Denúncia anônima levou à prisão influenciadora digital de Natal por promover o “jogo do tigrinho” nas redes sociais

Uma influenciadora digital, de 18 anos, foi presa em flagrante pela Polícia Civil nesta segunda-feira (24), em Natal. Segundo a Polícia Civil, ela é suspeita de promover o jogo de azar conhecido como “jogo do tigrinho” em suas redes sociais.

A prisão ocorreu no âmbito da “Operação Jackpot”, que investiga a divulgação desse tipo de atividade ilícita no ambiente virtual.

Prisão ocorreu após denúncias anônimas

As diligências foram iniciadas após o recebimento de denúncias anônimas, que levaram ao monitoramento do perfil da investigada.

Durante as investigações, foi constatado que ela utilizava seus canais digitais para incentivar a prática do jogo, com promessas de lucros altos e imediatos, o que caracteriza, além da contravenção penal de exploração de jogo de azar, crimes contra as relações de consumo e induzimento à especulação.

A suspeita foi localizada ao sair de um órgão público. No momento da abordagem, os policiais apresentaram as publicações veiculadas em seu perfil, que foram por ela reconhecidas como de sua autoria.

Em depoimento, a jovem confessou a prática criminosa e revelou ter adquirido um veículo à vista com recursos provenientes da divulgação da plataforma. Após os procedimentos, foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Operação Jackpot recebeu esse nome em alusão ao termo utilizado em apostas para designar o “prêmio acumulado”, representando a falsa promessa de ganhos fáceis propagada por esse tipo de jogo. A ação contou ainda com o apoio da 18ª Delegacia de Polícia (DP).

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Sob ataque do varejo, bets despejarão R$ 2 bilhões no futebol em 2025


As bets investirão R$ 2 bilhões no próximo ano em cotas de patrocínio e publicidade no futebol, sinaliza acirramento de rixa travada com as redes do varejo, que vêm perdendo essa competição diante dos elevados custos cobrados após a entrada das casas de apostas.

Dados da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), que reúne 21 empresas do setor, mostram que, em 2025, o montante será aportado em clubes, federações, transmissões e propaganda em geral.

A competição tem gerado reação do varejo contra as bets em ringues diversos, como a Justiça e a recém-instaurada CPI no Senado, ante a perda de cotas de patrocínio e publicidade no futebol.

Nas transmissões de TV, carro-chefe do Brasileirão, os direitos de nome passaram, após seis anos, do atacadista Assaí para a Betano.

Os aportes programados pelas bets em cada segmento mostram o tamanho dos interesses envolvidos. Serão R$ 320 milhões na TV aberta e R$ 150 milhões na fechada; R$ 100 milhões em mídias digitais e R$ 35 milhões no rádio.

Os clubes de futebol, que se alinharam na defesa da permanência da legislação que libera as bets, receberão R$ 600 milhões e as federações, outros R$ 160 milhões. Os gastos em placas de estádio vão ultrapassar R$ 790 milhões.

Principal entidade do varejo brasileiro, a CNC (Confederação Nacional do Comércio) ajuizou no Supremo uma ação para declarar a lei das bets inconstitucional. Nesta semana, representantes do segmento abriram fogo contra as companhias de apostas em audiência no Supremo.

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Governo deve exigir que bets tenham registro dos apostadores

O governo federal está avançando no estudo de novas regras para o mercado de apostas on-line. Em entrevista à TV Brasil, o secretário de Prêmios e Apostas, Régis Dudena, adiantou que a regulamentação do funcionamento das bets exigirá das operadoras o registro do CPF dos jogadores.

O objetivo da medida é possibilitar o acompanhamento do histórico dos aposentadores para assegurar sua saúde mental e financeira. Dudena também confirmou que cerca de 2.000 sites irregulares devem ser retirados do ar na 6ª feira (11.out.2024), em uma ação conjunta do Ministério da Fazenda e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Segundo o secretário, são sites envolvidos com fraudes e golpes.

Em entrevista à Agência Brasil, Dudena já havia destacado a importância de acelerar a regulamentação do setor. Norma votada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dezembro de 2023 estabeleceu que cabe ao Ministério da Fazenda autorizar a exploração de apostas e fixar condições e prazos para adequação das empresas do ramo.

