Preço da comida terá alívio, mas descoordenação atrapalha o governo, diz Lawrence Pih

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Lawrence Pih, que comandou no passado um dos maiores processadores de trigo do Brasil, avalia que o governo Lula não vai precisar tomar medidas heterodoxas -como as que foram ventiladas nas últimas semanas- para baixar o preço dos alimentos, porque eles se estabilizarão naturalmente.

Isso deve ajudar a estancar a queda na popularidade de Lula, mas o problema é mais complexo, na opinião de Pih. O empresário vendeu o Moinho Pacífico para a gigante multinacional Bunge em 2015, num momento de inflação que o país atravessava, retraindo o consumo de itens da cesta básica, como farinha e macarrão.

Hoje, na opinião dele, a economia dá sinais de que progrediu modestamente sob Lula, mas o governo se atrapalha.

Pih, que também ficou conhecido como um dos primeiros empresários a apoiar o PT nos anos 1980, e depois um dos primeiros a criticar a gestão de Dilma Rousseff publicamente, avalia que a comunicação é um dos principais nós do terceiro mandato de Lula

LAWRENCE PIH - O PT recebeu uma herança pesada do governo Bolsonaro e uma tentativa de golpe. Passados dois anos, a dívida pública federal subiu para R$ 7,2 trilhões, inflação caiu para 4,83%, dólar subiu para R$ 5,9, desemprego caiu para 6,6% e houve ganho real nos salários. A dívida líquida do setor público ficou em 61,1% do PIB nada de muito preocupante. A economia, de forma geral, progrediu modestamente.

Lula vem, neste terceiro mandato, avançando no discurso mais populista. Algumas medidas têm viés populista e não cabem no orçamento. Aumento do salário mínimo acima da inflação, PEC da Transição, reajuste do funcionalismo, Minha Casa Minha Vida, desoneração dos combustíveis, aumento da isenção de IR, aumento de bolsa para estudantes, Auxílio Gás etc, todos são necessários, porém, não há recursos suficientes. A manutenção da desoneração tributária às empresas imposta pelo Congresso e o reajuste dos aposentados acima da inflação, que é determinado por lei, são gastos que pressionam o orçamento do governo.

LP = De fato, 2024 terminou com déficit de R$ 43 bilhões ou 0,36% do PIB. A catástrofe no Rio Grande do Sul gerou gasto adicional. Houve déficit primário em 2024, porém, nada dramático.

A percepção um pouco exagerada do desarranjo fiscal levou os agentes econômicos a pressionarem a desvalorização do real, e turbinado pelo fluxo normal para o exterior nos últimos meses do ano proveniente de remessa de lucros das multinacionais, foi muito além do que os fundamentos justificam.

Em 2024, o real se desvalorizou, mesmo queimando reserva. A inflação é uma consequência natural. O governo pecou foi na comunicação desastrada. Lula, dia sim, dia não, sugeria gastos adicionais com a ajuda da ala mais à esquerda do partido. O mercado reage e pressiona o real, que obriga o Banco Central a aumentar o juro primário, piorando o quadro fiscal num círculo vicioso. A expectativa é de uma safra de grãos recorde, valorização do real. E o governo reduzindo a narrativa populista, sem falar do fogo amigo da ala esquerda pré-histórica representada por Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e companhia, contra a equipe econômica, seria providencial.

LP - Os preços dos alimentos se estabilizarão naturalmente sem medidas heterodoxas. A previsão da safra deve atingir recorde. Soja e milho são usados como ração animal para a produção de toda a cadeia de proteína animal. Uma safra abundante é crucial para estabilizar os preços das carnes.

Com um câmbio mais acomodado, o preço dos principais alimentos tende a se estabilizar. Não haverá necessidade de medidas heterodoxas como subsídios que agravariam o quadro fiscal.

