Notícias — página 12

Geral

Cearense de 120 anos pode ser reconhecida como a pessoa mais velha do mundo

O Povo

A cearense Maria Alves Rocha, nascida em 1905 e moradora de Itapajé (a 130 km de Fortaleza), pode ser reconhecida como a pessoa mais velha do mundo, aos 120 anos.

A descoberta ocorreu durante uma campanha social promovida pelo advogado Cid Lira Braga, que buscava os moradores mais idosos de Itapajé e Itapipoca. Segundo ele, os familiares de Maria o procuraram para informar a idade da idosa, inicialmente recebida com surpresa.

O Guinness World Records já recebeu a documentação oficial e pediu três meses para analisar o caso. Atualmente, o recorde pertence à inglesa Ethel Caterham, de 116 anos.

O Brasil já figura no ranking masculino com outro cearense, João Marinho Neto, de 112 anos, morador de Apuiarés.

De acordo com o neto de Dona Maria, Mardonio Vasconcelos Sousa, o segredo da longevidade da avó está na fé em Deus. Ele afirma que a família vive um “misto de orgulho e gratidão” diante da possibilidade de reconhecimento.

A Prefeitura de Itapajé deve montar uma força-tarefa neste sábado (1º) para verificar a autenticidade dos documentos.

Com informações de O Povo

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Geral

Facções criminoras expulsam 219 famílias de suas casas no Ceará entre 2024 e 2025; Fortaleza registrou ocorrências em 49 bairros

O Povo

Entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) registrou 219 casos de expulsões de moradores por facções criminosas em todo o Ceará.

Os dados constam em um relatório do Núcleo de Inteligência Policial (Nuip), vinculado ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil. É a primeira vez que o Estado divulga um levantamento oficial sobre o tema.

Disputa por território e controle do tráfico

O relatório aponta que o aumento das expulsões está ligado à disputa entre facções, principalmente entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), que recentemente incorporou a facção cearense Guardiões do Estado (GDE).

Esses grupos buscam o controle territorial para dominar o tráfico de drogas e a cobrança de “pedágios” a comerciantes. Em setembro, o CV e o TCP chegaram a comemorar avanços em áreas como Vicente Pinzón e Lagamar, com foguetórios na Região Metropolitana de Fortaleza.

Impactos sociais

As expulsões têm provocado mudanças bruscas na vida das famílias, com interrupção de aulas, dificuldade de acesso a serviços públicos e queda no comércio local.

Segundo o DRCO, as comunidades afetadas passam a enfrentar medo constante, isolamento e desestruturação social, enquanto áreas esvaziadas se tornam mais difíceis de fiscalizar pela polícia.

Fortaleza concentra a maioria dos casos; capital teve 143 registros, espalhados por 49 dos 121 bairos da cidade.

Veja números:

Os bairros com mais expulsões foram:

  • Ancuri – 16 casos

  • José Walter – 16

  • Vicente Pinzón – 15

  • Jangurussu – 8

  • Barra do Ceará – 7

  • Papicu – 7

  • Canindezinho – 6

Outros bairros da cidade também tiveram registros pontuais, segundo o relatório.

Cidades da Região Metropolitana e Interior

Depois de Fortaleza, os municípios com mais casos são:

  • Maranguape – 18

  • Maracanaú – 16

  • Caucaia – 15

  • Sobral – 7

  • Pacatuba – 2

  • Quixadá – 2

  • Cascavel – 1

Com informações de O Povo

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Geral

“QG” do CV: Complexos do Alemão e Penha distribuem 10 toneladas de drogas por mês

CNN Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que os Complexos do Alemão e da Penha funcionam como quartéis-generais do Comando Vermelho (CV), responsáveis por distribuir cerca de 10 toneladas de drogas por mês. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (31), após a megaoperação de terça (28) — a mais letal da história do estado, com 121 mortos.

Segundo a corporação, as comunidades servem como centros de comando, tomada de decisão e treinamento tático da facção. Integrantes recebiam instruções de armamento, tiro, uso de explosivos e táticas de combate nesses locais.

Distribuição de drogas e armas

A polícia aponta que o Alemão e a Penha também são polos de abastecimento de drogas e armamentos, responsáveis pela entrega mensal de cerca de 50 fuzis a outras áreas controladas pelo CV.

O levantamento identificou que 24 comunidades do Rio são abastecidas pelos complexos — entre elas:

  • Complexo do Salgueiro (São Gonçalo)

  • Rocinha

  • Complexo da Maré

  • Jacarezinho

  • Complexo do Lins

Durante a operação, foram apreendidos 100 fuzis, incluindo armas de uso militar e equipamentos de guerra modernos.

Escalada bélica e tecnológica

O Comando Vermelho tem aprimorado seu arsenal de guerra, usando armas de fabricação europeia, drones e roupas camufladas. Entre os 91 fuzis apreendidos, havia modelos da Venezuela, Argentina, Peru e Brasil, de calibres 5.56 e 7.62, muitos montados a partir de peças compradas legalmente pela internet.

De acordo com o ex-capitão do Bope Paulo Storani, o CV tem acesso a fuzis G3, AK-47 e FAL, usados por forças armadas de países da América do Sul e Europa.

Drones usados em ataques e vigilância

Durante a megaoperação, criminosos usaram drones para lançar granadas contra policiais e monitorar as ações das forças de segurança.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a compra e o uso dos equipamentos eram coordenados por Carlos “Gardenal”, integrante do CV. Em mensagens interceptadas, ele e outro suspeito, “Grandão”, discutem a aquisição de drones de alta tecnologia para vigilância noturna. “A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”, escreveu Gardenal em uma das conversas.

Com informações de CNN Brasil

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FutebolEsporteFlamengo

Flamengo empata com Racing e garante vaga na final da Libertadores 2025

Metrópoles

O Flamengo está na final da Libertadores 2025. Na noite desta quarta-feira (29/10), o Rubro-Negro segurou um empate em 0 x 0 contra o Racing, na Argentina, e confirmou a classificação para a decisão da competição. O resultado se somou à vitória por 1 x 0 no jogo de ida, no Maracanã, garantindo ao time carioca a quinta presença em uma final do torneio.

O confronto começou com pressão do Racing, que tentou se aproveitar do apoio da torcida e tomar a iniciativa do jogo. Mas o Flamengo se manteve firme e confortável em campo, controlando a posse de bola e criando as melhores chances nos minutos iniciais. Próximo do intervalo, os argentinos passaram a explorar lançamentos na área, equilibrando as ações.

No segundo tempo, a partida ficou marcada por cartões e tensão. Aos 10 minutos, Gonzalo Plata recebeu cartão vermelho direto após agressão a Marcos Rojo, dando vantagem numérica ao Flamengo. O Racing dominou boa parte do jogo, mas não conseguiu furar a defesa brasileira. Mais tarde, um lance envolvendo Léo Ortiz quase resultou em expulsão, mas o VAR corrigiu a decisão do árbitro.

