Ceará teve 3 assassinatos de pré-candidatos a vereador em 12 dias

Em menos de duas semanas, 3 pré-candidatos a vereador foram mortos no Ceará em 2024. De 28 de abril a 9 de maio, morreram os vereadores Cesar Araújo Veras (PSB) e Erasmo Morais (PL), e o pré-candidato Geilson Pereira Lima (PL), diante de suspeitas de crime político e revanchismo com governos locais.

O 1º caso se deu em Camocim, litoral do Estado, em 28 de abril. Cesar Araújo Veras, de 51 anos, foi golpeado com uma faca por um garçom enquanto aguardava atendimento em um restaurante. O político, que já estava no seu 4º mandato como vereador, morreu no local.

Segundo a SSPDS-CE (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará), o suspeito ainda feriu outros 2 homens, que foram encaminhados para atendimento médico. Um deles é o proprietário do estabelecimento. O suspeito tentou fugir do local, mas foi preso no mesmo dia por equipes da Polícia Militar do Ceará.

Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, além de duas tentativas de homicídio, e segue preso. A Delegacia Regional de Sobral, responsável pela ocorrência, encerrou o inquérito e encaminhou o processo ao TJ-CE (Tribunal de Justiça do Ceará).

No caso de Cesar Araújo, o crime por conotação política foi descartado pela investigação policial. Ao ser indagada pelo Poder360 sobre quais outras suspeitas haviam sido levantadas sobre a motivação do assassinato, a SSPDS do Estado não respondeu.

Publicidade

42% dos deputados avaliam Lula negativamente; 32% aprovam, diz pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (22/5) aponta que 42% dos deputados federais avaliam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como negativo. Os que consideram positivo somam 32%. Outros 26% veem a gestão do petista como regular.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 183 deputados federais (35% do total), levando em consideração os estratos de região e posicionamento ideológico dos partidos. A margem de erro é de 4,8 pontos percentuais.

Em agosto de 2023, a sondagem do mesmo instituto registrava 35% de avaliação positiva; 33% negativa; e 30% regular.

A pesquisa também perguntou aos deputados se eles consideram que o país está indo na direção certa ou errada. Os que responderam a primeira opção foram 38%, enquanto 52% avaliam que o país vai na direção errada. Outros 10% não souberam ou não responderam.

No que diz respeito à relação do governo com o Congresso Nacional, 43% dos políticos ouvidos avaliaram como negativa; 33% como regular; e 22% como positiva.

Além disso, 64% consideram que o governo dá menos atenção aos parlamentares do que deveria. Outros 27% avaliam que dá a atenção devida. Apenas 4% dizem que dá mais atenção do que deveria. 5% não souberam ou não responderam.

Publicidade

Allyson perde aliados e vê pré-campanha esquentar

A aliança política construída em torno da eleição do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), vem sendo toda desfeita ao longo de três anos e meio do primeiro mandato. Às vésperas da campanha ao pleito de 6 de outubro, que começa após 5 de agosto com o fim do prazo de realizações das convenções partidárias para escolha de candidatos aos cargos de prefeito e vereador em 167 municípios do Rio Grande do Norte, o chefe do Executivo tentará a reeleição sem apoios de cinco aliados de primeira hora na campanha de 2020, a começar do rompimento político do vice-prefeito João Fernandes de Melo Neto, o “Fernandinho das Padarias”, ocorrido já no primeiro ano de gestão, que era filiado ao PSD e ingressou no MDB.

Em dezembro de 2021, o prefeito Allyson Bezerra demitiu todas as pessoas indicadas por “Fernandinho das Padarias”, que hoje não tem nem gabinete de trabalho, dos cargos que ocupavam na vice-prefeitura, inclusive sua sogra Francisca Nilza Batista.

O motivo seria o fato do prefeito de Mossoró discordar do posicionamento do vice de tentar alçar voos políticos. “Não resolvi ser pré-candidato a deputado estadual do nada, apenas entendi que poderia ofertar bem mais ao cidadão mossoroense do que sentado na cadeira de vice-prefeito”, chegou a dizer em nota, à época, “Fernandinho das Padarias”, que terminou disputando eleição à Câmara dos Deputados, obtendo 5.626 votos no pleito de 2022.

