas na entrada das duas equipes, o Bielsa falou que estava impressionado com o que vinha vendo da seleção e das mudanças que tivemos. Partindo da pessoa dele, das colocações que ele fez, eu concordo exatamente", afirmou Dorival.

A seleção volta a campo em março de 2025, quando receberá a Colômbia no dia 20 e visitará a Argentina, no dia 25.

Link original da notícia: Esporte 19/11/2024 Notícias no Minuto
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Tottenham apela contra suspensão de 7 jogos para Bentancur por comentário ofensivo

O Tottenham apelou contra a suspensão de sete jogos imposta ao meia uruguaio Rodrigo Bentancur por um comentário ofensivo sobre sul-coreanos em relação a uma observação sobre Son Heung-min, seu companheiro de equipe. "Embora aceitemos o veredicto de culpa contra Rodrigo pela comissão independente, acreditamos que a sanção subsequente é severa", divulgou o Tottenham nesta quarta-feira.

Bentancur não pode disputar competições nacionais enquanto o recurso estiver tramitando. Ele deve perder seis jogos do Campeonato Inglês e outro nas quartas de final da Copa da Liga Inglesa contra o Manchester United. A proibição não abrange competições europeias, e o uruguaio está liberado para jogar a Liga Europa. O Tottenham ocupa a 10ª colocação no Inglês, e a sétima na primeira fase da Liga Europa. O time enfrenta a Roma no dia 28 de novembro, no Tottenham Hotspur Stadium.

Em junho, Bentancur foi entrevistado por um programa de TV uruguaio e questionado sobre uma camisa de jogador do Tottenham e respondeu: "De Sonny?". Acrescentou que também poderia ser primo de Son, porque "mais ou menos são todos iguais". Bentancur pediu desculpas a Son no Instagram, admitindo que foi uma "piada de muito mau gosto" e que "eu nunca desrespeitaria ou machucaria você ou qualquer pessoa".

À comissão independente, Bentancur afirmou que as suas palavras "foram sarcásticas e uma repreensão gentil ao jornalista que rotulou Son como 'o coreano'". "Rodrigo desafiou o jornalista na descrição do companheiro de clube."

A comissão reguladora afirmou, no entanto, que considerou que a conduta do jogador foi claramente abusiva e insultante e constituiria má conduta. Acrescentou também que levou em consideração o fato de Bentancur não ter a intenção de ofender Son ou qualquer outra pessoa. O uruguaio foi multado em 100 mil libras (cerca de R$ 731 mil).

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Cássio celebra carinho em volta à Neo Química Arena: 'Muito respeito e amor pelo Corinthians'

Foram mais de 12 anos defendendo as cores do Corinthians, com títulos importantes e participações decisivas. Nesta quarta-feira, Cássio voltou à Neo Química Arena como rival pela primeira vez e se emocionou. Havia o temor por uma recepção nada amistosa pela saída conturbada rumo ao Cruzeiro, mas o goleiro foi idolatrado e recebeu muito carinho da torcida e de funcionários do antigo clube.

Mesmo fora até do banco de reservas, Cássio fez questão de estar com o time do Cruzeiro na antiga casa. Ele desceu do ônibus e já viu que o dia seria especial. Foram muitos cumprimentos e abraços de funcionários corintianos e agradecimento da torcida.

Antes de se dirigir a um dos camarotes da Neo Química Arena, deu tempo de cumprimentar o presidente Augusto Melo e de dar uma pisada no gramado onde defendeu com maestria o manto alvinegro.

Em meio a sessão de fotos e autógrafos nos corredores dos vestiários, Cássio se emocionou ao falar sobre o retorno. "Legal, estou muito feliz, é um clube que tenho muito amor, carinho e respeito. Você poder estar aqui e receber o carinho das pessoas, ver as pessoas que eu trabalhei, tem muitas pessoas que estavam aqui até antes mesmo de eu chegar no Corinthians, então, é muito respeito, muito legal", afirmou, emocionado.

Admitiu que é diferente e brincou, garantindo que precisará de preparação especial para quando for enfrentar a equipe no gramado. "E lógico, não só agora, toda vez que vir aqui será um jogo diferente e terei de me preparar psicologicamente muito bem por tudo o que vivi aqui, pelo carinho, por tudo", disse.