Com o placar zerado, a partida se transformou em ataque contra defesa, e o goleiro Rossi brilhou, segurando o empate até o apito final. Agora, o Flamengo aguarda o vencedor do duelo Palmeiras x LDU para conhecer seu adversário na final, que será disputada no dia 29 de novembro, no Estádio Monumental U, em Lima, no Peru.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

MARIO SABINO: Megaoperação no Rio: Lula é o mais perdido em meio ao tiroteio

Metrópoles

Por Mario Sabino – Metrópoles

Lula está perdido em meio ao tiroteio. Não sabe como se posicionar em relação à megaoperação policial no Rio de Janeiro, que causou a morte de 121 pessoas, quatro delas policiais. As cenas, ontem, variaram do simplesmente patético ao esta noite se improvisa.

Vamos ao patético. Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse em entrevista coletiva que foi informado com antecedência sobre a megaoperação a ser conduzida pela polícia fluminense e que não quis que a PF participasse dela.

Como Ricardo Lewandowski já havia dito que o governo federal não sabia de nada, Andrei Rodrigues foi interrompido pelo ministro, que tentou emendar mal e porcamente o soneto diante das câmeras. Péssimo.

Lula despachou, então, ministro e séquito para uma reunião com o governador Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. Depois da conversa, decidiu-se que seria criado um “escritório emergencial” com o objetivo de integrar as esferas estadual e federal para combater o crime organizado no estado. Tenta-se, assim, neutralizar as acusações feitas ao Palácio do Planalto de ausência em relação ao crônico problema de segurança no Rio de Janeiro. Esta noite se improvisa.

Ato contínuo, o presidente da República correu para sancionar a lei que endurece o combate às facções criminosas, aprovada havia quase um mês no Congresso.

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PolíciaRio de Janeiro

STF contribuiu para cenário de caos na segurança pública do Rio de Janeiro

Gazeta do Povo

O dia caótico que o Rio de Janeiro viveu nesta terça-feira (28), com mais de 100 mortes decorrentes de confrontos armados intensos entre policiais e criminosos ligados ao narcotráfico, é reflexo de uma série de decisões equivocadas do poder público, que começaram há décadas, mas se intensificaram nos últimos anos a partir de determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).

A política de não intervenção nas favelas, adotada pelo ex-governador do estado Leonel Brizola na década de 80, impediu a realização de operações policiais nesses locais, o que aumentou o abismo entre o Estado e as comunidades e permitiu que o Comando Vermelho – e, posteriormente, outras facções – assumisse o controle.

Mas a partir de 2020, uma política semelhante – desta vez vinda não do governo estadual, responsável pela gestão da segurança pública, mas do Judiciário – beneficiou as facções de formas sem precedentes, criando ambientes severamente mais hostis à entrada das forças de segurança.

Por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como "ADPF das Favelas", o STF impôs uma série de restrições ao ingresso das forças policiais nas comunidades do Rio de Janeiro entre junho de 2020 e abril deste ano – reeditando, na prática, a política de Brizola.

O relator da “ADPF das Favelas” foi Edson Fachin. Segundo especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, as restrições impostas pelo ministro à atuação das polícias dentro das comunidades permitiram que lideranças do narcotráfico fortalecessem e ampliassem suas posições, principalmente por meio da instalação de milhares de barricadas para impedir o avanço de viaturas.

Os grupos criminosos também aumentaram seus arsenais de guerra e até mesmo passaram a abrigar traficantes de outros estados, que viam os morros fluminenses como refúgios seguros para continuar comandando o crime em seus estados de origem.

O fortalecimento do crime organizado, em proporções jamais vistas, nos anos em que as restrições vigoraram contribuiu para um fluxo migratório negativo inédito na história do estado. O Rio de Janeiro registrou, pela primeira vez desde o início da série histórica em 1991, mais moradores saindo do que entrando no estado. Dados do Censo Demográfico divulgados em junho pelo IBGE revelaram um saldo migratório negativo de -165.360 pessoas entre 2017 e 2022.

Polícias do Rio de Janeiro atribuem cenário de guerra à interferência do STF

Uma publicação nas redes sociais feita na noite desta terça-feira (28), compartilhada pelos perfis oficiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ); da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), que também integra a Polícia Civil; e do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do estado, lamentou o assassinato dos quatro policiais durante os confrontos e, sem citar diretamente o STF, atribuiu à Corte a responsabilidade pelo cenário de guerra.

“Hoje o Estado mostrou força. Mostrou que entra onde quiser, a hora que quiser, e enfrenta o crime com superioridade de inteligência, técnica e armamento. Mas a coragem tem um preço: policiais tombaram no cumprimento do dever. Homens que saíram de casa para proteger vidas e voltam em silêncio. Heróis, vítimas da covardia do crime e da omissão de quem deveria fortalecer o Estado”, diz o texto.

“Essa tragédia tem causa: anos de restrições às operações policiais. Anos em que o Estado foi amarrado enquanto o crime se armava, enquanto decisões distantes da realidade deram espaço para facções se tornarem exércitos de terroristas”, afirma a publicação, que já soma quase 7 milhões de visualizações.

Fachin se esquivou de responsabilidade por efeitos negativos da ADPF 635

Desde o início das restrições, Fachin sempre negou de forma veemente que as interferências do Supremo na política de segurança do Rio de Janeiro tivessem gerado efeitos negativos.

Em fevereiro de 2022, durante sessão da Corte sobre a ADPF 635, o ministro chegou a interromper uma fala do colega Nunes Marques quando este apresentava impactos negativos das restrições. Fachin classificou as falas do colega como “ilações”.

“Me causa muita preocupação as notícias que chegam até nós, ministros desta Corte, do que eventualmente pode ter ocorrido neste período em que as operações foram obstadas”, dizia Nunes Marques, quando Fachin o interrompeu: “Perdoe pela interrupção, mas é preciso ter muita cautela para fazer ilações”, bradou o ministro.

No julgamento definitivo da “ADPF das Favelas”, que iniciou em janeiro deste ano, o ministro relator votou para manter indefinidamente todas as restrições às forças de segurança do estado. Outros membros do STF reagiram à decisão, e a sessão foi suspensa. Dois meses depois, o julgamento da ação foi concluído, com Fachin sendo contrariado e a maioria das restrições derrubada pelo colegiado.

Ao longo do processo, Fachin chegou a propor até mesmo a quebra de sigilo de todos os protocolos da atuação policial no estado, sendo seguido por Rosa Weber, Luis Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Os demais ministros, no entanto, vetaram essa medida argumentando que poderia comprometer a própria eficácia da ação das forças de segurança e colocar em risco os agentes.

