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Em 30 anos, um real se transformou em 8 centavos; entenda como o Brasil mudou

Quando aplicado o fator de correção, R$ 1 de 2024 equivale a apenas R$ 0,08 de 1994, ano em que foi implementado o Plano Real no Brasil. A correção foi feita utilizando a calculadora do Cidadão do Banco Central e indica uma perda de valor da moeda nacional no período de 30 anos. Entretanto, esse é um processo natural, como explica Carla Beni, economista e professora de MBAs da FGV (Fundação Getúlio Vargas) ouvida pelo R7.

Em todo esse tempo, o Brasil também mudou. A população saltou de 146,8 milhões de pessoas, de acordo com o Anuário Estatístico do Brasil, 1994, divulgado pelo IBGE, para 203 milhões, segundo o Censo de 2022. Em termos de alfabetização, o país chegou a 93% de letrados saindo de 81,6% nos anos 1990. A esperança de vida ao nascer também foi ampliada: de 69 para 75,5 anos. Já a taxa de mortalidade infantil caiu de 69,1 para 12,9 para cada mil nascidos vivos.

Todas essas mudanças ocorreram após um contexto de estabilização da moeda e contenção da inflação, como explica Beni. Em quatro perguntas, a especialista contextualizou ao R7 a importância de se ter um Real com valor estável para a resiliência econômica do país.

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‘PIX GARANTIDO’: Banco Central avança na modalidade que poderá ser alternativa ao cartão de crédito

O Banco Central trabalha no desenvolvimento do chamado “PIX Garantido”, que possibilitará o parcelamento de compras pelos clientes no futuro por meio desse sistema de pagamentos — assim que implementado.

A modalidade poderá ser uma alternativa ao parcelamento no cartão de crédito, que é muito popular nas compras de produtos de maior valor. O BC não deu mais detalhes sobre o PIX Garantido, nem informou se haverá cobrança de juros nessa modalidade.

“O PIX Garantido (parcelado) é um produto na agenda evolutiva do PIX, porém ainda não foi lançado pelo Banco Central e não há previsão de lançamento. Nada impede que os bancos, desde já, ofertem crédito e a possibilidade de pagamento em parcelas com o PIX aos seus clientes. É um produto de cada banco”, informou o Banco Central.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que, no caso do PIX garantido, será necessário que os clientes tenham dinheiro na conta corrente para realizar os pagamentos nas datas de vencimento das parcelas.

“Diferentemente do cartão de crédito, é necessário ter o dinheiro disponível em conta para usar o PIX Garantido. A expectativa é que o PIX complemente as atuais formas de pagamento, com maior comodidade ao usuário”, informou a entidade.

Em tese, caso o cliente não tenha recursos para honrar as parcelas no vencimento do futuro PIX Garantido, ele acaba entrando no limite do cheque especial (se houver). Nesse caso, a transação acaba se convertendo em operação de crédito — com a cobrança de juros na modalidade do cheque especial.

▶️Ainda não há definição sobre o que pode acontecer no PIX garantido se o cliente não tiver dinheiro na conta, ou limite no cheque especial, para honrar o pagamentos, no dia do vencimento. Pois essa modalidade ainda não foi regulamentada pelo BC.

▶️No cartão de crédito, o valor da compra é pago aos lojistas pela instituição financeira no mês da aquisição do produto ou serviço, ou de forma parcelada (se a compra for feita dessa forma).

▶️O crédito rotativo do cartão é cobrado dos clientes somente quando não é pago o valor total da fatura na data do vencimento — o que inclui as parcelas mensais de compras, se for o caso. Essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro.

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Biden diz não andar com facilidade, não falar com fluidez nem debater como antes, mas sabe ‘dizer a verdade’

Em comício nesta sexta-feira após ter tido um desempenho ruim no debate presidencial contra Donald Trump, o presidente dos EUA, Joe Biden, se defendeu das críticas de que não tem capacidade para governar mais um mandato.

