STF contribuiu para cenário de caos na segurança pública do Rio de Janeiro

O dia caótico que o Rio de Janeiro viveu nesta terça-feira (28), com mais de 100 mortes decorrentes de confrontos armados intensos entre policiais e criminosos ligados ao narcotráfico, é reflexo de uma série de decisões equivocadas do poder público, que começaram há décadas, mas se intensificaram nos últimos anos a partir de determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).

A política de não intervenção nas favelas, adotada pelo ex-governador do estado Leonel Brizola na década de 80, impediu a realização de operações policiais nesses locais, o que aumentou o abismo entre o Estado e as comunidades e permitiu que o Comando Vermelho – e, posteriormente, outras facções – assumisse o controle.

Mas a partir de 2020, uma política semelhante – desta vez vinda não do governo estadual, responsável pela gestão da segurança pública, mas do Judiciário – beneficiou as facções de formas sem precedentes, criando ambientes severamente mais hostis à entrada das forças de segurança.

Por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como "ADPF das Favelas", o STF impôs uma série de restrições ao ingresso das forças policiais nas comunidades do Rio de Janeiro entre junho de 2020 e abril deste ano – reeditando, na prática, a política de Brizola.

O relator da “ADPF das Favelas” foi Edson Fachin. Segundo especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, as restrições impostas pelo ministro à atuação das polícias dentro das comunidades permitiram que lideranças do narcotráfico fortalecessem e ampliassem suas posições, principalmente por meio da instalação de milhares de barricadas para impedir o avanço de viaturas.

Os grupos criminosos também aumentaram seus arsenais de guerra e até mesmo passaram a abrigar traficantes de outros estados, que viam os morros fluminenses como refúgios seguros para continuar comandando o crime em seus estados de origem.

O fortalecimento do crime organizado, em proporções jamais vistas, nos anos em que as restrições vigoraram contribuiu para um fluxo migratório negativo inédito na história do estado. O Rio de Janeiro registrou, pela primeira vez desde o início da série histórica em 1991, mais moradores saindo do que entrando no estado. Dados do Censo Demográfico divulgados em junho pelo IBGE revelaram um saldo migratório negativo de -165.360 pessoas entre 2017 e 2022.

Polícias do Rio de Janeiro atribuem cenário de guerra à interferência do STF

Uma publicação nas redes sociais feita na noite desta terça-feira (28), compartilhada pelos perfis oficiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ); da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), que também integra a Polícia Civil; e do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do estado, lamentou o assassinato dos quatro policiais durante os confrontos e, sem citar diretamente o STF, atribuiu à Corte a responsabilidade pelo cenário de guerra.

“Hoje o Estado mostrou força. Mostrou que entra onde quiser, a hora que quiser, e enfrenta o crime com superioridade de inteligência, técnica e armamento. Mas a coragem tem um preço: policiais tombaram no cumprimento do dever. Homens que saíram de casa para proteger vidas e voltam em silêncio. Heróis, vítimas da covardia do crime e da omissão de quem deveria fortalecer o Estado”, diz o texto.

“Essa tragédia tem causa: anos de restrições às operações policiais. Anos em que o Estado foi amarrado enquanto o crime se armava, enquanto decisões distantes da realidade deram espaço para facções se tornarem exércitos de terroristas”, afirma a publicação, que já soma quase 7 milhões de visualizações.

Fachin se esquivou de responsabilidade por efeitos negativos da ADPF 635

Desde o início das restrições, Fachin sempre negou de forma veemente que as interferências do Supremo na política de segurança do Rio de Janeiro tivessem gerado efeitos negativos.

Em fevereiro de 2022, durante sessão da Corte sobre a ADPF 635, o ministro chegou a interromper uma fala do colega Nunes Marques quando este apresentava impactos negativos das restrições. Fachin classificou as falas do colega como “ilações”.

“Me causa muita preocupação as notícias que chegam até nós, ministros desta Corte, do que eventualmente pode ter ocorrido neste período em que as operações foram obstadas”, dizia Nunes Marques, quando Fachin o interrompeu: “Perdoe pela interrupção, mas é preciso ter muita cautela para fazer ilações”, bradou o ministro.

No julgamento definitivo da “ADPF das Favelas”, que iniciou em janeiro deste ano, o ministro relator votou para manter indefinidamente todas as restrições às forças de segurança do estado. Outros membros do STF reagiram à decisão, e a sessão foi suspensa. Dois meses depois, o julgamento da ação foi concluído, com Fachin sendo contrariado e a maioria das restrições derrubada pelo colegiado.