ADPF 635 gerou recorde de letalidade em confrontos

Após as restrições impostas pelo STF, os confrontos entre policiais e criminosos se tornaram mais violentos e alcançaram números recordes de letalidade. Dos dez confrontos com maior letalidade na história do estado, sete ocorreram a partir de 2020, com o início da “ADPF das Favelas”.

Isso se deve ao fortalecimento das facções, que resultou em um grau de resistência muito mais severo ao defenderem seus territórios das forças policiais e de facções rivais.

“O tráfico se fortaleceu porque quando não há ações da polícia, o resultado é o incremento no número de armas em poder das facções e a ampliação dos seus territórios. Eles se aproveitaram da inércia do Estado para agir. Essa decisão do STF vai contra tudo aquilo que se estuda e se pratica com relação à segurança pública”, disse Rogério Greco, especialista em segurança pública e crime organizado e pós-doutor em Direito, à Gazeta do Povo em reportagem de 2023.

Impactos das restrições impostas pelo STF durará anos, diz procurador

Para Marcelo Rocha Monteiro, procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ao longo dos cinco anos em que vigoraram os efeitos da ADPF 635, o Supremo “assumiu a função de Secretaria de Segurança do Rio, estabelecendo quando e onde a polícia deveria realizar operações de repressão ao crime nas mais de 1.400 comunidades dominadas por tráfico e milícia”.

“Agora [desde o julgamento, concluído em abril], o Supremo lembrou que há separação de poderes. Mas os moradores do Rio, sobretudo os mais humildes, passarão anos pagando o preço desse equívoco – vítimas do aumento da criminalidade gerado pela catastrófica ADPF 635”, declara.

Segundo Monteiro, somente a principal facção do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, expandiu seu território em 25% durante a vigência das restrições. Já as operações policiais foram reduzidas em 60%.

Moraes dá 24h para PGR se manifestar sobre abuso de direitos humanos no Rio de Janeiro

Ainda nesta terça-feira, enquanto os confrontos ocorriam, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), vinculado ao governo federal, apresentou ao STF pedido para que o governo do Rio de Janeiro apresente uma série de informações sobre a operação nos complexos do Alemão e da Penha.

O CNDH também solicitou “medidas complementares e urgentes de monitoramento e fiscalização quanto ao cumprimento das determinações estabelecidas no acórdão da ADPF 635 em especial diante de mais um episódio de letalidade policial ocorrido no estado do Rio de Janeiro”.

O ministro Alexandre de Moraes direcionou a solicitação à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve se manifestar sobre a petição e “eventuais diligências complementares”. O pedido tramita na ADPF 635, que mesmo com o julgamento concluído, segue aberta.

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PolíciaRio de Janeiro

Governo Lula: PF foi comunicada de operação no Rio, mas se negou a participar, diz diretor-geral

Gazeta do Povo

Revelação: o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Os dois admitiram que a superintendência da PF no Rio sabia da Operação Contenção. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Durante uma entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (29), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, admitiram que a PF foi comunicada de que haveria a Operação Contenção, no Rio de Janeiro.

Durante a coletiva de imprensa, Lewandowski passou a palavra a Andrei para detalhar as expectativas para a reunião que ocorrerá na mesma tarde, com o governo do Rio. Ao ser perguntado se o governo estadual avisou o governo federal da operação, Andrei começou dizendo que não. Porém, ao longo de sua fala, disse que a Polícia Militar do Rio de Janeiro entrou em contato para verificar se haveria, por parte da PF, "a possibilidade de atuar em algum ponto nesse contexto". De acordo com Andrei, o superintendente da PF no Rio de Janeiro negou colocar sua equipe à disposição, e depois comunicou a ele. "Nós não teríamos nenhuma atribuição legal para participar", argumentou o diretor-geral.

Os jornalistas reagiram, pedindo confirmação da informação de Andrei. Nesse ponto, Lewandowski tomou abruptamente a palavra para esclarecer a fala do diretor-geral. Segundo Lewandowski, a comunicação sobre uma operação nesse sentido deveria ocorrer em nível de primeiro escalão e oficialmente, e não a Andrei.

Diante disso, a imprensa insistiu, e o ministro afirmou: Embora nada tenha passado pelos órgãos de maneira formal, a Polícia Federal foi comunicada. Andrei, no entanto, salientou que o que a PM informou foi que haveria uma informação, sem detalhar o momento em que ela seria deflagrada.

Antes, governo negava conhecimento

A entrevista coletiva começou com Lewandowski. De início, antes da revelação de Andrei, ele chegou a dizer que o governo não teve conhecimento da operação. Por isso, argumentou, os órgãos federais não puderam participar, sobretudo com apoio de inteligência e logístico.

Lewandowski diz que Lula ficou "estarrecido" com o número de mortos. A decretação de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), porém, dependeria, de acordo com o ministro, de solicitação prévia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que deveria, antes disso, "reconhecer a incapacidade das forças locais".

O governo do Rio confirma 110 mortos e 113 presos. A operação foi uma parceria do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro e das polícias civil e militar do estado.

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Política

Consult: Allyson cai e diferença para Rogério diminui para 2,4%

ACESSO 360

A terceira pesquisa da Consult publicada pela Tribuna do Norte este ano aponta um cenário de bastante equilíbrio. Segundo os números, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), viu sua vantagem sobre o senador Rogério Marinho cair para apenas 2,4% - em maio a diferença era de 6 pontos percentuais e em agosto de 4,71 pontos. O resultado atual configura empate técnico, com a menor diferença da série a pouco menos de um ano do pleito de 2026.

Segundo a Consult, Allyson tem 30,88% das intenções de voto, enquanto Rogério surge com 28,47%. O secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier (PT), o Cadu, é o terceiro com 5,76%. Em maio, Allyson tinha 30,94% e subiu para 33,18% em agosto. Rogério partiu com 24,94% e chegou aos 28,47% em agosto, mesmo índice de agora. Já o petista, nos levantamentos anteriores, tinha 3% e 4,71% respectivamente.

A pesquisa deste mês foi realizada entre os dias 23 e 27 de outubro e tem 2,3% de margem de erro, com confiabilidade de 95%. Ao todo, foram 1,7 mil entrevistados nas 12 regiões do Estado. Nesta disputa, nenhum dos candidatos foi a opção de 13,59%, e 21,29% não souberam dizer.

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Política

Rogério Marinho visita obras de Mercado Municipal em Goianinha e destaca geração de emprego e renda

ACESSO 360


O senador Rogério Marinho (PL-RN) visitou neste domingo (26), as obras da Central de Abastecimento, o novo Mercado Municipal de Goianinha, que está sendo erguida na cidade com recursos viabilizados por meio da atuação do parlamentar. O investimento é superior a R$ 1,5 milhão. A visita contou com a presença da prefeita Nira Galvão e do ex-prefeito Júnior Rocha. 