“Não ando com tanta facilidade como antes, não falo com tanta fluidez como antes, não debato tão bem como antes, mas sei o que sei: sei dizer a verdade”, disse o presidente.

Em discurso no comício, no estado da Carolina do Norte, ele afirmou também que saber “distinguir o certo do errado” e disse que não se canditaria se não tivesse certeza de que sabe o que fazer.

“Eu sei como fazer este trabalho. Eu sei como fazer as coisas. Eu sei, como milhões de americanos sabem, que quando te derrubam, você se levanta”.

Após o desempenho de Biden no debate de quinta-feira, membros do Partido Democrata levantaram a possibilidade de substituí-lo na corrida contra o republicano Donald Trump. No mesmo discurso, no entanto, o presidente indicou que não vai desistir e disse pretender vencer as eleições.

“Eu pretendo ganhar esta eleição. (…) Quando você cai, você se levanta”, disse Biden durante comício eleitoral em Raleigh, na Carolina do Norte, indicando que não pretende desistir da disputa pela Casa Branca.

Debate

O presidente dos EUA perdeu o primeiro debate presidencial para Donald Trump, apontam quase todos os analistas políticos. Durante a disputa televisionada, Biden apresentou voz rouca —atribuída a um resfriado—, pouco entusiasmo e hesitou em diversos momentos. Trump, por outro lado, despejou uma série de mentiras com calma e de forma assertiva, sem ser corrigido por Biden.

No comício desta sexta, Biden apresentou forma diferente em relação ao debate. Falou com mais energia em discurso que durou 20 minutos, concluiu suas frases e falou de forma clara.

Durante seu discurso, Biden reconheceu a questão da idade e reforçou sua posição na disputa.

“Eu sei que não sou um homem jovem, para dizer o óbvio. (…) Eu não estaria concorrendo novamente se não acreditasse de todo o coração e alma que posso fazer este trabalho. Os riscos são altos demais”, disse o candidato democrata.

As críticas ao desempenho do presidente Biden no primeiro debate presidencial na quinta (27) fez crescer uma questão: é possível substituí-lo como candidato do Partido Democrata à presidência?

As eleições dos EUA acontecem em 5 de novembro. A convenção dos democratas, que vai confirmar Biden como candidato à reeleição, será entre 19 de agosto e 22 de agosto —daqui a menos de dois meses.

Após o debate, a imprensa norte-americana citou o estado de pânico de uma série de integrantes do Partido Democrata e a preocupação se o presidente dos EUA terá capacidade de governar por mais um mandato.

No entanto, o caminho para substituí-lo não é fácil. Entenda o seguir o cenário:

É possível substituir Biden?

Em tese, sim. É possível que o Partido Democrata substitua Biden por outro candidato. Mas uma coisa é a teoria; outra, a prática.

Um dos principais problemas é que os delegados que votarão em Biden são, em tese, do próprio presidente, e não do partido — nos Estados Unidos, os pré-candidatos de cada partido disputam prévias em cada Estado e território do país, elegendo um certo número de delegados em cada um deles. Quem tiver o maior número de delegados ao final do processo se torna o candidato do partido à Presidência.

Foi a campanha de Biden, e não o partido, quem angariou esses delegados em cada estado, que já realizaram suas primárias presidenciais.

As regras democráticas determinam que os delegados que Biden ganhou continuem obrigados a apoiá-lo na próxima convenção nacional do partido, a menos que ele lhes diga que está abandonando a disputa.

A brecha nessa história é que as convenções e suas regras são controladas pelos partidos políticos. O Comitê Nacional Democrata poderia se reunir antes da abertura da convenção, em 19 de agosto, e mudar essas normas, mas isso não é provável por conta de outra norma: deve ser o próprio candidato quem expresse o desejo de retirar sua candidatura.

Biden pensa em desistir?

Não, segundo fontes próximas a ele, que dizem que o presidente vem indicando não ter planos de desistir. Aos apoiadores, na saída do debate, afirmou: “Vamos continuar”. A porta-voz da campanha de Biden, Lauren Hitt, foi ainda mais clara na sexta-feira após o enfrentamento com Trump: “É claro que ele não vai desistir”.

