Irã determina primeira execução de manifestante preso em meio à onda de protestos antigovernamentais


Erfan Soltani, de 26 anos, preso durante os protestos no Irã, pode ser executado nesta quarta-feira, segundo a ONG Hengaw para os Direitos Humanos. A família foi informada da execução, mas não recebeu detalhes sobre o julgamento nem sobre as acusações.

Para a organização, o caso avançou de forma incomum. “O governo usa todas as táticas para espalhar medo e reprimir a população”, afirmou Awyar Shekhi à BBC.

Os protestos, que duram mais de duas semanas, já deixaram centenas de mortos. Estimativas variam entre 650 e 2 mil vítimas, enquanto grupos internacionais projetam até 6 mil mortos e 10 mil presos.

Desde o dia 28 de dezembro, manifestações se espalharam por mais de 100 cidades em todas as províncias do país. O regime impôs um apagão da internet, dificultando a apuração dos fatos.

Relatos indicam cenas de destruição, incêndios em prédios públicos e corpos em hospitais. O movimento, iniciado por causas econômicas, evoluiu para uma contestação direta ao regime teocrático que governa o Irã desde 1979.


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