Bolsonaro desdenha de 'Ainda estou aqui' e detona Fernanda Torrres

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, e atacou a atriz Fernanda Torres durante uma entrevista ao Portal Léo Dias. A declaração ocorre no momento em que o Brasil ganha destaque na corrida pelo Oscar, com a produção concorrendo à premiação internacional.

Ao ser questionado se assistiu ao longa e se estava torcendo pelo Brasil no Oscar, Bolsonaro ironizou a produção e fez um paralelo com sua própria trajetória política. "O filme tinha que começar comigo", afirmou. Sem responder diretamente sobre a obra, o ex-presidente resgatou teorias sobre Rubens Paiva, político cassado e desaparecido na ditadura militar. "Família Paiva, você tem que falar em Eldorado Paulista, minha cidade. Você tem que falar em maio de 70, quando passou o Lamarca na cidade. Por que o Lamarca achou aquele lugar de guerrilha? Pode ser que não tenha nada a ver com o Rubens Paiva", declarou.

Mesmo diante da insistência do jornalista, Bolsonaro admitiu que não viu o filme. "Eu não tenho tempo de ver filme, até ler livro é quase impossível pra mim", disse. Quando questionado se estava torcendo pela produção brasileira no Oscar, desviou do tema e respondeu apenas: "O brasileiro ganha em qualquer lugar".

O ex-presidente também direcionou críticas à atriz Fernanda Torres, protagonista do longa, após ela ter declarado que o filme não poderia ter sido feito durante o governo Bolsonaro. "A mensagem ali é política. Ela falou que no meu governo não seria possível fazer aquele filme. Não seria por quê? Eu proibi algum filme no meu governo? Eu arrumei a Lei Rouanet, se bem que não tem Lei Rouanet nesse filme. Eu não persegui ninguém. Meu governo não perseguiu ninguém", afirmou.

Em resposta, o jornalista Léo Dias questionou Bolsonaro sobre denúncias de perseguição a artistas críticos de sua gestão. "Nem aquele pessoal do movimento Ele Não? Porque eu conheço artistas ali e logo depois a Receita Federal foi para cima deles, foi isso que haviam me dito", perguntou. O ex-presidente negou qualquer envolvimento e declarou: "Eu não determinei nada disso".

O filme Ainda Estou Aqui aborda temas relacionados à ditadura militar no Brasil e tem gerado debates sobre memória e justiça. A obra se destaca na temporada de premiações internacionais e representa o Brasil no Oscar deste ano.

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Governo diz que EUA distorcem ordens do STF e rejeita 'tentativa de politizar decisões judiciais'

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O Itamaraty afirmou nesta quarta-feira (26) que o governo Donald Trump distorce o sentido das ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal de Justiça), e que rejeita a tentativa de politizar decisões judiciais.

"O governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos Poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988", informou o Ministério das Relações Exteriores em nota.

O comunicado afirma que o governo brasileiro foi pego de surpresa pela nota do Departamento de Estado dos Estados Unidos, seu órgão equivalente no país, "a respeito de ação judicial movida por empresas privadas daquele país para eximirem-se do cumprimento de decisões da Suprema Corte brasileira".

A declaração ocorre em resposta à nota publicada no X pelo escritório do Hemisfério Ocidental do departamento que faz referência implícita ao caso do Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

"O respeito pela soberania é uma via de mão dupla com todos os parceiros dos EUA, incluindo o Brasil", escreveu o perfil do Escritório do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado no X. "Bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão."

"A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal, cujos efeitos destinam-se a assegurar a aplicação, no território nacional, da legislação brasileira pertinente, inclusive a exigência da constituição de representantes legais a todas as empresas que atuam no Brasil", afirmou o Itamaraty.

A pasta ainda diz que a liberdade de expressão deve ser exercida no Brasil "em consonância" com "os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal".

Depois, cita que o Estado brasileiro e as instituiçoes foram alvo de "orquestração antidemocrática". "Os fatos envolvendo a tentativa de golpe contra a soberania popular, após as eleições presidenciais de 2022, são objeto de ação em curso no Poder Judiciário brasileiro", diz a nota.

