Lula sofre acidente doméstico, machuca a cabeça e cancela ida à Rússia


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sofreu um acidente doméstico no Palácio da Alvorada neste domingo (20). A viagem que faria no fim da tarde deste domingo à Rússia para a cúpula do Brics foi cancelada.

Seu médico, Roberto Kalil, foi a Brasília nesta manhã. Segundo o boletim médico, o presidente, depois de um acidente doméstico, teve um ferimento “corto-contuso em região occipital” –um corte na parte de trás da cabeça.

A equipe médica orientou que Lula evite viagem aérea de longa distância, “podendo exercer suas demais atividades”.

A Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência divulgou nota em que afirma que o presidente participará da cúpula do Brics por meio de videoconferência. Em Brasília, Lula terá “agenda de trabalho normal” no Palácio do Planalto.

Leia a íntegra da nota

“O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu entrada no Hospital Sírio-Libanês – unidade Brasília, em 19/10/2024, após acidente doméstico, com ferimento corto-contuso em região occipital. Após avaliação da equipe médica, foi orientado evitar viagem aérea de longa distância, podendo exercer suas demais atividades. Permanece sob acompanhamento de equipe médica, aos cuidados do Prof. Dr Roberto Kalil Filho e Dra Ana Helena Germoglio.”

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40% dos brasileiros deixaram de comprar algo e 15% deixaram de pagar contas para apostar, diz estudo


As casas de apostas online, conhecidas como “bets”, movimentaram cerca de R$ 68 bilhões no ano passado, conforme estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse montante equivale a 22% da renda das famílias brasileiras e corresponde a 0,62% do PIB nacional. A crescente popularidade das apostas vem impactando o orçamento doméstico, com muitas famílias abrindo mão de itens essenciais, como alimentação, para apostar.

Um caso emblemático é o de uma diarista que perdeu o dinheiro que havia reservado para comprar comida para os filhos em um jogo online conhecido como “jogo do tigrinho”. Ela contou que, após perder tudo, contou com a ajuda de uma ONG para se alimentar. “A gente joga para ganhar dinheiro, mas acaba perdendo mais”, disse emocionada, sem mostrar o rosto. “Qualquer dinheiro fácil ilude a gente.”

Pesquisas recentes mostram que a situação está se agravando. Dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) indicam que 40% dos brasileiros já deixaram de comprar algo para apostar. Além disso, 18% dos jogadores afirmaram que tiveram o nome negativado devido a dívidas com apostas, e 15% deixaram de pagar contas para jogar.

O relatório do Banco Central revelou ainda que, em agosto, beneficiários do programa Bolsa Família transferiram R$ 3 bilhões para empresas de apostas. O aumento no endividamento e nos casos de inadimplência são reflexos diretos do crescente investimento em apostas, o que preocupa especialistas em saúde financeira e mental.

Leandro Machado, especialista em administração pública, alerta para o risco de lavagem de dinheiro por meio dessas plataformas, especialmente em um cenário de desregulamentação. “É um terreno fértil para irregularidades e lavagem de dinheiro”, afirmou.

No cenário internacional, países como Reino Unido, Canadá, e Itália regulamentaram as apostas online, com o Reino Unido sendo considerado um dos mercados mais bem regulados.

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Participação de Janja no governo é desaprovada por quase metade dos eleitores de Lula, diz pesquisa

A participação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, no governo federal é reprovada por 49% dos que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Entre os que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro, o índice é de 44%. A aprovação entre os eleitores de Lula é de 32% e entre os eleitores de Bolsonaro, 30%. É o que mostra a pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira, 18.

De uma forma geral, o levantamento mostra que 47% desaprovam a participação de Janja no governo, enquanto 30% aprovam e 22% não souberam responder.

Os números mostram uma estabilidade em relação aos índices apresentados na pesquisa realizada em maio deste ano. Na ocasião, os mesmos 47% desaprovavam a participação de Janja. Outros 31% aprovavam – variação dentro da margem de erro de dois pontos. Como na pesquisa atual, 22% não souberam responder.

Também em comparação com o levantamento anterior, a primeira-dama ficou mais conhecida pela população, passando de 72% que a conheciam bem ou ouviram falar para 83%. Atualmente, 17% dos entrevistados não conhecem Janja.

Em um recorte de gênero, a desaprovação não tem diferença. Mas Janja é mais aprovada por mulheres (32%) do que por homens (29%). Na estratificação geográfica, a região Sul é a que mais aprova Janja, com 36% de apoio à sua participação no governo, já a região Norte é a que mais desaprova, com 54% sendo contra sua presença na administração federal.

Considerando a faixa etária, a maior aprovação (32%) está entre pessoas de 16 a 24 anos. Já sua maior desaprovação está na população com 60 anos ou mais, com 50%.