A estrutura do Mercado Público está em fase acelerada de execução e irá impulsionar o desenvolvimento econômico local, garantindo melhores condições de trabalho para agricultores e artesãos, além de ampliar a oferta de produtos e serviços para os consumidores e turistas que frequentam a região.

Durante a visita, o senador destacou a importância de priorizar iniciativas que gerem novas oportunidades para a população. “Essa obra simboliza dignidade, emprego e renda para as famílias de Goianinha. Nosso compromisso é continuar contribuindo para que os municípios potiguares tenham acesso a investimentos que transformem a vida das pessoas”, afirmou Rogério.

A prefeita ressaltou que o novo mercado será um ponto de referência para o comércio local e um importante instrumento para fortalecer o turismo e a economia do município.

O Mercado de Goianinha deverá ser entregue em breve, ampliando a infraestrutura urbana e garantindo mais qualidade de vida para a população.


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Brasil

China, Venezuela, STF e Magnitsky: os recados de Trump que frustram oba-oba de Lula

Gazeta do Povo

Após uma reunião presencial privada de 45 minutos entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil na Malásia, apoiadores do governo Lula foram rápidos em cantar vitória, como se a crise na relação entre os países tivesse sido superada num passe de mágica, graças ao carisma e à química do governante brasileiro.

Dentre os mais entusiasmados, estava o senador Humberto Costa (PT-ES): “Eita que a química só aumenta”. Outro petista, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), seguiu a mesma linha eufórica ao comentar a fotografia do aperto de mãos: “Tem coisa que nem a inteligência artificial consegue prever! Mas aconteceu: Lula e Trump lado a lado. Eu te entendo, Trump, é difícil resistir ao carisma do nosso presidente”. Já o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, que chamou várias vezes Trump de “o maior fascista do século XXI”, celebrou dizendo que “o diálogo é sempre o caminho”.

Apesar de toda a empolgação dos petistas, de concreto, no entanto, houve apenas o agendamento de novas reuniões bilaterais. As sanções permanecem intactas, sem recuo por parte dos Estados Unidos nas condições impostas para revisão do tarifaço.

Fim do jogo de pôr a culpa nos outros

Na oposição, não faltaram ironias sobre o oferecimento de Lula para ser mediador do conflito entre EUA e Venezuela, no que seria uma tentativa de desviar a conversa de tópicos incômodos. "Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?", questionou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente que está exilado nos EUA.

Como efeito residual do encontro, Lula agora terá de abandonar o discurso fácil de culpar Eduardo Bolsonaro pelo tarifaço, como vinha fazendo repetidamente. É a avaliação do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcanti: “Há meses o Brasil paga o alto preço da falta de humildade de um descondenado presidente que arrogantemente não quis negociar logo o tarifaço. Hoje está provado que a culpa é do descondenado Lula”.

O fato é que Trump tem demonstrado um tratamento diferenciado ao Brasil, tanto na inédita imposição de tarifas extras por perseguição judicial, como na aparente tolerância às críticas mais ácidas do presidente Lula e de seus aliados, que já classificaram o republicano como candidato a imperador do mundo e “maior líder fascista do século”.

Boa vontade de Trump visa não prejudicar disputas geopolíticas

Para o professor de Direito e Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Daniel Vargas, a primeira lição de Trump à comitiva brasileira é a de que ele não segue a tática do cancelamento típico da esquerda. “Trump não diz ‘eu vou emburrar e não vou mais falar com você’. Não é assim que ele jamais fez política, e não seria dessa vez”, sublinha.

A boa vontade aparente do líder americano em relação aos problemas brasileiros estaria ligada a aspectos geopolíticos relevantes envolvendo os embates com Venezuela e China. “Os Estados Unidos deslocaram o maior porta-aviões do planeta para o mar do Caribe. Isso não é apenas o esforço pontual de sinalizar uma ameaça. Já é mais do que isso. Ninguém move uma estrutura militar com essa envergadura para a beirada da Venezuela apenas para projetar poder. Há uma intenção dos EUA de ir além”, avalia Vargas.

Caso Trump realmente venha a intervir na Venezuela, acredita o docente da FGV, convém que isso ocorra no contexto de um canal de diálogo aberto com o Brasil, maior potência regional. Paralelamente, a disputa pelo acesso às terras raras, das quais China e Brasil têm as maiores reservas, também é peça-chave no tabuleiro. “Vejo que Trump está abrindo um canal para voltar a pressionar o Brasil, para que se afaste da China, para que se afaste da Venezuela e não ofereça guarida ou apoio a qualquer forma de proteção ideológica a governos da América Latina que estão em tensão com os EUA. Por isso, ele abre esse canal”, destaca Vargas.

Trump fala de Bolsonaro e Marco Rubio cita perseguição judicial

Na conversa com jornalistas antes da reunião, Trump enfatizou que há espaço para avançar na revisão das tarifas, desde que algumas condições que ele já havia colocado antes – como o fim da perseguição judicial a Bolsonaro – sejam atendidas. Trump voltou a elogiar Bolsonaro na entrevista – “Ele é um bom sujeito. Nós ficamos incomodados com as penas contra ele” – enquanto Lula se irritou quando perguntaram sobre o ex-presidente e pediu para encerrar a entrevista coletiva.

Quem foi encarregado por Trump a tratar dos temas políticos com a comitiva brasileira é o secretário de Estado, Marco Rubio. Na véspera do encontro na Malásia, Rubio destacou a parceria estratégica com o Brasil, mas não recuou em relação às condições para rever o tarifaço. “No longo prazo, acredito que é benéfico ao Brasil nos ter como parceiro comercial preferencial, em vez da China, por causa da geografia, por causa da cultura, por causa de um alinhamento em muitos aspectos. Mas, obviamente, temos alguns problemas com o Brasil, particularmente na maneira como alguns de seus juízes têm tratado o setor digital dos Estados Unidos e as postagens em mídias sociais de pessoas em solo americano. Teremos de trabalhar nisso, está tudo interligado”, afirmou Rubio.

Para além de aperto de mãos e poses sorridentes para fotos, o governo Trump está determinado a não deixar que a América Latina siga um trajeto de subordinação econômica e ideológica aos interesses de Pequim. Por isso mantém o canal de diálogo aberto com o governo brasileiro, apesar de ser um governo hostil e de esquerda, segundo o economista José Pio Martins. “Penso que mais do que o problema do Bolsonaro, a preocupação de Trump é com a Suprema Corte do Brasil agindo como a Suprema Corte da Venezuela. Isso é um experimento esquerdista de como implantar um regime autoritário via sistema judicial. Por outro lado, Trump sabe que regimes autoritários em países pobres acabam se alinhando a ditaduras esquerdistas, a começar pela China. E é perigoso para a própria segurança dos EUA ter isso na América do Sul, especialmente neste gigante que é o Brasil”, avalia.