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Dino homologa acordo com Congresso, mas não libera todas as emendas

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou o plano apresentado pelo Congresso Nacional para conseguir a liberação das emendas parlamentares. O magistrado manteve ressalvas impostas anteriormente, como nas chamadas emendas Pix que não tiverem plano de trabalho e nas suspensões referentes às ONGs e entidades do terceiro setor.

Na decisão desta quarta-feira (26), o relator afirmou que, caso a decisão seja referendada pelo plenário, não há mais impedimento para a execução das emendas parlamentares ao Orçamento de 2025, bem como as relativas a exercícios anteriores.

As Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal prometeram nesta terça-feira (25) ao Supremo individualizar o nome dos autores das emendas de relator e de comissão para tentar destravar a execução desses recursos.

Essas emendas são alvo de críticas por não identificarem o parlamentar responsável por decidir como seria gasto o dinheiro público.

A explosão de verbas de emendas parlamentares a partir de 2020 movimentou mais de R$ 148,9 bilhões em cinco anos. O aumento drenou recursos dos ministérios e garantiu protagonismo a deputados e senadores.

A cifra representa mais de quatro vezes o valor desembolsado em indicações parlamentares no ciclo anterior, de 2015 a 2019, de R$ 32,8 bilhões.

Do valor total pago nos últimos cinco anos, cerca de R$ 74 bilhões são das chamadas emendas individuais, enquanto R$ 29,5 bilhões foram direcionados pelas bancadas estaduais, e R$ 9 bilhões partiram das comissões temáticas da Câmara e do Senado.

A destinação das emendas também está na mira de investigações sobre supostas irregularidades que envolvem políticos de diferentes posições.

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Com Bolsonaro, 7 dos 8 ex-presidentes pós-ditadura já foram denunciados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) é pelo menos o sétimo ex-presidente do Brasil desde a redemocratização a ser denunciado à Justiça sob suspeita de algum crime.

Os outros ex-mandatários denunciados foram José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer.

A maioria deles enfrentou acusações criminais a partir da Operação Lava Jato e seus desdobramentos. Hoje, a maior parte dos processos já está encerrada.

Bolsonaro foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no último dia 18 sob acusação de liderar uma trama golpista para mantê-lo no poder após as eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Lula.

O ex-chefe do Executivo é acusado dos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O atual presidente da República, Lula, chegou a ser réu em 11 ações penais, não de maneira simultânea, nos anos da Lava Jato. Em um desses processos, o do tríplex de Guarujá, foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e ficou preso por 580 dias, entre 2018 e 2019. Posteriormente, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou essa e outra sentença criminal contra o petista.

Uma a uma, Lula foi obtendo vitórias na Justiça e se livrou das acusações.

Uma das denúncias contra ele também envolvia a sua sucessora e afiliada política, Dilma. Em um inquérito que foi apelidado de "quadrilhão do PT" -chamado assim por apurar se pessoas ligadas ao partido participaram de esquema desvio de dinheiro-, os dois petistas foram acusados em 2017, pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, de integrar organização criminosa. O caso tramitou em primeira instância, e os dois foram absolvidos.

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Padilha pode se tornar o ministro da Saúde com mais tempo no cargo desde a redemocratização

Ministro da Saúde

(FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre Padilha, que assumirá o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade, pode se tornar a pessoa com mais tempo no cargo desde a redemocratização. Atualmente, ele ocupa a terceira posição no ranking de longevidade à frente da pasta, tendo exercido a função por 1.129 dias durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

À frente dele estão José Serra, da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 1.422 dias, e José Gomes Temporão, do segundo mandato de Lula (PT), com 1.386 dias. Primeira mulher a ocupar o cargo, Nísia aparece na sexta colocação, com 786 dias no posto completados nesta terça-feira (25).

No início da noite desta terça, a mudança no comando da Saúde foi anunciada oficialmente pelo Palácio do Planalto em uma curta nota, em que afirmou que Padilha tomará posse após o Carnaval. Como a Folha antecipou na semana passada, Lula já havia avisado a aliados que substituiria a ministra.

A gestão de Nísia tem sido alvo de queixas tanto de membros do Congresso como do Palácio do Planalto, além do próprio presidente, que cobra a criação de uma marca forte na área da saúde.

