Notícias — página 22

RN

Ministério Público apura suspeita de irregularidades na compra de medicamentos em Martins

Blog Rudimar Ramon

O Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou procedimento para investigar possível irregularidade na aquisição de medicamentos pela Prefeitura de Martins, no Alto Oeste potiguar. A apuração foi formalizada em 13 de maio de 2025, por meio de apuração com número 02.23.2178.0000071/2025-44.

A representação, originou investigação sobre gastos e critérios utilizados na compra de medicamentos, indicando suposto desvio de finalidade ou ausência de transparência nos processos.

O município de Martins figura como pólo passivo na investigação, que segue em andamento no âmbito do MP, conforme último registro de movimentação feito em 25 de julho de 2025, quando prefetura pede acesso aos autos sa investigação por meio de advogados.

Em meio a essa investigação, o prefeito César Móveis ainda quer aprovação de crédito extra de R$ 350 mil reais para a saúde, a câmara de vereadores.


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RNDetranGreve

Servidores do Detran-RN iniciam greve nesta segunda-feira; categoria pede melhoria salarial

Portal 98 FM Natal


Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) anunciaram o início de uma greve a partir da próxima segunda-feira, 28 de julho. A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada na tarde da última quarta-feira (23), promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI-RN).

De acordo com o sindicato, o movimento paredista será iniciado com um ato público em frente à Governadoria, às 8h. A categoria reivindica uma série de pautas que, segundo os trabalhadores, vêm sendo discutidas há meses com o Governo do Estado sem avanços significativos.

Entre os principais pontos da pauta estão: a majoração do auxílio-alimentação; autonomia administrativa e financeira para o Detran; fim das terceirizações; criação de um Programa de Incentivo à Qualificação (PIQ); definição de pisos salariais profissionais; e a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), incluindo reenquadramento e reconhecimento de atribuições.

Segundo o SINAI-RN, essas reivindicações são viáveis do ponto de vista financeiro. A entidade argumenta que a folha de pagamento atual representa apenas 18% da receita do órgão, o equivalente a 0,41% da folha estadual.

Ainda de acordo com o sindicato, em 2024 foi firmado um acordo com o Governo do Estado que previa o início das discussões sobre o aumento do auxílio-alimentação a partir de janeiro deste ano. No entanto, os dirigentes sindicais afirmam que sucessivas postergações levaram os trabalhadores à decisão pela greve.

Antes da paralisação por tempo indeterminado, os servidores realizaram duas paralisações parciais, nos dias 8 e 15 de julho, como forma de demonstrar a insatisfação da categoria com a falta de respostas às demandas apresentadas.

Até o momento, não houve manifestação do Governo do Estado sobre o início da greve.

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Geral

Operações sobre desvios milionários se multiplicam em órgão cobiçado por partidos

Folha de São Paulo


O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi alvo de pelo menos 11 operações da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) desde 2018. O órgão é cobiçado por partidos políticos, com uma influência que se estende por diferentes governos.

As investigações têm o objetivo de combater o desvio de dinheiro público em estados de todas as regiões do país. Os inquéritos envolvem suspeitas de fraude em licitação, cobrança de propina, direcionamento de obras e superfaturamento. Os casos tramitam sob sigilo.

Na última semana, uma ação realizada pela PF teve entre os alvos um suplente de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado. O parlamentar não é investigado.

O órgão, atualmente vinculado ao Ministério dos Transportes, é palco histórico de escândalos de corrupção e de atuação de partidos, por ser responsável por obras em rodovias e ferrovias federais espalhadas pelas bases eleitorais dos políticos.

No primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2011, suspeitas de irregularidades levaram ao afastamento da cúpula do Dnit e resultaram em um pedido de demissão do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

A pasta era comandada à época pelo PR, que se tornou o atual o PL —Nascimento foi presidente do partido—, e seguiu sob controle a legenda durante o governo de Michel Temer (MDB).

Atualmente, o Ministério dos Transportes é chefiado por Renan Filho, ex-governador alagoano filiado ao MDB. O Dnit é dirigido pelo ex-superintendente do órgão em Alagoas Fabricio de Oliveira Galvão.

O departamento afirma que atua constantemente para prevenir e sanar casos de fraude e corrupção e, muitas vezes, detecta indícios de irregularidades e os encaminha para órgãos de investigação. Segundo o departamento, esse foi o caso da operação no Amapá.

Mesmo com trocas de gestões presidenciais e de ministérios, as suspeitas sobre irregularidades em obras e ações do órgão não cessaram.

Só uma dessas operações, chamada Rota BR-090, teve oito fases deflagradas de 2019 a 2023. A investigação levantou desconfianças sobre desvios em contratos de mais de R$ 2 bilhões em Minas Gerais.

Outra operação foi a Círculo Fechado, de 2020, centralizada no Distrito Federal. O caso envolveu a suspeita de desvio até em contratações feitas na área de tecnologia da informação e resultou no bloqueio de R$ 40 milhões dos investigados.

Folha de S.Paulo

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FutebolEsporteFlamengo

Corinthians e São Paulo caem, e Flamengo aumenta liderança como maior torcida do país; veja ranking

O Globo


A arquibancada mudou ligeiramente de desenho. Corinthians e São Paulo recuaram além da margem de erro, e o Flamengo, mesmo mantendo números estáveis, abriu ainda mais vantagem como dono da maior torcida do Brasil. É com essa conclusão em meio a esse clássico dos gigantes que O GLOBO dá o pontapé inicial na publicação da maior pesquisa sobre torcidas da história do país — e não só sobre quantidade. Ao longo das próximas semanas, nas comemorações dos seus 100 anos, o jornal vai explorar o perfil completo do torcedor brasileiro: o grau de fanatismo, o engajamento com o clube, o relacionamento com a seleção e até as simpatias por times estrangeiros.


O jogo começa com a pergunta mais simples e popular do futebol: “Você torce ou tem simpatia por qual time brasileiro? E por mais algum?”. Essa foi a primeira questão feita pelo Ipsos-Ipec a 2.000 brasileiros com mais de 16 anos, entrevistados presencialmente entre os dias 5 e 9 de junho, em 132 municípios de todas as regiões do país. A metodologia desta pergunta foi a mesma adotada em parceria com O GLOBO na pesquisa de 2022, e permitia ao entrevistado citar espontaneamente até dois clubes. Caso indicasse um coração “dividido”, ambas as paixões foram contabilizadas.

Contabilizados os números, é possível afirmar: o Flamengo não apenas manteve sua posição, como consolidou sua liderança. Embora tenha oscilado levemente para baixo — de 21,8% para 21,2%, variação dentro da margem de erro de 1,8% —, a estabilidade rubro-negra contrasta com a queda significativa dos adversários diretos.

A queda mais acentuada foi a do Corinthians, que despencou de 15,5% para 11,9% — recuo de 3,6 pontos, mais que o dobro da margem de erro do clube (1,4%). Já o São Paulo caiu de 8,2% para 6,4%, uma variação de 1,8 ponto percentual, também acima de sua margem de erro (1,1%). O tricolor paulista agora aparece em quarto lugar, ultrapassado numericamente pelo Palmeiras, que teve uma oscilação negativa de 7,4% para 6,5%, mas ainda dentro do intervalo tolerado pelo levantamento. Os rivais estão empatados tecnicamente em terceiro.

O Globo

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Polícia

Tiros e desespero no velório da namorada do criminoso Pica-pau: “Foi um terror”

BNews Natal

As repercussões sobre a Operação Cratos, que resultou em confronto que durou mais de 20 horas, no último fim de semana, entre Marcelo Pica-pau, um dos criminosos mais temidos do Rio Grande do Norte, e as forças de segurança do Estado continuam ganhando espaço nas mídias.

No momento das despedidas, o local teria sido invadido por muitos gritos e tiros; homens armados entraram nas dependências da associação, onde o velório e a cerimônia estavam acontecendo e abriram fogo contra todos, sem distinção. O clima, que era de tristeza por conta da morte da jovem, rapidamente se transformou em terror e medo.

Os criminosos teriam chegado em uma carro, e sem emitirem uma única palavra começaram a disparar tiros em todas as direções; o que provocou uma enorme correria por parte dos presentes. Muitas pessoas se jogaram no chão, na tentativa de se protegerem, já outras começaram a passar mal, e uma idosa por pouco não foi atingida por uma bala perdida. O desespero e o caos se instalaram por todo o ambiente do velório

Uma mulher, que também participava do momento de homenagem e despedida pela morte de Jamily Xavier, foi atingida de raspão e precisou ser socorrida. Formou-se um verdadeiro cenário de filme de terror para todos.

“Foi um terror, tive que me esconder atrás de uma cadeira, nunca pensei que iria viver uma cena dessa no velório de alguém tão próxima”, relatou uma testemunha em estado de choque.

Até o momento, os criminosos não foram identificados pela polícia; todos fugiram do local sem deixar pistas.

Bnews Natal

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FutebolNatalAmérica

América vence o Horizonte e encerra 1ª fase na liderança do grupo A3 da Série D

Tribuna do Norte

O América venceu o time do Horizonte-CE pelo placar de 2 a 0. Os gols foram marcados por Giva e Hebert. Com o resultado, o alvirrubro potiguar fica na primeira colocação do grupo A-3, com 27 pontos. A partida ocorreu na tarde deste domingo (27), na Arena das Dunas, em Natal.

De acordo com a tabela de classificação, o próximo adversário do América – na primeira fase do mata-mata – será a equipe da Juazeirense-BA. Por ter ficado na primeira colocação, o Dragão vai decidir o segundo jogo em casa.

O Alvirrubro foi logo fazendo pressão contra o time cearense. Logo aos doze minutos, Giva marcou de cabeça após cruzamento de Souza.

O segundo gol veio em outro escanteio, também cobrado por Souza, que passou por toda a defesa cearense, e Hebert apenas completou para as redes.

Tribuna do Norte

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Política

Amadurecimento leva jovens a se afastarem da esquerda, aponta pesquisa

Gazeta do Povo

Uma pesquisa sobre juventude e política no Brasil revelou um dado surpreendente, embora cada vez mais perceptível no debate público: os jovens brasileiros tendem a começar a vida política identificados com pautas da esquerda ou progressistas, mas, à medida que amadurecem, migram para o centro ou mesmo para a direita do espectro ideológico. Essa guinada é acompanhada por mudanças emocionais e de prioridades ao longo da vida adulta.

O estudo, intitulado “O que pensam os jovens brasileiros?”, foi conduzido pela AP Exata entre abril de 2024 e abril de 2025, e espectro político. O levantamento “O que pensam os jovens brasileiros”, encomendado pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), traça um retrato inédito da juventude entre 16 e 30 anos. A pesquisa analisou cerca de 500 mil publicações em redes sociais, em 145 cidades de todos os estados do país, cruzando dados por meio de inteligência artificial, análise de emoções e netnografia — a observação de interações digitais em plataformas como TikTok, YouTube, X, Threads, Discord e Instagram.

Os dados mostram que 44,5% dos adolescentes entre 16 e 18 anos apresentam conexão com pautas de esquerda – sobretudo aquelas ligadas a justiça social, igualdade racial, feminismo, meio ambiente e direitos LGBT+. É uma militância simbólica, alimentada por memes, trends e discursos emotivos, com linguagem altamente digital e estética marcada por cultura pop e gírias.

Mas essa afinidade vai enfraquecendo com o passar dos anos. Entre os 19 e 24 anos, a esquerda ainda lidera a preferência, mas com um recuo para 33,7%, pressionada por críticas internas à coerência e à eficácia das causas defendidas. Já na faixa entre 25 e 30 anos, o número despenca para 18,9%. Nesse grupo, o discurso da esquerda perde espaço para preocupações mais práticas, como trabalho, mercado, saúde mental e estabilidade pessoal.


Centro e direita

Em contrapartida, a direita, que representa 13,5% dos jovens de 16 a 18 anos, cresce para 21,8% na faixa dos 19 a 24 anos e se mantém em patamar elevado (17,6%) entre os mais velhos. A ascensão é impulsionada por jovens que rejeitam o que consideram "excessos progressistas", aproximando-se de discursos ligados à família, religião, autoridade e liberdade econômica.

O centro político, por sua vez, surge como a grande preferência dos jovens entre 25 e 30 anos. Com 27,4% de identificação, é visto como um porto seguro por aqueles que já se desencantaram com os extremos ideológicos e buscam soluções realistas para problemas concretos do cotidiano — como mobilidade, emprego e corrupção.

Segundo a pesquisa, as conexões políticas dos jovens não são moldadas apenas por argumentos racionais, mas, sobretudo, por experiências emocionais. A análise identificou oscilações marcantes nas emoções dominantes conforme a idade. Na adolescência, predomina a tristeza e o medo, ligados às inseguranças do futuro. Na juventude universitária, cresce a raiva e o desgosto, reflexos de frustrações com a política e a vida adulta. Já na fase final da faixa etária, o que impera é o desencanto: tristeza e medo atingem os maiores índices, enquanto alegria, confiança e esperança entram em colapso.

