Publicidade

Banco Central esconde conversas com Moraes sobre Master e trava acesso público

O Banco Central decidiu colocar em sigilo absoluto todas as comunicações com o ministro Alexandre de Moraes sobre o processo de liquidação do Banco Master. Reuniões, mensagens e datas viraram segredo total, mesmo com pedido formal pela Lei de Acesso à Informação, segundo informações do Metrópoles.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, confirmou que todas as tratativas foram registradas. “Cada reunião, cada troca de mensagem, tudo está documentado”, disse. Mas, na prática, o órgão negou o acesso, alegando proteção de dados patrimoniais, estratégicos e informações pessoais, que estariam protegidas por sigilo bancário e empresarial.

As suspeitas não param por aí: Moraes teria pressionado o Banco Central a favor do Master e a instituição contratou o escritório da mulher do ministro por R$ 129 milhões. As conversas entre Moraes e Galípolo teriam ocorrido pelo menos seis vezes, segundo a imprensa. Ambos negam qualquer irregularidade.

O BC afirmou que, por envolver dados sensíveis, não poderia fornecer nada, mesmo que parte das informações pareça básica. O Metrópoles informou que recorrerá da negativa, tentando romper o sigilo que mantém o caso do Master longe da transparência que os brasileiros merecem.

Publicidade

Bolsonaro teve ‘lesões superficiais cortantes no rosto e no pé’ após cair da cama, aponta laudo da PF exigido por Moraes

A Polícia Federal (PF) informou que ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve um pequeno corte na região da bochecha após cair da cama na madrugada desta terça-feira (6/1). A informação consta em relatório sobre a avaliação do acidente, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais cedo, o Moraes negou que o ex-presidente fosse encaminhado ao hospital DF Star e solicitou o documento à corporação.

“Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática. Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue”, aponta laudo da PF.

‘Hálux’, citado no laudo, é conhecido popularente como joanete. Ou seja, trata-se da lesão com presença de sangue no pé, citada pelo filho Carlos Bolsonaro durante a visita que fez ao pai nesta terça-feira (6).

A equipe da PF não viu necessidade urgente de hospitalização num primeiro atendimento e, por isso, a defesa apelou ao STF, que negou horas depois.

“Paciente no pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral e bloqueio anestésico bilateral do nervo frênico. Em uso recente de CP AP para tratamento de apneia do sono. Considerando a recente internação, o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central (Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina), o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades, foi comunicado à sua equipe médica assistente a informação sobre o quadro clínico”, diz o relatório médico.Em sua decisão, na tarde desta terça-feira, Moraes afirmou: Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.

Em seguida, o ministro determinou que:

  • Seja juntado o laudo médico realizado pela Polícia Federal decorrente do atendimento de Bolsonaro;
  • a defesa indique quais os exames entende necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário. O que foi protocolado em seguida pela defesa.

O que aconteceu com Bolsonaro

Bolsonaro sofreu a queda durante esta madrugada e o médico da Polícia Federal constatou apenas ferimentos leves, e “não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, informou a PF.

Com informações de Metrópoles

Publicidade

PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, a pedido de Moraes

Ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins foi preso na manhã desta sexta-feira (2) por policiais federais em sua casa, na cidade de Ponta Grossa (PR).

O cumprimento do mandado de prisão se deu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Vale lembrar que em 26 de dezembro ele também determinou a prisão domiciliar de Martins e de outros nove réus no processo sob a justificativa de que havia risco de fuga.

Três dias depois, Moraes buscou saber com a defesa do ex-assessor de Bolsonaro uma possível violação das medidas cautelares. O ministro justificou o pedido ao alegar que Martins acessou o perfil no LinkedIn, naquele mesmo dia, para buscar perfis de terceiros.

Filipe Martins foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. Como a condenação ainda não havia transitado em julgado, ele ainda estava em liberdade.

Metrópoles 

Publicidade

PF ordena que Eduardo Bolsonaro retorne a cargo de escrivão na corporação

Após a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL), a PF (Polícia Federal) determinou o retorno imediato dele ao cargo de escrivão na corporação, sob risco de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” caso ocorra “ausência injustificada”.

Em ato declaratório publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (02), a PF ordena o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. Enquanto exercia seu mandato na Câmara dos Deputados, ele estava afastado das funções policiais.

Eduardo está nos Estados Unidos desde março do ano passado, quando se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados.

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda de mandato do parlamentar, justificando a decisão pelo número suficiente de ausências não justificadas.

CNN

Publicidade
Publicidade
Publicidade

PGR diz que contrato de esposa de Moraes com Master não configura “ilicitude”

O procurador-geral da República Paulo Gonet determinou o arquivamento de um pedido de investigação sobre a possível atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no caso do Banco Master.

Uma das justificativas para a apuração era o contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. Ao arquivar o pedido, Gonet afirmou que sobre o contrato “não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique a intervenção desta instância”.

Gonet também destacou que “refoge ao escopo de atuação e à competência da Suprema Corte a ingerência em negócios jurídicos firmados entre particulares, especialmente quando resguardados pela autonomia intrínseca à atividade liberal da advocacia”.

Por fim, ao determinar o arquivamento do pedido apresentado pelo advogado Enio Martins Murad, Gonet afirmou que “o noticiário citado [no pedido de investigação] não ostenta densidade suficiente para mobilizar o aparato da Procuradoria-Geral da República”.

O contrato do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master totalizava R$ 129 milhões. O montante seria pago em 36 meses, a partir do início de 2024. Ou seja, o banco pagaria por mês R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes Advogados.

Publicidade
Publicidade
Publicidade