As regras atuais dizem: “Os delegados eleitos para a convenção nacional comprometidos com um candidato presidencial devem, em sã consciência, refletir os sentimentos daqueles que os elegeram”.

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Argentina: governo Milei quer reduzir maioridade penal para 13 anos

O governo de Javier Milei quer reduzir a maioridade penal na Argentina para 13 anos, com penas que podem chegar a até 20 anos de prisão. O projeto de lei foi enviado para o Congresso do país, nesta sexta-feira (28/6), pelos ministros da Segurança e da Justiça, que pediram urgência na aprovação.

Chamado de “Regime Penal Juvenil”, a proposta reduziria em três anos a maioridade penal na Argentina, de 16 para 13 anos. Segundo a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, a medida busca “proteger o cidadão argentino” e “acabar com a impunidade”.

“Esse é um tema que todos os governos foram empurrando ano após ano e que custa vidas dos argentinos”, declarou Bullrich durante coletiva de imprensa. “É importante que os jovens tenham oportunidades, mas a principal oportunidade é viver em uma comunidade que tenha baixos níveis de delito, que baixe a quantidade de jovens delinquentes”, afirmou.

Caso o projeto seja aprovado, adolescentes entre 13 e 18 anos que cometam crimes serão privados da liberdade em instituições especiais ou áreas separadas de presídios.

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Velocista potiguar surpreende e conquista vaga para Paris 2024

Hygor Gabriel Soares, de 21 anos, natural do Rio Grande do Norte, garantiu nesta quinta-feira uma posição na equipe brasileira que competirá nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O feito aconteceu após conquistar a medalha de prata nos 100 metros rasos durante o Troféu Brasil de Atletismo, realizado em São Paulo. Hygor irá integrar o revezamento 4×100 metros representando o Brasil na França.

Atleta do Projeto Atletismo Campeão, de Pernambuco, Hygor inicialmente não planejava competir nos 100 metros, mas surpreendeu com um tempo de 10s13. O ouro ficou com Felipe Bardi, que marcou 10s05 no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, enquanto Erik Cardoso conquistou o terceiro lugar com 10s19. Ao receber a notícia de sua classificação para Paris, Hygor expressou sua felicidade pela conquista inesperada.

“Estou sem palavras. Não estava preparado para os 100 metros. Meu foco era nos 200 metros. Mas corri muito bem e fiz minha melhor marca pessoal”, disse o jovem velocista, visivelmente emocionado com a conquista da medalha de prata, sua primeira final no Troféu Brasil em uma prova fora de sua especialidade inicial.

Originário de Natal, Hygor treina com o auxílio de vídeos do YouTube e tinha como foco principal o salto em distância até recentemente, onde se destacou desde os tempos escolares. Durante a transmissão ao vivo pelo canal do Comitê Olímpico do Brasil, ele dedicou sua vitória à família e fez questão de homenagear os atletas nordestinos, ressaltando as dificuldades enfrentadas e a determinação característica da região.

“Esta conquista é dedicada a todos os atletas do Nordeste, que muitas vezes não recebem o reconhecimento merecido. Mostrar um nordestino indo para as Olimpíadas é uma forma de inspirar muitos jovens da região”, destacou Hygor.

Horas após a prova, o atleta compartilhou um vídeo emocionado nas redes sociais, refletindo sobre sua classificação surpreendente. Em 2023, ele já havia chamado atenção ao vencer os 100 metros no Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-23, realizado em Bragança Paulista, com o tempo de 10s22.

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CNJ fará mutirão carcerário para cumprir decisão do STF sobre maconha

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta quinta-feira (27) que vai realizar mutirões carcerários para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal.

Nessa quarta-feira (26), o Supremo que reconheceu a quantidade de 40 gramas para diferenciar usuários e traficantes e garantiu que usuários não podem ser presos.