"Não sou muito emotivo de mostrar minhas coisas, mas tenho muito amor, carinho e respeito pelo que vivi aqui. Vivi coisas inesquecíveis que estarão sempre guardadas em minha memória. Tenho muito respeito e carinho por essa instituição e desejo sempre o melhor ao Corinthians", finalizou, já com a voz embargada e os olhos marejados.

Leia Também: Corinthians tem início avassalador, faz o suficiente para bater Cruzeiro e sobe no Brasileirão

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Corinthians tem início avassalador, faz o suficiente para bater Cruzeiro e sobe no Brasileirão

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O início de jogo avassalador garantiu ao Corinthians a vitória, por 2 a 1, sobre o Cruzeiro, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena. Pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time alvinegro viu seus destaques, Memphis Depay e Yuri Alberto, brilharem em 16 minutos para superar um time alternativo do clube celeste e se colocar na briga por um lugar na próxima edição da Copa Libertadores.

Sob forte calor, o time de Ramón Díaz buscou a vantagem no placar nos primeiros minutos para poder controlar o restante da partida. A alta intensidade do Corinthians deu a impressão de que poderia haver uma goleada em Itaquera, especialmente pela fragilidade do Cruzeiro, que preservou seus principais atletas para a final da Sul-Americana no sábado.

O que se viu, porém, foi uma equipe consciente de suas limitações e ambições no torneio nacional. O time alvinegro fez o suficiente para sair de campo com os três pontos e manteve o padrão de atuação das últimas partidas. A quinta vitória consecutiva no Brasileirão empolga a torcida e confrontos diretos vão definir quais competições o Corinthians vai jogar em 2025. Com o resultado, o Corinthians chega aos 44 pontos e coloca o G-7 na alça de mira. O Cruzeiro tem 47 pontos.

O Corinthians não deu sossego ao Cruzeiro desde o primeiro minuto. Com o café da manhã reforçado, faltou café ao time celeste para se manter ligado em todas as movimentações alvinegras. Os donos da casa optaram especialmente por jogadas armadas pelo lado esquerdo que culminavam na região da meia-lua. Foi assim que saiu o primeiro gol. Aos 11 minutos, Memphis carregou a bola na entrada da grande área e acertou um chute espetacular para colocar o Corinthians em vantagem.

Não demorou para o placar ficar ainda mais saboroso para o Corinthians. Aos 16 minutos, o time alvinegro recuperou a posse de bola, André Ramalho encontrou Yuri Alberto em situação tranquila do lado direito. O atacante invadiu a área, chutou cruzado e contou com um desvio da marcação para fazer o segundo dos donos da casa.

À beira do campo, Fernando Diniz mostrou enorme descontentamento com a postura celeste. Muitos gritos foram repetidos a cada minuto até a paralisação técnica para reidratação diante do forte calor. Quando o jogo foi retomado, o Cruzeiro voltou de outra forma e encarou o Corinthians com mais equilíbrio. Aos 35, Kaiki construiu uma tabela, chutou forte de perna esquerda e contou com um toque na zaga alvinegra para comemorar seu primeiro gol como profissional pelo conjunto de Belo Horizonte.

Com a vantagem reduzida, o Corinthians tentou controlar o ímpeto cruzeirense tirando a posse de bola dos visitantes. As chances do time alvinegro no ataque passaram a ser mais esporádicas e atabalhoadas, enquanto a defesa cometeu deslizes injustificáveis. André e Hugo se atrapalharam e quase entregaram um gol de presente para a equipe celeste.

No segundo tempo, o duelo perdeu fôlego. As chances das duas partes diminuíram e nem mesmo as primeiras substituições foram capazes de fazer o jogo ganhar outro tom. Memphis continuou como o principal destaque corintiano, com construção de jogadas e finalizações.

O Cruzeiro deu alguns sustos na defesa do Corinthians na reta final da partida, mas nada especial para superar o goleiro Hugo Souza. Os donos da casa tiveram oportunidades mais claras de ampliar. Memphis parou na trave já nos acréscimos e Talles Magno mandou o rebote para fora. A pouca criatividade dos dois times fez com que o placar se mantivesse inalterado durante toda a segunda parte até o apito final.

O Corinthians volta a jogar no próximo domingo, às 16h, em confronto com o Vasco, novamente na Neo Química Arena. Mas terá um desfalque importante. Memphis recebeu o terceiro cartão amarelo e não poderá atuar. O Cruzeiro, por sua vez, tem uma decisão. No sábado, às 17h, mede forças com o argentino Racing pela final da Copa Sul-Americana. A partida acontece na Olla Azulgrana, casa do Cerro Porteño, em Assunção, capital paraguaia.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 x 1 CRUZEIRO

CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele (Alex Santana), Breno Bidon (Igor Coronado), Carrillo (Charles) e Garro; Memphis (Pedro Raul) e Yuri Alberto (Talles Magno). Técnico: Ramón Díaz.