Sobre renda, a maior aprovação (32%) é entre os que recebem até dois salários mínimos, desempregados e pessoas sem renda fixa. Já a maior desaprovação está entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos, com 49%.

A pesquisa PoderData foi realizada entre 12 e 14 de outubro com 2500 pessoas com mais de 16 anos. O levantamento foi feito em 181 municípios em 27 unidades da federação. A coleta de dados foi feita por telefone (fixo e celular). A taxa de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Os dados apresentados pelo PoderData foram arredondados pelo instituto para facilitar a leitura.

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Brasil é o 4º país da América Latina com mais ameaças digitais no 1º semestre de 2024, diz pesquisa

O Brasil foi o 4º país na América Latina com mais ameaças digistais detectadas no primeiro semestre de 2024, segundo levantamento feito pele empresa de segurança cibernética EST. No período, o país registrou 201 mil ameaças (7,76%).

Lideram o ranking países como Peru, com 909 mil ameaças (35%), México com 351 mil (13%) e Equador, com 204 mil ocorrências (7,84%).

“O Peru tem maioria de usuários domiciliares, enquanto países como Brasil, México e Argentina contam com mais usuários corporativos, e isso explica o destaque do país nesse ranking de ameaças detectadas”, comenta Camilo Gutierrez Amaya, Chefe de Pesquisa da ESET na América Latina.

Segundo Amaya, os usuários domiciliares estão mais expostos porque eles dispõem de menos recursos para segurança digital, tanto em proteção tecnológica quanto em práticas de prevenção.

O levantamento aponta que somente a América Latina foi alvo de 2,6 milhões de amostras únicas de ataques cibernéticos como malware nos primeiros seis meses do ano. No mundo todo, esse número foi de 4 milhões no período.

O pesquisado da ESET na América Latina, David Gonzalez, explica que os criminosos utilizam técnicas conhecidas da engenharia social e vunerablidades dos softwares para acessar os sistemas de seguranças.

Entre as principais ameaças, o phishing (ataque que tenta roubar dinheiro ou dados pessoais) continua sendo uma das técnicas mais usadas por criminosos, com cerca de 1.874 milhões de ocorrências registradas na região no seis primeiros meses do ano.

Além disso, o sistema operacional que continua a ser mais explorado pelos cibercriminosos é o Windows, em suas diferentes arquiteturas, muitas delas sem suporte oficial estendido do fabricante.

Uma das formas de se manter a salvo dos ataques digitais é a atualização constante dos sistemas, bem com a aplicação de patches de segurança é fundamental para evitar risco aos usuários, conclui o Gonzalez.

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Nordeste concentra maior número de crianças em situação de trabalho infantil no Brasil

Em 2023, o Brasil registrou 1,607 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil, segundo dados da PNAD Contínua. O Nordeste lidera esse cenário, com 506 mil menores nessa condição, seguido pelas regiões Sudeste e Norte. A queda de 14,6% em relação ao ano anterior não esconde o fato de que o trabalho infantil ainda afeta 4,2% da população dessa faixa etária no país.

O analista Gustavo Fontes, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destaca que o trabalho infantil interfere na escolarização e é perigoso para o desenvolvimento dos jovens. As principais áreas afetadas são comércio e agricultura, que concentram quase metade das atividades exercidas por esses menores. A jornada semanal de 40 horas ou mais atinge 20,6% dos jovens trabalhadores, enquanto quase dois terços são pretos ou pardos.

No Nordeste, a proporção de menores em trabalho infantil é de 4,5%, acima da média nacional. Essa realidade afeta diretamente a educação, com 88,4% das crianças em situação de trabalho infantil frequentando a escola, contra 97,5% da média nacional. Além disso, as crianças e adolescentes que trabalham acumulam, muitas vezes, afazeres domésticos, sobrecarregando ainda mais essa população vulnerável.

A pesquisa do IBGE mostra que, embora o país tenha registrado uma queda significativa, o combate ao trabalho infantil, especialmente nas regiões mais pobres, ainda é um grande desafio.

Impacto na escolarização é mais acentuado no Nordeste

O trabalho infantil tem um impacto direto na escolarização das crianças e adolescentes, especialmente no Nordeste. Enquanto a média nacional de frequência escolar entre menores é de 97,5%, entre aqueles que estão em situação de trabalho infantil esse percentual cai para 88,4%. No grupo de adolescentes de 16 a 17 anos, a discrepância é ainda maior: apenas 81,8% dos trabalhadores infantis nessa faixa etária frequentam a escola, contra 90% da média nacional.

