Desaprovação do governo Fátima sobe para 68,53%, aponta pesquisa Consult

O governo Fátima Bezerra (PT) é desaprovado por 68,53% da população do Rio Grande do Norte, é o que aponta a pesquisa Consult, contra 19,59% de aprovação dos 1.700 entrevistados. Não souberam dizer, 11,88%.

A pesquisa do Instituto Consult foi feita entre os dias 15 e 17 de fevereiro em todas as regiões do Estado.

Há seis meses, a Consult Pesquisa mostrava uma desaprovação de 57,82%, um crescimento de 10,71%. Já o índice de aprovação do governo Fátima Bezerra caiu 10,88%, no começo de setembro de 2023, a aprovação chegou a 30,47%.

A desaprovação do governo Fátima Bezerra passa de 50% em todas as regiões do Estado, a mais alta em Mossoró, 82,%, seguido de Natal, 73,2%; Alto Oeste, 72,2% e Seridó, 71,3%. O mais alto índice de aprovação é de 30,0%, na região Central Cabugi/Litoral Norte e o menor, Mossoró, 10,7%.

Por gênero, os índices de aprovação do governo Fátima Bezerra é o seguinte: homens, 18,6% e mulheres, 20,4%. Desaprovação é de 69,2% (homens) e 67,9% (mulheres).

No quesito idade, a maior aprovação é de 22,7% na faixa etária acima de 59 anos e menor, 15,9%, as pessoas com menos de 25 anos. Quanto a desaprovação, o maior indice, 72,8%, na faixa dos 35-44 anos e o mais baixo, 62,1% a faixa de 45,-59 anos.

Já no segmento religioso, a maior aprovação é 26,9% entre os espíritas e a menor, 12,2% entre os evangélicos.

A desaprovação é maior entre os evangélicos, 76,9%, indo até 52,% entre os que informaram ter outra religião.

Quanto ao nível escolar, o melhor despenho do governo Fátima é entre as pessoas que não informaram a escolaridade, 38,5% aprovam. O índice mais baixo de aprovação é entre o pessoal de ensino médio, 17,7%. Dentre os que desaprovam, o maior índice, 76,0%, é o pessoal de nível superior.

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Quase 90% dos potiguares não sabem uma obra ou realização de Fátima

Pesquisa do Instituto Consult mostra que o grosso da população do Rio Grande do Norte desconhece a execução de alguma obra dos governos Lula e Fátima Bezerra em Natal e no interior do Estado.

Em relação ao governo Fátima Bezerra, 89,65% das pessoas não souberam apontar nenhuma realização de obras.

Apenas 10,35% citaram saber da execução de alguma obra nos últimos cinco anos. O pagamento da folha salarial em dia é citado por 3,47% desses entrevistados.

De acordo com a pesquisa, 70,8% dos entrevistados não souberam citar a realização de obras, ações administrativas ou benefícios voltados à população potiguar por parte do governo Lula.

Segundo a pesquisa, 29,2% das pessoas citaram que sabiam de alguma realização. Entre esses, somente 12,0% apontaram saber do bolsa família, enquanto 3,22% citam casas populares e 2,0% transposição das águas do rio São Francisco.

A pesquisa do Instituto Consult feita entre os dias 15 e 17 de fevereiro em todas as regiões do Estado e teve 1.700 entrevistados.

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Pedido de impeachment de Lula tem mais assinaturas do que os que derrubaram Dilma e Collor

O pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), protocolado nesta quinta-feira, 22, tem mais assinaturas do que os requerimentos que derrubaram do poder de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Os dois ex-presidentes foram os únicos que tiveram impedimento da continuidade do mandato pelo Congresso Nacional desde a promulgação da Constituição Federal de 1988.

O pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, encabeçado pelos juristas Janaina Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, teve 47 assinaturas. O requerimento estava baseado nas chamadas “pedaladas fiscais” e na edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso.

O pedido, enviado à Câmara no dia 15 de outubro de 2015, teve também a assinatura do advogado Flávio Henrique Costa Pereira e de 43 lideranças de movimentos sociais pautados no combate à corrupção. Um dos signatários era a própria Carla Zambelli, então líder do Movimento Nas Ruas.

O pedido foi aceito pelo presidente da Câmara da época, Eduardo Cunha, então no MDB, no dia 2 de dezembro daquele ano. A Casa aprovou o impeachment de Dilma no dia 17 de abril de 2016, por 367 votos a 137, afastando a ex-presidente do Planalto. O Senado cassou o mandato da petista no dia 31 de agosto, por 61 votos a 20.