Ao longo do processo, Fachin chegou a propor até mesmo a quebra de sigilo de todos os protocolos da atuação policial no estado, sendo seguido por Rosa Weber, Luis Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Os demais ministros, no entanto, vetaram essa medida argumentando que poderia comprometer a própria eficácia da ação das forças de segurança e colocar em risco os agentes.

ADPF 635 gerou recorde de letalidade em confrontos

Após as restrições impostas pelo STF, os confrontos entre policiais e criminosos se tornaram mais violentos e alcançaram números recordes de letalidade. Dos dez confrontos com maior letalidade na história do estado, sete ocorreram a partir de 2020, com o início da “ADPF das Favelas”.

Isso se deve ao fortalecimento das facções, que resultou em um grau de resistência muito mais severo ao defenderem seus territórios das forças policiais e de facções rivais.

“O tráfico se fortaleceu porque quando não há ações da polícia, o resultado é o incremento no número de armas em poder das facções e a ampliação dos seus territórios. Eles se aproveitaram da inércia do Estado para agir. Essa decisão do STF vai contra tudo aquilo que se estuda e se pratica com relação à segurança pública”, disse Rogério Greco, especialista em segurança pública e crime organizado e pós-doutor em Direito, à Gazeta do Povo em reportagem de 2023.

Impactos das restrições impostas pelo STF durará anos, diz procurador

Para Marcelo Rocha Monteiro, procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ao longo dos cinco anos em que vigoraram os efeitos da ADPF 635, o Supremo “assumiu a função de Secretaria de Segurança do Rio, estabelecendo quando e onde a polícia deveria realizar operações de repressão ao crime nas mais de 1.400 comunidades dominadas por tráfico e milícia”.

“Agora [desde o julgamento, concluído em abril], o Supremo lembrou que há separação de poderes. Mas os moradores do Rio, sobretudo os mais humildes, passarão anos pagando o preço desse equívoco – vítimas do aumento da criminalidade gerado pela catastrófica ADPF 635”, declara.

Segundo Monteiro, somente a principal facção do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, expandiu seu território em 25% durante a vigência das restrições. Já as operações policiais foram reduzidas em 60%.

Moraes dá 24h para PGR se manifestar sobre abuso de direitos humanos no Rio de Janeiro

Ainda nesta terça-feira, enquanto os confrontos ocorriam, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), vinculado ao governo federal, apresentou ao STF pedido para que o governo do Rio de Janeiro apresente uma série de informações sobre a operação nos complexos do Alemão e da Penha.

O CNDH também solicitou “medidas complementares e urgentes de monitoramento e fiscalização quanto ao cumprimento das determinações estabelecidas no acórdão da ADPF 635 em especial diante de mais um episódio de letalidade policial ocorrido no estado do Rio de Janeiro”.

O ministro Alexandre de Moraes direcionou a solicitação à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve se manifestar sobre a petição e “eventuais diligências complementares”. O pedido tramita na ADPF 635, que mesmo com o julgamento concluído, segue aberta.

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Governo Lula: PF foi comunicada de operação no Rio, mas se negou a participar, diz diretor-geral

Revelação: o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Os dois admitiram que a superintendência da PF no Rio sabia da Operação Contenção. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Durante uma entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (29), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, admitiram que a PF foi comunicada de que haveria a Operação Contenção, no Rio de Janeiro.

Durante a coletiva de imprensa, Lewandowski passou a palavra a Andrei para detalhar as expectativas para a reunião que ocorrerá na mesma tarde, com o governo do Rio. Ao ser perguntado se o governo estadual avisou o governo federal da operação, Andrei começou dizendo que não. Porém, ao longo de sua fala, disse que a Polícia Militar do Rio de Janeiro entrou em contato para verificar se haveria, por parte da PF, "a possibilidade de atuar em algum ponto nesse contexto". De acordo com Andrei, o superintendente da PF no Rio de Janeiro negou colocar sua equipe à disposição, e depois comunicou a ele. "Nós não teríamos nenhuma atribuição legal para participar", argumentou o diretor-geral.

Os jornalistas reagiram, pedindo confirmação da informação de Andrei. Nesse ponto, Lewandowski tomou abruptamente a palavra para esclarecer a fala do diretor-geral. Segundo Lewandowski, a comunicação sobre uma operação nesse sentido deveria ocorrer em nível de primeiro escalão e oficialmente, e não a Andrei.

Diante disso, a imprensa insistiu, e o ministro afirmou: Embora nada tenha passado pelos órgãos de maneira formal, a Polícia Federal foi comunicada. Andrei, no entanto, salientou que o que a PM informou foi que haveria uma informação, sem detalhar o momento em que ela seria deflagrada.