Nesse contexto, cresce também o ceticismo: 25,2% dos jovens de 25 a 30 anos já não acreditam em partidos, líderes ou instituições. Muitos abandonam a militância por considerá-la inócua, ou por frustração com a incoerência entre discurso e prática. A apatia política, por sua vez, reaparece com força nessa fase final, atingindo 10,9% dos jovens — sinal de um afastamento silencioso do debate público.


Regionalismos

As emoções e as prioridades também variam de acordo com a região do país. O Sudeste lidera em tristeza e desconfiança; o Nordeste é o mais esperançoso e engajado culturalmente; o Norte busca valorização identitária; o Centro-Oeste se destaca pelo otimismo e desejo por inovação; e o Sul oscila entre nostalgia e rigidez. Esses traços moldam as formas de engajamento político e a linguagem que ressoa entre os jovens de cada território.

Para especialistas, a mensagem da pesquisa é clara: guinada ideológica dos jovens é, antes de tudo, um reflexo das batalhas internas entre sonho e realidade, esperança e frustração, utopia e pragmatismo e os partidos e movimentos políticos que desejarem dialogar com a juventude precisarão abandonar fórmulas prontas e discursos verticais.

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EconomiaMundo

Trump fecha acordo comercial com União Europeia e anuncia tarifa de 15%: “O maior já feito”

Gazeta do Povo

Durante encontro realizado neste domingo (27) na Escócia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo acordo comercial com a União Europeia. Em vez dos 30% inicialmente previstos, será aplicada uma tarifa de 15% sobre as exportações do bloco europeu aos EUA.

A reunião foi realizada com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo Trump, o pacto inclui um investimento europeu de US$ 600 bilhões nos Estados Unidos — sendo US$ 150 bilhões destinados ao setor de energia e outra parcela significativa voltada à área de defesa.

“Esse é o maior acordo comercial já fechado entre nós”, afirmou Trump, destacando que o mercado europeu continuará sendo estratégico, mas exigirá reciprocidade nas trocas.

O presidente americano ressaltou ainda que, em caso de formalização do pacto, as tarifas deixarão de ser um ponto de atrito entre as partes. Ele também indicou que medicamentos devem ser excluídos da lista de produtos tarifados. "Se acordo houver, esse será o fim da discussão sobre tarifas com a União Europeia", disse.

Questionado por jornalistas, após a reunião, se os 15% poderiam ser reduzidos, Trump respondeu: “Se por melhor você quer dizer menor, então não.” O republicano ainda classificou o bloco europeu como um “mercado muito fechado”, especialmente em relação a automóveis e produtos agrícolas dos EUA.


Von der Leyen: “Trump é um negociador duro”


Segundo a agência France Presse, o comércio anual entre Estados Unidos e União Europeia movimenta cerca de US$ 1,9 trilhão em bens e serviços. O acerto, se confirmado, ainda precisará ser aprovado pelos 27 Estados-membros do bloco, cujos representantes devem se reunir ainda neste domingo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou a postura firme do presidente norte-americano: “Trump é um negociador duro, mas se chegarmos a um entendimento, será o maior acordo já alcançado por ambos os lados.”

Trump também sinalizou avanços com outros parceiros. Segundo o presidente, os EUA estão próximos de fechar um acordo com a China e iniciaram conversas com Camboja e Tailândia para discutir termos tarifários.

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Economia

Pesquisa mostra que 4 a cada 10 brasileiros estão endividados; preocupação com dívidas afeta saúde mental

G1

Quatro em cada dez brasileiros estão endividados. Além do bolso, a maioria sente o impacto também na saúde emocional. As dívidas têm mesmo tirado o sono de muitas famílias no país. Uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, mostra que quatro em cada dez (39%) brasileiros estão endividados.

37% acreditam que vão quitar a dívida este ano, mas 24% dizem que vão demorar muito para pagar. A maioria dos endividados diz que a preocupação com as contas compromete a saúde.

“77% afirma que o endividamento afeta a saúde emocional, afeta as relações familiares, afeta a qualidade de vida”, diz Amaury Oliva, diretor de sustentabilidade e cidadania financeira da Febraban.

Fabiana Zanelatto é vendedora e tem uma dívida que supera em doze vezes o salário que ganha. Ela diz que nunca foi organizada com as contas e em janeiro, quando foi demitida, as despesas se acumularam de vez.

“A gente tenta cobrir uma dívida com outra e aí não dá certo isso. Aí você deita, você pensa que vai dormir, aí seu cérebro já começa. Do nada, vem a cobrança ‘E essa dívida? E o aluguel? E o condomínio? E não sei o quê que tem que pagar, como que eu vou fazer?'”

Das pessoas ouvidas na pesquisa, mais de 60% afirmaram que recorrem com frequência a algum tipo de crédito. O mais comum é o cartão, mas também foram mencionados os empréstimos pessoais.

Sem o planejamento adequado, esse tipo de comportamento pode levar a um endividamento descontrolado. Se a pessoa não pagar o valor total na data certa, a dívida vai só aumentando por causa dos juros altos.

Uma fatura de mil reais no cartão de crédito, por exemplo, pode chegar a quase R$ 1600 se a conta ficar atrasada por três meses.

O estudo ouviu três mil pessoas nas cinco regiões do país. 55% dos entrevistados admitiram que entendem pouco ou nada de educação financeira.

g1

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Política

Supremo sem freios: como o STF instituiu uma juristocracia no Brasil e minou o Estado de Direito

Gazeta do Povo

Nos últimos anos, uma transformação silenciosa – porém profunda – tomou corpo no coração institucional do Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF), originalmente concebido como o guardião técnico da Constituição, passou a ocupar o centro do poder político nacional. O fenômeno, apontado por juristas, acadêmicos e advogados, tem nome: juristocracia – um sistema em que juízes, sem representação popular, governam de fato, praticamente substituindo o Legislativo e limitando o Executivo.

Essa reconfiguração da República não se deu por reformas constitucionais nem por plebiscitos. O novo regime emergiu, como apontam juristas que escreveram sobre o tema para a Gazeta do Povo, a partir de decisões judiciais da Corte que, gradualmente, extrapolaram cada vez mais os limites estabelecidos pela Carta de 1988 para a atuação do STF. O que deveria ser autocontenção converteu-se em ativismo. E o que se esperava ser imparcialidade técnica transformou-se em vontade política revestida de toga.

De intérprete da Constituição a legislador

"O STF transformou-se em um poder político – e isso é péssimo para o Brasil", alertou o jurista Ives Gandra da Silva Martins em artigo publicado na Gazeta. Em vez de atuar como "legislador negativo", ou seja, anulando leis inconstitucionais, o Supremo passou a legislar positivamente, impondo decisões e praticamente tomando o lugar do Congresso Nacional em discussões sensíveis e complexas como o aborto, o marco temporal das terras indígenas e a regulamentação das plataformas digitais.

Esses temas, por sua profundidade e impacto, exigiriam deliberação política no Congresso – onde o pluralismo, o voto e o debate prevalecem. Mas o STF os absorveu, deliberou e decidiu, em muitos casos atropelando o Parlamento. Assim, não apenas minou a função legislativa como tornou o direito imprevisível, gerando insegurança jurídica. "A Constituição não outorgou ao Supremo a prerrogativa de criar normas. Quando isso acontece, o princípio da separação dos poderes é afetado", ressalta Gandra. "Hoje temos três Poderes políticos e não dois políticos e um técnico", resume.


O juiz que investiga, acusa e julga

No campo penal, a erosão institucional é ainda mais alarmante. Em investigações como os inquéritos das fake news, das milícias digitais e dos atos antidemocráticos, o Supremo criou procedimentos que afrontam os pilares do devido processo legal. Adriano Soares da Costa, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Público, chama o fenômeno de "regime de exceção" e denuncia a criação de um "direito penal do inimigo", onde o juiz que julga é também quem acusa e investiga.

Medidas como prisões preventivas, bloqueio de contas bancárias e suspensão de redes sociais têm sido determinadas sem participação do Ministério Público e sob sigilo, frequentemente baseadas em relatórios de entidades não oficiais. Muitas dessas medidas sequer geram processos judiciais subsequentes – são punições sem julgamento. E, para agravar, as vítimas dessas decisões não têm sequer a quem recorrer: plataformas digitais não podem contestar as ordens judiciais, e os cidadãos sequer são notificados.

Imparcialidade comprometida

A imparcialidade, virtude essencial da magistratura, também parece em declínio, apontam os juristas. Um caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes é emblemático nesse sentido, segundo juristas. Após ser alvo de ameaças, ele declarou-se impedido de julgar a parte do processo que envolvia sua família, mas manteve-se relator da parte que investigava ataques ao Estado de Direito – embora os réus e os fatos fossem os mesmos.

Para o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, em artigo escrito para a Gazeta, trata-se de "jurisdição voluntarista, despida da imparcialidade". Trata-se de algo tão evidente que até a OAB nacional e seccionais como a do Paraná já se manifestaram contra os chamados "inquéritos excepcionais" conduzidos pelo Supremo, especialmente pela "relatoria estendida e ilimitada" do ministro Moraes. O uso crescente de decisões secretas e a supressão do contraditório têm minado, segundo Casagrande Pereira, a confiança do público no STF. Ele cita a Pesquisa do instituto ProDat que mostrou que a aprovação da Corte caiu de 31% em 2022 para 14% em 2024.


A cultura do magistrado iluminado

Mas os problemas não se limitam à estrutura processual ou à expansão de competências. O historiador Jean Marcel Carvalho França vê, por trás das ações do Supremo, uma cultura de poder tecnocrático que se coloca acima da vontade popular. Inspirados em um ideal de "juiz esclarecido", ministros se consideram legitimados a "educar o cidadão ordinário" e a corrigir, por meio de decisões judiciais, os rumos políticos do país. "Esses juízes passaram a se ver como protagonistas de uma missão transformadora. Não aplicam apenas a lei – tentam impor um modelo de sociedade ideal, baseado em valores que consideram mais justos ou modernos", afirma França em artigo de opinião.

Segundo o historiador, essa postura é fruto da formação universitária enviesada, da influência de ONGs e lobbies internacionais, e de um sistema de seleção que privilegia o alinhamento ideológico. "O direito operado nos tribunais virou-se contra a lei", escreve. A jurisprudência passou a relativizar ou reescrever normas aprovadas pelo Legislativo, esvaziando o papel dos parlamentares e fomentando o descrédito no voto. "Os eleitos já não podem governar – são apenas executores de decisões judiciais", conclui.

O novo regime da toga

Ao acumular funções típicas dos outros Poderes – legislar, administrar, punir, censurar – o Supremo consolidou um papel que a Constituição não lhe atribuiu. Sob o argumento de proteger a democracia, adotou práticas que ferem seus próprios fundamentos: o princípio da legalidade, o contraditório, a separação dos poderes, a soberania popular.


Esse deslocamento de poder institui, de fato, um novo regime. Não mais o presidencialismo de coalizão, com todos os seus defeitos. Mas um presidencialismo tutelado, no qual o Executivo governa sob vigilância constante da Corte, e o Legislativo é frequentemente atropelado. Em última instância, trata-se de uma forma de governo de juízes – sem voto, sem alternância, sem controle. A história mostra que regimes fundados na exceção, mesmo quando motivados por boas intenções, terminam por corroer completamente as bases que pretendiam proteger. Como alertam os juristas, a democracia representativa brasileira, frágil e jovem, corre esse risco. E talvez já o esteja vivendo.


Gazeta do Povo

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Política

Taxação não é culpa de Bolsonaro: Brasil está pagando o preço da política externa de Lula

Gazeta do Povo


Neste artigo busco expor minha opinião sobre o complexo impasse tarifário entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto a maioria dos comentários têm abordado o tema sob um ponto de vista político, quero focar o assunto em outra perspectiva. Quase simultaneamente, Donald Trump decidiu que, a partir de 1º de agosto, o Brasil, governado pelo presidente Lula, pagará uma tarifa de 50% sobre os produtos exportados para aquele país, enquanto a Argentina, de Javier Milei, terá tarifa zero para suas exportações. Por que essa diferença?

Acredito que os motivos sejam diversos, mas destaco alguns: o presidente Javier Milei não ataca o presidente Trump, seu governo nem os Estados Unidos, ao contrário do governo Lula. Ele conseguiu organizar as contas de seu país, ao passo que o Brasil apresenta déficits monumentais, forçando o presidente do Banco Central a manter os juros elevados. Milei está fazendo a "lição de casa": gasta o que tem e permite que a sociedade prospere, afinal, não é a burocracia que deve crescer. O resultado é claro: a Argentina exportará para os Estados Unidos com tarifa zero, enquanto nós teremos uma tarifa de 50%.


Quero deixar claro o seguinte: o problema da taxação de 50% aos produtos brasileiros não foi provocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram, sim, as constantes e desnecessárias críticas do governo brasileiro ao governo Trump, feitas sem nenhuma contrapartida de benefício, que levaram a essa situação


Ocorre que a Argentina, em grande parte, possui os mesmos produtos de exportação que o Brasil. Para ilustrar, ambos os países são fortes no setor agropecuário. Consequentemente, perderemos esse mercado para a Argentina.