No caso de Fernando Collor, primeiro presidente cassado desde a redemocratização em 1992, o pedido de impeachment foi redigido por 18 juristas, sendo encabeçado por Barbosa Lima Sobrinho, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e Marcello Laveniére, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O requerimento de afastamento de Collor, entregue no dia 1º de setembro daquele ano, levou em consideração o relatório final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou um esquema de corrupção que envolvia o ex-presidente e o seu tesoureiro de campanha, Paulo César Farias.

O processo teve uma rápida tramitação na Câmara e, já no dia 29 de setembro, a Casa aprovou a abertura do processo de impeachment por 441 votos a favor e 38 contra. Em 29 de dezembro, Collor renunciou ao cargo de presidente da República para tentar evitar o impeachment e a perda dos direitos políticos no Senado. Mas por 76 votos a três, perdeu o mandato e foi declarado inelegível a cargos políticos por oito anos.

O pedido de impeachment contra Lula protocolado nesta quinta também supera o número de assinaturas que teve o requerimento de afastamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com maior adesão. Protocolado em 30 de agosto de 2021, foi assinado por 46 parlamentares, entidades representativas da sociedade e personalidades.

O “superpedido” denunciava o ex-presidente por omissões e erros no combate à pandemia de covid-19 e por atentar contra o livre exercício dos Três Poderes. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não deu prosseguimento ao requerimento.

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Após reunião com deputados, Lula publica cronograma para liberar R$ 20,5 bi em emendas até junho



Depois de uma reunião com deputados e integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou nesta quinta-feira (22) decreto com um calendário com a previsão de liberação de R$ 20,5 bilhões emendas até junho.

A publicação era uma demanda de congressistas, por conta da legislação eleitoral que impede a transferência de recursos dessas emendas a partir de 30 de junho. Em outubro eleitores dos mais de cinco mil municípios brasileiros vão às urnas escolher prefeitos e vereadores.

O acordo para edição do decreto foi costurado na manhã desta quinta-feira (22) no Palácio do Planalto. E chancelado após encontro de Lula com o presidente da Câmara, Arthur Lira, e deputados no Palácio do Alvorada, à noite.

Os pagamentos mensais vão totalizar até junho:

R$ 12,5 bilhões em emendas individuais
R$ 4,2 bilhões em emendas de bancada
R$ 3,6 bilhões em emendas de comissão

Com o acordo fechado nesta quinta, o governo federal cedeu e se comprometeu a manter o cronograma do pagamento de emendas previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO).

Este cronograma foi vetado pelo presidente Lula com o argumento de que feria Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Com Girão e Paulinho, PL vai buscar ampliar aliança

O presidente estadual do PL, senador Rogério Marinho, avisou que a aliança política formada com o Podemos, PSDB, PL, União Brasil e PP, em apoio a pré-candidatura do deputado federal Paulinho Freire (União Brasil), está de portas abertas para receber apoios de outros partidos, inclusive do Republicanos, que é presidido no Estado pelo prefeito de Natal. “Se o prefeito Álvaro Dias chegar nessa coligação, será bem-vindo, sem dúvida nenhuma, porque para ganharmos as eleições precisamos somar e multiplicar, não dividir”. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova sede do PL, na noite da quinta-feira (22).

“É evidente que a opinião e os pleitos deles serão levados em consideração, principalmente por quem será candidato”, completou.

Agora, adiantou Marinho, “é importante que se respeitem as condições que forem oferecidas” pelos partidos que integram essa aliança. “O PL fez um evento que é muito importante para a democracia em nosso estado, estamos abrindo a nossa sede, mostrando que esse é um partido plural, um partido que defenda a democracia, um partido que vai trazer aqueles que, como nós, defendem valores que são importantes para a sociedade”, continuou.

O senador confirmou que existe o compromisso do PL indicar o vice na chapa a ser oficializada em convenção entre julho e agosto: “Vai ter um processo natural de conversas internas, com aqueles que compõem o nosso partido”.

O presidente do PL acrescentou que a ideia é colocar alguém que some na nossa chapa, não há interesse de nossa parte, de colocarmos alguém que, por ventura, sirva para o PL e não sirva para as circunstâncias da vitória, que é que nos interessa”.