LP - Pode ajudar a estancar a queda. Mas não é só o preço dos alimentos. A questão é mais complexa. Um dos problemas é a comunicação do governo. Com o constante embate público de visões díspares, dá a impressão de descoordenação e ineficácia do governo.

O quadro econômico é até razoável, porém, o PT não consegue faturar o benefício. Temos de lembrar que a sociedade brasileira é majoritariamente conservadora, e um partido de esquerda sempre instila desconfiança. O mundo caminha para o conservadorismo, a direta e certo grau de autoritarismo. Este fenômeno é global. A globalização tem muito a ver com este movimento.

LP - O Roberto Campos Neto pôs o boné de político quando manteve o juro artificialmente baixo por meses em 2022 para ajudar Bolsonaro na eleição. Uma vez que Lula venceu, ele metamorfoseou e colocou o boné de técnico. Galípolo tem mantido o perfil relativamente técnico e elevou juro primário sinalizando mais uma alta no próximo Copom.

Gleisi Hoffmann e companhia têm mantido silêncio sepulcral. Faz parte do fazer política, e todos os partidos usam a mesma estratégia. Faz parte da politicagem rasa. Além disso, Campos Neto, bolsonarista convicto, é

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Mercado Pago habilita pagamentos com Pix para brasileiros na Argentina

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - As últimas férias dos argentinos foram dominadas por três temas: as praias, os preços mais baratos e a facilidade do pagamento por Pix no Brasil. Tanto que, agora, esse método de pagamento instantâneo deve se tornar mais comum na Argentina.

Isso porque o Mercado Pago comunicou nesta terça-feira (4) que habilitou pagamentos nessa modalidade em suas maquininhas em comércios de toda a Argentina. O anúncio ajuda os comerciantes e também os turistas brasileiros, que poderão fugir das taxas de compras internacionais cobradas no cartão de crédito.

O método de pagamento já era usado no país há pelo menos um ano devido a uma tecnologia blockchain criada pela empresa argentina KamiPay.

Agora, a empresa ganha um gigante competidor, e seus interlocutores falam que "ainda estão processando essa notícia", ainda que soubessem que o Mercado Pago já há algum tempo buscava uma solução para entrar nessa seara de vez.

Pelo KamiPay, os argentinos também podiam pagar com Pix no Brasil, com dinheiro que saia diretamente de suas contas, em pesos, e chegava para o consumidor final em reais. A possibilidade habilitada agora pelo Mercado Pago vale apenas para brasileiros no país vizinho.

"Do lado dos empreendedores argentinos, a solução permite atrair mais clientes do Brasil, sobretudo, durante um dos períodos de alta temporada de turismo no país, em fevereiro", disse a empresa em comunicado que disparou nesta terça-feira.

"Além de oferecer um retorno instantâneo das vendas, onde o comerciante recebe o dinheiro na hora em sua conta do Mercado Pago, além de custos mais baixos por transação", acrescentou a companhia.

Diferentemente do Brasil, na Argentina pagamentos em dinheiro ainda são muito comuns, inclusive para turistas, que por vezes têm de sair de lojas de câmbio com bolos de notas. Com o recente aumento dos preços no país, tornou-se frequente que os turistas troquem dinheiro com cada vez mais frequência quando notam que o valor reservado não cobrirá todas as despesas. O Pix também ajudará nesse sentido.

Brasileiros são a principal nacionalidade que visita a Argentina por turismo, mesmo em meio a uma queda geral no setor impulsionada pela alta dos preços e pelo encarecimento da moeda local. Eles compõem cerca de 22% dos turistas que chegam ao país.

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Dólar fecha em queda pela 12ª sessão consecutiva e bate R$ 5,77

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar teve forte queda de 0,79% nesta terça-feira (4) e fechou o dia cotado a R$ 5,769, acumulando queda de 6,3% desde o início do ano.

Essa é a 12ª sessão de perdas consecutivas para a moeda norte-americana -a maior sequência negativa em 20 anos, desde o período entre 24 de março e 13 de abril de 2005, quando fechou em baixa por 14 dias consecutivos.