Como a Folha mostrou, há uma avaliação no Palácio do Planalto de que, num momento de queda de popularidade do presidente, o Ministério da Saúde tem potencial para apresentar e implementar políticas públicas de maior visibilidade, entre elas o Mais Acesso a Especialistas.

O programa promete reduzir filas e ampliar o acesso da população a exames e consultas especializadas nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia. Auxiliares de Lula apostam que, sob nova direção, essa iniciativa pode ser uma vitrine e virar uma marca da gestão petista.

A ministra da Saúde intensificou sua agenda desde o final do ano passado para impulsionar o programa Mais Acesso a Especialistas e divulgar a estratégia de combate à dengue.

Nos últimos dois anos, sua gestão foi marcada por críticas, crises sanitárias e pela pressão do centrão para ampliar sua influência sobre o orçamento da pasta. Apesar desse cenário, Lula a defendeu publicamente, ressaltando seu perfil técnico ao assumir o cargo.

O Ministério da Saúde foi procurado para comentar, mas não respondeu até a conclusão deste texto.

Em 2023, ao iniciar sua gestão, a ministra destacou que aquele seria um ano de retomada, priorizando o resgate de programas emblemáticos das gestões petistas, como a retomada do Mais Médicos e do Farmácia Popular.

Durante seu mandato, também foram criadas a Secretaria de Saúde Digital e um departamento específico para imunizações. No entanto, este último enfrentou críticas recorrentes devido à falta de vacinas, incluindo a da Covid-19.

O desgaste político da ministra atingiu seu ápice no primeiro trimestre de 2024, diante da epidemia de dengue, da situação crítica dos hospitais federais do Rio de Janeiro e do embate com o Centrão por causa de emendas parlamentares.
A crise sanitária causada pela maior epidemia de dengue já registrada no país levou à incorporação da vacina contra a doença.

No início do ano, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia tornado públicas as queixas do Centrão sobre o ritmo de liberação de emendas e supostos privilégios concedidos pela Saúde a aliados do governo. Em resposta, o ministério afirmou que adota critérios técnicos.

Para amenizar as críticas políticas, inclusive as vindas de dentro do governo, a pasta promoveu mudanças no primeiro escalão, substituindo dois dos oito secretários, além de realizar trocas no gabinete e na equipe de comunicação da ministra.

Além de relançar programas da gestão anterior, como Farmácia Popular e Mais Médicos, e implementar iniciativas como a incorporação de novas vacinas e a criação do Programa Mais Especialistas, o Ministério da Saúde também aumentou o número de cirurgias realizadas através do Programa Nacional de Redução de Filas.

Houve melhorias na estrutura dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Na área de imunização, o Brasil conseguiu ampliar a cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário infantil, saindo da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas.

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Bolsonaro associa turma do STF a 'câmara de gás' e diz que pode morrer na prisão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (25) ver sua condenação como provável se considerar as condições atuais e que a primeira turma da corte, responsável pelo seu caso, é conhecida como "câmara de gás".

"Se você analisar uma turma com a outra, essa turma que eu estou, tem um apelido, né? Câmara de gás. Entrou ali...", disse em entrevista ao jornalista Leo Dias. Questionado sobre quem teria apelidado o grupo dessa forma, respondeu: "É o que a gente ouve falar por aí".

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro deverá ser julgada na Primeira Turma do STF, onde atua o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ela é formada ainda pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Os dois ministros indicados pelo ex-presidente em seu mandato, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, integram a Segunda Turma do Supremo.

Bolsonaro disse na entrevista que conversa atualmente com 4 dos 11 integrantes da corte.

Ele afirmou que, se for condenado por todos os crimes de que é acusado, com penas que podem somar mais de 40 anos, pode morrer na prisão.

Durante a entrevista, Bolsonaro voltou a se defender das acusações de tentativa de golpe de Estado e a minimizar sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Disse que seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, cuja colaboração premiada foi divulgada na última semana, "foi torturado" psicologicamente por Moraes em depoimentos. O ministro ameaçou decretar sua prisão, revogar a delação e seguir com investigações que atingiriam seus familiares, caso o militar não falasse a verdade.

"Na Lava Jato, um comportamento muito mais ameno do que esse serviu para anular a Lava Jato. [...] No meu caso tem dez vezes mais nulidades", argumentou. Questionado se estava defendendo Cid, o ex-presidente disse que não o atacaria e que se coloca no lugar dele.