Segundo o senador, a sinalização do PL é no sentido de “fazermos uma grande consertação a favor da cidade do Natal com aqueles que pensam como nós. Nós queremos ganhar, mas ao mesmo tempo nós temos o interesse de fazermos as concessões necessárias para que o nosso projeto, que é um projeto de Brasil, seja vitorioso. Um projeto que passa por 2024 e ser vitorioso, em 2026.

Diante de Paulinho Freire e do deputado General Girão (PL), o senador disse que “são exemplos do que eu estou dizendo agora, pessoas que têm a capacidade de renunciar, de transigir, de negociar, de abrir mão de projetos pessoais em função de um projeto maior que é o projeto do Brasil”. “Eu deixo aqui uma mensagem para todos. Cada um de nós é responsável, não podemos ser omissos, vamos fazer a nossa parte”.

Marinho afirmou, ainda, que “o Brasil precisa se refazer, precisa se reconstruir e nós só vamos fazer isso, só vamos construir isso, nos mantendo mobilizados e indignados. Mostrando que não aceitamos esse estado de coisa e que vamos usar como cidadãos a arma que temos. E essa arma é o voto. E o voto que tem que ser depositado na urna em 2024. É o voto que será depositado na urna em 2026”.


Como líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho também confirmou que estará na Av. Paulista, em São Paulo, ao lado do presidente Bolsonaro. “Estarei lá porque acredito que ele é um ser humano como eu sou. Com todos os defeitos e qualidades que qualquer ser humano pode ter. É alguém que sofre, que chora, que se alegra. É alguém que tem aflições, hesitações, temores”.

Marinho disse que teve oportunidade de dizer ao presidente Bolsonaro, na quarta-feira (21), que o ex-presidente “não é mais um CPF, não é mais um indivíduo. Osenhor é um movimento, o senhor é um sentimento, foi o senhor quem despertou essa nação, foi o senhor que uniu esse povo, foi o senhor que fez com que as pessoas tivessem a coragem de dizer eu amo meu país”.

Finalmente, Marinho declarou aos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados federais que estavam no ato politico, como o General Girão, Paulinho Freire e Benes Leocádio (União Brasil), deputados estaduais Terezinha Maia e Coronel Azevedo (PL), Gustavo Carvalho, Tomba Farias e Dr. Keginaldo (PSDB), bem como vereadores de Natal, como o presidente da Câmara, Ériko Jácome (MDB) e os presidentes do PL Jovem e PL Mulher, Daniel Souza e Roberta Lacerda e do PL de Natal, Hélio Oliveira, que “essa é a casa da democracia, a casa do nosso Partido Liberal, de todos aqueles que como nós, respeitamos valores. Essa casa vai acolher e fomentar a democracia no Rio Grande do Norte”.

Girão renova compromisso de união com Paulinho

O deputado federal General Girão (PL) usou da metáfora para dizer que o Rio Grande do Norte hoje “e um trem atolado, que nunca ninguém viu”, razão pela qual conclamou a união em torno de um projeto político para Natal.

Por essa razão, puxando o deputado federal Paulinho Freire (União Brasil) para o seu lado, disse que “é lamentável uma situação dessa no Estado”.

Para que não ocorra o mesmo com Natal, Girão “temos de estar num grupo vitorioso, que precisa caminhar junto, esse foi o compromisso noso, eu e Paulinho Freire, assumido desde o ano passado, estaremos juntos nessa campanha, porque Natal precisa”.

José Agripino reforça que ninguém faz política sozinho

O presidente estadual do União Brasil, José Agripino, prestigiou a inauguração da nova sede do PL. “Aqui me sinto bem confortável, ninguém faz política sozinho, mas com grupos, com ideias, objetivos e clareza. Como está o Rio Grande do Norte? Muito mal, de cabeça pra baixo, as eleições agora vamos ter ótimos intérpretes. Natal não vai mal, mas pode ir melhor, se Paulinho Freire for prefeito”.

Agripino reconhece que o PL “tem demonstrado toda simpatia do mundo com as ideias “do pré-candidato Paulinho Freire: “Nós sentimos orgulho da aliança que está anunciada no Rio Grande do Norte com o PL presidido por Rogério Marinho”.