Sem providências contra perseguição judicial, "chance zero" de fim das tarifas

Lula segue acreditando que os assessores conseguirão avançar naquilo que travou a conversa de alto nível: simplesmente tirar da mesa a “Tarifa Moraes”. Esse foi o apelido dado à maior parte do tarifaço de 50%, ligado à perseguição judicial a indivíduos e empresas, à violação dos direitos humanos e à agressão à liberdade de expressão. “Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu Lula na plataforma X. O governo americano, em contrapartida, não divulgou detalhes da conversa e Trump também não se manifestou sobre o assunto nas redes sociais.

Para conseguir a suspensão ou a revisão das tarifas, o governo Lula foge do tema de maior peso, conforme o próprio Trump, que é o fim da perseguição do judiciário brasileiro à Direita no país. E segue apostando em insistir apenas no componente econômico, argumentando que os Estados Unidos têm superávit com o Brasil e ótima relação histórica. Quais as chances de os EUA recuarem nas exigências e suspenderem a “Tarifa Moraes”, revogando a aplicação da Lei Magnitsky e o cancelamento de vistos de autoridades, sem que o Brasil avance em compromissos para interromper os abusos judiciais?

“É altamente improvável porque isso desmoralizaria os instrumentos que expressam a credibilidade do Estado americano. A imposição da Lei Magnitsky e o início de investigações comerciais são políticas de Estado. Creio que estes temas continuarão vivos, influentes, embora não possa dizer o peso que eles terão no encaminhamento de políticas entre os Estados Unidos e o Brasil. Os EUA não vão fazer isso (retirar sanções) como um ato de bondade para ninguém. A presença do Marco Rubio, ao lado de Trump, é uma sinalização de que a vertente ideológica continuará tendo prioridade nas decisões americanas”, conclui Daniel Vargas.

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Geral

‘TAXA DAS BLUSINHAS’: Quatro em cada dez já desistiram de compra internacional online por imposto de importação, mostra pesquisa

Estadão

Quatro em cada dez consumidores já desistiram de compras internacionais pela internet por causa do Imposto de Importação (II), a “taxa das blusinhas”, segundo uma pesquisa realizada pelo Nexus para a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Quatro em cada dez consumidores já desistiram de compras internacionais pela internet por causa do Imposto de Importação (II), a “taxa das blusinhas”, segundo uma pesquisa realizada pelo Nexus para a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre a população que tem o hábito de fazer esse tipo de compra, o porcentual de quem já desistiu de uma transação por causa da taxa aumentou de 13% em maio de 2024 para 38% em outubro. A razão dos que nunca desistiram caiu de 74% para 50% no mesmo período.

Dos que deixaram de fazer a compra por causa da “taxa das blusinhas”, 42% desistiram em definitivo. Outros 32% procuraram um produto similar, mas com entrega nacional. Já 14% foram a uma loja física, e 11% buscaram um produto parecido em outro site internacional.

Segundo a CNI, os números demonstram um impacto positivo para a indústria brasileira. “No entanto, o imposto ainda está em um patamar muito aquém do necessário para chegarmos a esse equilíbrio, pois a carga tributária de outros países é muito menor que a nossa”, diz o superintendente de Economia da entidade, Marcio Guerra, em nota.

Outros fatores

Além do Imposto de Importação, vários outros fatores também levaram a desistências de compras online, de acordo com a pesquisa. A proporção dos que desistiram por causa do ICMS atingiu 36% em outubro, considerando os consumidores que têm o hábito de fazer compras internacionais pela internet.

O custo do frete levou 45% dos consumidores habituais a desistir de uma compra. Outros 32% já abandonaram uma transação por causa da demora no prazo de entrega.

A pesquisa ouviu 2.008 pessoas de 16 anos ou mais, entre 10 e 15 de outubro, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Estadão Conteúdo

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Geral

Menina de 7 anos morre baleada durante tentativa de assalto em São José de Mipibu

Novo Notícias

Uma menina de 7 anos, identificada como Cecília Cândido Duarte, morreu após ser atingida por um tiro durante uma tentativa de assalto na noite deste sábado (25), em São José de Mipibu, na Grande Natal.

De acordo com informações preliminares, a família da menina foi alvo de criminosos que tentavam roubar o carro. Durante a abordagem, um disparo foi efetuado e atingiu a criança.

Cecília chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a secretaria de comunicação de São José de Mipibu, a vítima já deu entrada na unidade sem vida.

O corpo da criança foi encaminhado para a Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCI-RN), onde passará por perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Em nota oficial, a Prefeitura Municipal de São José de Mipibu lamentou o ocorrido. “Neste momento de dor, externamos nossa solidariedade e o mais profundo sentimento de pesar aos familiares e amigos, pedindo a Deus que conceda força e consolo a todos”, diz a publicação.

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Geral

Bebê prematuro dado como morto é retirado do próprio velório com vida no Acre após família ouvir choro

UOL


Um bebê recém-nascido e prematuro de 5 meses, dado como natimorto em uma maternidade de Rio Branco (AC), foi retirado do próprio velório com vida, ontem, na capital acreana.

O bebê estava sendo velado quando familiares constataram que ele estava vivo. Segundo informações divulgadas pelo MP-AC (Ministério Público do Acre), a família da criança informou que, na manhã de ontem, cerca de 12 horas após o bebê ser dado como morto, uma funerária particular chegou a buscá-lo na maternidade e o levou para ser enterrado no cemitério. Antes do sepultamento, porém, uma parente pediu para abrir o caixão e viu que ele estava chorando.

Recém-nascido foi dado como morto na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco. Em nota, a Sesacre (Secretaria de Estado de Saúde do Acre), por meio da direção da maternidade, informou que o bebê atendido na unidade foi inicialmente declarado sem sinais vitais após um parto normal, na noite de sexta (24). “Todos os protocolos de reanimação foram rigorosamente seguidos pela equipe multiprofissional, e o óbito foi constatado e comunicado à família”, divulgou a pasta.

Secretaria de Saúde confirmou que bebê foi encontrado com vida 12 horas após receber atestado de óbito. “Já fora das dependências da unidade, o bebê, prematuro extremo, apresentou sinais vitais e foi imediatamente levado de volta à maternidade”. Até ontem, ele estava em estado gravíssimo, “sob cuidados intensivos e acompanhamento contínuo da equipe médica e de enfermagem”, divulgou a pasta.

Bebê segue internado na UTI neonatal da maternidade, agora em estado grave, mas “clinicamente estável”. A informação consta no último boletim médico emitido pela unidade de saúde às 12 horas de hoje, conforme divulgado pela Sesacre. De acordo com a pasta, ele está intubado e em ventilação mecânica, sendo monitorado 24 horas por dia, “com sinais vitais dentro da normalidade para a idade gestacional”.

