Tercerizados vão paralisar serviços na saúde pública do RN por falta de pagamento; entenda
A Justiz Terceirização, empresa responsável por serviços essenciais na área da saúde pública do Rio Grande do Norte, anunciou a paralisação parcial de suas atividades a partir da próxima segunda-feira (27). A decisão foi motivada pela falta de repasse financeiro por parte do Governo do Estado, com atrasos que, em alguns contratos, ultrapassam quatro meses.
A paralisação afetará serviços críticos, incluindo higienização no Hospital Walfredo Gurgel, equipes de enfermagem no Hospital João Machado, além de atividades relacionadas a cirurgias nos hospitais Santa Catarina, em Natal, e Lindolfo Gomes Vidal, localizado em Santo Antônio.
De acordo com a empresa, apenas 30% do efetivo total continuará trabalhando em regime de escala mínima, como prevê a legislação para serviços essenciais. A medida busca equilibrar o cumprimento dos contratos com a necessidade de garantir o mínimo de atendimento à população. Médicos, enfermeiros, técnicos e higienistas serão diretamente impactados pela redução.
Nesta quarta-feira (22), médicos cooperados da Cooperativa Médica do RN (Coopmed-RN) iniciaram a paralisação de serviços. O motivo é o atraso nos pagamentos acordados entre a Coopmed-RN e a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap-RN), comprometendo cirurgias cardíacas, pediátricas, oncológicas, ortopédicas e de hemodinâmica.
Negociações sem avanço
A decisão foi formalizada após uma reunião realizada nesta quarta-feira (22) entre representantes da Justiz Terceirização e a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Durante o encontro, a empresa buscou informações sobre o cronograma de repasses, mas não obteve nenhuma previsão concreta de pagamento. Sem alternativas viáveis, a Justiz considerou inevitável a adoção da medida.
O Governo do Estado ainda não se pronunciou oficialmente sobre os atrasos nos repasses.
Publicidade
Compartilhe
Veja Mais
MP pede audiência urgente na Justiça sobre falta de insumos em hospitais estaduais do RNApós decisão judicial, leitos de UTI bloqueados no Hospital Maria Alice são reabertos
LAJES RECEBERÁ UNIDADE DA LIGA CONTRA O CÂNCER COM INVESTIMENTO DE R$ 2,5 MILHÕES
Impressora do Walfredo Gurgel é levada por falta de pagamento do Estado
"Só pode ser força demoníaca", diz Styvenson sobre gestão Allyson após embargo a obra de hospital infantil
Comentários (0)