CRUZEIRO - Anderson; Wesley Gasolina (Lucas Romero), Jonathan Jesus, Zé Ivaldo e Kaiki Bruno; Peralta (Walace), Lucas Silva (Kenji) e Ramiro; Mateus Vital (Japa), Barreal (Matheus Henrique) e Lautaro Díaz. Técnico: Fernando Diniz.

GOLS - Memphis, aos 11, Yuri Alberto, aos 16, e Kaiki Bruno, aos 35 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS -

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Com desfalques, Flamengo visita o Cuiabá ainda com o sonho do título do Brasileirão

Mesmo após a conquista da Copa do Brasil, o técnico Filipe Luís garantiu que o Flamengo lutará até o fim no Campeonato Brasileiro, apesar da vantagem dos rivais. Após a pausa para Data Fifa, o time volta a campo nesta quarta-feira, às 19h, quando visita o Cuiabá na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), pela 34ª rodada. Os adversários estão em situação muito delicada em relação ao rebaixamento.

Como ficou para trás na briga pelo título, a grande pressão no Flamengo era terminar dentro do G-4 para garantir vaga à fase de grupos da Libertadores. Isso não existe mais porque o clube conquistou o objetivo ao faturar a Copa do Brasil diante do Atlético-MG.

Há quatro jogos sem perder no Brasileirão, o Flamengo está em quarto com 59 pontos, atrás de Botafogo (68), Palmeiras (64) e Fortaleza (63).

Filipe Luís tem vários desfalques para montar o time. O atacante Gabigol segue afastado pela diretoria após dizer que não renovará com o clube. O meia Gerson, o zagueiro Léo Ortiz e o lateral Varela foram convocados pelas seleções nacionais e não devem ser aproveitados.

O zagueiro David Luiz, com febre e mal-estar, também se juntou à lista, que ainda conta com Luiz Araújo, De La Cruz, Carlinhos, Arrascaeta, Pedro, Viña e Everton Cebolinha. O atacante Bruno Henrique viajou com a delegação, mas aguarda efeito suspensivo após suspensão por expulsão.

Após o título da Copa do Brasil, Filipe Luís garantiu força máxima na reta final da temporada. "Eu não negocio esforço e competitividade. Vai depender dos jogadores continuarem competindo e crescendo. Tenho certeza que não vão perder a ambição e vão jogar da mesma forma competitiva que jogaram até agora."

O Cuiabá, por outro lado, está a passos largos rumo à Série B. Não vence há cinco jogos, sendo três empates e duas derrotas. Assim, está em 19º e penúltimo lugar com 29 pontos, oito a menos do que o Criciúma, primeiro fora da zona de rebaixamento (Z-4), em 16º com 37. Mesmo assim, segurou empate sem gols com o líder Botafogo na última rodada, no Rio.

O técnico Bernardo Franco é um dos desfalques porque está suspenso. Ele será substituído pelo auxiliar Julian Tobar. Outra baixa é atacante André Luís, que sofre com uma hérnia de disco. O setor conta com Eliel, que volta após lesão.

O zagueiro Alan Empereur também está recuperado de uma pancada no pé e pode até mesmo retomar a titularidade. Fernando Sobral, que estava suspenso, e Gustavo Sauer, que pertence ao Botafogo e não entrou em campo na última rodada, são outros retornos.

FICHA TÉCNICA

CUIABÁ X FLAMENGO

CUIABÁ - Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Bruno Alves e Ramon; Filipe Augusto, Fernando Sobral e Lucas Fernandes (Raylan); Gustavo Sauer, Derik Lacerda e Isidro Pitta. Técnico: Julian Tobar (auxiliar).

FLAMENGO - Rossi; Fabrício Bruno, Léo Pereira e Alex Sandro; Wesley, Evertton Araújo, Alcaraz, Matheus Gonçalves e Ayrton Lucas; Michael e Lorran (Bruno Henrique). Técnico: Filipe Luís.

ÁRBITRO - Edina Alves Batista (SP).

HORÁRIO - 19h.

LOCAL - Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).

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Link original: Notícia original

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