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DataVero ganha destaque no Índice CNN desenvolvido para eleições 2024

Os meios de comunicação procuram se modernizar cada vez mais nas coberturas das eleições municipais, principalmente com relação às informações das pesquisas eleitorais. E este ano, com o objetivo de se destacar quanto às informações, a CNN Brasil criou um produto inédito para a cobertura nas 26 capitais brasileiras. Trata-se de um agregador de pesquisas, desenvolvido pelo Ipespe Analítica, que projeta a intenção de voto para prefeito a partir dos levantamentos feitos por diversos institutos de pesquisa por todo o país.

“Por se tratar de um ano eleitoral, todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas precisam ser registradas na Justiça Eleitoral, apresentando informações como o número de pessoas entrevistadas, a forma como as respostas são colhidas (se é presencial face a face, por telefone ou online) e dados como margem de erro e intervalo de confiança, além do contratante”, relata a matéria publicada no site da CNN.

SELECIONADOS
Entre os Institutos de Pesquisas selecionados com credibilidade para fornecer informações para o Índice CNN está o Instituto DataVero, considerado o caçula dos que operam na área em todo o território potiguar, já que a sua atuação iniciou em 2022, mas já ganha destaque pela seriedade de seus profissionais e do produto que apresenta. DataVero aparece entre nomes de institutos consagrados e de destaque nacional, como DataFolha, Paraná Pesquisas e IPespe, entre outros.

Com a sua nova ferramenta, a CNN pretende divulgar dados de pesquisas eleitorais de 100 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores. No caso do RN, apenas o município de Natal se enquadra neste critério. A matéria destaca ainda: “Ao agregar as pesquisas feitas nesses municípios, em vez de olhar individualmente a série histórica de cada Instituto, o algoritmo desenvolvido pelo IPespe Analítica usado no Índice CNN oferece uma fotografia mais completa do cenário das disputas”. O cientista político Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe, acrescenta: “A ferramenta oferece um olhar mais apurado da corrida não só entre os candidatos, mas entre os principais partidos. O Índice CNN também trará um placar das siglas que mais lideram as campanhas nas capitais do país”.

DATAVERO
O Instituto de Pesquisa DATAVERO nasceu em 2022 da iniciativa dos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso, com o objetivo de introduzir a modernização na forma de captar as informações de campo, zelar pela integridade dos resultados, manter sigilo absoluto das informações e não permitir por hipótese alguma a contaminação ou manipulação dos dados recolhidos nos levantamentos.

Para isso, o DATAVERO utiliza uma moderna plataforma de geolocalização, que permite a identificação precisa da área pesquisada e os dados ficam gravados em seu sistema. Para a apresentação do relatório, a empresa DATAVERO utiliza inteligência artificial na tabulação e cruzamento dos dados, o que proporciona o fornecimento de informações minuciosas do material colhido, produzindo uma riqueza de material que faz uma verdadeira ressonância magnética do universo pesquisado, se equiparando quase a uma pesquisa qualitativa.

Segundo o jornalista Tulio Lemos, diretor executivo do Instituto DATAVERO, “a participação da DATAVERO nesse Índice CNN, nos orgulha muito. Afinal, o instituto tem pouco mais de dois anos de atuação no mercado e já figurar como referência para uma empresa com a dimensão da CNN é realmente um reconhecimento ao produto que apresentamos ao mercado e a seriedade e dedicação com que tratamos cada pesquisa realizada”.

Bosco Afonso também se diz orgulhoso com a participação do Instituto DATAVERO no índice CNN e acrescenta: “Além do orgulho, vem também a responsabilidade cada vez maior de produzir um levantamento correto, associando a seriedade e competência dos profissionais com a tecnologia, o que proporciona uma pesquisa moderna, com qualidade e seriedade”, disse Bosco.

Do RN, além do DATAVERO, que é o instituto mais novo entre os incluídos no índice CNN, aparecem as empresas Brâmame, Consult, Exatus, Seta e TS2.

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Pacheco critica declaração de Lula contra Israel e cobra retratação: ‘Fala equivocada’


O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou nesta terça-feira (20) as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que compararam ações de defesa de Israel no conflito contra o grupo terrorista Hamas ao nazismo. “Estamos certos de que essa fala equivocada não representa o verdadeiro propósito do Presidente Lula”. Pacheco ainda disse que a fala merece um pedido de desculpas e retratação do governo brasileiro.

“O governo brasileiro é mundialmente conhecido por sua diplomacia moderada, então devemos mostrar nossa influência, nossa contribuição, para a pacificação do conflito de modo equilibrado”, completou Pacheco.