A dissidência do vice-prefeito abriu uma sequência de perdas de apoios, inclusive na Câmara Municipal de Mossoró, onde o prefeito Allyson Bezerra vangloria-se de ter filiado 14 vereadores em março deste ano, uma maioria que chegou a ser de 19 de uma bancada de 23 vereadores na Casa, no início da gestão em 2021.

Eleitos ao lado do prefeito para o primeiro mandato legislativo pelo mesmo partido, o Solidariedade, os vereadores Paulo Igo (MDB) e Tony Fernandes (Avante) foram os primeiros a sair da bancada da situação, pois já vinham discordando de algumas medidas administrativas do prefeito em fins de 2021.

Mas o estopim para o rompimento político veio entre fevereiro e março do ano seguinte, segundo Fernandes: “Não concordamos com a votação e aprovação dar reforma previdência sem ouvir os servidores municipais”.

No entanto, Fernandes disse “houve mesmo um rompimento político e administrativo”, porque o próprio prefeito o “pediu para desistir da campanha” a deputado estadual em 2022, quando teve 19.405 votos, dos quais 15.647 sufrágios somente em Mossoró, pouco menos do que o candidato apoiado pelo prefeito, o ex-vereador Soldado Jadson, que obteve 17.681 votos dos mossoroenses.

Já o primeiro sinal de abandono dos aliados de primeira hora foi dado em março de 2021, quando Allyson Bezerra deslocou o ex-prefeito de Olho d’Água dos Borges e ex-candidato a governador Breno Queiroga da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos para uma recém-criada pasta extraordinária, praticamente sem orçamento, a de Projetos e Programas de Governo, onde ficou, mesmo assim, até março de 2022, quando saiu para tentar disputar o governo do Estado pelo partido Solidariedade, que terminou indicando o ex-vice-governador Fábio Dantas.

“Breno Queiroga não tinha verba e nem birô”, recorda o vereador Tony Fernandes, que se lançou pré-candidato a prefeito de Mossoró e já tem o apoio do vereador Paulo Igo, o qual havia lhe apoiado para deputado estadual em 2022.

Além do engenheiro Breno Queiroga, o prefeito Allyson Bezerra perdeu aliados políticos sem mandatos, como o empresário Tião Couto, que chegou a disputar a prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado, bem como o ex-vereador Genivan Vale, que estava decidido a cuidar de negócios na iniciativa privada, mas atendendo apelo do presidente estadual do Partido Liberal (PL), senador Rogério Marinho, lançou-se pré-candidato a prefeito de Mossoró.

A mais recente deserção do grupo político do prefeito foi a do presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Lawrence Amorim (PSDB), cuja pré-candidatura a prefeito no segundo maior colégio eleitoral do Estado (184.488 eleitores), atrás de Natal (578.625), foi lançada pelo presidente estadual do partido e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira, que pediu aos institutos de opinião pública a inclusão do seu nome nas pesquisas de intenções de votos por ocasião da visita do presidente da Executiva Nacional, Marconi Perillo, ao Rio Grande do Norte em 10 de maio.

Em “live” nas redes sociais na segunda-feira (13), Lawrence Amorim disse, claramente, que foi “chutado” por Allyson Bezerra, que negou qualquer proposta de acordo sobre a negociação de uma dívida de R$ 11 milhões da Câmara com o município, em razão de mudanças de índice de duodécimo (valor a ser repassado mensalmente ao legislativo), que caiu de 6% para 5%.

Denúncias da corrupção incomodam

A oposição ao prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) tende a crescer a cada dia em Mossoró diante da crise administrativa e denúncias de corrupção no município, como abordou a deputada Isolda Dantas (PT) em pronunciamento na quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa. “Tem coisa que a gente precisa trazer o outro lado da versão e da moeda”, disse a parlamentar, rebatendo em plenário o deputado estadual Neilton Diógenes (PP) por tecer elogios à gestão municipal: “Acho que essa Mossoró deve ser só no celular e na rede social, porque não é a Mossoró que eu moro”.

Para a deputada Isolda Dantas, a Mossoró de hoje “é da digital influencer do prefeito”, porque “o tempo que passa em rede social, certamente, deve ser maior do que se preocupa com os problemas de Mossoró”. Isolda Dantas diz que, na realidade, Mossoró atualmente “vive de sucessivas denúncias de corrupção profunda”, que já chegam a quatro casos, “sem do nível de rotatividade dos secretários”.