Pais do bebê são do município de Pauiní, no interior do Amazonas, e buscaram atendimento no Acre para a realização do parto prematuro, segundo MP.

Ainda ontem, Ministério Público oficiou a secretaria estadual e a maternidade com pedidos de informação sobre o caso. Em nota, o MP-AC divulgou que, por intermédio da 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde e “diante da gravidade dos fatos noticiados”, atua para “garantir que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas, bem como para apurar responsabilidades e adotar as medidas cabíveis”.

Secretaria de Saúde diz que instaurou uma apuração interna na maternidade para esclarecer caso. “A direção da unidade e toda a equipe manifestam profunda solidariedade à família neste momento delicado e reafirmam o compromisso com a ética, a humanização e a segurança no atendimento, colocando-se à disposição dos órgãos competentes para assegurar a transparência de todas as ações”, divulgou hoje a pasta em nota.

Polícia Civil esteve na maternidade na manhã de hoje para cumprir mandados de busca e apreensão, segundo imprensa local. A reportagem tenta contato com a corporação para mais informações sobre o andamento das investigações e o texto será atualizado no caso de futuras manifestações.

UOL

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Política

Enquanto Trump caça cartéis, Lula passa a mão na cabeça dos traficantes

Gazeta do Povo


No momento em que os Estados Unidos intensificam a guerra aos cartéis de drogas e afundam barcos carregados de cocaína no Caribe, o presidente brasileiro pede “cuidado” com os traficantes. E diz que é preciso combater os usuários, de quem os traficantes seriam vítimas.

O contraste não poderia ser maior. Nos EUA, o presidente Donald Trump e seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, definem o enfrentamento ao narcotráfico como uma extensão da guerra ao terrorismo: “Vamos caçá-los e matá-los onde quer que estejam”. Aqui, Luiz Inácio Lula da Silva prefere falar em empatia. Para o petista, os traficantes são “vítimas dos usuários” e não seus algozes.

Não se trata apenas de questionar a opção militar mais radical dos EUA no combate ao tráfico, que envolve a execução sumária dos suspeitos, sem levá-los à Justiça por meio de devido processo legal. O que Lula propõe é o outro extremo: em vez de tolerância zero, tolerância ilimitada. A inversão moral do discurso progressista brasileiro chega ao ponto de culpar a sociedade, e não o criminoso, pela violência do tráfico. Um velho discurso petista. O bandido é visto como produto da desigualdade, e não como autor de suas escolhas.

Discurso de traficantes como vítimas rende votos em redutos de criminosos

Não à toa, nas seções eleitorais de presos provisórios em 2022, Lula venceu com folga: obteve mais de 80% dos votos. Nesse colégio eleitoral, dos condenados, ele reina absoluto.

Enquanto Trump comemora a queda drástica do tráfico marítimo após autorizar a destruição de embarcações suspeitas, o governo brasileiro discute desencarceramento e acolhimento. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, fala em tratar o tema como questão de saúde pública. O Supremo, por sua vez, restringe operações policiais nas favelas — decisão que, na prática, deu mais espaço ao domínio do crime. E o resultado é visível: comunidades sitiadas, famílias reféns e uma sensação de impunidade crescente.

A política de Trump de explodir traficantes sem levá-los a julgamento, de fato, é controversa e questionável sob vários aspectos. Mas tratar o traficante como coitadinho, como faz Lula, pode ser tão, ou mais perigoso, do que transformá-lo em alvo de bombas. O coitadismo petista, em voga há tantos anos no país, cobra seu preço na forma de comunidades inteiras dominadas por facções e aprisionadas pelo tráfico. Os traficantes semeiam morte e destruição entre jovens e suas famílias. Tadinhos, diz Lula, são apenas vítimas.

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Brasil

Brasil registra 58 casos confirmados de intoxicação por metanol; mortes chegam a 15

Estadão

O Brasil registra 58 casos confirmados e 15 mortes por intoxicação por metanol a partir do consumo de bebidas alcoólicas. Os dados são do balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira, 24.

Os números apontam um salto no número de mortes em relação ao último boletim, divulgado na quarta-feira, 22, que registrava 10 óbitos – aumento de 50% em dois dias.

De acordo com a pasta, outras 50 ocorrências estão em investigação, enquanto 635 notificações suspeitas já foram descartadas.

São Paulo continua sendo o Estado com o maior número de casos: são 44 confirmações e 14 em investigação. Outros Estados com casos confirmados são Pernambuco (5 ocorrências), Paraná (6), Rio Grande do Sul (1), Mato Grosso (1) e Tocantins (1).

Em relação aos óbitos, São Paulo também lidera, com nove mortes. O Estado registrou dois óbitos nos últimos dias, assim como o Paraná. Pernambuco também teve mais uma vítima fatal da intoxicação.

Entre as mortes mais recentes está a do estudante Rafael dos Anjos Martins, que ficou internado por mais de 50 dias em coma no Hospital São Luiz, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Ele não resistiu e morreu na quinta-feira, 23.

No Paraná, um homem e uma mulher que estavam internados em Curitiba também morreram na quarta-feira, 22 – os óbitos não entraram no balanço divulgado naquele dia.

Outros nove óbitos seguem em investigação: quatro em Pernambuco, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um no Mato Grosso do Sul e um em São Paulo. Outras 32 notificações de mortes foram descartadas.

O metanol é uma substância tóxica que não pode ser identificada pelo cheiro ou pelo sabor e não provoca alterações visíveis nas bebidas. Mesmo em pequenas quantidades, pode levar uma pessoa à morte.

Os sinais de intoxicação costumam aparecer entre seis e 72 horas após a ingestão e podem ser confundidos com os de uma ressaca. Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, náuseas, vômitos, sonolência, falta de coordenação, tontura e confusão mental.

Entre as consequências mais graves estão dor abdominal intensa, alterações visuais (como visão embaçada, pontos escuros, sensibilidade à luz ou cegueira súbita), dificuldade para respirar, convulsões e coma.

Estadão Conteúdo

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NatalAcidente

Motorista fica ferido e é socorrido após capotar veículo na Via Costeira

Blog do BG

Um motorista ficou ferido e foi socorrido após capotar o carro na Via Costeira, em Natal, nesta sexta-feira (24). O acidente aconteceu na altura do antigo hotel da BRA, no sentido Mãe Luíza, por volta das 6h. O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) foi acionado e o motorista relatou aos policiais militares que perdeu o controle do veículo na curva e capotou. Ele estava a caminho do trabalho.

O carro atingiu uma árvore e um poste e parou no canteiro central da pista. O trânsito na via não foi afetado.

O motorista foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e levado para o pronto-socorro Clóvis Sarinho. A PM informou que não foi feito o teste do bafômetro no motorista porque ele já estava imobilizado pelo pescoço.