"Cid era o muro das lamentações, todo mundo ligava para ele. [...] Acho que ele se empolgou com essa missão, tinha o excesso de iniciativa, queria resolver sem consultar. Mas foi de boa fé", declarou.

Bolsonaro minimizou os áudios extraídos de celulares de alguns dos acusados de participar da trama golpista. Em um deles, o general da reserva Mario Fernandes, ex-chefe dos chamados "kids pretos" do Exército, afirma que "o decreto é real e foi despachado ontem com o presidente" e pede "movimento".

"Tem algum áudio comigo?", perguntou. Ele então afirmou que "foram estudadas hipóteses de estado de sítio", mas que, se fosse realmente publicar decreto, teria que ter convocado conselhos, e não chegou nem nessa fase.

O ex-presidente foi acusado no último dia 19 pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de praticar os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa.

Somadas, as penas máximas chegam a 43 anos de prisão, sem contar os agravantes, além da possibilidade de ele ficar inelegível por mais tempo do que os oito anos pelos quais foi condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023.

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Gilmar elogia denúncia da PGR contra Bolsonaro e diz que delação de Cid está lastreada em fatos

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), elogiou os trabalhos da Polícia Federal e da da PGR (Procuradoria-Geral da República) no relatório e na denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 33 envolvidos pela trama golpista.

"É um relatório da Polícia Federal muito sólido, com uma farta documentação, se você olhar os filmetes, as reuniões, as pessoas tramando. Impressiona. O que tornou a denúncia também bastante concatenada. Um plano para matar o presidente, o vice-presidente, matar um ministro do Supremo, prender outros, fazer uma intervenção...", disse o decano da corte nesta terça-feira (25).

O ministro também afirmou que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid também tem materialidade e está respaldada pela investigação.

Bolsonaro foi denunciado na última terça-feira (18) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, após perder as eleições de 2022, para impedir a posse de Lula (PT).

Desde que firmou a delação, em setembro de 2023, Cid promoveu alguns episódios de vaivém em suas declarações.

Gilmar foi crítico recorrente das delações firmadas no âmbito da Operação Lava Jato. Em sessão em 2023, por exemplo, comparou a tortura os acordos firmados com suspeitos presos.

O advogado de Bolsonaro Celso Vilardi se reuniu com o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, na segunda-feira (24), e reafirmou que a equipe de defesa deve pedir a anulação da delação premiada de Cid.

O magistrado também fez comentários a respeito de outra demanda da defesa do ex-presidente. O advogado quer que as análises da denúncia e eventual julgamento sejam feitas pelo plenário completo, e não pela Primeira Turma da corte, como indica que fará o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O colegiado maior é formado pelos 11 magistrados, enquanto as turmas têm cinco ministros cada. A expectativa até o momento é que o caso fique na turma integrada pelo relator e pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Na quarta (26), Vilardi tem uma audiência marcada no gabinete de Moraes, quando também deve levar demandas da defesa do ex-presidente.

As defesas dos denunciados já questionaram a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes para relatar o caso, dado que ele foi um dos principais alvos da trama, inclusive com o plano de assassinato contra ele.

Além disso, Celso Vilardi relatou a Barroso do pedido de impedimento dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin para atuar nos casos. Os dois foram indicados pelo presidente Lula ao Supremo.

Gilmar Mendes disse que o Supremo não pode ser muito concessivo com pedidos de impedimento de integrantes por se tratar de um colegiado pequeno.

"Se nós formos muito concessivos nessa matéria, daqui a pouco falta gente para julgar. A gente julga todas as questões. Os ministros pagam Imposto de Renda. Então amanhã não pode julgar a matéria de Imposto de Renda, porque você supõe que sejam pessoas que têm interesse", afirmou.

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Lula decide substituir Nísia por Padilha no Ministério da Saúde

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nesta terça-feira (25) substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que está no cargo desde janeiro de 2023. O substituto será o atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que já foi ministro da Saúde entre 2011 e 2014.

Em nota, o Palácio do Planalto disse que Lula comunicou a saída de Nísia em reunião na tarde desta terça-feira. A posse de Padilha está marcada para o dia 6 de março.

