Biden diz não andar com facilidade, não falar com fluidez nem debater como antes, mas sabe ‘dizer a verdade’

Em comício nesta sexta-feira após ter tido um desempenho ruim no debate presidencial contra Donald Trump, o presidente dos EUA, Joe Biden, se defendeu das críticas de que não tem capacidade para governar mais um mandato.

“Não ando com tanta facilidade como antes, não falo com tanta fluidez como antes, não debato tão bem como antes, mas sei o que sei: sei dizer a verdade”, disse o presidente.

Em discurso no comício, no estado da Carolina do Norte, ele afirmou também que saber “distinguir o certo do errado” e disse que não se canditaria se não tivesse certeza de que sabe o que fazer.

“Eu sei como fazer este trabalho. Eu sei como fazer as coisas. Eu sei, como milhões de americanos sabem, que quando te derrubam, você se levanta”.

Após o desempenho de Biden no debate de quinta-feira, membros do Partido Democrata levantaram a possibilidade de substituí-lo na corrida contra o republicano Donald Trump. No mesmo discurso, no entanto, o presidente indicou que não vai desistir e disse pretender vencer as eleições.

“Eu pretendo ganhar esta eleição. (…) Quando você cai, você se levanta”, disse Biden durante comício eleitoral em Raleigh, na Carolina do Norte, indicando que não pretende desistir da disputa pela Casa Branca.

Debate

O presidente dos EUA perdeu o primeiro debate presidencial para Donald Trump, apontam quase todos os analistas políticos. Durante a disputa televisionada, Biden apresentou voz rouca —atribuída a um resfriado—, pouco entusiasmo e hesitou em diversos momentos. Trump, por outro lado, despejou uma série de mentiras com calma e de forma assertiva, sem ser corrigido por Biden.

No comício desta sexta, Biden apresentou forma diferente em relação ao debate. Falou com mais energia em discurso que durou 20 minutos, concluiu suas frases e falou de forma clara.

Durante seu discurso, Biden reconheceu a questão da idade e reforçou sua posição na disputa.

“Eu sei que não sou um homem jovem, para dizer o óbvio. (…) Eu não estaria concorrendo novamente se não acreditasse de todo o coração e alma que posso fazer este trabalho. Os riscos são altos demais”, disse o candidato democrata.

As críticas ao desempenho do presidente Biden no primeiro debate presidencial na quinta (27) fez crescer uma questão: é possível substituí-lo como candidato do Partido Democrata à presidência?

As eleições dos EUA acontecem em 5 de novembro. A convenção dos democratas, que vai confirmar Biden como candidato à reeleição, será entre 19 de agosto e 22 de agosto —daqui a menos de dois meses.

Após o debate, a imprensa norte-americana citou o estado de pânico de uma série de integrantes do Partido Democrata e a preocupação se o presidente dos EUA terá capacidade de governar por mais um mandato.

No entanto, o caminho para substituí-lo não é fácil. Entenda o seguir o cenário:

É possível substituir Biden?

Em tese, sim. É possível que o Partido Democrata substitua Biden por outro candidato. Mas uma coisa é a teoria; outra, a prática.

Um dos principais problemas é que os delegados que votarão em Biden são, em tese, do próprio presidente, e não do partido — nos Estados Unidos, os pré-candidatos de cada partido disputam prévias em cada Estado e território do país, elegendo um certo número de delegados em cada um deles. Quem tiver o maior número de delegados ao final do processo se torna o candidato do partido à Presidência.

Foi a campanha de Biden, e não o partido, quem angariou esses delegados em cada estado, que já realizaram suas primárias presidenciais.

As regras democráticas determinam que os delegados que Biden ganhou continuem obrigados a apoiá-lo na próxima convenção nacional do partido, a menos que ele lhes diga que está abandonando a disputa.

A brecha nessa história é que as convenções e suas regras são controladas pelos partidos políticos. O Comitê Nacional Democrata poderia se reunir antes da abertura da convenção, em 19 de agosto, e mudar essas normas, mas isso não é provável por conta de outra norma: deve ser o próprio candidato quem expresse o desejo de retirar sua candidatura.

Biden pensa em desistir?

Não, segundo fontes próximas a ele, que dizem que o presidente vem indicando não ter planos de desistir. Aos apoiadores, na saída do debate, afirmou: “Vamos continuar”. A porta-voz da campanha de Biden, Lauren Hitt, foi ainda mais clara na sexta-feira após o enfrentamento com Trump: “É claro que ele não vai desistir”.

As regras atuais dizem: “Os delegados eleitos para a convenção nacional comprometidos com um candidato presidencial devem, em sã consciência, refletir os sentimentos daqueles que os elegeram”.

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Argentina: governo Milei quer reduzir maioridade penal para 13 anos

O governo de Javier Milei quer reduzir a maioridade penal na Argentina para 13 anos, com penas que podem chegar a até 20 anos de prisão. O projeto de lei foi enviado para o Congresso do país, nesta sexta-feira (28/6), pelos ministros da Segurança e da Justiça, que pediram urgência na aprovação.