Na 4ª feira (9.out), federações de futebol receberam da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) orientação para retirar propagandas de bets irregulares de camisetas e outros materiais esportivos..

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Confederação do Comércio pede a governo Lula que barre bets e libere cassinos presenciais no País


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pediu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que restrinja apostas online e libere cassinos físicos no País. Em uma carta enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a CNC argumenta que as casas presenciais de jogos geram emprego e que é importante permitir “cassinos que geram valor para o Brasil.”

O pedido enviado ao ministro Ricardo Lewandowski no dia 20 de setembro argumenta ainda que as apostas on-line podem impactar negativamente o mercado varejista no País.

“ A CNC defende que os cassinos físicos deveriam ser a prioridade do governo para a liberação, uma vez que estes possuem a capacidade de gerar aproximadamente 1 milhão de empregos formais diretos e indiretos, além de gerar R$ 22 bilhões em arrecadação da CIDE-jogos por ano, sem considerar os impactos sobre outros impostos”, diz o documento obtido pelo Estadão.

Na carta, a CNC afirma que o fato de o mercado de apostas ainda não estar totalmente regulamentado “acende luz amarela” sobre os efeitos de seu descontrole.

“As apostas online, no formato atual, representam um risco ao varejo nacional e à população, de forma que até 11,2% do faturamento do setor pode ser perdido, somando uma perda de R$ 156 bilhões para o varejo brasileiro, por ano”, afirma a CNC.

De acordo com o documento, no último ano, 22% da renda disponível das famílias foi gasta em apostas, totalizando R$ 68 bilhões. A CNC argumenta ainda que muitos apostadores têm deixado de comprar itens essenciais para apostar.

A confederação destaca ainda que a possibilidade de utilizar cartão de crédito para apostar tem acentuado o endividamento. Portaria do Ministério da Fazenda proíbe o uso desse meio de pagamento em apostas, mas a regra só entra em vigor em janeiro.

“Diante do exposto, a CNC defende que os cassinos online devem ser restringidos, buscando defender o bem-estar da população e o varejo brasileiro, ao mesmo tempo em que os cassinos físicos devem ser liberados para garantir a geração de renda e emprego para o País”, finaliza a carta.

O texto foi remetido pelo gabinete do ministro à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Em resposta ao texto, o órgão afirmou que acompanha o tema e tem se manifestado de forma contrária à liberação sem estudo e estratégias para prevenção do superendividamento do consumidor e do vício em jogos.

A resposta destaca ainda que a Senacon está em contato com as empresas responsáveis pelas apostas e com outros órgãos governamentais para prevenir os danos causados pelas bets. “Por mais que possa parecer mera diversão, os jogos, mais que passar o tempo, podem trazer consequências desastrosas à vida de qualquer consumidor viciado”, diz a secretaria.

Ao Estadão, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que está estudando uma data para receber a CNC em reunião. Procurada, a CNC não se manifestou até o momento.

Na terça-feira, a confederação já havia ingressado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o fim da operação dos cassinos online no País, sob o argumento de que a legislação que regulamenta as bets no Brasil “está causando graves impactos sociais e econômicos”.

Segundo o Banco Central, beneficiários do Bolsa Família transferiram R$ 3 bilhões via Pix a plataformas de apostas online em agosto. Após forte repercussão do estudo do BC, nesta sexta-feira, 27, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que chegou a hora de “colocar ordem” nas bets. Pela regulamentação, que começa e janeiro de 2025, haverá um monitoramento de CPFs para identificar potencial uso abusivo das bets.

Nesta sexta-feira, 27, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que a pasta formou um grupo de trabalho para elaborar medidas de proteção à saúde no que diz respeito ao vício em apostas online. Para Nísia, o Brasil vive “uma pandemia” e é preciso combater o vício em jogos, como foi feito com o tabagismo.

“É muito importante a regulação. É muito importante olhar para a publicidade. É colocar na mesma gravidade do que o Brasil fez em relação ao tabaco”, disse.

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CNC calcula mais de 1,3 milhão de brasileiros inadimplentes devido a apostas on-line

Mais de 1,3 milhão de brasileiros ficaram inadimplentes no primeiro semestre de 2024 devido a apostas em cassinos on-line, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade afirma que os apostadores têm usado “sem controle” cartão de crédito nessas plataformas de jogos, o que contribui para um aumento das contas em atraso.