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Polícia

Mulher tem orelha e dedos decepados com facão pelo companheiro em Parnamirim

Agora RN

Policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM) prenderam em flagrante, na madrugada desta sexta-feira 24, um homem acusado de atacar a companheira com um facão dentro da própria casa, em Parnamirim, na Grande Natal. A ação ocorreu após denúncia recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) por volta de 0h.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a filha da vítima, uma adolescente de 14 anos, em desespero. Ela relatou que presenciou toda a agressão e contou que a mãe estava deitada quando o homem, seu padrasto, entrou na residência e começou a atacá-la com um facão. O casal mantinha um relacionamento há cerca de cinco meses.

De acordo com os policiais, o agressor resistiu à prisão por aproximadamente 20 minutos antes de ser contido. Nos fundos da cozinha, os militares encontraram a mulher gravemente ferida, com a orelha e um dos dedos decepados por golpes de facão, além de cortes profundos em várias partes do corpo, principalmente na cabeça. A arma usada no crime foi localizada sobre o fogão.

A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou socorro à vítima, que foi encaminhada em estado grave para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal.

O agressor foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio e permanece à disposição da Justiça.

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Mundo

Nova Lei dos Estrangeiros em Portugal endurece regras para brasileiros

G1

Entrou em vigor nesta quinta-feira (23) a Lei dos Estrangeiros em Portugal, que impõe regras mais rígidas para imigrantes no país, impactando diretamente a maior comunidade estrangeira do território: os brasileiros, que somam mais de 500 mil pessoas registradas em 2023. A norma, publicada no Diário da República na quarta-feira (22), foi promulgada pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa em 16 de outubro, após aprovação no Parlamento no fim de setembro.

Entre as principais mudanças, está a proibição de entrar como turista e depois tentar regularizar a estadia, prática anteriormente permitida de forma limitada. Agora, todos os estrangeiros de países de língua portuguesa devem solicitar o visto ainda em seu país de origem. A lei também altera as regras de reunião familiar, exigindo dois anos de residência legal para imigrantes solicitarem o reagrupamento, com exceções para filhos menores, pessoas com deficiência e casais com filhos em comum. Casais sem filhos devem esperar 15 meses, comprovando união estável de ao menos 18 meses antes da entrada em Portugal.

Para vistos de trabalho, apenas profissionais altamente qualificados poderão solicitar autorização para procura de emprego. Quem não conseguir contrato no prazo estipulado precisará retornar ao país de origem. A definição de “altamente qualificado” segue critérios do Cartão Azul da União Europeia, exigindo diploma superior ou experiência mínima de três anos e contrato ou oferta de trabalho de seis meses. Em 2024, dos 32 mil vistos de trabalho concedidos, cerca de 40% foram para brasileiros.

A lei também prevê mudanças na concessão de cidadania, que será tratada em legislação separada, com aumento do tempo mínimo de residência de cinco para sete anos para cidadãos da CPLP e para 10 anos para demais estrangeiros. Além disso, o texto permite recursos judiciais contra decisões da Agência para a Integração Migrações e Asilo (AIMA), garantindo que imigrantes possam recorrer à Justiça caso a demora no atendimento comprometa gravemente seus direitos.

Com informações do G1

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BrasilGeral

Itamaraty teme que falas de Lula prejudiquem encontro com Trump

Metrópoles

Integrantes do Itamaraty demonstram preocupação com possíveis efeitos das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do encontro com Donald Trump, marcado para domingo (26/10), na cúpula da Asean, na Malásia. Nos bastidores, diplomatas temem que comentários recentes possam azedar o clima da reunião entre os líderes.

A informação é da coluna do Paulo Cappelli, do Metrópoles. Ao falar sobre a Venezuela, Lula destacou que manter a América Latina e o Caribe como zona de paz é prioridade e afirmou que “intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar”. Em outra ocasião, o presidente disse que quando Trump “ofendeu” e “sobretaxou” o Brasil, “a gente não abaixou a cabeça”, gerando apreensão entre auxiliares do governo.

Apesar da cautela, o Palácio do Planalto trabalha para que o encontro ocorra sem tensões. A expectativa é de que a conversa se concentre em melhorar as relações diplomáticas e discutir a redução das tarifas impostas pelos EUA, sem que temas como a Venezuela dominem o diálogo.

Desde o encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na última quinta-feira (16/10), Lula se manifestou publicamente três vezes sobre a relação com os Estados Unidos, reforçando o interesse do governo em preservar a proximidade diplomática e viabilizar avanços nos assuntos econômicos bilaterais.

Com informações do Metrópoles

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Democracia

O sequestro da democracia

Gazeta do Povo

A democracia se esvazia quando o voto deixa de ter força prática: elites judiciais e midiáticas passaram a tutelar governos eleitos, sequestrando a soberania popular. (Foto: Imagem criada utilizando Chatgpt/Gazeta do Povo)

Obviamente, a democracia representativa não se resume ao ato de votar: seja de esquerda, centro ou direita, qualquer governo eleito precisa dos meios institucionais para transformar votos em políticas concretas.

Nos últimos anos, porém, multiplicaram-se exemplos globais de líderes que venceram eleições com forte apoio popular, mas foram tolhidos em sua capacidade de governar por forças externas: tribunais intervencionistas, parlamentos fisiológicos, burocracias resistentes e grande mídia hostil.

A distância crescente entre ganhar uma eleição e governar sugere a consolidação de um fenômeno preocupante: democracias tuteladas — regimes nos quais o voto popular continua existindo, mas sua força transformadora é mitigada ou neutralizada por camadas de poder que não se submetem ao escrutínio das urnas.

O resultado é um impasse: um presidente que é eleito com base na promessa de ruptura com o sistema, mas se vê refém das mesmas estruturas que prometeu reformar.

Esse fenômeno, ilustrado por casos como Donald Trump nos Estados Unidos, Jair Bolsonaro no Brasil, Benjamin Netanyahu em Israel e Javier Milei na Argentina, revela um padrão no qual líderes de direita enfrentam, invariavelmente, obstruções que os impedem de exercer plenamente o poder concedido pelo povo. Após a vitória, todos enfrentaram um cerco institucional e midiático que limitou drasticamente sua capacidade de ação.

Hoje, no Brasil e no mundo, vencer nas urnas confere legitimidade formal, mas já não garante controle sobre o Estado.

Está em curso um sequestro sutil da soberania popular: duas formas de ativismo – judicial e jornalístico – atuam como freios ao candidato eleito e ditam os rumos da política

Nesse modelo, o Judiciário reinterpreta leis a seu bel-prazer para bloquear agendas de governos conservadores, enquanto a grande mídia, movida por sabe-se lá quais interesses, amplifica as narrativas da oposição e opera como instrumento de engenharia social. A mídia se alinha ideologicamente ao Judiciário e a parte da elite burocrática, formando um tripé de poder que neutraliza a vontade majoritária.