Já a Bolsa caiu 0,65%, aos 125.147 pontos.

O movimento nos mercados é resultado dos desdobramentos do conflito comercial entre Estados Unidos e China e da divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que reafirmou a necessidade de aumento da taxa Selic.

A começar pela ponta internacional, a política tarifária do presidente Donald Trump foi oficializada no sábado (1º), quando ele assinou um decreto que aplicava taxas adicionais sobre todas as importações do Canadá, México e China.

De lá para cá, porém, o republicano costurou acordos com as lideranças dos países vizinhos -e deixou as medidas contra os chineses inalteradas.

Em conversas na segunda, Trump suspendeu a imposição de tarifas sobre o México e o Canadá por um mês depois de ambos os países reforçarem a segurança nas fronteiras com 10 mil agentes de cada lado.

Claudia Sheinbaum, presidente do México, anunciou o acordo pelo X (ex-Twitter). "Tivemos uma boa conversa com o presidente Trump, com muito respeito à nossa relação e soberania", escreveu ela.

O reforço nas fronteiras será "para evitar o tráfico de drogas para os Estados Unidos, em especial de opioides fentanil". Já os EUA se comprometeram em "trabalhar para evitar o tráfico de armas poderosas ao México".

Já em relação ao Canadá, o primeiro-ministro do país, Justin Trudeau, concordou em enviar "10 mil funcionários da linha de frente" para a fronteira para "parar o fluxo de fentanil". No X, disse que teve uma boa conversa com Trump e que o Canadá implementará um plano de US$ 1,3 bilhão para proteger as fronteiras.

Em ambos os casos, as suspensões darão espaço para negociações entre os países, visando um acordo econômico final. A manobra demonstrou a disposição de Trump em usar tarifas como barganha ante parceiros comerciais importantes, apesar de potenciais efeitos negativos para a própria economia americana.

Até então, tarifas de 25% sobre importações do México e do Canadá, impostas no decreto de sábado, seriam uma espécie de sanção para os fluxos de imigrantes indocumentados para os Estados Unidos e de opioides fentanil.

A única exceção seria sobre os fornecimentos de petróleo e energia canadenses, sobre os quais os EUA são mais dependentes e que teriam uma taxa menor, de 10%.

"A retórica super agressiva de Trump parece ser, de fato, o que todos suspeitavam desde o início: uma grande alavanca para negociar acordos comerciais e atender outros objetivos políticos", diz Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

"Isso significa que os ganhadores da guerra comercial -o dólar e moedas porto-seguro- podem enfrentar algumas correções."

Trump, porém, manteve as tarifas adicionais de 10% sobre produtos da China, que entraram em vigor nesta terça. A medida resultou em represália. Os chineses retaliaram com taxas sobre as importações dos EUA, renovando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O Ministério das Finanças da China anunciou que vai impor taxas de 15% para carvão e gás natural dos EUA e 10% para petróleo bruto, equipamentos agrícolas e alguns automóveis, como caminhões elétricos da Tesla, de Elon Musk. Também terão início investigações antimonopólio sobre o Google, da Alphabet.

As novas tarifas da China sobre as exportações norte-americanas começarão em 10 de fevereiro, dando a Washington e Pequim tempo para tentar chegar a um acordo que as autoridades chinesas indicaram que esperam alcançar com Trump.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, esforços estão sendo feitos para agendar um telefonema entre Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, "muito em breve".

A imposição de tributos mais altos pode afetar fluxos comerciais, aumentar custos e provocar retaliações. Na economia doméstica dos EUA, ainda há o risco de um repique inflacionário, o que pode comprometer a briga do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) contra a inflação e forçar a manutenção da taxa de juros em patamares elevados -o que fortalece o dólar.

Já na ponta doméstica, analistas repercutem a ata da última reunião de política monetária do BC, na qual o Copom optou por um aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, agora em 13,25% ao ano. Foi a segunda alta consecutiva dessa magnitude, e o colegiado já sinalizou que irá repetir a dose em março.