Os brasileiros já gastaram R$ 68 bilhões em jogos entre junho de 2023 e junho de 2024, o equivalente a 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apontou a CNC. O montante revela que 22% da renda disponível das famílias foi destinada às apostas no último ano, “gerando uma série de consequências econômicas e sociais”, alertou a entidade.           “O público jovem e de baixa renda é o mais impactado. As apostas, que inicialmente parecem uma forma de entretenimento, acabam comprometendo uma parte considerável do orçamento, resultando na inadimplência e na redução do consumo de bens essenciais”, declarou o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, em nota oficial distribuída à imprensa.

Segundo Tavares, o fenômeno tem potencial para “agravar ainda mais o ciclo de pobreza e desigualdade, já que muitos estão utilizando recursos essenciais para apostar”. Como consequência, a CNC revisou para baixo a projeção de desempenho do comércio varejista em 2024, de uma expansão de 2,2% para uma alta de 2,1% no volume de vendas.

“Levando-se em conta o elevado comprometimento da renda das famílias com apostas on-line, os impactos sobre o varejo brasileiro são atualmente incertos, mas possuem um potencial de reduzir em até 11,2% a atividade varejista, diminuindo em R$ 117 bilhões o faturamento do setor por ano”, previu a CNC, no estudo

Para a entidade, a aprovação da Lei nº 13.756, em 2018, que autorizou as apostas esportivas, levou a uma expansão exponencial do mercado de apostas on-line, incluindo cassinos virtuais, porém, sem que fosse acompanhada por uma regulamentação necessária.

O aumento “descontrolado” das apostas on-line tem comprometido a renda das famílias e redirecionado o consumo de bens e serviços essenciais para gastos em jogos de azar, afirma a entidade.

“O crescimento do volume de apostas está diretamente ligado à perda de poder de compra das famílias, o que afeta toda a economia e o desenvolvimento do País”, alertou o vice-presidente financeiro da CNC, Leandro Domingos Teixeira Pinto, em nota oficial.

No levantamento, a entidade aponta que a quantidade de famílias inadimplentes tem apresentado tendência de avanço ao longo de 2024, apesar da taxa de juros mais baixa e da massa salarial em alta. A CNC calcula que cada aumento de um ponto porcentual no fluxo de gastos com apostas leva a um avanço de 0,118 ponto porcentual na proporção de famílias com dívidas em atraso.

“Como houve avanço de 257% no fluxo desses recursos, em relação ao fim de 2022, a Confederação projeta um aumento de 3,9% na quantidade de famílias impactadas. Ou seja, mais 191 mil famílias”, estimou o estudo.

A entidade manifestou ainda, na nota, apoio a uma regulamentação de cassinos físicos. Se regularizados, esses estabelecimentos teriam potencial de geração de até 1 milhão de empregos diretos e indiretos, além de R$ 22 bilhões em arrecadação anual para o governo, estimou a CNC.

“Os cassinos on-line, em particular, têm mostrado um perfil de apostadores que levanta ainda mais alertas. Modalidades como o chamado ‘Jogo do Tigrinho’, popular entre mulheres, têm o potencial de gerar impactos sociais mais profundos, visto que parte desse público é beneficiário de programas sociais e chefe de família”, defende a CNC.

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Como falar sobre riscos de bets com crianças e adolescentes? Veja dicas

A proximidade com o futebol, os games e o celular fizeram com que as bets, plataformas de apostas esportivas online, entrassem no universo de crianças e adolescentes com uma força que preocupa escolas, famílias e especialistas.

O maior risco é a forma como as apostas esportivas são apresentadas, o que atrai fortemente crianças e adolescentes. A publicidade ostensiva online e offline, com influenciadores e até medalhistas olímpicos, durante o jogo de futebol, na camisa dos times, nas redes sociais, normaliza as bets e faz com que pareçam saudáveis e divertidas.

A falta de regulamentação no País, que só agora começa a ser enfrentada, também permite que o público infanto-juvenil fique desprotegido e tenha acesso a uma atividade proibida para menores. O Instituto Jogo Legal, entidade que representa o setor, diz que o problema está nos sites irregulares.