A deputada do PT citou a condenação por falsidade ideológica do “ex-braço direito” do prefeito, o advogado Kadson Eduardo de Freitas, que “passou meses nos cargos (Planejamento e Cultura) de forma indevida”, porque em Mossoró “tem uma lei, que pessoas condenadas não podem assumir cargos no Executivo”.

“Recentemente fomos surpreendidos por áudios de também ‘homem forte’ na cultura por possível superfaturamento no Mossoró Cidade Junina”, aludiu a deputada Isolda Dantas em relação ao ex-auxiliar do prefeito, Thiago Bento, durante a contratação de artistas para o patrimônio cultural “Chuvas de bala no país de Mossoró” e que, por isso, “teve de ser exonerado”.

Ela também exemplificou o contrato com uma empresa no valor de R$ 3 milhões, em que vereadores foram atrás do endereço e nada encontraram. “Semana passada ficamos sabendo que um vaso que custava R$ 2,50, estava por R$ 760,00 numa licitação”, contou. “Como falar em transparência numa gestão dessa”, criticou a deputada, que aventou: “Isso é só o começo, eu digo que é a ponta do iceberg, sem falar de outras coisas que estão tramitando”.

Afora isso, Isolda Dantas denunciou o descalabro administrativo na demora na aquisição de um tomógrafo financiado com recursos de emenda de um deputado, “passou 630 dias encaixado, começou a pressão, o prefeito desencaixou”. Outra questão é à compra de um “castramóvel” para atendimento de animais, ao qual destinou emenda em 2020, que “até hoje não saiu do papel”.

Segundo a deputada, o prefeito “cria fatos para se sobressair”, como ocorreu ao dizer que a Caern tinha uma dívida para com o município: “Quando fomos ver os fatos, a prefeitura devia à Caern mais de R$ 100 milhões”. Agora, continuou a deputada, foi com a Câmara Municipal de Mossoró, dizendo que o Poder Legislativo devia à Prefeitura. “É exatamente o contrário, a Prefeitura deve R$ 14 milhões à Câmara”.

Candidaturas de oposição podem unir forças

Em Mossoró são cinco pré-candidatos da oposição a prefeito, mas existe a possibilidade de união em torno de um projeto político para derrotar o prefeito, é o que defende, por exemplo, a ex-prefeita e ex-vice-prefeita Cláudia Regina, que pretende voltar à Câmara Municipal pelo Progressistas.

“Esse quadro deve convergir até às convenções em agosto”, considera Cláudia Regina, entendendo que é possível que se possa se juntar o grupo “para ter a clareza de quem serão os reais candidatos” ao pleito majoritário.

Mesmo sem citar nomes, ela também disse que existe, na oposição, “a pessoa com capacidade de agregar todas as pessoas em seu entorno, temos grandes nomes”.

Mas Cláudia Regina disse ainda, em entrevista ao canal TCM de Mossoró, no meio da semana, que a ex-governadora e ex-senadora Rosalba Ciarlini, está avaliando com a família e todo o grupo político se volta a disputar a prefeitura, depois da derrota à reeleição em 2020. “Foi necessária uma pausa, quem de nós não precisa de uma pausa, quando perde um ente e se reestruturar a partir de então”, afirmou, quanto ao falecimento do ex-deputado federal Betinho Rosado, cunhado da ex-prefeita Rosalba Ciarlini.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Lawrence Amorim (PSDB), disse que respeitando os pré-candidatos que já existiam antes de se lançar pré-candidatos a prefeito, já conversou com o Avante, Republicanos, MDB, PP e PL e outras legendas. “Não temos como chegar impondo”, avisou, entendendo a necessidade de um projeto único que possa levar à transformação de uma cidade “totalmente abandonada”.

Amorim diz acreditar numa vitória da oposição em outubro, contando que em 2020 Allyson Bezerra tinha o apoio do SD e PSD e de um vereador e hoje já são nove vereadores na oposição.

O vice-prefeito “Fernandinho das Padarias” declarou que se preocupou em formar uma chapa de vereadores no MDB, mas também “é a favor de um trabalho em bloco” para a oposição vencer a eleição majoritária. “Acredito que 70% da oposição marchará unida”, defendeu ele, apelando para que as divergências em nível nacional sejam deixadas de lado em favor de um projeto unificado para Mossoró.