Na ata, o BC disse prever um novo estouro da meta de inflação em junho, conforme o sistema de alvo contínuo em

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Haddad diz que queda do dólar e safra devem conter preço dos alimentos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou nesta terça-feira (4) que a pressão sobre os preços dos alimentos deve diminuir nos próximos meses com a queda do dólar e a safra recorde em 2025.

“O dólar estava a R$ 6,10, está a R$ 5,80. Isso já ajuda muito”, afirmou o ministro ao ser questionado sobre a mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou um “cenário adverso” para a inflação dos alimentos no médio prazo.

Haddad disse estar “muito confiante de que a safra deste ano, por todos os relatos que eu tenho tido do pessoal do agro, vai ser uma safra muito forte. Isso também vai ajudar”.

A ata do Copom destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função, dentre outros fatores, da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

O ministro da Fazenda observou que variáveis econômicas como o câmbio e a inflação “se acomodam em outro patamar, e isso certamente vai favorecer”. Ele lembrou que o governo e o Congresso promovem um esforço de contenção de R$ 30 bilhões no Orçamento, com o objetivo de reduzir pressões fiscais sobre a política monetária.

O Copom estima que a inflação de 12 meses deverá se manter acima da meta do Banco Central até junho, o que configuraria “descumprimento da meta”, de acordo com o novo modelo de metas contínuas.

Para Haddad, esse novo modelo, que prevê uma busca contínua por se manter na faixa de tolerância, “permite uma melhor acomodação” da política monetária pelo BC.

O regime de meta de inflação atual determina que o índice deve ficar em 3% no acumulado em 12 meses, com bandas de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. Se ficar acima do limite da banda por mais de 6 meses seguidos, há o descumprimento da meta.

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Caixa postal do Gov.br começa a funcionar para 164 milhões; saiba como acessar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A partir desta terça-feira (4), todos os usuários do Gov.br terão uma caixa postal individual, desenvolvida pelo MGI Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), para receber informações personalizadas e oficiais do governo federal. O objetivo da medida é reduzir riscos de fraudes.

As primeiras mensagens serão enviadas para os aprovados no CNU (Concurso Público Nacional Unificado), que teve o resultado divulgado nesta terça. Segundo o MGI, cerca de 4.000 candidatos para cargos de ensino médio e para os de nível superior que serão convocados para os cursos de formação receberão a notificação pelo Gov.br .

O plano do governo federal é que a caixa postal sirva no futuro para o envio de informações sobre vacinação e etapas da concessão de benefícios como o Bolsa Família ou BPC. Além disso, também poderão ser encaminhadas mensagens sobre inscrição no Enem ou no Sisu, afirma o ministério.

O secretário de governo digital do MGI, Rogério Mascarenhas, orienta a população a acessar sua caixa postal com frequência "para não perder nenhuma informação do seu próprio interesse ou mesmo perder o acesso a algum serviço público ou benefício".

A nova caixa postal é gratuita e será automaticamente criada dentro da área pessoal de todas as pessoas que já se cadastraram no Gov.br. A ferramenta poderá ser acessada diretamente pelo usuário no seu app ou pelo site.

Porém apenas os usuários nível prata e ouro da plataforma poderão acessá-la por meio do aplicativo. Pelo aplicativo será possível permitir receber notificação tipo push no celular ou tablet.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Serpro e inspirada nas experiências de outros países que desenvolveram soluções integradas para se comunicar com seus cidadãos, como a Dinamarca, a Holanda e o Uruguai. No Brasil, o Gov.br tem cerca de 164 milhões de usuários e possibilita acesso a 4.500 serviços digitais.

A conta pode ser criada por computador, tablet ou celular. No computador, basta acessar o site do sistema e seguir o passo a passo. É preciso informar número do CPF e data de nascimento, entre outros dados.