Para Gustavo Estanislau, psiquiatra da infância e da adolescência, as famílias devem ter cuidado com o tom para abordar o problema. “Tem mãe e pai com discurso alarmista para tudo. Aí as bets vão entrar em mais um grupo de coisas que os pais trazem”, afirma.

“Nesses casos, as crianças começam a desenvolver senso de alarme para tudo, com medo do mundo, ou passam a bater de frente e a testar tudo porque não conseguem mais discernir”, acrescenta ele, pesquisador do Instituto Ame Sua Mente.

Veja dicas de especialistas para lidar com o tema:

  • Compartilhe relatos ou histórias de quem teve problemas com apostas, como perdeu muito dinheiro, vício ou efeitos na saúde mental
  • Não trate as apostas como algo divertido
  • Não discuta pretensas habilidades para se conseguir ganhar mais facilmente
  • Fique atento à cultura de apostas de adultos dentro da família, isso também leva a uma naturalização para crianças e adolescentes
  • Fale de riscos, mas com equilíbrio e bom senso. Ser alarmista com tudo pode fazer a criança ou adolescente ter medo de tudo ou, por outro lado, querer testar os pais
  • Discuta educação financeira e fale do valor do dinheiro, de como ele é ganho e da importância de se poupar o futuro
  • Acompanhe de perto as atividades das crianças e adolescentes em celulares e redes sociais

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) diz que a educação financeira faz parte da Base Nacional Comum Curricular e diz que as transformações na sociedade com o uso de novas tecnologias são “imprescindíveis para inserção crítica e consciente” e devem ser “incorporados pelas redes de ensino e pelas escolas”. Afirma ainda induzir a abordagem de tais conteúdos a partir de ações como a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) e formação de professores.

Já a pasta da Saúde informa que tem ampliado o atendimento a pessoas com problemas de saúde mental, incluindo o jogo patológico. E diz que foram habilitados mais novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) este ano, sendo 314 para atendimento exclusivo de crianças, adolescentes e jovens.

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Brasil supera Turquia e conquista bronze no vôlei feminino em Paris

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou o bronze olímpico após derrotar na final a Turquia por 3 sets a 1 ( 25/21, 27/25, 22/25 e 25/15) na Arena Paris Sul, em Paris. Concentradas, as brasileiras dominaram boa parte do jogo. mesmo após o revés contra as norte-americanas na semifinal na última quinta (22). A Turquia busca medalha inédita na competição. Este é o terceiro bronze entre seis pódios do Brasil no vôlei feminino em Olímpíadas. O país foi campeão nas edições de Pequim (2008) e Londres (2012), prata em Tóquio (2020) e bronze em Atlanta (1996) e Sidney (2000). 

A disputa do ouro será no domingo (11), entre Estados Unidos e Itália – que derrotou a Turquia na semi – a partir de 8h (horário de Brasília) de domingo (11). 

A seleção, comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, liderou boa parte do primeiro set. Começou abrindo vantagem de 8/4, mas após pedido de tempo do técnico turco, as adversárias se recuperaram e anotaram três pontos seguidos. O duelo seguiu equilibrado até que as brasileiras emplacaram uma sequência de seis pontos, selando a vitória por 25 a 21. As ponteiras Rosamaria e Gabi (capitã) foram as maiores pontuadoras do lado brasileiro, com seis pontos cada, mas quem sobressaiu mesmo foi Melissa Vargas, cubana naturalizada turca, com nove acertos.

Na segunda parcial as brasileiras abriram 4/0 no placar, mas se desconcentraram e permitiram que a Turquia passasse à frente do placar e liderasse por 16/12. A reação começou a partir de uma defesa incrível da líbero Nyeme, seguida por ataques e bloqueios, um deles protagonizado por Ana Cristina, que virou o placar para 22 a 21. As turcas voltarm a liderar o placar e quase selaram a vitória.

O Brasil sesguiu na dianteira do placar no terceiro set. Abriu vantagem de 13/11, mas depois viu o ataque da Turquia dar um show, com u 50% de aproveitamento, com 6 pontos em 31 tentativas. As adversárias ganharam por 25/22, com Vargas mais uma vez como melhor pontuadora. Ela garantiu 22 acertos, contra 20 pontos da capitã Gabi.