Mas por que tudo isso está acontecendo? Desde o início de seu governo, o presidente Lula tem atacado os Estados Unidos gratuitamente. Ele se mostra mais amigo de ditadores como os da Rússia, China, Cuba, Irã e até mesmo da Venezuela. Vale lembrar que ele enviou o embaixador brasileiro à posse daquele que é considerado o fraudador das eleições na Venezuela, além de manter uma posição absolutamente contrária a Israel, apoiando, por decorrência, os grupos terroristas Hamas e Hezbollah.


Vale ressaltar que não sou favorável à forma como Israel está agindo em relação ao povo palestino. Contudo, compreendo que era necessário que se fizesse algo em função daquele ataque terrorista, no qual mil e trezentas pessoas foram mortas e cerca de duzentas mantidas reféns.

Além disso, o presidente brasileiro também tem explicitado publicamente seu apoio ao Irã. Inclusive, segundo o que circula na imprensa e está sendo investigado, haveria o envio de urânio para que aquele país, uma ditadura sob a liderança de seu amigo, possa desenvolver uma bomba atômica. Cedida a terroristas, essa arma colocaria em risco a paz mundial.

É preciso ainda lembrar das recentes declarações feitas, após a última reunião do BRICS, quando o presidente Lula expressou críticas contundentes à política externa dos Estados Unidos, especialmente em relação a questões comerciais e a necessidade de uma nova moeda para substituir o Dólar, assim como sua visão sobre a ordem global. Portanto, são ataques desnecessários direcionados ao governo Trump e aos Estados Unidos.

Assim, a impressão que tenho é que os ataques gratuitos do presidente Lula aos Estados Unidos e sua preferência pelas ditaduras do Irã, da Rússia, da China, de Cuba e da Venezuela foram o motivo pelo qual o presidente Trump taxou o Brasil, enquanto Milei conseguiu tarifa zero para a Argentina e, consequentemente, capturará o mercado brasileiro nos Estados Unidos.


Se o Brasil tiver seus produtos taxados em 50% a partir de 1º de agosto e essa decisão não for inteligentemente negociada pelo Ministério de Relações Exteriores com os Estados Unidos, os mesmos produtos que exportamos serão exportados pela Argentina. Isso permitirá que ela recupere sua economia, que já está sem déficit, algo que não acontece com o Brasil. Além de perdermos esse mercado, enfrentaremos sérios problemas de infraestrutura, matérias-primas e tecnologia, essenciais para o Brasil, especialmente considerando que o presidente Lula está prometendo retaliação.

Quero deixar claro o seguinte: o problema da taxação de 50% aos produtos brasileiros não foi provocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram, sim, as constantes e desnecessárias críticas do governo Lula ao governo Trump, feitas sem nenhuma contrapartida de benefício, que levaram a essa situação. Isso prejudica muito determinados setores da economia brasileira, resultando na entrega para a Argentina de um mercado que era nosso, representando 12% de toda a exportação do Brasil.


Essa é uma questão que demanda profunda reflexão, inclusive por parte do governo e do Ministério das Relações Exteriores, que precisarão ser muito hábeis para negociar e, quem sabe, conseguir suspender essa tarifa antes de 1º de agosto.


Gazeta do Povo

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Acade mia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

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Mundo

Trump mostra força política com economia em alta, aponta Wall Street Journal

Gazeta do Povo

Mesmo diante de críticas a algumas políticas específicas, o presidente Donald Trump mantém estabilidade em sua aprovação popular, apoiado especialmente pela base republicana e por uma percepção mais otimista sobre a economia. É o que revela uma pesquisa divulgada pelo Wall Street Journal nesta semana.

Segundo o levantamento, 46% dos eleitores aprovam o desempenho de Trump, número inalterado desde abril. Ainda que a maioria (52%) desaprove seu trabalho, o presidente segue forte entre republicanos: 88% o aprovam, sendo que 66% o fazem com entusiasmo.

O estudo mostra que a percepção econômica melhorou consideravelmente: 47% avaliam a economia como “boa” ou “excelente” — alta de 11 pontos percentuais em relação a abril, alcançando o melhor índice desde 2021. Já a taxa dos que consideram a economia “ruim” caiu de 63% para 51%.

Além disso, menos eleitores relatam estar enfrentando dificuldades severas por causa da inflação, e o pessimismo em relação ao futuro da economia também diminuiu: a diferença entre os que acham que a economia está piorando e os que acreditam que está melhorando caiu de 26 para 8 pontos percentuais.


Apesar da estabilidade no cenário geral, há desaprovação em temas pontuais. A lei de impostos e gastos, por exemplo, é reprovada por 52% dos eleitores, enquanto 42% apoiam. A agenda tarifária também sofre resistência, com desaprovação 17 pontos acima da aprovação.

No tema da imigração — carro-chefe do presidente —, a avaliação é dividida: a condução da “imigração ilegal” recebe mais apoio, enquanto a “imigração” em geral é vista com maior ceticismo.

Eventos recentes como o bombardeio a instalações nucleares iranianas, o programa de deportações e a polêmica sobre tarifas não afetaram a imagem do presidente. “Eles chamaram Reagan de presidente Teflon. Trump também tem isso dentro dele”, afirmou o pesquisador democrata John Anzalone, que conduziu a pesquisa em parceria com o republicano Tony Fabrizio. Segundo ele, “Trump provoca controvérsias, mas elas raramente o atingem”, relatou o WSJ.

Cenário político permanece competitivo

Segundo o Wall Street Journal, o nível de aprovação do ex-presidente Donald Trump — hoje na casa dos 40% — pode ser decisivo nas eleições legislativas do próximo ano. “Na política atual, a faixa dos 40% representa os novos 50%”, afirmou o estrategista republicano Bill McInturff, em declaração ao jornal. “No ambiente hiperpartidário atual, se Trump conseguir manter o apoio nessa faixa, teremos um ciclo incrivelmente competitivo em 2026.”


A avaliação faz parte de uma pesquisa feita com 1.500 eleitores registrados, entre 16 e 20 de julho de 2025. As entrevistas foram feitas por telefone fixo, celular e também via mensagens de texto com convite para participação online. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais para a amostra completa.

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EducaçãoRN

RN tem o terceiro pior índice de alfabetização do Brasil, aponta MEC

Tribuna do Norte

O Indicador Criança Alfabetizada aponta que 60,7% das crianças do Rio Grande do Norte não estavam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental em 2024, na rede pública de ensino. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e colocam o estado como terceiro pior no ranking nacional.

O Indicador é construído com base em avaliações aplicadas pelos sistemas estaduais de ensino. A prova contém 16 questões de múltipla escolha e três questões abertas, incluindo uma produção de texto. O critério de avaliação considera se a criança é capaz de ler pequenos textos, identificar informações em textos curtos e interpretar tirinhas e quadrinhos, mesmo com eventuais desvios ortográficos.

O estado ficou abaixo da média nacional, que alcançou 59,2% em 2024. O índice brasileiro cresceu 3,2 pontos percentuais em relação a 2023, quando era de 56%, aproximando-se da meta para 2024 de 60% prevista pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).

A coordenadora do programa de formação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada no RN, Elaine Sobral, defende que “não é possível verificar possíveis repercussões da formação nesse resultado” e que “no final do ano passado ainda estávamos desenvolvendo as atividades dos primeiros e segundos módulos da formação nos municípios”, diz.

Conforme Sobral, em setembro vão acontecer seminários entre educadores da plataforma para discutir como melhorar as práticas na vivência de formação de crianças no RN.

No ranking nacional, o RN fica à frente apenas de Sergipe (38,4%) e Bahia (36,0%). De acordo com o MEC, os estudantes potiguares foram classificados como estando “abaixo do nível 1” de proficiência, a categoria mais baixa na classificação. Em 2024, o RN subiu 2,3 pontos percentuais. Apesar disso, não atingiu a meta para o ano, que era de 44%.

Os dados divulgados contemplam 151 municípios potiguares. Desses, 134 estão abaixo da média nacional. Os percentuais variam entre 21,43% e 78,95%. Entre os municípios com melhor desempenho em alfabetização estão: Francisco Dantas (78,95%), Barcelona (74,35%), Encanto (67,02%) e Grossos (65,35%). Já os piores índices foram registrados em Almino Afonso (21,43%), Caiçara do Norte (26,47%), Bento Fernandes (29,29%) e Carnaúba dos Dantas (29,88%). A capital, Natal, não aparece na listagem por município.

A diretora do Núcleo de Educação da Infância (NEI), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Denise Bortoletto explicou que esse índice é preocupante e impacta diretamente na formação educacional do estado: “a criança leva ao longo da sua vida escolar marcas. Quanto menor a criança, maior a necessidade do professor ser qualificado e formado para lidar com essas questões. Quando a gente tem o protagonismo das crianças desde as primeiras séries, elas vão criando concepções. É pensar na criança como um sujeito crítico”, defende.

Segundo o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime RN), Pretrúcio Ferreira, a educação potiguar está construindo uma nova cultura de resultados. Para ele, apesar do baixo índice geral, o estado teve uma elevação. “A Undime considera os 67 municípios que atingiram suas metas. Além disso, 88 municípios elevaram seus indicadores e estão se empenhando fortemente nesse trabalho”, afirmou.

Ferreira também destacou a atuação do programa Ciranda Potiguar, que tem apoiado os municípios nesse processo de alfabetização. Segundo ele, “há agora uma rede de monitoramento com avaliações, contribuindo para a consolidação de uma nova cultura de resultados no estado”.

Em nota, a Secretaria de Educação do RN destacou o avanço em relação a 2023 e informou que, nos últimos dois anos, o Governo do Estado investiu mais de R$ 33 milhões em formação de professores, distribuição de materiais didáticos e ações de acompanhamento pedagógico.

Educação pública tem gargalos

De acordo com a diretora do NEI, gargalos na educação pública podem ter justificado esse índice: “muitas vezes a gente vê os professores com uma carga de trabalho imensa. Eles não têm tempo para organizar as aulas e se planejar”, explica Bortoletto.

Para ela, o professor precisa fazer um planejamento detalhado que consiga passar para a criança o conhecimento de não só ler, como entender a mensagem que está sendo passada no texto. Compreensão de textos é um dos critérios avaliados pelo MEC na prova para medir o índice.

Ela destaca que a responsabilidade não é do professor, mas sim de um conjunto de fatores. “A gente precisa pensar em políticas públicas voltadas para os professores, especialmente voltadas para a alfabetização”.

Analfabetismo no RN

Segundo o Censo 2022, o Rio Grande do Norte possui 13,9% de pessoas acima de 15 anos analfabetas. No estado, essa porcentagem representa pouco mais de 366 mil pessoas, de um total de 2,6 milhões de pessoas acima da faixa etária mencionada.

O estado registrou uma das piores taxas de alfabetização entre os alunos do 2º ano do ensino fundamental no Brasil, segundo a avaliação amostral do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2023, divulgada em abril de 2025. Apenas 25,9% das crianças potiguares foram consideradas alfabetizadas. O Saeb e o Indicador Criança Alfabetizada possuem metodologias distintas e por isso há divergência entre os números.

O Ministério da Educação diz que o resultado esperado é que, até 2030, toda criança esteja alfabetizada, o que significa resultados maiores que 80% no Indicador Criança Alfabetizada.

Brasil fica abaixo da meta para o ano de 2024

O Brasil registrou 59,2% de crianças alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental na rede pública, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). O percentual, medido pelo Indicador Criança Alfabetizada, ficou abaixo da meta nacional de 60% prevista para 2024, embora represente avanço em relação aos 56% verificados no ano anterior.

A avaliação, baseada em provas aplicadas pelas redes estaduais entre outubro e novembro, envolveu cerca de 2 milhões de estudantes de 42 mil escolas em 5.450 municípios. Entre os 5.312 municípios com dados comparáveis de 2023 e 2024, 3.096 apresentaram crescimento no percentual de alfabetização, e 2.018 atingiram suas metas.

Entre os destaques positivos, o Ceará lidera com 85,3% das crianças alfabetizadas, superando a meta nacional de 80% estabelecida para 2030. Também figuram entre os estados com melhor desempenho Goiás (72,7%), Minas Gerais (72,1%), Espírito Santo (71,7%) e Paraná (70,4%). Ao todo, 11 unidades da federação superaram a meta nacional definida para este ano.

Na outra ponta, oito estados não alfabetizaram nem metade dos alunos ao fim do 2º ano. O Rio Grande do Norte ficou entre os piores do país, com apenas 39,3%, à frente apenas de Sergipe (38,4%) e Bahia (36%). A média potiguar está mais de 20 pontos percentuais abaixo da nacional, o que acendeu o alerta nas autoridades.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o trabalho do MEC está concentrado justamente nas regiões com os piores indicadores. “Estamos atuando diretamente com estados e municípios que mais precisam. Nosso foco são os territórios prioritários, com apoio técnico, formação e presença constante”, afirmou.

A secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, também destacou que cada estado tem sido acompanhado de perto. “Temos equipes dedicadas às regiões com maior dificuldade. É um esforço conjunto para garantir o direito à alfabetização a todas as crianças brasileiras”, disse. A meta é alcançar 64% em 2025 e mais de 80% até 2030.

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FutebolEsporteABC

ABC marca no último lance e empata mais uma na série C

Tribuna do Norte


Jogando fora de casa, o ABC empatou por 1 a 1 contra o Floresta (CE) neste sábado, no estádio Domingão, no interior cearense. A partida era válida pela 14ª rodada do campeonato.

A equipe cearense abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo após Jean aproveitar uma cobrança de escanteio na área e completar para o gol defendido por Pedro Paulo, que não teve chances de defesa.

No último lance da partida, Bruno Leite cruzou na área e Joãozinho empatou para o alvinegro. O goleiro do ABC que impediu a equipe cearense de marcar mais gols com boas defesas, em especial no segundo tempo do jogo. O ABC chega à 13ª colocação com 16 pontos. O próximo jogo do alvinegro é no sábado (2), às 19h30, no Frasqueirão, contra o Figueirense.

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Celebridades

Carlinhos Maia e Lucas Guimarães anunciam fim do casamento

CNN


Os influenciadores Carlinhos Maia, 34, e Lucas Guimarães, 31, anunciaram na noite deste sábado (26) o fim de seu relacionamento, que completou 15 anos em 2025.

Em uma publicação conjunta no Instagram, o ex-casal afirmou que o casamento chegou ao fim sem brigas, mas optaram por seguir caminhos diferentes. “Em gratidão a esse sentimento, que sempre nos protegeu do mundo — e, às vezes, até de nós mesmos —, estamos aqui para comunicar a todos que sempre se importaram conosco que seguiremos caminhos diferentes daqui para frente, como casal.”

De acordo com a dupla, a decisão de encerrar o relacionamento não surgiu agora e partiu de ambos, após reavaliarem a sua relação como casal. “Não foi uma decisão tomada agora. Desde a última (e única) separação que tivemos, sentimos que nos precipitamos por não termos vivido o tempo necessário para reavaliar tudo o que ainda estava fora do lugar”.

“Amamos vocês e esperamos que respeitem nosso espaço — sem maldades, sem picuinhas e sem notícias falsas. Vamos ficar bem”, pediram os influenciadores.

O casal oficializou sua união em 2019, com uma festa para mais de 500 convidados. Na época, Carlinhos aproveitou para ter seus seguidores como parte da celebração, e abriu uma live nas redes sociais para que o público pudesse interagir com o momento.

Em 2022, o casal passou por uma crise e chegou a terminar a relação, mas pouco tempo depois, os dois reataram. Recentemente, Carlinhos confessou, sem citar nomes, que já foi infiel durante um de seus relacionamentos.

CNN

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Geral

De olho em 2026, Lula planeja ao menos 6 novos programas sociais

Poder 360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ao menos 6 projetos para lançar antes das eleições de 2026. Os novos programas sociais são citados publicamente pelo petista como benefícios que seu governo pretende dar a setores da população. A Justiça Eleitoral determina que os candidatos à reeleição têm até 4 de julho (3 meses antes do pleito) para anunciar e fazer propaganda de novas medidas.

A prioridade do petista é a aprovação da isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e o desconto na alíquota para quem recebe de R$ 5.001 a R$ 7.350. O texto, promessa da campanha de 2022, deve ser votado no Congresso até o fim de setembro para que entre em vigor em 2026.

A estimativa para as perdas de arrecadação com a isenção do Imposto de Renda até R$ 5.000 por mês subiu para R$ 31,3 bilhões em 2026 com o parecer apresentado por Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto na Câmara. Antes, a Receita Federal calculava uma renúncia de R$ 25,8 bilhões.


Em outra frente, Lula segue com a ideia de injetar dinheiro em camadas da população que irão aplicar os recursos diretamente em produtos ou serviços, alavancando o PIB (Produto Interno Bruto).

O presidente já disse que prepara linhas de crédito subsidiadas para diversas áreas. Quer emprestar dinheiro para reformas residenciais e para entregadores comprarem motos elétricas. Já até citou aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida para além dos R$ 12.000 atuais, visando a classe média.

A estratégia segue um mantra repetido pelo petista a exaustão em seu 3º mandato: muito dinheiro na mão de poucos cria desigualdade, enquanto pouco dinheiro na mão de muitos traz prosperidade.

Em ano eleitoral, a percepção da economia do país deve ter um peso relevante na aprovação do governo e, consequentemente, do desempenho nas urnas.

O modus operandi de despejar recursos em benefícios para setores específicos antes das eleições foi criticado por Lula e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao longo deste mandato.

O chefe do time econômico já afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma “bagunça” no orçamento federal de 2022 e gastou US$ 60 bilhões para tentar ganhar as eleições.

Nas contas da época, o Poder360 calculou uma despesa de R$ 27 bilhões antes do pleito. Havia benefícios para caminhoneiros, taxistas, um Auxílio Brasil turbinado e até vale-gas.

Este último programa deve ser ampliado por Lula. O MME (Ministério de Minas e Energia) deve lançar em 5 de agosto o Gás para Todos, novo programa social voltado à ampliação do acesso ao gás de cozinha.

A proposta, que deve ser apresentada por meio de uma MP (Medida Provisória), tem expectativa de alcançar 16,6 milhões de famílias –número 3 vezes maior que o público do Auxílio Gás atual, hoje limitado a 5,4 milhões de famílias.

Cortes no Bolsa Família

O maior programa social do governo deve ser assunto no próximo ano. O Executivo intensificou nesta 2ª metade de 2025 o pente-fino que vem fazendo no benefício. De junho para julho, 855 mil famílias deixaram de receber o auxílio. Essa baixa foi a maior em 1 só mês da história do programa social.

O discurso oficial do Ministério do Desenvolvimento Social é que a maior parte dessas pessoas saiu do Bolsa Família porque aumentou de renda. Só que é muito incomum que um corte dessa magnitude ocorra de forma orgânica.

O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) disse ao Poder360 que a estimativa do governo é de que cerca de 2 milhões de pessoas entrem no Bolsa Família. Mas o Executivo cortou o benefício ao menor número em 3 anos. Dias afirma que os cortes, no futuro, serão menores.

Popularidade e Trump

Lula obteve uma melhora na avaliação do governo enquanto capitalizou politicamente nas redes sociais o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Os novos programas devem alavancar mais positivamente essa avaliação quando esse efeito cessar na população. A avaliação no Executivo é que o petista precisa chegar com uma avaliação positiva em 2026 para conseguir angariar apoios de partidos mais ao centro, que atualmente estão mais próximos do grupo dos Bolsonaros.

Pesquisa da Quaest divulgada em 16 de julho mostrou uma recuperação da popularidade do governo. De maio para julho, caiu de 17 para 10 p.p. (pontos percentuais) a distância entre os eleitores que desaprovam (ainda maioria) para os que aprovam.

Segundo a Quaest, hoje 53% desaprovam a gestão federal petista, contra 57% em maio. No caso dos que aprovam, a taxa oscilou positivamente de 40% para 43% nesses 2 meses.

Essa melhora coincide com a campanha que o governo e o PT, partido de Lula, fizeram nas últimas semanas dizendo que é necessário taxar mais os ricos. Também houve outra iniciativa de marketing relevante do Palácio do Planalto, em defesa do que diz ser a soberania nacional contra a ameaça dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros.

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Genial Investimentos. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil, de 10 a 14 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

“O que chama atenção é que a melhora na popularidade se deu principalmente fora das bases de apoio tradicionais do governo”, disse Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Segundo Nunes, 3 fatores explicam a melhora na percepção da população com relação ao governo. São eles:

  • confronto entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump;
  • melhora na percepção econômica;
  • campanha “nós contra eles” promovida pelo governo.

A maioria (79%) diz acreditar que a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros vai prejudicar suas vidas. Já 72% consideram que Trump errou ao impor a taxa ao Brasil sob a justificativa de que haveria perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poder 360

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Geral

Advogados rebatem Moraes: direito de reunião não pode ser limitado

CNN

André Marsiglia, professor de Direito Constitucional, Gustavo Sampaio, professor da Universidade Federal Fluminense, e Vera Chemin, especialista em Direito Constitucional, criticaram a decisão de Alexandre de Moraes de determinar a retirada de parlamentares do PL que estavam acampados na Praça dos Três Poderes.

Os especialistas defendem que o direito de reunião, por ser fundamental, não pode sofrer limitações quando exercido de forma pacífica.

Marsiglia argumentou que o artigo 5º, inciso 16 da Constituição estabelece como única restrição que as reuniões sejam pacíficas e sem armas. “Não me parece que esse risco existisse e, portanto, não há como você, por precaução ou por receio, limitar um direito fundamental”, afirmou.

Manifestação silenciosa

Sampaio ressaltou que o protesto era silencioso e avaliou que a decisão foi influenciada principalmente pelos eventos recentes ocorridos no local. “Se você desconsiderar esse elemento da história recente, eu vou dizer para você que não tem justificativa nenhuma”, declarou.

Sampaio destacou ainda que não havia risco iminente às instalações ou às pessoas que trabalham no local. Segundo ele, tratava-se apenas de “uma manifestação silenciosa” com deputados da oposição acampados em barracas, sem qualquer tipo de manifestação verbal.

Marsiglia alertou sobre os riscos de limitar direitos fundamentais por precaução. “Se por termos receio ou medo de que haja um novo 8 de janeiro, nós coibirmos os direitos fundamentais, então a gente não tem mais a constituição porque não é mais um direito fundamental”, argumentou o especialista.

Já a advogada Vera Chemin, especialista em Direito Constitucional, classificou a determinação de Moraes como “totalmente ilegal e inconstitucional”.

De acordo com Chemin, a própria obra acadêmica de Moraes afirma que autoridades públicas não podem interferir “em eventos dessa natureza”. A advogada ressalta que qualquer intervenção policial só deve ocorrer em casos específicos, como quando um participante porta armas ou comete algum ato ilícito.

Chemin lembra ainda que o Poder Judiciário “só pode atuar a partir do momento em que haja realmente a existência ou a prática de um ato ilícito”.

CNN

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Política

Itamaraty minimizou preocupação dos EUA com Bolsonaro, diz oficial de Trump

UOL

Um funcionário sênior da administração de Donald Trump afirmou que não vê possibilidade de qualquer negociação adiar a entrada em vigor das tarifas de 50% contra o Brasil a partir do dia 1º de agosto. Isso porque até o momento o país não apresentou nada “sério” a ser negociado. O argumento é o mesmo ventilado nos bastidores pela Casa Branca ontem, de que nenhum avanço aconteceu porque os brasileiros não se “engajaram suficientemente” para isso.

As informações são da jornalista Mariana Sanches, colunista do UOL em Washington D.C..

Questionado sobre qual seria o engajamento esperado do Brasil neste momento, este funcionário, que pediu anonimato para comentar o assunto por não ter autorização para falar sobre o tema publicamente, afirmou que a discussão não pode se pautar apenas em comércio, já que a preocupação primordial de Trump seria outra.

“O Itamaraty minimizou as preocupações de Washington sobre o ex-presidente Bolsonaro e a liberdade de expressão, em detrimento de seu governo e de seu povo. O assunto agora se agravou muito além das expectativas deles”, afirmou o funcionário da gestão Trump.

Na carta em que anunciou as tarifas contra o Brasil, em 9 de julho, Trump chamou de “caça às bruxas” o processo judicial a que o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) responde. Entre outros crimes, ele é acusado de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito —os quais nega. Além disso, Trump acusava o STF (Supremo Tribunal Federal) de censurar cidadãos americanos e prejudicar os interesses comerciais de big techs americanas. Desde a divulgação da carta, a gestão Trump e o próprio presidente repetiram diversas vezes o argumento de que Bolsonaro é um perseguido político.

As declarações ecoam o teor da campanha feita há meses em Washington pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo comentarista político Paulo Figueiredo por punições ao Brasil que possam forçar as autoridades do país a aprovar uma anistia a Bolsonaro, a seus aliados e a seus apoiadores.

Além das tarifas, os EUA iniciaram uma investigação por supostas práticas desleais de comércio do Brasil, e o Departamento de Estado anunciou restrição de acesso ao território americano ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro, e ao que chamou de “seus aliados da corte”, em referência a outros sete ministros e a Paulo Gonet, procurador-geral da República. Mas novas ações de Washington são esperadas, tanto por bolsonaristas como pelo Itamaraty. Uma fonte do governo americano afirmou à coluna já ter visto o formulário escrito para impor sanções financeiras da Lei Global Magnitsky contra Moraes.