Publicidade

Petrobras: como foi a conversa em que Lula demitiu Jean Paul Prates

A conversa em que Lula demitiu Jean Paul Prates da presidência da Petrobras, na noite dessa terça-feira (14/5), foi bastante dura, tanto para o presidente quanto para o ex-senador petista. O encontro no gabinete de Lula no Planalto durou cerca de 20 minutos, foi acompanhado pelos ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, das Minas e Energia, e, nas palavras de um interlocutor de Lula, foi “uma das mais difíceis que o petista teve neste governo”. Para Prates não foi muito diferente. Conforme ele comentou ao longo da noite de ontem com diferentes interlocutores, a sensação foi de que foi “humilhado” por Lula.

Lula estava constrangido com a situação. Não explicou a Prates por que Rui Costa e Alexandre Silveira, que tentam desde o ano passado tirá-lo da Petrobras, estavam na reunião. O presidente havia convocado Costa e Silveira poucas horas antes, cedendo a uma pressão que ambos exerciam há meses pela demissão de Prates, sob a alegação de que ele não entregava os resultados de que o país precisa na Petrobras.

Lula não comunicou outros ministros de seu círculo mais restrito de confiança, como Fernando Haddad e Alexandre Padilha, de que a demissão seria ontem. Poucas horas antes, ambos não sabiam de nada. A decisão de demitir Prates estava tomada há semanas, mas a decisão de comunicar Prates daquela maneira sobre a saída passou essencialmente pelo trio que agora, ao lado de Lula, recebia um espantado presidente da Petrobras, pego de surpresa com a presença de seus algozes.

“Eu e você temos visões diferentes sobre a Petrobras”
Lula foi direto e, assim que Prates entrou, disse que havia decidido substituí-lo. “Eu e você temos visões diferentes sobre a importância que a Petrobras tem para o Brasil”, disse Lula, evitando encarar Prates.

“Presidente, desta vez eu vou me permitir discordar do senhor. Das outras vezes em que eu vim aqui e o senhor me apresentou argumentos que chegavam ao senhor contra mim, eu discordava daqueles argumentos. Mas, agora que o senhor disse isso, a discordância é diretamente do senhor”, começou Prates. Lula ouvia calado e assim permaneceu. O agora ex-presidente da Petrobras prosseguiu.

“Quem escreveu cada linha do seu programa de governo na eleição de 2022, nas áreas de energia, petróleo, indústria naval, fui eu. Escrevi baseado em tudo que o senhor ensinou ao longo do tempo, mas aquelas linhas foram redigidas por mim. Como eu não poderia ter a mesma visão do senhor?”, rebateu. Lula, Rui Costa e Alexandre Silveira ficaram calados.

De fato, Prates fez, ao longo da campanha de 2022, dezenas de encontros, grande parte no segundo turno, em São Paulo e no Rio Janeiro, em que prometia a operadores do mercado, agentes de fundos e especialistas que a Petrobras do governo Lula 3 seria do diálogo, ouviria os diferentes segmentos envolvidos com a empresa e não perseguiria acionistas privados.

“Sua decisão me pareceu uma afronta”
Lula disse na sequência que a crise da distribuição dos dividendos da Petrobras, em março, havia sido um ponto relevante para a demissão. “A sua decisão de se abster na questão dos dividendos me pareceu uma afronta”, afirmou

Publicidade

Camilo diz que greve nas universidades é prejuízo para o Brasil. “Não vejo necessidade”

O ministro da Educação Camilo Santana, afirmou que é contra Greve, e que na greve, quem perde é o Brasil e o alunos. “Prejuízo é para Brasil e para alunos e queremos evitar isso. Mas governo é aberto ao diálogo”, enfatizou.

Em sua terra natal o Ceará, já a deputada Luzianne Lins (PT), sua ex-aliada partidária, defende que professores e universidades mantenham a greve geral por reajuste salarial; “Não é para parar, tem que continuar”.

Professores de universidades, centros de educação tecnológicas e institutos federais das cinco regiões do Brasil exigem reajuste salarial de 22%, a ser dividido em três parcelas iguais de 7,06% —a primeira ainda para este ano e outras para 2025 e 2026.