Chamado de “Regime Penal Juvenil”, a proposta reduziria em três anos a maioridade penal na Argentina, de 16 para 13 anos. Segundo a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, a medida busca “proteger o cidadão argentino” e “acabar com a impunidade”.

“Esse é um tema que todos os governos foram empurrando ano após ano e que custa vidas dos argentinos”, declarou Bullrich durante coletiva de imprensa. “É importante que os jovens tenham oportunidades, mas a principal oportunidade é viver em uma comunidade que tenha baixos níveis de delito, que baixe a quantidade de jovens delinquentes”, afirmou.

Caso o projeto seja aprovado, adolescentes entre 13 e 18 anos que cometam crimes serão privados da liberdade em instituições especiais ou áreas separadas de presídios.

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Idosa de 105 anos conclui mestrado após 8 décadas à espera de diploma

Depois de mais de 80 anos de espera, a norte-americana Virginia “Ginger” Hislop, finalmente, conquistou seu sonho: concluir o mestrado em educação pela Stanford Graduate School of Education, na Califórnia, nos Estados Unidos.

A idosa, hoje com 105 anos, ingressou na universidade em 1936. Seu plano era obter o bacharelado em educação, o que alcançou em 1940, e, em seguida, obter o mestrado para que pudesse lecionar.

Contudo, o sonho precisou ser interrompido. Antes de entregar a tese final, o então namorado de Virginia foi convocado para servir durante a Segunda Guerra Mundial. Diante da convocação, os dois se casaram e a mulher deixou a universidade antes de se formar.

“Agora – 83 anos depois de deixar o campus e viver ao serviço da aprendizagem – Virginia Hislop regressou a Stanford para terminar o que começou e receber o seu diploma de graduação”, escreveu a universidade em uma publicação nas redes sociais.

De acordo com o texto, a mulher foi muito aplaudida na cerimônia, inclusive pelos netos. “Esperei muito tempo por isto”, concluiu Virginia.

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Estado dos EUA aprova pena de morte para quem estuprar crianças

O governador do Tennessee, Bill Lee, aprovou legislação que permite a pena de morte em condenações por estupro infantil. E a nova lei começa a valer a partir de 1º de julho, mesmo sendo contra orientação da Suprema Corte dos Estados Unidos nesses casos.

O republicano Lee assinou a lei sem fazer muito alarde, ainda em maio. Ela autoriza o estado a aplicar a pena capital quando um adulto é condenado por estupro de uma criança. Há uma alternativa: a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Ele não é o primeiro a aprovar legislação nesse sentido. Há cerca de um ano, o governador da Flórida, Ron DeSantis, promulgou projeto de lei semelhante. Em Idaho, os deputados chegaram a aprovar, os senadores locais impediram que fosse à frente.

Há um problema: as leis contradizem antigo precedente do Supremo Tribunal que considera a pena de morte inconstitucional para crimes não relacionados com homicídio. Entretanto, desde que a legalização do aborto foi revista na Corte, especialistas acreditam que leis do tipo podem ser revistas.

“Talvez a atmosfera seja diferente na Suprema Corte. Estamos simplesmente desafiando uma decisão”, afirmou a senadora republicana Janice Bowling, há um mês, ao discutir a lei.

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Papa reconhece 2º milagre de jovem “influenciador de deus”

O Papa Francisco atribuiu um segundo milagre a um adolescente italiano que, na sua curta vida, usou os seus conhecimentos de informática para difundir a fé católica, abrindo caminho para que se tornasse o primeiro santo da geração Millennial.

Carlo Acutis, que morreu de leucemia em 2006, aos 15 anos, era informalmente conhecido como “o influenciador de Deus”. Nascido em Londres, cresceu em Milão, onde cuidou do site de sua paróquia e, mais tarde, do site de uma academia sediada no Vaticano.

O Papa Francisco tomou a decisão durante uma reunião com o chefe do departamento de santos do Vaticano, cardeal Marcello Semeraro, disse um comunicado publicado nesta quinta-feira (23).

Acutis foi beatificado em 2020, depois que um milagre foi atribuído a ele. A atribuição de um segundo milagre significa que ele pode agora ser elevado à santidade, mas o Vaticano não informou quando isso aconteceria.

A liturgia da Igreja Católica Romana afirma que somente Deus realiza milagres, mas que os santos que se acredita estarem com Deus no céu intercedem em nome das pessoas que oram a eles. Um milagre geralmente é a cura clinicamente inexplicável de uma pessoa.

Devido ao seu “importante papel na evangelização através da internet”, Acutis foi nomeado patrono da Jornada Mundial da Juventude do ano passado, em Lisboa, disseram os organizadores do evento.

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Confronto com o Irã “ainda não acabou”, diz ministro da Defesa de Israel

O confronto entre Irã e Israel “ainda não acabou”, disse o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, neste domingo (14), após o ataque de Teerã a Israel na noite anterior. O gabinete de guerra de Israel está reunido nesta manhã com o objetivo de discutir uma resposta aos ataques.

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