“O presidente Trump foi claro e o governo americano dispõe de uma ampla gama de ferramentas que pode — e irá — usar para promover suas prioridades. Moraes e sua turma apenas testemunharam o início disso. Isso está longe de acabar”, disse esta fonte do governo Trump.

Até o momento, Trump escolheu não abrir conversas entre a Casa Branca e o Planalto para tentar diminuir a crise bilateral. O governo brasileiro segue fazendo esforços para sensibilizar a gestão do republicano e aposta especialmente em pesos pesados do PIB dos EUA, que terão seus negócios afetados pelo tarifaço, para desbloquear o canal.

Trump já mobilizou tarifas como instrumento de pressão diplomática e comercial contra quase duas centenas de países, entre aliados e adversários. Mas em nenhum desses casos, o republicano exigiu interferência no Judiciário do país para abrir negociação. Até o momento, o governo brasileiro não fez e afirma que não fará concessões políticas ou judiciais aos Estados Unidos. Em Brasília, tal condição para a negociação é vista como extorsão.

“O Brasil não vai negociar sua soberania ou a independência de Poderes com quem quer que seja. Com nenhum outro país do mundo com o qual estão negociando tarifas, os EUA fizeram exigências como esta, de interferência aberta e indevida em assuntos de ordem doméstica. O Brasil segue disposto a negociar nos temas em que uma negociação é possível, mas não aceitará ingerência estrangeira em questões internas. A independência do Poder Judiciário vale tanto nos EUA quanto no Brasil”, afirmou um embaixador brasileiro com conhecimento direto das negociações.

O embaixador Tom Shannon, que liderou a embaixada americana em Washington durante a gestão de Barack Obama, afirma à coluna que a resposta do Itamaraty até o momento foi “óbvia”, já que o Brasil não poderia ceder ao que considerou “um movimento sem precedentes de um presidente americano de usar tarifas para abertamente interferir em assuntos políticos”.

Segundo Shannon, que também é ex-subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, a situação agora “é muito ruim” e o interesse de Trump é “100% em Bolsonaro”. “Brasil está pronto para negociar, mas não existe nenhum interlocutor com quem o país possa ter conversas significativas agora. Trump crê que conseguirá forçar o Brasil a recuar no caso Bolsonaro. Não irá conseguir atingir seu objetivo mas até se convencer disso, a grande perdedora será a relação bilateral”, diz Shannon.Em um artigo de opinião publicado há dois dias, a revista britânica The Economist afirmou que, “desde o fim da Guerra Fria”, os EUA “raramente” interferiram “tão profundamente” em um país latino-americano como Trump tem tentado fazer com a taxa de 50% direcionada ao Brasil por motivos políticos. A publicação porém destaca que, em vez de fortalecer a direita para a disputa eleitoral de 2026, a medida da Casa Branca até agora fortaleceu a posição de Lula, que deve disputar a reeleição.


UOL, coluna da Mariana Sanches

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Política

Moraes ameaça prender deputados e proíbe acampamentos na Praça dos Três Poderes

Gazeta do Povo


Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou novo episódio de tensão entre o Judiciário e parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em despacho emitido na noite desta sexta-feira (25), atendendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes determinou a retirada imediata de deputados federais que montaram acampamento na Praça dos Três Poderes, em Brasília, sob risco de prisão em flagrante. Na sequência, Moraes expediu um complemento à decisão, com uma proibição ainda mais ampla: nenhum novo acampamento poderá ser instalado num raio de um quilômetro da Praça, da Esplanada dos Ministérios ou de quartéis militares.

A ação de Moraes foi desencadeada após o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), conhecido como "Hélio Negão", iniciar um protesto solitário pacífico em frente ao STF, onde montou uma barraca e colou esparadrapo na boca em sinal de "greve de silêncio". Em poucas horas, outros parlamentares aderiram à manifestação, incluindo Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT).  No entendimento do ministro do STF, com a mobilização, os deputados estariam "participando de possível prática criminosa", o que fundamentou a autorização para prisão imediata em caso de descumprimento da ordem.

“Para garantir a segurança pública e evitar novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8/1/2023, determinou-se a proibição de qualquer acampamento em um raio de 1KM da Praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e, obviamente, em frente aos quartéis das Forças Armadas”, justificou o ministro. O despacho do ministro também impôs a remoção forçada e a prisão dos envolvidos em caso de recusa e autorizou a Polícia Militar do Distrito Federal e a Polícia Federal a agirem de imediato para a retirada dos deputados do local.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi pessoalmente à Praça para negociar a retirada dos manifestantes. Em declarações ao jornal Estadão, Ibaneis afirmou: “Vamos tentar tirar pacificamente. Se não saírem, serão presos”. A operação contou ainda com a presença do secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, que alertou para o risco de que a manifestação degenerasse em um novo "8 de janeiro".

Em vídeo gravado na madrugada de sábado (26), o deputado Coronel Chrisóstomo reconheceu a ordem judicial: “Recebemos uma intimação, que veio o governador do DF pessoalmente notificar, com ordem do ministro – já sabem qual – para que pudéssemos desocupar. [...] Nós somos obedientes, mas vamos seguir orientação jurídica”. Ele ainda ressaltou que a mobilização era era pacífica: “Nossa luta é pela liberdade. [...] Liberdade ao nosso grande líder Bolsonaro, e queremos votar o PL da Anistia. É tudo que queremos”.

A manifestação acontece em um momento de crescente tensão institucional. Bolsonaro e vários de seus ex-assessores tornaram-se réus no STF sob a acusação de tentativa de golpe de Estado. Na semana anterior, Moraes havia determinado que o ex-presidente usasse tornozeleira eletrônica, medida que reacendeu protestos entre seus apoiadores no Congresso. O gesto de Hélio Lopes buscava, segundo ele, dar visibilidade à “perseguição política” contra Bolsonaro. Mas o ato acabou servindo como gatilho para uma nova resposta enérgica de Moraes, que tem ampliado o controle sobre manifestações públicas – mesmo pacíficas – considerando-as como “ameaça à ordem institucional”.

Ao final da madrugada, os deputados desmontaram as barracas e deixaram a Praça de forma pacífica, cercados por policiais e sob vigilância da Força Nacional.

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Geral

Frota de motos no Brasil cresce 42% em 10 anos e atinge 35 milhões

Poder 360

A frota nacional de motos cresceu 42% em 10 anos, de 2015 a 2024, quando atingiu 35 milhões de veículos de 2 rodas no país. Os dados são da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

O Brasil produz anualmente cerca de 1,8 milhão de unidades e é o 6º maior fabricante de motocicletas do mundo. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas estão aptas a conduzir motocicletas no país.

Nos últimos 10 anos, Alagoas, Amazonas e Bahia registraram maior aumento no número de habilitados para conduzir motos, com crescimento de 86,3%, 79,7% e 62,6%, respectivamente.

“O levantamento revela que esse avanço não se limita aos maiores centros urbanos nacionais. Alagoas, Amazonas, Bahia e Piauí lideram a lista, demonstrando que o uso da motocicleta tem se expandido por diversas regiões do país, especialmente fora dos principais polos econômicos”, destacou a Abraciclo.

Poder 360 com informações de Agência Brasil

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Política

Lula e seu desprezo pela negociação sobre as tarifas de Trump

Gazeta do Povo


Lula aposta na provocação e se recusa a procurar Trump para discutir tarifas. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

“Ele não quer conversar. Se ele quisesse conversar, ele pegava o telefone e me ligava”, afirmou o presidente Lula na quinta-feira, durante evento em Minas Gerais, em referência ao norte-americano Donald Trump, que anunciou, no último dia 9, a imposição de tarifas de 50% aos produtos brasileiros importados pelos EUA, e que devem entrar em vigor em 1.º de agosto. Uma declaração bastante típica da megalomania do petista: enquanto o mundo inteiro procura os Estados Unidos para negociar a redução das tarifas impostas a vários países, é Trump quem tem de telefonar para Lula, e não o contrário.

Enquanto o setor produtivo brasileiro se desespera com a possibilidade de enormes perdas devido ao tarifaço, levando parlamentares e governadores a tentarem abrir os próprios canais de negociação, outros países, fazendo aquilo que Lula se recusa a fazer, já colheram resultados. Vietnã, Indonésia, Japão e Filipinas estão entre os países que obtiveram reduções nas tarifas. O Reino Unido havia acertado um acordo quando do primeiro tarifaço, em abril. A Argentina já vinha negociando com os Estados Unidos desde antes da vitória eleitoral de Trump, em novembro do ano passado, e intensificou os esforços nos últimos meses. União Europeia e China continuam dialogando com os norte-americanos.

Alguns pontinhos nas pesquisas de popularidade valem muito mais para Lula que a saúde das empresas exportadoras brasileiras

Lula, no entanto, segue firme na retórica que reduz o mundo a um enorme boteco. Depois de sugerir que poderia resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia em uma mesa de bar, usou o jogo de truco para provocar Donald Trump mais uma vez. “Eu não sou mineiro, mas eu sou bom de truco, e se ele estiver trucando, ele vai tomar um seis”, prometeu o petista no mesmo evento, no Vale do Jequitinhonha. Mas Lula é o único a acreditar que tem cartas boas na mão – se é que realmente acredita nisso. O Brasil tem muito mais a perder que os Estados Unidos no caso de uma intensificação da guerra comercial, e é por isso que setores como o de mineração se opõem à aplicação de medidas de reciprocidade, prometida por Lula, afirmando que elas só trariam mais prejuízos.

Difícil imaginar que esses argumentos, por mais sensatos que sejam, sensibilizem o petista. Sua aversão ao setor produtivo como um todo é notória, especialmente quando as empresas insistem em buscar o que é melhor para elas e seus clientes, em vez de “estar de acordo com aquilo que é o pensamento de desenvolvimento do governo brasileiro”, como disse Lula no começo de 2024. O tarifaço de Trump deu um palanque para Lula surfar na onda da “defesa da soberania nacional”, embora estejamos falando de um presidente que não se importa em tomar calotes de colegas ideológicos como Cuba e Venezuela, e que já entregou de mão beijada uma unidade da Petrobras na Bolívia, em 2006. Alguns pontinhos nas pesquisas de popularidade valem muito mais para Lula que a saúde das empresas exportadoras brasileiras.


Trump não irá atrás de Lula porque não é o norte-americano quem está na posição mais frágil. E Lula não quer ir atrás de Trump porque as bravatas e as provocações lhe rendem dividendos em termos de popularidade, e porque ele pode usar o tarifaço como justificativa para jogar de vez o Brasil no colo de russos e chineses. Já o interesse nacional, que exige esforços para abrir o máximo possível de mercados aos produtos brasileiros, fica em último plano, para a agonia de todos – especialmente empresários e trabalhadores – que dependem de uma inserção internacional forte do Brasil.



Gazeta do Povo

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Política

Trump deve usar Lei Magnitsky contra ministros do STF na semana que vem

CNN Brasil


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia impor novas sanções contra autoridades do governo brasileiro, em especial aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), conforme apurou o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna.

A escala acontece em meio à ameaça de tarifas de 50% aos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

A expectativa é de que Trump utilize a Lei Magnitsky para impor restrições contra juízes da Suprema Corte que votaram a favor das punições ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado.

As punições incluem o congelamento de eventuais bens nos Estados Unidos e sanções secundárias, que afetariam instituições e empresas que mantêm negócios com os magistrados.

As restrições podem se estender a serviços bancários e outras operações envolvendo empresas que possuem vínculos comerciais com os Estados Unidos, criando um efeito cascata nas relações financeiras dos alvos das sanções.

Em um cenário de médio prazo, as medidas podem se agravar com o possível descredenciamento da embaixadora Maria Luiza Viotti Ribeiro em Washington, o que representaria na prática sua expulsão dos Estados Unidos.

A motivação das retaliações é política, não comercial. O plano, que já está nas mãos do secretário de Estado americano, segundo fontes ouvidas pela CNN, prevê uma escalada em fases, considerando as prováveis reações do governo brasileiro.

As novas sanções devem atingir inicialmente o alto escalão do Palácio do Planalto, com a suspensão de vistos para entrada nos Estados Unidos. A medida, no entanto, não deve afetar diretamente o presidente Lula nem a primeira-dama, Janja.

O que é a Lei Magnitsky?

A medida, prevista na legislação americana, permite que os EUA imponham sanções econômicas a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

A lei foi aprovada durante o governo de Barack Obama, em 2012, e prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país. Para que a medida seja utilizada, o presidente dos EUA deverá apresentar provas de infrações ao Congresso americano, o que pode incluir notificações extrajudiciais e provas de violação dos direitos humanos.

A lei prevê aplicação para agentes que reprimem denúncias de corrupção, limitam liberdades fundamentais e atuam contra eleições democráticas.

Além dessa medida, Trump também considera impor restrições a empresas e instituições que fazem negócios com esses ministros.

CNN

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Geral

Juristas listam exageros em decisões de Moraes contra Bolsonaro

CNN


Juristas ouvidos pela CNN criticaram exageros em decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última segunda-feira (21), Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro explicasse o descumprimento da proibição de usar redes sociais, uma das medidas cautelares impostas ao ex-presidente no âmbito da investigação pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.