O presidente do Senado ainda falou que o Senado não pode “compactuar com as afirmações que compararam a ação militar que está ocorrendo na região neste momento com o Holocausto”. “Não há como estabelecer um comparativo com a perseguição sofrida pelo povo judeu no nazismo”, completou.

A fala de Lula também gerou reações de outros parlamentares. Na Câmara, um grupo de deputados federais anunciou que vai protocolar um pedido de impeachment contra o petista.

Confira o pronunciamento completo de Pacheco no Senado

Senhoras Senadoras e Senhores Senadores,

Esta Presidência gostaria de se posicionar acerca do recente pronunciamento da Presidência da República sobre o conflito que está ocorrendo na Faixa de Gaza, entre Israel e Palestina. De início, este Senado Federal externa, mais uma vez, a condenação veemente do ataque terrorista perpetrado pelo grupo Hamas, em 07 de outubro de 2023, contra civis israelenses e reitera o pedido pela liberação de reféns.

Da mesma forma, esta Casa repele reações desproporcionais e o uso de violência irracional que tenham ocorrido ou estejam ocorrendo na Faixa de Gaza, durante a contraofensiva israelense.
Contudo, não podemos compactuar com as afirmações que compararam a ação militar que está ocorrendo na região neste momento com o Holocausto, o genocídio contra o povo judeu perpetrado pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial.

Genocídio é o extermínio deliberado de um povo, por motivos de diferenças étnicas, nacionais, raciais ou religiosas. Há um plano para se eliminar aquele grupo.

Ainda que a reação perpetuada pelo governo de Israel venha a ser considerada indiscriminada e desproporcional, não há como estabelecer um comparativo com a perseguição sofrida pelo povo judeu no nazismo. Em relação à proporcionalidade da ação militar, existem instâncias próprias, da Comunidade Internacional, como a Corte Internacional de Justiça da ONU, que devem aferir se as regras de guerra estão sendo respeitadas ou não.

Estamos certos de que essa fala equivocada não representa o verdadeiro propósito do Presidente Lula, que é um líder global conhecido por estabelecer diálogos e pontes entre as nações, motivo pelo qual entendemos que uma retratação dessa fala seria adequada, pois o foco das lideranças mundiais deve estar na resolução do conflito entre Israel e Palestina.

O governo brasileiro é mundialmente conhecido por sua diplomacia moderada, então devemos mostrar nossa influência, nossa contribuição, para a pacificação do conflito de modo equilibrado.
Inclusive, o Brasil orgulha-se de ter presidido a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas, que aprovou o Plano de Partilha da Palestina, e deu origem ao Estado de Israel em 1948.

O Senado Federal acompanha com grande preocupação os desdobramentos do conflito entre Israel e Palestina e clama pela cessação das hostilidades. Reafirmamos o apoio do Poder Legislativo brasileiro por uma solução consensual, em que o Estado da Palestina possa conviver, em paz e segurança, com o Estado de Israel, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.

Os judeus, e sua história, assim como os palestinos, merecem o mais absoluto respeito, e este Senado Federal clama pela paz entre as nações. A solução para o conflito passa, necessariamente, pelo cumprimento dos tratados de direitos humanos e pelos mecanismos multilaterais de solução de controvérsias, sempre respeitando a memória histórica dos povos envolvidos.

Muito obrigado.

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Líder do governo contraria Planalto e diz que votará a favor do fim das “saidinhas”

O líder do governo no Senado Federal, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que se posicionará a favor do fim da “saidinha” de presos dos presídios e liberou a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) para a votação.

O governo se posiciona contra o fim do benefício, defendendo a necessidade da liberação temporária dos detentos para a ressocialização.

Atualmente, a saída temporária só é permitida aos presos que não tenham cometido crimes hediondos, apresentem bom comportamento e que tenham cumprido pelo menos dois quintos da pena em regime fechado ou semiaberto.

O senador Sérgio Moro (Podemos-PR) acrescentou uma emenda ao projeto que permite que detentos que estejam inscritos em cursos profissionalizantes ou no ensino de nível médio e superior tenham o direito mantido, sendo a exceção os presos por crimes hediondos.

O líder do PT apresentou uma emenda que propõe restrições ainda maiores, fazendo com que presos condenados por crimes inafiançáveis também não tenham direito a saída temporária. No entanto, as sugestões de Contarato não foram acatadas.

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