Quem já tem conta precisa checar o perfil atual para saber se é necessário fazer a elevação para nível prata ou ouro. Tanto a inscrição quanto a mudança de selo podem ser feitas pelo computador, mas a recomendação é fazer pelo app.

Uma conta de nível prata é conseguida a partir do reconhecimento facial para conferência da foto com a da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Também é possível ter uma conta desse nível a partir da validação de seus dados em um dos 14 bancos credenciados pelo Gov.br.

Para ter uma conta ouro, que permite acesso a qualquer serviço público digital e garante mais segurança aos usuários, é preciso fazer o reconhecimento facial com base nos dados da Justiça Eleitoral ou pelo QR Code da Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, ainda, a partir de um Certificado Digital compatível com a ICP-Brasil. Em caso de dúvidas sobre a sua conta Gov.br, acesse www.gov.br/conta.

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China abre investigação contra Google e impõe tarifas a produtos dos EUA

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A China anunciou que investigará uma grande empresa de tecnologia dos Estados Unidos por suposta violação das leis antitruste do país, que regulam práticas de monopólio. A informação foi divulgada em um comunicado da Administração Estatal para a Regulação do Mercado chinês.

Além da investigação, Pequim também impôs novas tarifas sobre produtos norte-americanos, aplicando taxas de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito (GNL) e 10% sobre petróleo e equipamentos agrícolas importados dos EUA.

"A imposição unilateral de tarifas pelos Estados Unidos viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio", declarou o Ministério das Finanças da China.

"Essa medida não apenas não resolve os problemas internos dos EUA, como também prejudica a cooperação econômica e comercial entre os dois países", acrescentou o governo chinês.
As medidas chinesas foram adotadas logo após a entrada em vigor das tarifas impostas por Washington contra produtos chineses.

Tensões comerciais se intensificam
A decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas à China contrasta com a postura adotada em relação a México e Canadá, que conseguiram adiar a taxação de 25% sobre seus produtos por um mês ao fecharem acordos separados com o então presidente norte-americano Donald Trump.

No último sábado, Trump emitiu uma ordem executiva pedindo ao Partido Comunista da China que impedisse organizações criminosas de facilitarem o tráfico de drogas ilícitas para os Estados Unidos. O governo norte-americano justificou as novas tarifas como uma retaliação ao suposto fracasso de Pequim em conter esse fluxo.

A retomada da guerra comercial entre China e EUA afetou a cotação da moeda chinesa nos mercados offshore (negociações fora do país). O yuan caiu 0,3%, atingindo 7,3340 dólares, logo após o anúncio das tarifas retaliatórias da China. Já o mercado onshore (interno) está fechado devido ao feriado do Ano Novo Lunar.

Se o dólar norte-americano teve ganhos em relação ao yuan, o mesmo não aconteceu com as moedas de outros países fortemente ligados à economia chinesa. O dólar australiano e o dólar neozelandês caíram quase 1%, enquanto o baht tailandês e a rupia indonésia também registraram perdas.

Google e comércio energético na mira
Desde 2010, os serviços de pesquisa e internet da Google para consumidores estão indisponíveis na China, embora a empresa ainda mantenha operações locais focadas no setor de publicidade.

Os Estados Unidos forneceram cerca de 6% das importações de GNL para a China no ano passado, segundo dados de rastreamento de navios.

No fim de semana, a Casa Branca determinou a aplicação de uma tarifa geral sobre as importações chinesas, que entrou em vigor a partir da meia-noite nos EUA. Além disso, as ordens executivas assinadas por Trump incluíam cláusulas de retaliação, prevendo aumento das tarifas caso a China tomasse medidas similares.

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INSS já começou a pagar as aposentadorias com reajuste; entenda

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(FOLHAPRESS) - Beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que recebem mais do que um salário mínimo começaram a ter o reajuste deste ano desde ontem (3). Aposentadorias, pensões e auxílios serão reajustados em até 4,77%. A correção é calculada com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Os segurados que se aposentaram ou começaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2024 e têm benefícios acima do mínimo não receberão integralmente o reajuste de 2024. Neste caso, a correção será proporcional à variação do INPC no período em que o benefício foi concedido.