Após os advogados do ex-chefe do Executivo solicitarem explicações sobre a medida, o magistrado reiterou na quinta-feira (24) que Bolsonaro não está proibido de conceder entrevistas aos veículos de imprensa, mas de fazer o uso de redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros.

De acordo com Moraes, a medida cautelar será considerada descumprida caso haja a replicação, por parte de “terceiros”, com conteúdo de Bolsonaro nas redes relacionadas à determinação judicial.

Caio Paiva, professor e ex-defensor público, considera que o parecer trouxe esclarecimentos que poderiam ter sido feitos ainda nas primeiras decisões quanto às medidas cautelares. “Um episódio que deveria ter sido evitado pelo ministro, considerando todo o acompanhamento que há em torno do caso”, destacou.

Paiva, no entanto, considera que o episódio deixou saldo para o STF que não parece positivo, tendo em vista que Moraes considerou que houve descumprimento de medida cautelar, mas decidiu relevar.

Além da proibição de uso de redes sociais, Bolsonaro cumpre recolhimento domiciliar entre 19h e 7h, de segunda a sexta-feira, e em tempo integral aos finais de semana e feriados. E também é monitorado por tornozeleira eletrônica, além de não poder manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados.

A questão foi referendada pela maioria da Primeira Turma do STF.

Para o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, a imposição de uso de tornozeleira a Bolsonaro é contrário à Presidência da República e bastaria o recolhimento de seu passaporte.

“Eu vejo, por exemplo, a colocação de tornozeleira no ex-presidente Bolsonaro como algo contrário à grande instituição, não contrário a ele, cidadão, mas contrário, principalmente, à grande instituição, que é a Presidência da República”, disse Marco Aurélio.

“Onde é periculosidade? Ah, bastaria recolher simplesmente o passaporte, como parece que já foi recolhido, do ex-presidente Bolsonaro. Mas tem-se a utilização de tornozeleira que alcança a dignidade em si da pessoa, que não deixa de ser uma medida cautelar apenadora, já que a liberdade de ir e vir do cidadão fica prejudicada”, seguiu.

O ex-presidente teve seu passaporte apreendido pela PF em fevereiro de 2024.

CNN

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Mundo

Ônibus cai de 50 metros em ravina e deixa ao menos 18 mortos no Peru

O Globo

Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas após um ônibus de dois andares despencar em uma ravina de cerca de 50 metros de altura no Peru. O acidente ocorreu nesta sexta-feira, em uma estrada na região montanhosa de Junín, próxima aos Andes, enquanto o veículo realizava o trajeto entre Lima e a região amazônica do país.

Segundo as autoridades locais, o motorista teria perdido o controle em um trecho sinuoso da rodovia antes de o ônibus sair da pista e despencar no desfiladeiro. De acordo com o jornal inglês The Sub, o impacto foi tão violento que a estrutura do ônibus se partiu ao meio.

“Quinze das vítimas morreram ainda no local. Outras três não resistiram aos ferimentos e faleceram após serem levadas ao hospital”, informou um porta-voz do serviço de saúde da cidade de Tarma, responsável por coordenar o socorro às vítimas.

Entre os mortos estão duas crianças. As autoridades ainda investigam as causas do acidente.

O veículo pertencia à empresa Expreso Molina Líder Internacional e transportava cerca de 60 passageiros no momento da tragédia. Imagens divulgadas pelas equipes de resgate mostram destroços espalhados pela encosta, com janelas estilhaçadas, estruturas metálicas retorcidas e partes da carroceria completamente destruídas.

Equipes de emergência foram mobilizadas para o resgate em uma operação de difícil acesso por conta do terreno acidentado da região. O estado de saúde dos feridos ainda não foi totalmente divulgado.

O Globo

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Política

Líder do União no Senado anuncia entrega de cargos no governo Lula após apoio de Michelle

Gazeta do Povo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) oficializou nesta sexta-feira (25) o apoio à pré-candidatura do líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), ao governo da Paraíba. O parlamentar confirmou o rompimento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou a  devolução de cargas  que havia indicado no estado.

“As cargas estão à disposição. São duas pessoas, duas restrições aqui na Paraíba, na Codevasf e nos Correios. São cargas técnicas, nem são políticas. O mesmo governo que nomeia é o mesmo que exonera”, disse Efraim em entrevista à rádio  CBN João Pessoa  após a inauguração da nova sede do PL na Paraíba.

Ele se declarou “independente” e destacou que sua aliança com o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, busca “aglutinar as oposições”. Efraim também manifestou apoio à pré-candidatura de Marcelo Queiroga (PL), ex-ministro da Saúde, ao Senado.


“A pré-candidatura está oficializada. Hoje a gente recebe esse apoio do PL nessa missão de aglutinar as oposições […] Eu sou independente. Lula não veio aqui para pedir voto para mim. Então, eu não tenho compromisso nenhum de defesa política do governo. Continuo nesse caminho com independência, seguindo o meu partido, o União Brasil, que fala em discutir a relação com o governo”, afirmou o senador.

Michelle declarou apoio a Efraim e Queiroga e disse que o estado “precisa” dos dois. "A Paraíba vai mudar a sua história com Efraim no governo do estado e com Marcelo Queiroga senador. Precisamos de vocês, homens que entendem que a política é uma ferramenta de transformação", enfatizou a ex-primeira-dama.

Efraim discursou em defesa de Bolsonaro e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente é julgado na Corte por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. “É inadmissível ver uma condenatória cautelar de Jair Bolsonaro e ver o pivô da Lava Jato ser colocado nas ruas livres, por invalidar provas”, disse o senador em referência ao presidente.

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Política

Nem a neta do Lula consegue salvar a “reputação” do avô

Gazeta do Povo

Vários esforços foram feitos, mas ninguém conseguiu. Diante do fracasso de governantes como Janones, Erika Hilton, Lindbergh Farias e até mesmo a utilização da inteligência artificial — melhorando o povo que eles não têm — eis que surge  Bia Lula , a neta do Lula. A tentativa foi defender a "reputação" do avô em um vídeo publicado em sua rede social na última terça-feira, 22.

Assim como os demais, ela tentou copiar o estilo dos meus vídeos, mas, em vez de ganhar destaque por viralização, o conteúdo ganhou as manchetes por conta de uma gafe, provando que ali realmente impera a genética petista.

Em uma de suas primeiras falas, Bia tentou colocar toda a responsabilidade pelos problemas do Brasil em Donald Trump, afirmando que o americano declarou uma guerra econômica contra nós, o que deixaria os alimentos mais caros e colocaria empregos em risco.

Bom, não sei em que mundo ela está vivendo, mas os alimentos já foram adquiridos mais caros bem antes de qualquer anúncio de Trump. A  picanha  prometida por Lula até hoje não aconteceu, e a ' 'cervejinha''  virou alvo de um deputado petista, que quer aumentar os impostos sobre a bebida.

Sobre os motivos que levaram o presidente dos Estados Unidos a anunciar uma  taxa de 50%  para produtos brasileiros, está tudo bem claro na carta que ele mesmo escreveu. Cabe ao governo Lula negociar com os americanos, assim como vários outros países estão fazendo, inclusive os demais integrantes do Brics.


O grande problema é que, buscando eliminar os oposicionistas, a esquerda ignora a tirania em vigor e o presidente em exercício possui inúmeras deficiências, sendo uma delas a diplomacia


Antes das eleições americanas, Lula  disse  que a vitória de Trump seria ''um nazismo com outra cara'', mas agora acha que o futuro do Brasil pode ser resolvido como uma partida de truco, em que ele quer ''pedir 6'' com um valete na mão, enquanto os adversários estão com ''zap e sete de copas''.

Irônico como Lula finge ter coragem quando se trata de desafiar o líder da nação mais poderosa do mundo, mas se cala com a relação com a  Venezuela , país que nos deve mais de R$ 10 bilhões em um calote que já dura 7 anos e que ignorou recentemente um acordo, voltando a cobrar até 77% em tarifas sobre itens do Brasil. Por que Lula algum quando se trata de ''peitar'' o amiguinho ditador?

Ainda assim, Bia fala sobre o PIX, que, segundo ela, não foi criado por Bolsonaro, e sim pelo Banco Central. Bom, se usarmos essa lógica para absolutamente tudo, também seria possível dizer que Lula não fez nada durante os anos em que governou, mas acho que ela não pensou nessa parte.

Também em relação ao PIX, Bia afirma que seu avô quer proteger o sistema, porém, há pouco tempo, o próprio governo Lula cogitou avançar com uma medida que visava  monitorar  as transferências de trabalhadores informais como se fossem ''grandes sonegadores''.

Vale lembrar que só voltei atrás depois de eu divulgar um vídeo a respeito, que ultrapassou a marca de 300 milhões de visualizações. Por falar em sonegadores, o filho de Lula está enfrentando cobranças da Fazenda por uma sonegação de mais de R$ 10 milhões. A preocupação deveria ser com gente assim, e não com quem ganha R$ 5 mil.


Logo em seguida, vem a falar sobre uma suposta defesa da soberania brasileira, mas, para falar nisso, tem que ter o mínimo de condição — algo que Lula não possui. A esquerda acusa os Estados Unidos de um suposto ataque à nossa soberania, mas se calou quando Lula usou dinheiro público para enviar um avião para resgatar e deu asilo à ex-primeira-dama Nadine Heredia, condenada por corrupção no Peru.

Também não se incomodaram quando o petista foi à Argentina visitar e pedir liberdade para  Cristina Kirchner , também condenado por corrupção, interferindo não só na soberania do país vizinho, como em uma decisão da Justiça local, que, diferentemente do que está acontecendo aqui, não mostrou sinais de parcialidade.

Lembra da gafe que mencionei no primeiro parágrafo? Pois é. Em um dos trechos de sua postagem, Bia afirmou que os Estados Unidos exploram o Brasil há 500 anos; no entanto, o país norte-americano só existe como nação independente há 249 anos.

Certamente, uma demonstração de ''inteligência'' de dar inveja a Dilma Rousseff, que foi responsável por diversas ''pérolas'' como essa.


Para melhorar ainda mais, foram descobertas diversas postagens da neta de Lula não em Cuba ou na Venezuela, mas comemorando o visto americano e postando várias fotos de sua estadia no país, inclusive com legendas em inglês, mostrando que ela estava bastante feliz por lá. Bem contraditório pra quem diz que fomos explorados por eles.

Ontem foi divulgado outra pesquisa sobre os políticos mais influentes, desta vez considerando os perfis no Instagram. Aproveito para novamente agradecer aos brasileiros pelo meu nome aparecer em primeiro lugar em mais uma oportunidade.

Mas o que chama a atenção é que, entre os dez primeiros colocados, somente dois são de esquerda. Bia foi mais uma a achar que basta o fundo preto para convencer a população, mas o verdadeiro segredo é falar a verdade. Para aqueles que não conseguem fazer isso, resta tentar censurar quem o faz.


Nikolas Ferreira - Gazeta do Povo

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Política

Líder do União no Senado rompe com Lula e divide palanque com Michelle

Metrópoles

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio à pré-candidatura do líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), ao governo da Paraíba nesta sexta-feira (25/7). A sinalização representa o rompimento do senador com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Efraim ecoou lemas da direita como “a defesa da família” e fala contra o aborto durante o lançamento da nova sede do PL no estado. Também declarou apoio à pré-candidatura do ex-ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (PL) Marcelo Queiroga ao Senado.

“É por acreditar nos princípios e valores que eu me alinho junto a essa luta com Marcelo [Queiroga] e agradeço o apoio que o PL nos traz aqui hoje para ganharmos juntos o governo da Paraíba”, disse.
Efraim disse que o apoio faz parte de um esforço de “aglutinar as oposições” e trazer o centro para a candidatura. Depois do evento, Efraim disse à rádio CBN que entregaria cargas indicadas por ele na Codevasf e nos Correios, aprofundando ainda mais o rompimento com o governo Lula.

No evento, Michelle elogiou Efraim, chamou-o de “cabra machista” e que, se eleito, “vai honrar o voto” dos eleitores. O aceno se dá em meio à escalada da tensão entre o bolsonarismo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem Efraim é o próximo.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estão na mira do governo dos Estados Unidos e poderão ter seus vistos revogados se não darem andamento à anistia e ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Além de líder da União, Efraim é presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), que determina as diretrizes e o Orçamento de 2026.

Atualmente, o União Brasil tem 3 ministérios na Esplanada: Comunicações, Turismo e Integração e Desenvolvimento Regional, liderados por Waldez Góes, que não é filiado, mas foi indicação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Metrópoles

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PolíticaRNPesquisa

Deputado Coronel Azevedo agradece população de Santa Cruz pelo bom resultado na pesquisa da Consult

Acesso À Notícia


O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) foi bem citado na pesquisa para deputado estadual feita pela Consulta e divulgada pelo Blog do BG no dia 21 de julho em Santa Cruz, uma das maiores cidades do Estado.