Antes, governo negava conhecimento

A entrevista coletiva começou com Lewandowski. De início, antes da revelação de Andrei, ele chegou a dizer que o governo não teve conhecimento da operação. Por isso, argumentou, os órgãos federais não puderam participar, sobretudo com apoio de inteligência e logístico.

Lewandowski diz que Lula ficou "estarrecido" com o número de mortos. A decretação de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), porém, dependeria, de acordo com o ministro, de solicitação prévia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que deveria, antes disso, "reconhecer a incapacidade das forças locais".

O governo do Rio confirma 110 mortos e 113 presos. A operação foi uma parceria do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro e das polícias civil e militar do estado.

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Mulher tem orelha e dedos decepados com facão pelo companheiro em Parnamirim

Policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) prenderam em flagrante, na madrugada desta sexta-feira 24, um homem acusado de atacar a companheira com um facão dentro da própria casa, em Parnamirim, na Grande Natal. A ação ocorreu após denúncia recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) por volta de 0h.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a filha da vítima, uma adolescente de 14 anos, em desespero. Ela relatou que presenciou toda a agressão e contou que a mãe estava deitada quando o homem, seu padrasto, entrou na residência e começou a atacá-la com um facão. O casal mantinha um relacionamento há cerca de cinco meses.

De acordo com os policiais, o agressor resistiu à prisão por aproximadamente 20 minutos antes de ser contido. Nos fundos da cozinha, os militares encontraram a mulher gravemente ferida, com a orelha e um dos dedos decepados por golpes de facão, além de cortes profundos em várias partes do corpo, principalmente na cabeça. A arma usada no crime foi localizada sobre o fogão.

A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou socorro à vítima, que foi encaminhada em estado grave para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal.

O agressor foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio e permanece à disposição da Justiça.

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Idosa é resgatada de cárcere privado na Grande Natal

Policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar resgataram uma idosa mantida em cárcere privado no bairro Jardim Lola, em São Gonçalo do Amarante/RN.

A ação foi realizada na tarde desta terça-feira (14). De acordo com informações da PM, a equipe foi acionada pelo 190, após denúncias de populares informando que uma mulher estaria trancada dentro de casa pela própria irmã.

No local, os policiais foram recebidos por um parente da vítima, que relatou não ter contato com ela. Após insistência, por parte da polícia, uma idosa foi encontrada em um ambiente insalubre.

Diante dos fatos, todas as partes envolvidas foram conduzidas à Delegacia Especializada para os procedimentos cabíveis.

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Operação contra facções no RN resultou em 32 prisões e contou com mais de 300 agentes

A  operação conjunta, deflagrada pelas forças de segurança estudantis e nacionais nesta quarta-feira (15),  contra facções criminosas no Rio Grande do Norte resultou em 32 prisões de suspeitos de integrarem os grupos. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), mais de 300 agentes foram envolvidos nas ações.

Denominada “Território Seguro”, a operação envolve o cumprimento de 34 mandatos de prisão, busca e apreensão.  Foram apreendidos mais de 3 quilos de drogas (maconha e cocaína) , R$ 1.804 em dinheiro, quatro armas de fogo  e mais de 100 munições de diversos calibres , além de uma roupa de força operacional de segurança e um conjunto, possivelmente de uso institucional.

O objetivo da operação, segundo a Sesed, foi estranhar a capacidade estrutural, operacional e financeira de organizações criminosas com atuação no estado. Atuaram no cumprimento das ordens judiciais 83 equipes e mais de 330 profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Penal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

"Além da integração entre as instituições, é preciso ressaltar também o trabalho de inteligência desenvolvido para estruturar esse tipo de operação. Foram meses de planejamento até a execução no dia de hoje. Com as diversas informações apuradas durante as investigações, esse material foi apresentado à justiça que concedeu os mandatos a serem cumpridos", destacou o secretário da SESED, coronel Francisco Araújo.

Ao longo do dia, mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em bairros da capital, Região Metropolitana e do interior potiguar, com foco principal na Zona Oeste de Natal. As diligências  miraram núcleos operacionais das organizações criminosas, com o objetivo de desarticular cadeias de comando e demonstrar a presença e a força do Estado.

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PF derruba esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro via apostas online e bloqueia R$ 630 milhões

A Polícia Federal desmantelou nesta terça-feira (14) uma quadrilha que lavava dinheiro do tráfico de cocaína usando empresas de apostas online como fachada. A Operação Narco Bet resultou em 11 prisões, dezenas de veículos de luxo apreendidos e R$ 630 milhões bloqueados.

