Animais morrem afogados dentro de loja alagada em shopping de Porto Alegre

A empresa Cobasi confirmou nesta sexta-feira (17) a morte de todos os animais que estavam dentro de uma unidade em um shopping de Porto Alegre, localizado no bairro Praia de Belas. Entre os animais estavam aves, peixes e roedores. O estabelecimento não soube informar quantos bichos estavam no local.

Ao g1, a assessoria de imprensa da empresa disse que o local fica no subsolo junto ao estacionamento e segue inacessível e completamente alagado. Os animais já estavam na unidade antes da enchente.

A empresa explicou que os funcionários deixaram a loja de forma emergencial, seguindo orientação das autoridades em meio ao início das enchentes na capital, e “foi garantido que os animais estivessem seguros e com o necessário para sobreviver até o retorno dos colaboradores”.

Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (17), a Cobasi lamentou o ocorrido e justificou que “apesar das tentativas constantes nos últimos dias, não foi possível o acesso seguro à loja devido o nível da água”.

Com a cheia recorde do Guaíba, que atingiu 5,35 metros em 5 de maio, e as falhas das estações de bombeamento, a água subiu, invadiu a loja e vitimou os animais.

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Famílias convivem com detentos em regime semi-aberto em abrigos no RS

Em meio à enchente que assolou o Rio Grande do Sul, famílias desalojadas demonstraram medo e insegurança por ter que dividir abrigos com criminosos em regime semi-aberto — alguns até com tornozeleiras.

Em uma entrevista coletiva, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, reconheceu a gravidade da situação e afirmou que o sistema penal do Rio Grande do Sul deve agir rapidamente para evitar maiores tragédias e garantir a segurança.

Testemunhas falam em furtos ocorridos nos abrigos e mulheres relatam a insegurança até na hora de tomar banho. “Tinha homem que chutava a porta do banheiro das mulheres(…) Foi bem complicado”, comenta uma mulher que ficou abrigada na cidade de São Leopoldo.

A Secretaria de Segurança do RS diz que pelo menos 30 pessoas já foram presas por crimes praticados em abrigos. O prefeito de Porto Alegre, por sua vez, deixou claro que “o lugar dessas pessoas (os apenados) não é em abrigo”.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Polícia do RS prende 60 pessoas por saques e roubos entre a noite de sábado e a manhã deste domingo (12)

A Brigada Militar e a Polícia Civil de Porto Alegre prenderam entre a noite de sábado, 11, e a manhã de domingo, 12, mais 60 pessoas por crimes relacionados às enchentes que atingem o Rio Grande do Sul.

De acordo com a Brigada Militar, os criminosos fizeram saques e roubos, além de outros delitos em meio à situação de calamidade no estado.

A Polícia Civil do estado já havia localizado na zona norte de Porto Alegre um depósito com produtos roubados de residências e comércios em meio à tragédia.

Vários objetos furtados foram recuperados. Segundo a polícia, ainda não se sabe os verdadeiros donos dos produtos ou os responsáveis pelos roubos.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também decidiu reforçar a segurança e determinou que a Força Nacional atue em abrigos.

O anúncio foi feito no sábado, 11, após a Secretaria de Segurança Pública do estado confirmar a prisão de ao menos 11 pessoas por crimes nesses locais. Há denúncias de abusos sexuais contra crianças e mulheres em abrigos que acolhem as pessoas que saíram de suas casas por causa das enchentes.

O secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, disse na semana passada que as autoridades prenderão todos os que praticarem atos de criminalidade.

“A gente tem visto pessoas praticando furtos, assaltos, arrombamentos neste momento de crise. Mas nós vamos prender todo mundo”, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha.

Publicidade