Coronel Azevedo aparece em terceiro, atrás apenas do deputado e ex-prefeito da cidade, Tomba Farias, e do deputado Gustavo Carvalho, ambos aliados na Assembleia Legislativa.

“O resultado da pesquisa mostra a confiança fruto do trabalho firme em defesa da segurança pública, da família e das liberdades individuais no Rio Grande do Norte. Santa Cruz me honra com esse reconhecimento. Vamos continuar trabalhando com coragem e lealdade ao povo potiguar”, afirmou. 

O deputado reforça seu compromisso com a região do Trairi e reafirma que seguirá presente, ouvindo e lutando pelas demandas do interior.


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Geral

Já são 70 os pedidos de impeachment contra ministros do STF

Poder 360

Com a ação protocolada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Alexandre de Moraes na 4ª feira (23.jul.2025), o Senado tem agora 70 pedidos de impeachment parados contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A contagem é feita a partir de 4 de janeiro de 2021, data em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda em seu 1º mandato à frente da Casa, arquivou todos os pedidos de impeachment contra ministros do STF que tramitavam na Casa.

Desde então, Alexandre de Moraes é o maior alvo. Há 29 pedidos de impeachment contra o ministro pendentes de análise. O número representa 41% das representações em tramitação contra integrantes da Corte.

O presidente do Supremo, Roberto Barroso, aparece em seguida, com 19 pedidos de destituição. Gilmar Mendes (7), Dias Toffoli (4), Edson Fachin (4), Flávio Dino (3), Carmen Lúcia (3) e Luiz Fux (2) fecham a lista.

Dos 11 ministros que compõem o tribunal atualmente, só 3 não têm pedidos de impeachment contra si: André Mendonça, Nunes Marques e Cristiano Zanin.

Só nos primeiros 7 meses de 2025 o Senado recebeu mais pedidos de impeachment de ministros do que nos anos de 2024 e 2023. Foram 12 este ano, 2 no ano passado e 10 em 2023.

Das 70 ações paradas na Casa Alta, 34 foram protocoladas em 2021. É deste ano, inclusive, um requerimento que pede a destituição dos 11 ministros que faziam parte da Corte à época –8 ainda ocupam cadeiras no tribunal.

COMO FUNCIONA O IMPEACHMENT

Não há previsão constitucional para impeachment de ministros do Supremo. A Constituição determina que é função do Senado Federal processar e julgar eventuais crimes de responsabilidade cometidos por magistrados da Corte.

Qualquer cidadão pode apresentar uma denúncia contra um ministro do STF.

As representações devem ser protocoladas no Senado, onde recebem a denominação “PET” (Petição). Cabe ao presidente da Casa aceitar ou arquivar os requerimentos. Não há prazo para análise.

Caso decida aceitar, o presidente em exercício encaminha a petição à Advocacia do Senado, que faz uma avaliação técnica da proposta antes de ela ser analisada pela Comissão Diretora. Só depois disso o impeachment pode ser levado para a deliberação dos senadores. Entenda mais sobre o processo nesta reportagem.

Até hoje, nunca foi aprovado um pedido de impeachment contra um ministro do STF.

Poder 360

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Brasil

Senado põe sigilo de 100 anos sobre entradas do Careca do INSS na Casa

Metrópoles

O Senado Federal impôs sigilo de 100 anos sobre eventuais entradas do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, na Casa.

A coluna Tácio Lorran solicitou via Lei de Acesso à Informação (LAI), no último dia 2, todos os registros de entrada do Careca do INSS no Senado. A Casa, no entanto, pontuou que as informações são de “caráter pessoal” e citou trecho da legislação que assegura o sigilo centenário.

“Os dados solicitados consistem em informações de caráter pessoal, haja vista se referirem a pessoa natural identificada, submetendo-se aos regramentos dos artigos 55 e seguintes do Decreto nº 7.724, de 16 de maio de 2012 (Regulamenta a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011), bem como aos arts. 5º e 7º da Lei nº 13.709, de 14 de agosto 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD)”, explicou o Senado.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) já admitiu, em outras ocasiões, ter se encontrado com o Careca do INSS, uma das figuras centrais da “Farra do INSS”, revelada pelo Metrópoles. Ao jornal O Globo o parlamentar afirmou que recebeu o lobista ao menos três vezes em seu gabinete.

Procurado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se manifestou sobre o sigilo de 100 anos. A negativa aplicada pela Casa contrapõe entendimento da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre os registros de entradas.

“Há interesse público na divulgação da relação de pessoas que adentraram nas dependências de órgãos públicos, pois o cotejamento dos registros de entrada/saída com a publicação das agendas de autoridades, prevista no artigo 11 da Lei nº 12.813/2013 (Lei do Conflito de Interesses), permite identificar eventuais irregularidades e indicar conflitos de interesse no exercício do cargo ou função pública”, diz enunciado da CGU.

Ao contrário do Senado, a Câmara atendeu ao pedido da coluna. Não há, contudo, registros de entrada do lobista no órgão desde 1º de janeiro de 2019, segundo a Casa.

Metrópoles 

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RNPipa

Turista mineiro desaparece após ser arrastado por correnteza em praia de Pipa

G1RN

Um turista de Minas Gerais desapareceu na Praia do Amor, em Pipa, no litoral do Rio Grande do Norte após ser arrastado pela correnteza, na tarde desta quinta-feira (24).

Segundo o Corpo de Bombeiros, outras quatro pessoas que faziam parte de um mesmo grupo também foram arrastadas. Três conseguiram sair do mar por conta própria e uma foi resgatada com o auxílio de um surfista.

A ocorrência foi registrada por volta das 15h, segundo os bombeiros. Militares foram deslocados para o local e as buscas pelo banhista foram iniciadas ainda durante a tarde, mas acabaram suspensas à noite por falta de visibilidade.

O trabalho de busca foi retomado no início da manhã desta sexta (25) com o apoio de mergulhadores e de um helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte.

Segundo o Corpo de Bombeiros, no entanto, o turista, que é um policial militar, não foi localizado até a última atualização desta reportagem.

“A Praia do Amor é a que tem o maior índice de afogamentos no estado. Só no primeiro semestre foram mais de 40 ocorrências registradas no local. Tem um trânsito muito forte de turistas no local e a correnteza lá é muito forte. Representa uma área de risco”, afirmou o aspirante Vidal, do Corpo de Bombeiros.

G1RN

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Violência

Das 20 cidades mais violentas do Brasil, 16 estão no Nordeste

Blog do BG

Um levantamento recente sobre violência urbana no Brasil trouxe um dado alarmante: das 20 cidades mais violentas do país, 16 estão localizadas na região Nordeste. O ranking é baseado na taxa de homicídios por 100 mil habitantes, refletindo um cenário crítico de segurança pública em boa parte do território nordestino.

O primeiro lugar do ranking é ocupado por Maranguape, no Ceará, com 79,9 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem Jequié (BA) com 77,6, Juazeiro (BA) com 76,2 e Camaçari (BA) com 74,8, consolidando a Bahia como o estado com o maior número de municípios presentes no levantamento.


Além das cidades nordestinas, poucas exceções aparecem na lista, como Sorriso (MT), Marituba (PA), Teófilo Otoni (MG) e Santana (AP), compondo o restante do ranking.

A geografia da violência

O domínio do Nordeste nesse ranking aponta para desafios complexos relacionados à desigualdade social, presença do crime organizado, falta de investimento em políticas públicas de segurança e falhas históricas na gestão urbana.

Especialistas alertam que, apesar de alguns avanços pontuais em determinadas capitais, os municípios de médio porte têm se tornado epicentros da violência no Brasil — o que agrava ainda mais o quadro e dificulta ações coordenadas de prevenção.

Blog do BG 

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MundoVenezuela

Venezuela ignora acordo comercial e impõe tarifa de 77% sobre os produtos brasileiros

Folha BV

Sem aviso prévio, a Venezuela começou a cobrar o imposto de importação sobre os produtos brasileiros que seriam isentos mediante apresentação do certificado de origem. Representantes de setores locais envolvidos na operação ainda apuram por que o País vizinho passou a fazer isso.

Desde 2014, Brasil e Venezuela têm um Acordo de Complementação Econômica que os impedem de cobrar, entre si, o imposto sobre quase todos os itens. Assim, apenas eventuais descumprimentos do termo ou decisões unilaterais retomariam a cobrança. No ano passado, a relação entre os países ficou estremecida após o presidente Lula (PT) não reconhecer a reeleição do ditador Nicolás Maduro.

O País de Maduro é o principal parceiro comercial de Roraima, consecutivamente, desde 2019. Em 2024, o Estado exportou, para a nação vizinha, 144,6 milhões de dólares em produtos (R$  799 milhões na atual cotação), especialmente farinha, cacau, margarina e cana de açúcar, todos com direito à isenção do imposto. Sem o acordo, a Venezuela cobra de 15% a 77% sobre cada item brasileiro.

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Venezuela, Eduardo Ostreicher, desconfia que a cobrança seja uma ordem do governo venezuelano em relação aos países do Mercosul ou um erro no sistema de cobrança. Assim, ele prepara uma carta à embaixada brasileira em Caracas com informações que já conseguiu possui sobre o assunto.

“Se for uma falha, precisamos aguardar a regularização do sistema. Se for determinação, será necessário conversar com as autoridades venezuelanas pra resolver a situação, porque ambos os governos perdem com isso”, disse.

A Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier) iniciou apurações internas para identificar as dificuldades para a aceitação, pela Venezuela, dos certificados de origem de produtos brasileiros.

Em nota, a entidade também reforçou que está em contato direto com autoridades brasileiras e venezuelanas para cobrar esclarecimentos e soluções rápidas para normalizar o fluxo comercial bilateral.

A Fier ainda destacou que, até o momento, os processos de emissão e reconhecimento dos certificados seguem rigorosamente as normas da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e o Acordo de Complementação Econômica firmado entre os dois países.

Responsável por emitir os certificados de origem, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que recebeu um relatório sobre dificuldades enfrentadas por exportadores brasileiros na Venezuela.

Assim, a pasta confirmou que a embaixada brasileira em Caracas já está em contato com autoridades venezuelanas para esclarecer a situação, enquanto o MDIC dialoga com representantes do setor produtivo para reunir informações mais desenvolvidas sobre os casos.

Folha BV

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PolíticaRNNatal

Pesquisa Consult para o Governo em Natal: Rogério tem 29,5%, Allyson 22,6% e Cadu 5,3%

Acesso À Notícia

Nova pesquisa Consult divulgada nesta quinta-feira (24) pela Tribuna do Norte aponta os números da disputa eleitoral para o Governo do Estado e para o Senado. Segundo o levantamento, o senador Rogério Marinho (PL) está na frente na capital potiguar na corrida pelo Executivo. 

Rogério lidera a disputa com 29,5%, seguido pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União) com 22,6%. O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT) é o terceiro com 5,3% do eleitorado natalense. Outros 15,6% optaram por nenhum e 27% não souberam dizer. 

Em outro cenário com mais candidatos, Rogério também lidera com 19,8%, seguido pelo ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos) com 17,6% e Allyson Bezerra com 17,2%. Cadu aparece com 4%, o vice-governador Walter Alves (MDB) tem 3,1% e o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB) tem 1,4%. Outros 14,1% optaram por nenhum e 22,8% não souberam dizer. 

A Consult entrevistou mil pessoas entre os dias 1º e 5 de julho. A margem de erro é de 3% com confiabilidade de 95%.



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PolíticaPesquisa

IPESPE: Desaprovação do governo Lula chega a 51%; aprovação é de 43%

CNN Brasil

A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu três pontos percentuais, se comparada a maio, e está em 51%, segundo pesquisa Pulso Brasil/Ipespe divulgada nesta quinta-feira (24).

Já a aprovação da gestão federal oscilou três pontos para cima e chegou a 43%. Os que não sabem ou não responderam são 5% — no levantamento anterior, eram 6%.


O instituto ouviu 2.500 entrevistados entre os dias 19 e 22 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

CNN Brasil

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EsporteWWE

Hulk Hogan, ator e lenda da luta livre, morre aos 71 anos

G1

Hulk Hogan morreu aos 71 anos, segundo o site TMZ. De acordo com a publicação, a lenda da luta livre sofreu uma parada cardíaca em sua casa, em Clearwater, no estado americano da Flórida, na manhã de quinta-feira (24).

Paramédicos foram chamados à casa de Hogan e ele foi retirado do local em uma maca. Há cerca de uma semana, Sky, mulher do ex-lutador, negou que ele estaria em coma. A declaração foi feita enquanto Hulk se recuperava de uma cirurgia.

Terry Gene Bollea, conhecido como Hulk Hogan, nasceu em 11 de agosto de 1953, em Augusta, no estado americano de Geórgia. Ele se destacou como um dos nomes mais famosos da luta livre americana e fez muito sucesso nas décadas de 1980 e 1990.