Segundo a PF, o grupo utilizava estratégias sofisticadas de lavagem, incluindo criptomoedas e transferências internacionais, para esconder a origem ilícita do dinheiro. Parte do recurso obtido com o tráfico era usada para legalizar as empresas de apostas e dar aparência de normalidade aos bilhões movimentados.

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Cidades como Santos, São Paulo, Barueri, Itajaí e Lagoa Santa estavam no radar da PF. Uma das prisões aconteceu na Alemanha, com apoio da polícia local, mostrando o alcance internacional da rede.

A operação é um desdobramento da Narco Vela, em fevereiro de 2023, quando a Marinha dos EUA apreendeu um veleiro brasileiro. Na época, a PF descobriu uma rota de tráfico naval entre América do Sul e Europa, com técnicas avançadas de lavagem e nacionalização do dinheiro. Na primeira fase, foram cumpridos mais de 35 mandados de prisão e bloqueados R$ 1,32 bilhão em bens.

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Jovem de 21 anos vai a delegacia e confessa assassinato da própria mãe no interior do RN

Um homem de 21 anos foi até a delegacia, nesta segunda-feira (6), e confessou que tinha assassinado a própria mãe em Campo Grande, na região Oeste potiguar. Segundo a polícia, o crime aconteceu no domingo (5), após uma discussão entre o autor e a vítima.

Com base no depoimento, a Polícia Civil foi até o endereço informado pelo homem e encontrou o corpo de Roberta Keila Sales Ribeiro, de 41 anos, enrolado em um lençol e coberto por uma rede e roupas.

Segundo a delegacia do município, ao chegar à unidade, o jovem afirmou que havia matado a sua mãe no dia anterior, por volta das 10h30. O homem alegou que teria agido em “legítima defesa”, porque vinha sendo ameaçado pela mãe e entrou em discussão com ela.

De acordo com os policiais, o homem disse informalmente que matou a mãe por asfixia, usando um lençol. Porém, no depoimento oficial, ele se calou quando perguntado sobre como praticou o crime.

Os investigadores apontam que o jovem já era investigado e tinha mandado de prisão por outro homicídio em Serra do Mel e que possivelmente a mãe queria entregá-lo à polícia.

O suspeito ainda afirmou à polícia que, após o assassinato da mãe, ele tentou tirar a própria vida com uma corda, mas não conseguiu. Exames de corpo de delito solicitados pela delegacia constataram uma autolesão com um gilete.

Ele recebeu voz de prisão e está à disposição da Justiça.

G1RN

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Adolescente mata o padrasto a facadas em São Miguel após presenciar agressões contra a mãe, diz polícia

Um adolescente de 14 anos matou o padrasto, identificado como Francisco das Chagas da Silva (foto), de 32 anos, na noite deste domingo (5), no município de São Miguel, região do Alto Oeste potiguar. O crime aconteceu por volta das 19h10, na Travessa Manoel José de Carvalho, no bairro Alto Santa Tereza, e é investigado pela Polícia Civil como homicídio com motivação familiar.

Segundo informações da Polícia Militar, o adolescente teria cometido o crime após presenciar constantes agressões do padrasto contra a mãe. De acordo com o relato policial, Francisco das Chagas batia com frequência na mulher, o que pode ter levado o jovem a agir em defesa dela.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima caída na calçada, com ferimentos de faca e coberta de sangue. Populares informaram que o autor do crime seria o enteado, Luiz Davi Nogueira Rocha, de 14 anos, que fugiu logo após o ataque.

A vítima ainda foi socorrida por uma ambulância do município até o Hospital Municipal de São Miguel, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar realizou diligências na tentativa de localizar o adolescente, que permanece foragido.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São Miguel, que busca reunir provas e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do crime.

Portal da Tropical

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Mulher é perseguida e morta a facadas pelo ex-companheiro em Ipanguaçu


Uma mulher foi assassinada a facadas na noite deste sábado (4) na comunidade de Pedrinhas, zona rural de Ipanguaçu, no Oeste potiguar. A vítima é Patrícia Poliana Lopes, de 39 anos, natural de Itajá.

De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 23h30, quando Patrícia foi perseguida pelo ex-companheiro após sair de um bolão de vaquejada. Ele a seguiu de carro pela RN-118 e a atacou em frente a um ponto comercial, onde ela morreu antes da chegada do socorro.

O suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento terminado há cerca de dois anos, fugiu logo após o ataque e ainda não foi localizado. O corpo foi recolhido pelo Itep de Mossoró, e a Polícia Civil de Ipanguaçu investiga o caso.

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