A paralisação teve início com a adesão de 21 instituições e, nesta segunda, chegou a 24 universidades, institutos federais e Cefets. Prestes a se completar um mês da última reunião, o governo federal anunciou uma nova rodada de negociação com os servidores.

Publicidade

Lula demite Jean Paul Prates da presidência da Petrobras, diz colunista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que ele está fora da empresa. A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e foi publicada na noite desta terça-feira (14).

Segundo Malu Gaspar, Jean Paul Prates se despediu nesta tarde de seus diretores e comunicou à equipe que Magda Chambriard será a nova presidente da Petrobras. Ela foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) no governo Dilma Rousseff.

Ex-senador pelo Rio Grande do Norte, Jean estava no cargo desde o início do Governo Lula.

O CEO da Petrobras enfrentou nos últimos meses intensa fritura interna no governo, acumulando disputas com o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Publicidade

Desembargadora nega habeas corpus a Wendel Lagartixa que segue preso

A desembargadora Inez Maria B. S. Miranda negou na tarde desta terça-feira (14) um habeas corpus ao policial militar da reserva Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido no Rio Grande do Norte como ‘Wendel Lagartixa’.

Esta é a segunda derrota que ele sofre na tentativa de sair da prisão na Bahia, onde está detido desde sábado passado (11) após se flagrado com uma arma irregular.

Na negativa do habeas corpus, a desembargadora afirmou que “a decisão do magistrado primevo destacou que o acusado possui condenação definitiva e já cumpriu as penas que lhe foram impostas, contudo, não se passaram os 5 anos necessários para afastar a reincidência, ressaltando ainda que, conforme antecedentes criminais, o paciente já possuiu envolvimento com grupos de extermínio e responde a processos por homicídios”.

“Em face disso, em contexto de análise sumaríssima do pleito liminar, não verifico a presença dos elementos autorizadores do seu deferimento, devendo, portanto, o tema proposto ser analisado pelo Colegiado, no momento oportuno. Em razão de não ser possível atestar a atual situação prisional do paciente, inclusive com consulta ao BNMP, entendo necessária a manifestação da Autoridade Impetrada”, acrescentou, e indeferiu o pedido da defesa de Wendel Lagartixa.

No habeas corpus impetrado com o objetivo de obter a liberdade de Wendel Lagartixa, a defesa do PM afirmou que a prisão preventiva foi dada “em virtude de ‘uma pressão’ do Ministério Público do Rio Grande do Norte” que teria “induzido a erro”o juiz que determinou a medida “com base em suposta ‘reincidência’”.

Publicidade

Bolsonaro liberou mais dinheiro de emendas para Fátima do que Lula

Entre janeiro de 2023 e abril de 2024, o Governo Lula (PT) enviou ao Rio Grande do Norte um total de R$ 99.477.142,21. O valor é R$ 4.413.200,57 menor do que o liberado pelo Governo Bolsonaro (PL) no mesmo período. Nos primeiros 16 meses do Governo do ex-presidente, foram liberados R$ 103.890.342,78. Os recursos são referentes a emendas federais impositivas e de bancada destinadas ao Governo do Estado. Os dados foram levantados pelo Diário do RN, com base no site do Tesouro Nacional.

Durante os 16 meses do Governo opositor ao PT, R$ 5.603.327,32 foram de emendas individuais e R$ 107.097.015,46 destinadas pela bancada federal ao Governo Fátima.

No Governo aliado de Fátima Bezerra (PT), a bancada do Rio Grande do Norte destinou R$ 49.059.667,65 em emendas. Outros R$ 50.417.474,56 são referentes a emendas individuais.

Em 2019, primeiro ano do Governo Bolsonaro, o total foi de R$ 103.810.268,21 em emendas. Nos quatro primeiros meses de 2020, foram liberados R$ 8.890.074,57.

Já no primeiro ano do Governo Lula, em 2023, foram R$ 89.695.789,55 em emendas. De janeiro a abril de 2024, as emendas liberadas são da ordem de R$ 9.781.352,66.

Por área, o primeiro ano do Governo anterior priorizou a liberação de emendas em benefício da Barragem de Oiticicas. O Governo do RN recebeu R$ 100.131.680,71 para investimento no reservatório. Esta era uma das bandeiras do então Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL). Saúde ficou em segundo, recebendo R$ 2.509.400,00. A Fundação Universidade do Estado do RN (UERN) teve a liberação de R$ 975.000,00.