Ele foi um dos protagonistas dos eventos das organizações World Wrestling Federation (WWF, hoje WWE) e World Championship Wrestling (WCW). Seu personagem carismático e o físico marcante fizeram com que ele recebesse convites para ser ator.

Hogan fez parte do elenco de filmes como “Rocky III” (1982), quando interpretou Thunderlips. Ele também atuou em “Desafio total” (1989), “Comando suburbano” (1991) e “O senhor babá” (1993). Como ator, também estrelou a série “Thunder – Missão eno Mar”, em 1994.

Seus filmes geralmente exploravam gêneros como ação, comédia e aventura. Passaram longe de ser sucessos da crítica, mas conquistaram muitos fãs.

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Polícia

Justiça manda soltar homem que agrediu mulher e tentou incendiar casa

Metrópoles

O homem que foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica e por tentar incendiar a casa da companheira foi solto nessa quarta-feira (23/7), após audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

A vítima solicitou medidas protetivas, que foram aceitas pelo TJGO.

Entenda o caso

  • O homem foi detido na terça-feira (22/7) por policiais civis da 1ª Delegacia Distrital de Polícia de Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal.
  • Os agentes da Polícia Civil de Goiás (PCGO) foram acionados após receberem a informação de que uma mulher estava sendo agredida nas proximidades da DP.
  • Ao chegarem ao local, encontraram uma fogueira perto da residência.
  • Na casa, os agentes acharam manchas de sangue, resultado de um ataque com faca contra a vítima.
  • O homem também quebrou os móveis e os pertences pessoais da mulher.

Do lado de fora da casa, os policiais encontraram vários celulares quebrados, além da faca utilizada no crime, que foi apreendida.

A vítima não informou o motivo da briga. Ela recebeu atendimento médico devido às lesões. O agressor, que não teve a identidade divulgada, foi preso e encaminhado a uma unidade prisional.


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EsporteMoto GP

MotoGP divulga calendário de 2026 com retorno de corrida no Brasil

Metrópoles

O calendário da temporada de 2026 da MotoGP está definido. A categoria contará com 22 corridas no próximo ano, com destaque para o retorno da etapa no Brasil, que não acontecia desde 2004.

A cidade de Goiânia foi escolhida para receber a etapa brasileira. O acordo entre a promotora do evento e o Governo de Goiás foi assinado em dezembro de 2024.

A capital goiana já sediou anteriormente o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, entre os anos de 1987 e 1989. São Paulo também já foi a casa do evento, em 1992. O último período da competição em solo brasileiro ocorreu entre 1995 e 2004, no Rio de Janeiro.

Em 2026, o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP será a segunda etapa da competição, que reúne os melhores pilotos de velocidade do mundo. O evento está marcado para o dia 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna.

Confira o calendário completo de 2026 da MotoGP:

  1. Tailândia, Buriram – 1º de março
  2. Brasil, Goiânia – 22 de março
  3. Américas, Austin (EUA) – 29 de março
  4. Catar, Losail – 12 de abril
  5. Espanha, Jerez – 26 de abril
  6. França, Le Mans – 10 de maio
  7. Catalunha, Montmeló – 17 de maio
  8. Itália, Mugello – 31 de maio
  9. Hungria, Balaton – 7 de junho
  10. República Tcheca, Brno – 21 de junho
  11. Holanda, Assen – 28 de junho
  12. Alemanha, Sachsenring – 12 de julho
  13. Grã-Bretanha, Silverstone – 9 de agosto
  14. Aragão, Motorland – 30 de agosto
  15. San Marino, Misano (Itália) – 13 de setembro
  16. Áustria, Spielberg – 20 de setembro
  17. Japão, Motegi – 4 de outubro
  18. Indonésia, Mandalika – 11 de outubro
  19. Austrália, Phillip Island – 25 de outubro
  20. Malásia, Sepang – 1º de novembro
  21. Portugal, Algarve – 15 de novembro
  22. Valência, Espanha – 22 de novembro
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FutebolEsporteFlamengo

Flamengo vence o Bragantino e segue na cola do Cruzeiro

Metrópoles

Na noite desta quarta-feira (23/7), o Flamengo venceu o Bragantino por 2 x 1, em Bragança Paulista, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols do Rubro-Negro foram marcados pelos defensores Léo Pereira e Wesley. O Massa Bruta diminuiu com Lucas Barbosa.

Com o resultado, os cariocas subiram para a segunda posição, com 33 pontos. O próximo compromisso será contra o Atlético-MG, no domingo (27/7), às 20h30, no Maracanã. Do outro lado, o Bragantino estacionou na quarta colocação, com 27 pontos. O Massa Bruta agora enfrenta o Fortaleza, no sábado (26/7), às 18h30, na Arena Castelão.

Após um primeiro tempo sem gols, o Bragantino abriu o placar logo na saída de bola da etapa complementar. Após boa jogada individual de Sasha, John John deixou Lucas Barbosa cara a cara com Rossi. De perna esquerda, o atacante do Massa Bruta tirou do goleiro adversário e abriu o placar com apenas oito segundos.

Aos 20 minutos, o Flamengo empatou. Arrascaeta cobrou falta, e Léo Pereira subiu mais alto do que os defensores rivais e cabeceou para igualar o marcador.

Aos 40′, Matías Viña fez boa jogada individual e achou Wallace Yan na entrada da área. O atacante passou para Wesley, que finalizou cruzado e virou a partida para o Flamengo.

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Polícia

Carga roubada avaliada em mais de R$ 800 mil é recuperada pela Polícia Civil em Natal

Novo Notícias

Policiais civis da 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de São Paulo do Potengi, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), recuperaram, na noite dessa quarta-feira (23), uma carga roubada avaliada em mais de R$ 800 mil no bairro Leningrado, zona Oeste de Natal.

O roubo ocorreu no dia 27 de maio de 2025, na BR-304, no município de Santa Maria/RN. Na ocasião, cinco homens armados interceptaram um caminhão de transporte de cargas que levava equipamentos de autopeças, bicicletas importadas e material hospitalar. O motorista foi liberado horas depois, em uma estrada carroçável no município de São José de Mipibu. O caminhão, já sem a carga, foi localizado no mesmo dia, também em uma estrada carroçável na mesma cidade.

Após diligências investigativas, os policiais civis da 1ª DRPC identificaram um imóvel, no Conjunto Leningrado, onde a carga estaria sendo ocultada. Durante a incursão, o material foi localizado em um depósito desabitado e, em seguida, transportado para a delegacia plantonista, onde foi formalmente restituído aos representantes da empresa proprietária.

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Geral

Paciente armado tenta assaltar o Hospital dos Pescadores durante a madrugada

Blog do BG

Um assalto na madrugada desta quinta-feira (24) deixou profissionais e pacientes do Hospital dos Pescadores (HOSPEC), em Natal, em estado de choque. Por volta das 3h50, um homem que se passava por paciente entrou armado na unidade e anunciou o assalto.

Durante a ação, o médico que estava de plantão percebeu que a arma utilizada pelo suspeito poderia ser falsa e decidiu reagir. O criminoso acabou fugindo do local.

O policiamento foi acionado logo após o ocorrido, mas, segundo relatos, não houve resultado prático na busca pelo suspeito. A sensação de insegurança revoltou profissionais da saúde e pacientes, que já convivem com a pressão da rotina hospitalar e agora também enfrentam o medo da violência.

Até o momento, ninguém foi preso.

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Economia

BC: vazam dados do Pix de 11 milhões de pessoas; acesso a contas foi preservado

CNN

O Banco Central comunicou, nesta quarta-feira (23), que ocorreram acessos indevidos a dados vinculados a chaves Pix no Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), que é operado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O CNJ afirma que o incidente que ocorreu entre domingo (20) e segunda-feira (21) provocou o vazamento dos dados de 11.003.398 pessoas. Foram acessados dados como nome da pessoa, chave Pix, nome do banco, número da agência e número da conta.

As informações vazadas são cadastrais, do tipo que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras, segundo o BC, ressaltando não foram obtidos dados sensíveis e sob sigilo bancário, como senhas, movimentações financeiras ou saldos em contas.

Apesar de os dados vazados por si só não permitirem o acesso às contas nos bancos, o CNJ reforça que a exposição de dados cadastrais gera riscos e sublinha recomendações de segurança que os bancos já divulgam com frequência.

“O CNJ não se utiliza de qualquer meio de comunicação aos afetados, como mensagens, SMS, e-mail ou chamadas telefônicas”, pontua.

O órgão ainda vai disponibilizar um canal exclusivo para consulta ao cidadão, que será divulgado no site oficial do Conselho.

CNN

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Geral

Corrimão da subida da rampa da Governadoria virou varal de roupa para o MST

Blog do BG

Um registro inusitado chegou a nossa redação, roupas penduradas no corrimão da Governadoria, e pelo visto, do MST. E o mais grave, a bandeira hasteada ao lado da bandeira do RN.

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram, na terça-feira (22), uma caminhada que teve início na BR-101, em Natal, passou pela Ponte de Igapó, na sede do Incra e na Governadoria.

O grupo reivindica a retomada das políticas públicas de reforma agrária, que, segundo o MST, estão paralisadas tanto no Rio Grande do Norte quanto em nível nacional.

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Política

Moraes mantém Bolsonaro com tornozeleira, mas ameaça prisão se falar nas redes sociais

Gazeta do Povo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta (24) manter as medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente ter descumprido uma delas, a de se pronunciar com divulgação nas redes sociais de terceiros.

Na última segunda (21) ele pediu explicações aos advogados do ex-presidente, que negaram descumprimento. Agora, Moraes se pronunciou reafirmando que houve, mas foi um episódio isolado e que, por isso, manterá a decisão sob a condição de converter em prisão preventiva em caso de reincidência.

“Por se tratar de irregularidade isolada, sem notícias de outros descumprimentos até o momento, bem como das alegações da Defesa de Jair Messias Bolsonaro da ‘ausência de intenção de fazê-lo tanto que vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas’, deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo o réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”, escreveu no despacho a que a Gazeta do Povo teve acesso.

A resposta de Moraes era aguardada desde a noite de terça (22), quando venceu o prazo dado para a defesa de Bolsonaro se pronunciar sobre o suposto descumprimento.


Bolsonaro é alvo de uma série de medidas cautelares por supostamente estar em conluio com o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para tentar coagir o Judiciário brasileiro no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. Eles estariam articulando as sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, como o tarifaço de 50% e a suspensão de vistos americanos de ministros da Corte.

Entre as medidas cautelares, Moraes impôs a “proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”, o que foi interpretado como uma restrição a conceder entrevistas e violando o direito à liberdade de expressão. Isso, porque, o compartilhamento de trechos por plataformas de terceiros poderia ser encarado como descumprimento da decisão.

Desde que o ministro determinou as restrições, na última sexta (18), Bolsonaro concedeu entrevistas que foram compartilhadas nas redes sociais de aliados e de veículos de imprensa, até que, em uma marcada para a segunda (21) ao site Metrópoles, Moraes emitiu um novo despacho reafirmando a medida e dando um prazo de 24 horas para a defesa dele se pronunciar.


O fato foi agravado à tarde após Bolsonaro aparecer em um ato da oposição na Câmara protestando contra a decisão de Moraes e se deixando filmar com a tornozeleira eletrônica colocada nele – outra medida cautelar imposta por Moraes –. O ministro citou o episódio e afirmou que o ex-presidente poderia divulgar “condutas ilícitas” através de redes sociais de terceiros.

“Não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que, as redes sociais do investigado Eduardo Nantes Bolsonaro foram utilizadas à favor de Jair Messias Bolsonaro dentro do ilícito modus operandi já descrito”, pontuou Moraes sobre o compartilhamento de um vídeo do ato em suas redes sociais.

Apesar de ter proibido a divulgação de falas nas redes sociais de terceiros, Moraes frisou que "inexiste qualquer proibição de concessão de entrevistas ou discursos públicos ou privados".


O magistrado seguiu afirmando que “não seria lógico e razoável permitir a utilização do mesmo modus operandi criminoso com diversas postagens nas redes sociais de terceiros, em especial por ‘milícias digitais’ e apoiadores políticos previamente coordenados para a divulgação das condutas ilícitas que, eventualmente, poderiam ser praticadas por Jair Messias Bolsonaro, sejam em entrevistas, sejam em atos públicos”.

“Mas sempre com a finalidade de continuar a induzir e instigar chefe de Estado estrangeiro a tomar medidas para interferir ilicitamente no regular curso do processo judicial, de modo a resultar em pressão social em face das autoridades brasileiras, com flagrante atentado à Soberania nacional”, seguiu o magistrado.

Alexandre de Moraes ainda frisou em um trecho do despacho que “como diversas vezes salientei na Presidência do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, a JUSTIÇA É CEGA MAIS (sic) NÃO É TOLA!!!!!”


Também na decisão, o ministro reafirmou a proibição do uso de redes sociais de terceiros pelo risco de uma “ilícita instrumentalização das entrevistas concedidas aos órgãos de imprensa ou de discursos proferidos em público ou privado”.


Gazeta do Povo

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