Quem recebe o piso só teve reajuste menor do que o de quem recebe acima do salário mínimo nos anos de 2017, 2018 e 2021.

Para saber a data do pagamento basta ver o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Por exemplo, se fosse 987.654.321-0, o pagamento seria na data estabelecida para o número 1.

Os novos valores da aposentadoria ou da pensão estão no extrato de pagamento, disponível no Meu INSS ou no telefone 135.

A consulta também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para aparelhos com sistemas Android e iOS.

O segurado com conta-benefício deve fazer o saque do dinheiro ou a transferência. Neste modelo, não é possível usar a função débito.

Quem recebe por conta-corrente pode fazer as movimentações bancárias habituais, como pagar contas com o cartão ou por Pix, fazer transferências e demais negociações, assim como quem tem conta-poupança.

O benefício fica disponível para saque por aproximadamente 60 dias. Caso o segurado não faça a retirada nesse período, os valores correspondentes serão devolvidos ao INSS e será preciso fazer uma solicitação para um novo depósito.

Segundo o INSS, atualmente, 12,2 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional, dos quais 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social. Um total de 28,5 milhões de pessoas, cerca de 70% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário-mínimo, que subiu de R$ 1.412 para R$ 1.518, neste ano. Os dados são de novembro de 2024.

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China abre investigação contra Google e impõe tarifas a produtos dos EUA

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A China anunciou que investigará uma grande empresa de tecnologia dos Estados Unidos por suposta violação das leis antitruste do país, que regulam práticas de monopólio. A informação foi divulgada em um comunicado da Administração Estatal para a Regulação do Mercado chinês.

Além da investigação, Pequim também impôs novas tarifas sobre produtos norte-americanos, aplicando taxas de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito (GNL) e 10% sobre petróleo e equipamentos agrícolas importados dos EUA.

"A imposição unilateral de tarifas pelos Estados Unidos viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio", declarou o Ministério das Finanças da China.

"Essa medida não apenas não resolve os problemas internos dos EUA, como também prejudica a cooperação econômica e comercial entre os dois países", acrescentou o governo chinês.

Tensões comerciais se intensificam
A decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas à China contrasta com a postura adotada em relação a México e Canadá, que conseguiram adiar a taxação de 25% sobre seus produtos por um mês ao fecharem acordos separados com o então presidente norte-americano Donald Trump.

No último sábado, Trump emitiu uma ordem executiva pedindo ao Partido Comunista da China que impedisse organizações criminosas de facilitarem o tráfico de drogas ilícitas para os Estados Unidos. O governo norte-americano justificou as novas tarifas como uma retaliação ao suposto fracasso de Pequim em conter esse fluxo.

A retomada da guerra comercial entre China e EUA afetou a cotação da moeda chinesa nos mercados offshore (negociações fora do país). O yuan caiu 0,3%, atingindo 7,3340 dólares, logo após o anúncio das tarifas retaliatórias da China. Já o mercado onshore (interno) está fechado devido ao feriado do Ano Novo Lunar.

Se o dólar norte-americano teve ganhos em relação ao yuan, o mesmo não aconteceu com as moedas de outros países fortemente ligados à economia chinesa. O dólar australiano e o dólar neozelandês caíram quase 1%, enquanto o baht tailandês e a rupia indonésia também registraram perdas.

Google e comércio energético na mira
Desde 2010, os serviços de pesquisa e internet da Google para consumidores estão indisponíveis na China, embora a empresa ainda mantenha operações locais focadas no setor de publicidade.

Os Estados Unidos forneceram cerca de 6% das importações de GNL para a China no ano passado, segundo dados de rastreamento de navios.