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IFRN abre 355 vagas para especialização gratuita em dois cursos


O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Zona Leste, em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB), está disponibilizando 355 vagas para dois cursos de pós-graduação lato sensu, gratuitos, na modalidade a distância.

As oportunidades são para os cursos “Educação Ambiental e Geografia do Semiárido” e “Educação Inclusiva”. As inscrições são realizadas online e se estendem até o próximo dia 30 de outubro para ambos os cursos.

A iniciativa tem como foco qualificar profissionais, especialmente da área educacional, para atuarem com temas emergentes, como sustentabilidade, inclusão e as particularidades do semiárido brasileiro.

Processo de inscrição e seleção

Os interessados devem se inscrever pelo portal EaD do IFRN (https://ead.ifrn.edu.br/portal). A seleção será realizada por análise curricular, considerando a formação acadêmica e a atuação profissional dos candidatos.

Durante o ato de inscrição, os candidatos devem anexar, no ato da inscrição, toda a documentação exigida. Entre os documentos exigidos estão um documento oficial de identificação com foto (como RG ou CNH), CPF (caso não conste no RG), e diploma ou certificado de conclusão de curso superior emitido por uma instituição reconhecida pelo MEC. Além disso, é necessário apresentar o histórico acadêmico correspondente ao curso de graduação.

Outros documentos incluem o comprovante de quitação eleitoral e, no caso de candidatos do sexo masculino, o certificado de reservista ou dispensa de incorporação militar. Também é solicitado um comprovante de residência atualizado e uma foto 3×4 recente.

Os candidatos que optarem por vagas reservadas para pretos, pardos, indígenas ou quilombolas deverão passar por procedimento de heteroidentificação. 

Cursos e vagas disponíveis

1. Especialização em Educação Ambiental e Geografia do Semiárido
  • 175 vagas no total.
  • Público-alvo: educadores, gestores, profissionais de áreas afins e interessados nos temas ambientais e na dinâmica do semiárido brasileiro.
  • Objetivo:
    O curso propõe a formação crítica e reflexiva de profissionais, capacitando-os para compreender e intervir nos processos socioambientais da região. Serão abordados temas como sustentabilidade, políticas públicas ambientais e recursos naturais, além de aspectos culturais e econômicos característicos do semiárido.
  • Prazo de inscrição: Até 30 de outubro de 2024.
2. Especialização em Educação Inclusiva
  • 180 vagas disponíveis.
  • Público-alvo: professores, pedagogos, gestores escolares e demais interessados na inclusão educacional de pessoas com deficiência.
  • Objetivo:
    O curso visa preparar os profissionais para lidar com a diversidade no ambiente escolar, aplicando práticas pedagógicas e metodologias voltadas à educação inclusiva. As disciplinas contemplam conceitos de acessibilidade, inclusão social e políticas públicas para a educação especial, promovendo uma formação atualizada e humanizada.
  • Prazo de inscrição: Até 30 de outubro de 2024.


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Brasil é o 4º país mais estressado do mundo, mostra relatório

O Brasil é o quarto país mais estressado do mundo, de acordo com o relatório global “World Mental Health Day 2024“, divulgado pelo Instituto Ipsos na segunda-feira (14). Além disso, cerca de 77% da população brasileira já refletiu sobre a importância de cuidar da saúde mental, um percentual bastante expressivo.

Os brasileiros que participaram da pesquisa indicaram a saúde mental como o principal problema de saúde enfrentado no país e essa preocupação aumentou nos últimos anos. Apenas 18% citavam a saúde mental como o principal problema, em 2018. O salto aconteceu durante a pandemia, quando o tema foi o mais citado por 40% dos entrevistados em 2021, 49% em 2022 e 52% no ano passado, atingindo um novo pico agora em 2024, com 54%.

Para realizar o relatório, a Ipsos entrevistou um total de 23.274 adultos entre 18 e 74 anos em 31 países, incluindo, além do Brasil, a Austrália, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão, Estados Unidos, Nova Zelândia, Colômbia, México, África do Sul, Coreia do Sul, Índia, Argentina e mais. As entrevistas foram feitas por plataforma online entre 21 de julho e sexta-feira, 4 de agosto de 2023.

62% da população mundial se sente estressada

O estresse não é um problema de saúde mental apenas no Brasil. Segundo o relatório, 62% dos entrevistados (três em cada cinco, em média) afirmam ter se sentido tão estressados que o sintoma impactou na vida diária pelo menos uma vez.

A saúde mental também tem se tornado uma preocupação global. De acordo com o estudo, a saúde mental foi o maior problema relatado no Chile, com 69%, seguido da Suécia (68%) e Austrália, com 60%. O Brasil é o nono da lista, com 54% que concordam com essa afirmação. Os países que menos concordam são o México (25%), Índia (26%) e Japão (28%).

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