Decisão de Mendonça quebrou sigilo de Lulinha e pegou Planalto de surpresa

A decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, caiu como bomba no Palácio do Planalto. Auxiliares e aliados do presidente Lula afirmam que foram pegos de surpresa com o despacho, que está sob sigilo.
Relator do inquérito sobre a chamada “Farra do INSS” no STF, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Segundo fontes da Corte, a autorização foi concedida em janeiro de 2026, antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar medida semelhante.
Após a divulgação da decisão pela imprensa, interlocutores de Lula procuraram integrantes da PF e, inicialmente, ouviram que a corporação não tinha conhecimento da autorização. Depois, ao buscar informações no próprio STF, foram informados de que o ministro realmente havia determinado a quebra dos sigilos.
Nos bastidores do governo, a avaliação é de que a medida indica que Lulinha é oficialmente investigado no inquérito — já que, segundo assessores presidenciais, o STF não autorizaria a quebra de sigilo sem investigação formal.
Aliados afirmam que a decisão deve alterar a estratégia jurídica do filho do presidente e também a estratégia política do governo, embora ministros avaliem que o impacto no Supremo tende a ser menor do que o de uma eventual ofensiva na CPMI, onde o desgaste político seria maior.
Publicidade
Compartilhe
Veja Mais
47 deputados pedem prisão preventiva de Lulinha por suposto caso no INSSJanja barra filha de Lula e veta ministros em camarote do Sambódromo
ÓDIO DO BEM: Jornalista e advogada de esquerda são atacados pela própria esquerda
Nomeada por Lula ao TSE vai relatar ação contra desfile de escola de samba que homenageará presidente
Pesquisa Genial/Quaest aponta redução de vantagem de Lula para Flávio Bolsonaro na eleição de 2026
Comentários (0)