No fim de semana, a Casa Branca determinou a aplicação de uma tarifa geral sobre as importações chinesas, que entrou em vigor a partir da meia-noite nos EUA. Além disso, as ordens executivas assinadas por Trump incluíam cláusulas de retaliação, prevendo aumento das tarifas caso a China tomasse medidas similares.

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Mercado volta a elevar projeções para Inflação em 2025 e 2026, mostra Focus

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A previsão para o IPCA subiu pela 16.ª semana consecutiva no último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda, 3. A mediana do índice de 2025 aumentou de 5,5% para 5,51% - 1,01 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,5%. Um mês antes, a projeção era de 4,99%. Para 2026, avançou de 4,22% para 4,28%. No mês passado, estava em 4,03%.

A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central perdeu o alvo.

Já a mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu estável pela quarta semana consecutiva, em 15%. Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou os juros de 12,25% para 13,25%. O colegiado reiterou a sinalização de mais uma alta de 1 ponto porcentual, a 14,25%, na sua próxima reunião, em março.

A mediana para os juros no fim de 2026 também ficou estável, em 12,50%. Um mês antes, era de 12%. A estimativa intermediária para o fim de 2027 se manteve em 10,38%, ante 10% quatro semanas antes. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10% pela sexta semana consecutiva.

No comunicado da última quarta-feira, 29, o Copom afirmou que a elevação dos juros é "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta". O colegiado espera inflação de 5,2%, em 2025, e de 4,0% no terceiro trimestre de 2026 - o horizonte relevante da política monetária.

PIB

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 ficou estável em 2,06%. Um mês antes, estava em 2,02%. A estimativa intermediária para 2026 permaneceu em 1,72%. Um mês atrás, era de 1,8%. A mediana para o crescimento do PIB de 2027 continuou em 1,96%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2%, como já está há 48 semanas. O BC espera que a economia brasileira cresça 3,5%, em 2024, e 2,1% neste ano, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Preços administrados

A mediana do relatório Focus para a inflação de preços administrados em 2025 aumentou de 4,83% para 4,85%. Um mês antes, estava em 4,42%. A projeção para 2026 ficou estável em 4,19%. Quatro semanas antes, estava em 4%.

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Dólar cai pela 11ª vez e tem maior sequencia de quedas em 20 anos

O recuo temporário do presidente norte-americano, Donald Trump, em elevar as tarifas comerciais para os produtos mexicanos trouxe mais um dia de alívio para o mercado financeiro. O dólar caiu pela 11ª vez e acumula a maior sequencia de quedas diárias em 20 anos. A bolsa alternou altas e baixas, mas terminou o dia com pequeno recuo.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (3) vendido a R$ 5,815, com queda de R$ 0,022 (-0,38%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,90 por volta das 12h, mas inverteu o movimento após Trump e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, anunciarem negociações para a elevação das tarifas comerciais entre os dois países.

A moeda norte-americana está na menor cotação desde 26 de novembro. Em 2025, a divisa acumula queda de 5,88%. Como, desde 17 de janeiro, o dólar não fecha em alta, a sequência de quedas diárias é a maior desde o fim de março e a metade de abril de 2005.

No mercado de ações, o dia foi menos otimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.970, com queda de 0,13%. O indicador chegou a subir 0,25% por volta das 13h, mas perdeu força e encerrou próximo da estabilidade.

Pela manhã, a bolsa começou em queda e o dólar em alta, ainda sob reflexo do anúncio de Trump de que elevaria em 25% os produtos mexicanos e canadenses e em 10% os produtos chineses. A suspensão da medida para o México por 30 dias fez o dólar cair perante as moedas dos principais países emergentes.

Nesta segunda, o euro comercial fechou abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 4 de outubro. A cotação encerrou esta segunda em R$ 5,981, com queda de R$ 0,047 (-1,22%). A moeda está no menor valor desde 16 de julho do ano passado, quando estava em R$ 5,91.

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