Nos quatro primeiros meses do segundo ano da gestão Bolsonaro só receberam emendas a Saúde (R$ 8.357.331,25) e a Fundação UERN (R$ 196.710,68).

Já no Governo atual, durante todo o ano de 2023, os maiores valores foram destinados para a Saúde, com R$ 34.850.793,26, depois Agricultura, R$ 9.245.814,57, Segurança Pública, com R$ 5.250.371,82 e Fundação UERN, R$ 2.348.826,43.

O Governo Lula manteve a liberação dos maiores recursos de emendas nas mesmas áreas nos quatro primeiros meses de 2024: Saúde já recebeu neste ano R$ 3.348.139,05, Agricultura R$ 3.5448.54,37 e Segurança Pública R$ 2.564.516,07.

Publicidade

Quaest: 55% acham que Lula não merece mais uma chance como presidente em 2026

Para 55% dos eleitores brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece, na eleição de 2026, mais uma chance de governar o país.

O dado consta em pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (13). O levantamento, feito presencialmente, ouviu 2045 pessoas, com 16 anos de idade ou mais, entre os dias 2 e 6 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiabilidade é de 95%.

Acha que Lula merece mais uma chance como presidente em 2026?

  • Não merece: 55%
  • Merece: 42%
  • Não sabe ou não respondeu: 3%

Recortes

A análise das respostas por região do país aponta que apenas no Nordeste a maioria disse achar que Lula merece mais uma chance.

  • Nordeste: merece (60%), não merece (38%), não sabe/não respondeu (2%)
  • Sudeste: não merece (63%), merece (33%), não sabe/não respondeu (4%)
  • Sul: não merece (59%), merece (39%), não sabe/não respondeu (2%)
  • Centro-Oeste/Norte: não merece (58%), merece (37%), não sabe/não respondeu (4%)

Publicidade

Sem Jair Bolsonaro, Michelle é a mais forte contra Lula em 2026, indica Genial Quaest

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é a melhor candidata para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 se o ex-presidente Jair Bolsonaro não puder concorrer, indica pesquisa Genial/Quaest. Michelle foi apontada por 28% dos entrevistados, seguida pelos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (24%); do Paraná, Ratinho Júnior (10%); de Minas Gerais, Romeu Zema (7%); e de Goiás, Ronaldo Caiado (5%).

Entre os possíveis candidatos, Michelle foi a mais indicada no Nordeste (31%), no Sul (26%) e no Centro-Oeste/Norte (33%). No Sudeste, Tarcísio (33%) foi o vencedor.

Disputa entre Lula e Tarcísio

Caso Bolsonaro apoie Tarcísio em 2026, em uma disputa com Lula, a maioria dos entrevistados (46%) sinalizou que votaria no atual presidente – contra 40% que escolheriam o governador de São Paulo.

Entre os que afirmaram que não conhecem Tarcísio, 55% indicaram que votariam em Lula, mas 24% disseram que ainda assim optariam pelo governador. No recorte pelo voto no segundo turno de 2022, 37% dos que votaram branco, anularam ou não foram votar escolheriam Tarcísio, 32% Lula e 23% voltariam a votar em branco anular ou se abster.

Lula receberia 50% dos votos femininos consultados e 43% dos masculinos. Já Tarcísio, 33% dos votos femininos e 46% dos masculinos. O atual presidente sairia vitorioso entre os católicos (54%), mas perderia entre os evangélicos (33%).

Na análise por regiões, Lula só sairia vitorioso no Nordeste (66%). Tarcísio registraria preferência no Sudeste (45%), Sul (46%) e Centro-Oeste/Norte (43%).

Nos grupos por salários, Lula teria maioria entre os que recebem até dois salários mínimos (58%) e entre dois e cinco salários mínimos (45%). Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a preferência seria por Tarcísio, com 50% dos entrevistados.

A pesquisa Genial/Quaest realizou 2.045 entrevistas presenciais e tem margem de erro estimada de 2,2 pontos porcentuais. A coleta ocorreu entre os dias 2 e 6 de maio, com brasileiros com 16 anos ou mais, em todos os Estados.

Publicidade