Ficam os supersalários. Morre a isenção do IR para os pobres

Alguém aí lembra que o Haddad, nosso Fernandinho Cabelo, foi para a televisão dizer que o governo estava lançando um pacote de cortes de gastos e que ao mesmo tempo iria propor a isenção do Imposto de Renda para os pobres?
Eu lembro bem, darling. Ele disse ainda que ia propor o aumento do tempo de idade para a aposentadoria dos milicos e o fim dos penduricalhos dos supersalários. E propôs ainda reduzir o pagamento de abono salarial (que vai para quem? para os mais pobres).
Adivinha o que aconteceu? A edição de hoje do #éNoiteNaCidade te conta:
- O governo sequer apresentou proposta para a isenção do imposto de renda.
- Os milicos vão continuar se aposentando mais cedo (também não foi apresentado).
- Os servidores públicos (especialmente o povo da Justiça) vão continuar com os penduricalhos que permitem os supersalários.
Mas a proposta que reduzia o abono salarial foi aprovada (com louvor). As pessoas com minissalários que tinham direito a dois salários mínimos de abono em caso de demissão, agora terão direito a 1,5 salário, e o projeto ainda mudou a forma de correção o que na prática significa menos gente com direito ao abono. Que beleza!!!!
O pacote vai ainda para o Senado, mas duvido que mude algo por lá. Esse é o pacotinho do Haddad, BRASEW. Não digo que é do Lula porque foi o Haddad quem foi para televisão falar do pacotinho. Mas sim, é do Lula também.
E lembrando que o povo do Congresso ainda aprovou aumento acima da inflação para o fundo partidário, claro! E vetou a suspensão dos pagamentos das emendas obrigatórias. A ideia do governo era suspender esses pagamentos se o governo estivesse apertado de dinheiro.
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