Durante o julgamento, o STF determinou que o conselho estabeleça os parâmetros para o cumprimento da decisão, que passará a ser cumprida após o órgão ser notificado. O CNJ é chefiado pelo presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso.

No país, há pelo menos 6,3 mil processos que envolvem o porte de maconha. As ações estavam suspensas e aguardavam a decisão do STF sobre a descriminalização.

A decisão do Supremo não legaliza o porte de maconha. O porte para uso pessoal continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público, mas as consequências passam a ter natureza administrativa, e não criminal.

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Preço do arroz em Natal tem alta de 30,9% em 12 meses

O preço do quilo do arroz em Natal acumulou alta de 30,9% em 12 meses na capital potiguar, de acordo com o mais recente levantamento feito pelo Dieese, em maio deste ano. De acordo com especialistas ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE, as variações climáticas no Rio Grande do Sul, um dos principais produtores do produto no País, são os principais responsáveis pela alta registrada em Natal. As famílias de menor renda são as mais afetadas, uma vez que elas comprometem a maior parte do rendimento com alimentação, bem como pelo fato de o arroz ser um dos itens básicos da mesa dos potiguares.


A aposentada Francisca Emília conta que se sente particularmente incomodada com os altos valores, os quais flutuam sempre para cima a cada semana. “É muito aumento nos últimos tempos e todo dia a gente percebe um preço diferente. Minha estratégia é fazer a feira apenas uma vez a cada dois meses, com várias pesquisas nos supermercados da cidade. Compro em grandes quantidades para fazer uma espécie de estoque”, revela a aposentada, de 68 anos. Na quinta-feira (27) ela foi a um supermercado na zona Leste de Natal comprar alguns itens que estavam faltando em casa.

A também aposentada Marilda Tavares, de 66 anos, diz que as elevações constantes fazem com que ela pesquise bastante antes de comprar o produto. “O arroz subiu muito, de uma forma absurda. Faço muita pesquisa para tentar escapar dos preços altos”, conta. A dona de casa Ozineide Vieira, de 63 anos, assume, ao contrário de Marilda, que diante de tantos reajustes, nem tem buscado mais penchinchar. “Nem tento [pesquisar], porque para onde a gente corre, está tudo do mesmo jeito. E como arroz não dá para deixar de comprar, eu sinto que não tem jeito para a situação”, comenta.

De acordo com o economista Robespierre do Ó, episódios climáticos extremos no Rio Grande do Sul, estado onde se concentra boa parte da produção nacional de arroz, têm impactado diretamente na disparada de preços por todo o País. “Recentemente, tivemos as cheias no RS, mas bem antes disso, no ano passado, aquele estado foi atingido por uma seca bastante significativa. Sabemos que duas situações provocam aumento de preços: a grande procura pelo produto ou a baixa produção, como vem ocorrendo no caso do arroz”, explica.

“E tudo isso é agravado pela falta de um estoque nacional”, completa o economista. Ediran Teixeira, supervisor técnico do Dieese no Rio Grande do Norte, chama atenção para os impactos dos aumentos registrados, especialmente para as famílias de baixa renda. “O arroz é um item imprescindível para muitas pessoas. Existem consumidores que costumam substituí-lo por macarrão e até mesmo farinha, bastante apreciada no Nordeste. Mas é claro que isso afeta muito as famílias de baixa renda”, pontua Teixeira.

Os dados divulgados pelo Dieese apontam que além do arroz, outros itens da cesta básica registraram aumento no período de 12 meses finalizado em maio deste ano. O campeão foi o tomate (65,18%), mas banana (com alta de 20,93%), açúcar (alta de 13,55%) e café (9,26%) também sofreram elevações.

Feijão, óleo e carne registraram queda no período de 12 meses (de 17,64%, 16,23% e 8,22%, respectivamente). O valor da cesta básica, no mesmo recorte, aumentou 6,30%. Levando-se em conta apenas os cinco primeiros meses de 2024, a alta foi de 15,11%.


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