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Esquerda comanda 8 dos 10 Estados com mais mortes do Brasil


Governadores com perfis mais à esquerda comandam 8 dos 10 Estados com mais mortes violentas em 2025. O levantamento é do Poder360 e leva em conta dados oficiais do Ministério da Justiça. Considera registros de homicídios, feminicídios, latrocínios e mortes pós-lesões corporais.

O Ceará, de Elmano de Freitas (PT), lidera o ranking das unidades da Federação mais violentas. Teve no ano passado 32,6 mortes a cada 100 mil habitantes. Em Pernambuco, de Raquel Lyra (PSD, mais de centro), que ocupa o 2º lugar, foram 31,6. Em Alagoas, de Paulo Dantas (que é do MDB, mas tem visões mais à esquerda), foram 29,4, assumindo a 3ª posição.

A média de mortes em Estados comandados por políticos mais à esquerda é maior: 23,4 a cada 100 mil habitantes. Nas unidades da Federação chefiadas pela direita, essa média é de 14,8.

Os números de mortes por intervenção policial não entraram na conta por não estarem estratificados por cidade até agora. Esses dados, quando forem atualizados, não mudarão a leitura geral dos quadros apresentados nesta reportagem.

Como o ano ainda está começando, é possível que os números fechados tenham leves variações caso correções mínimas sejam feitas nos próximos dias.

São Paulo, por exemplo, não enviou as informações referentes a dezembro. Isso não interferirá nos números apresentados acima nem no ranking geral porque historicamente o Estado sempre fica mais bem posicionado por causa do tamanho da sua população (46,1 milhões de pessoas).

O Ceará, que aparece como a unidade da Federação mais perigosa do Brasil, disse ao Poder360 que –apesar do número ainda alto de mortes– houve uma redução na comparação do 2024. Destacou ações que resultaram no aumento de prisões e redução de crimes específicos, como o latrocínio.

DIREITA TEM MAIORES MELHORAS

De 2022 até agora, 24 unidades da Federação registraram queda nas mortes a cada 100 mil habitantes. Nos 10 Estados com as melhoras mais significativas, 6 são governados pela direita, 3 pela esquerda e 1 pelo centro.

Esse recorte foi escolhido porque em 2022 foi quando teve a última eleição geral. Os governadores eleitos àquela época assumiram o poder no ano seguinte. Essas autoridades organizam as forças de segurança de seus Estados e são responsáveis pela elaboração da maioria das políticas públicas voltadas a essa área.

A classificação ideológica dos governadores levou em conta apoios dados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e posições históricas de cada político.

ESQUERDA COBRADA

A esquerda é sempre cobrada para dar mais atenção à pauta de segurança pública. Políticos da oposição atribuem a esse grupo político o aumento da violência no Brasil neste século.

Esse tema será um dos mais explorados nas eleições de outubro. Enquanto o Planalto visa a enfrentar a questão com a apresentação de projetos como o PL (projeto de lei) Antifacção e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, a alta taxa de mortes em Estados comandados pelo PT e pela esquerda em geral pode ser explorada pelos adversários.

Levantamento da Ipsos, divulgado em 7 de janeiro, mostrou que 45% dos brasileiros afirmam que o crime e a violência são os temas que mais os preocupam no país. Já uma pesquisa Datafolha, divulgada em 13 de dezembro, mostrou que a segurança se tornou o 2º tema que mais preocupa os brasileiros –só perde para saúde.

O debate sobre a violência ganhou ainda mais espaço tanto na mídia quanto na política depois da megaoperação no Complexo da Penha (RJ), em 28 de outubro de 2025, que deixou 122 mortos.

A ação, comandada pelo governo de Cláudio Castro (PL, de direita), foi questionada pelo governo federal e por parte da esquerda brasileira. Além disso, órgãos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), repudiaram a ação da polícia fluminense.

Poder360

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Nikolas cobra Alcolumbre por CPI do Banco Master e critica Lulinha durante ato em Brasília

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

Além disso, criticou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes da chegada de Nikolas, 72 pessoas foram atingidas por raio no ato que reuniu milhares na capital federal.

“Uma pessoa que tem sido omissa nesse País que se chama Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do Banco Master”, disse.

“Nós estamos aqui também como um grito de quem não aguenta mais para poder saber e punir quem teve ações criminosas ou o que aconteceu para uma esposa de um ministro do STF ter um contrato de 129 milhões com o Banco Master”, completou.

O parlamentar também afirmou que a caminhada “Acorda Brasil” é contra a violência, criminalidade e o que chamou de “descaso na saúde”.

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Brasil bate novo recorde de queimadas em 2025

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou em 2025 a maior área queimada da série histórica, iniciada em 2003. Ao todo, 684.849 km² foram atingidos por incêndios em todos os biomas brasileiros.

Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva e a gestão do Ministério do Meio Ambiente comandado por Marina Silva, o número supera o recorde anterior de 2007, quando 588.387 km² foram queimados. O avanço ocorre em meio a uma tendência de alta desde 2023, com 372.346 km², passando para 592.616 km² em 2024.

Nos governos anteriores, os picos foram menores:

  • Dilma Rousseff: 391.706 km² (2012)

  • Michel Temer: 306.882 km² (2017)

  • Jair Bolsonaro: 316.842 km² (2019)

Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, a área queimada caiu para 250.707 km².

O resultado de 2025 amplia a distância em relação à média histórica e estabelece um novo patamar para os registros de queimadas no país.

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