Mas o bronze estava mesmo reservado às brasileiras, que sobraram no quarto set. Tudo deu certo para o Brasil na parcial, tanto no ataque quanto no bloqueio. A seleção selou o set em 25/15.

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Brasil volta a perder dos EUA e fica com a prata na despedida de Marta das Olimpíadas

A Seleção Brasileira foi derrotada pelas estadunidenses por 1 a 0 neste sábado (10), no Parc des Princes, e somou sua terceira prata no futebol das mulheres. Dos cinco títulos das norte-americanas em Olimpíadas, três foram contra o Brasil.

Mallory Swanson, aos 12 minutos do segundo tempo, marcou o gol que deu o pentacampeonato às comandadas da treinadora Emma Hayes.

Em sua sexta Olimpíada com a camisa da Seleção Brasileira, a atleta eleita seis vezes melhor do mundo faturou a sua terceira medalha de prata. É a única jogadora de futebol do país com tal recorde.

No adeus aos Jogos, junta-se à ginasta Rebeca Andrade, à levantadora Fofão e à judoca Mayra Aguiar como uma das brasileiras com pelo menos três pódios olímpicos na carreira. Mas despede-se sem o ouro, que por três vezes esteve tão perto.

Neste sábado, o Brasil foi melhor que os Estados Unidos no primeiro tempo. Ludmila teve chance de abrir o placar logo no início da partida, aos 2 minutos, porém finalizou no meio do gol e facilitou a defesa de Alyssa Naeher.

Com mais posse de bola que as norte-americanas, a equipe de Arthur Elias continuou ameaçando a meta de Naeher com cruzamentos para a área, mas que não encontraram a finalização. Gabi Portilho, já no fim da etapa inicial, desviou cruzamento da direita e forçou mais uma defesa de Naeher.

O segundo tempo já teve outra característica. Sem conseguir ficar com a bola, o Brasil viu os Estados Unidos dominarem a posse e impedirem as brasileiras de criar oportunidades.

Aos 12 minutos, em um erro de saída de bola da Seleção, as estadunidenses saíram com velocidade em direção ao ataque e acionaram Mallory Swanson. A atacante recebeu cara a cara com Lorena e finalizou com tranquilidade no canto, para marcar e dar aos EUA a medalha de ouro.

Sem pódio na Rio 2016 e bronze em Tóquio 2020, a seleção americana volta a conquistar um ouro pela primeira vez desde Londres 2012. Além da conquista na Inglaterra, o país também foi campeão do futebol feminino em Atlanta 1996, Atenas 2004 e Pequim 2008.

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Judô: Bia Souza vence final e leva primeiro ouro do Brasil em Paris

O Brasil é medalha de ouro no judô. Nesta sexta-feira (2), Beatriz Souza derrotou a israelense Raz Hershko na final categoria acima dos 78 kg feminina nas Olimpíadas de Paris 2024. Este é o primeiro ouro olímpico do Brasil na capital francesa.

Bia Souza saiu à frente na luta após aplicar waza-ari contra a israelense e garantiu o primeiro ponto do combate. A brasileira começou bem e ditava o jogo do embate. Beatriz seguiu tentando o ataque contra a adversária, mas Hershko se defendia bem. A brasileira segurou bem até o final, e garantiu a medalha de ouro.

Trajetória até o ouro

A brasileira número 5 do mundo entrou direto nas oitavas de final e venceu a nicaraguense Izayana Marenco por ippon, a sul-coreana Kim Hayun por waza-ari, com direito a revisão no vídeo já no golden score, e a francesa Romane Dicko, por ippon por imobilização, até chegar na decisão. Na final, Bia venceu a israelense Raz Hershko após um Waza-ari no tempo regulamentar.

Caçula da família, Beatriz seguiu os passos do pai no judô e conquistou sua primeira medalha aos sete anos. Aos 15, deixou Peruíbe e se mudou para São Paulo, onde conciliou estudos e treinos. A atleta chega em Paris com status de medalhista de bronze no Pan de Santiago e eleita a melhor judoca de 2023 pelo COB.

Em Tóquio-2020, Bia perdeu a vaga para Maria Suelen Altheman, que hoje é sua treinadora no Pinheiros. A ausência a fez treinar mais forte para chegar, aos 26 anos, como esperança de medalha em Paris, na sua primeira disputa olímpica.

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