“O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério”, diz a nota.

Padilha

Nascido em São Paulo (SP), em 14 de setembro de 1971, Alexandre Rocha Santos Padilha é médico infectologista formado pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Saúde Pública pela Universidade de Campinas (Unicamp). Também atua como professor universitário.

Deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo, está licenciado do cargo para compor a equipe ministerial do presidente Lula. Também foi ministro nos governos Lula (2009-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014), tendo chefiado as pastas das Relações Institucionais e da Saúde, respectivamente. Ainda assumiu as mesmas pastas durante a gestão de Fernando Haddad (2015-2016) na Prefeitura de São Paulo.

Despedida

Pouco antes da formalização da troca no ministério, Nísia participou de cerimônia no Palácio do Planalto onde anunciou uma vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue. Já em clima de despedida, ela foi a primeira a falar, pediu que os secretários da pasta ficassem de pé para serem aplaudidos por seu trabalho e foi ovacionada por servidores presentes no evento.

Em nota divulgada na última sexta-feira (21), Nísia avaliou que a pasta, sob o comando de Lula, vem cumprindo com o compromisso de reestruturar o SUS e de cuidar da saúde da população “com resultados concretos”, citando feitos como 100% dos medicamentos do programa Farmácia Popular com gratuidade e o aumento da cobertura vacinal no país após mais de seis anos de quedas consecutivas.

Antes de assumir a Saúde, em janeiro de 2023, Nísia Trindade ocupava o posto de presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desde 2017.

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Governo de SP edita áudio de fala de Tarcísio e exclui trecho sobre denúncia de Bolsonaro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), editou o áudio de uma entrevista dele a jornalistas e deixou de fora a fala do mandatário em que classifica a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como "forçação de barra".

Procurada, a assessoria do governo ainda não se manifestou sobre o corte desse trecho da fala.

O conteúdo foi publicado no Soundcloud oficial do governo do estado, como é costume depois de eventos oficiais. Na manhã desta terça-feira (25), o mandatário esteve em evento de entrega de uma praça em Mogi das Cruzes (SP).

Questionado pela imprensa sobre a denúncia de Bolsonaro, Tarcísio afirmou que as provas colhidas pela Polícia Federal e reveladas pelo Fantástico, da TV Globo, não têm conexão.

Tarcísio afirmou que ainda ouviu os áudios obtidos pela PF e que "nada que é apresentado mostra uma conexão". As declarações foram dadas em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde o chefe do Executivo estadual participou da entrega de uma praça.

"Está se criando uma maneira de responsabilizar pessoas que não tem responsabilidade. A gente não pode partir para esse tipo de vulgarização, isso é perigoso, isso cabe para o inimigo público número 1 hoje, vai caber para o inimigo número 1 de amanhã", declarou o governador.

Nas últimas semanas, ao defender Bolsonaro, Tarcísio tem acumulado distorções e omissões sobre o golpismo do ex-presidente. O governador já disse, por exemplo, que o ex-presidente jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado democrático de Direito.

Ao longo de seu mandato, Bolsonaro tentou minar a credibilidade do processo eleitoral, sem apresentar indícios de irregularidades, e insuflou apoiadores que pediam golpe. Ele também consultou chefes das Forças Armadas sobre a possibilidade de ações golpistas após a derrota eleitoral em 2022, segundo depoimento dos próprios.

O ex-presidente também proferiu seguidos ataques e ameaças contra o STF, numa aparente tentativa de minar o sistema de freios e contrapesos que limitavam seu poder. Além disso, recusou-se a reconhecer o resultado da eleição, mesmo sem haver indícios de irregularidades, e a passar a faixa para seu sucessor.

Apesar de negar a possibilidade de concorrer à Presidência em 2026, Tarcísio é visto por aliados como o melhor quadro da direita para disputar o Planalto, caso o ex-presidente continue inelegível.

Como mostrou a Folha, interlocutores dizem ter ouvido do próprio governador que ele aceita concorrer ao cargo, se esse for o desejo de Bolsonaro.

"Não tenho falado com ninguém, não sou candidato, não tenho interesse, e as pessoas próximas devem falar pelos seus próprios interesses. Não serei candidato", disse Tarcísio após a revelação de suas conversas reservadas.

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