Ora, quando o dissenso é tratado como ameaça à democracia, o espaço público se estreita. O eleitor perde referências confiáveis e o debate é substituído por campanhas de linchamento moral.

A liberdade de expressão foi uma das primeiras vítimas desse ambiente. A censura não se apresenta mais como proibição direta, mas como “moderação de conteúdo” ou “combate à desinformação”. Na prática, porém, o resultado é o mesmo: o silenciamento de vozes dissidentes.

Está em curso um sequestro sutil da soberania popular: duas formas de ativismo – judicial e jornalístico – atuam como freios aos candidatos de direita e ditam os rumos da política.

Enquanto isso, a mídia aposta em coberturas que influenciam comportamentos eleitorais, criando narrativas hostis contra a direita e justificando intervenções judiciais heterodoxas.

Pior ainda: a censura praticada em nome da liberdade cria um ambiente de medo, no qual políticos, jornalistas e cidadãos comuns críticos ao governo se veem obrigados a moderar suas opiniões para evitar sanções. Quando o medo substitui o debate, a democracia perde sua substância.

O resultado concreto é a transferência do poder decisório do eleitor para tecnocratas e magistrados, por meio de uma campanha sistemática de deslegitimação que molda a opinião pública e cria a permissão moral para ações judiciais extraordinárias. Ao mesmo tempo, o controle das redes e o consumo concentrado de notícias em poucos veículos de comunicação ampliam o viés cognitivo e reduzem a pluralidade informativa.

Os quatro casos mencionados revelam um padrão convergente: a crescente dificuldade de governar contra o consenso das elites institucionais e midiáticas.

Donald Trump enfrentou um cerco judicial e midiático sem precedentes. Decisões judiciais barraram decretos imigratórios e medidas executivas, enquanto a imprensa tratava seu primeiro governo como uma ameaça à democracia. A narrativa dominante consolidou a imagem de Trump como símbolo do perigo autoritário, justificando perseguições e censuras de apoiadores em plataformas digitais.

Jair Bolsonaro, no Brasil, viveu fenômeno semelhante. Seu governo foi constantemente confrontado pelo STF, que expandiu suas competências para interferir em políticas públicas. Simultaneamente, a mídia tradicional construiu uma narrativa de caos, mostrando-se omissa em relação a avanços econômicos.

O resultado foi um ambiente em que qualquer ato presidencial que desagradasse ao sistema era judicializado ou moralmente deslegitimado. Juízes tornaram-se protagonistas da política, tornando cada vez mais tênue a fronteira entre interpretar a lei e governar.

Benjamin Netanyahu, em Israel, é outro exemplo notável. Apesar de liderar por décadas o partido mais votado do país, enfrenta processos judiciais e campanhas permanentes para inviabilizar sua permanência no cargo. Suas tentativas de reformar o Judiciário foram apresentadas como um ataque à democracia, ainda que seu objetivo fosse equilibrar minimamente um sistema no qual juízes não eleitos acumulam poder crescente.


"Quando o eleitor percebe que seu voto pouco altera o curso real da política, o cinismo cresce. Democracias passam a produzir não cidadãos engajados, mas espectadores céticos"

Javier Milei, na Argentina, enfrenta hoje o cerco preventivo de uma elite midiática e sindical que tenta deslegitimar suas reformas econômicas antes mesmo de sua consolidação. A resistência institucional, herdada de décadas de populismo peronista, ameaça paralisar um governo que foi eleito justamente para romper com o status quo.

Apesar das diferenças culturais e institucionais, todos esses casos compartilham o mesmo denominador: a desconexão entre o voto popular e o poder real. Críticos argumentam que isso é uma defesa legítima da Constituição contra excessos populistas.

Mas um modelo no qual ganhar uma eleição não garante o exercício pleno do ato de governar sugere a necessidade de reformas urgentes – no mínimo, para restabelecer o equilíbrio entre os poderes, a isonomia entre os campos políticos em disputa e, last but not least, a liberdade de expressão.

A liberdade de expressão aparece como vítima colateral desse processo, e as eleições se tornam rituais meramente formais, já que o poder real reside em burocracias e grupos não eleitos. Exemplos de ativismo contra governos conservadores, por meio de interferências judiciais e midiáticas, sinalizam não somente um claro desequilíbrio de forças, mas um verdadeiro sequestro da democracia.

Tudo isso gera um efeito devastador: a erosão da confiança pública. Quando o eleitor percebe que seu voto pouco altera o curso real da política, o cinismo e a desesperança crescem. Democracias passam a produzir não cidadãos engajados, mas espectadores céticos. O descrédito no poder das urnas pavimenta o caminho para crises, com alternativas autoritárias ganhando apelo.

O fato é que, nos diversos países onde a esquerda domina o Judiciário e a grande mídia, a democracia deixou de refletir a soberania popular para se tornar uma oligarquia disfarçada: afinal de contas, quem governa — o povo ou elites não eleitas?

A erosão da confiança nas instituições costuma levar a ciclos de revanche. A descrença abre espaço para dois perigos simétricos: o autoritarismo reativo (governos que tentam romper o cerco à força) e o autoritarismo disfarçado (instituições que usam a retórica democrática para conservar o poder). Ambos nascem do mesmo problema: a perda de equilíbrio entre soberania popular e freios institucionais.

Modernizar a democracia parece uma tarefa urgente. Significa devolver ao povo o que lhe pertence — o direito não apenas de escolher governantes, mas de vê-los governar. A essência do regime democrático não está em realizar eleições periódicas, mas em garantir que a vontade nelas manifestada tenha consequência prática.

Sem esse realinhamento, a democracia corre o risco de se tornar uma fachada, um teatro institucional em que o povo vota, mas não decide. O verdadeiro perigo não é o golpe militar nem o populismo carismático: é o sequestro silencioso da soberania popular por elites judiciais, midiáticas e burocráticas que se autoproclamam guardiãs da democracia, enquanto a esvaziam por dentro.



Luciano Trigo - Gazeta do Povo

Luciano Trigo é escritor, jornalista, tradutor e editor de livros. Autor de 'O viajante imóvel', sobre Machado de Assis, 'Engenho e memória', sobre José Lins do Rego, e meia dúzia de outros livros, entre eles infantis.**Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.

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Geral

Gastos de viagens do governo Lula saltam de R$1 milhão para quase R$5 milhões por dia

Diário o Poder

O governo Lula (PT) já gastava, sem dó, R$1 milhão dos pagadores de impostos por dia com as viagens dos alegres ocupantes de cargos de confiança, mas depois ligou o botão do “exploda-se” e passou a torrar quase R$5 milhões, todo santo dia, em média, para bancar os passeios da turma.

O gasto médio anterior foi registrado nos primeiros 45 dias do ano, entre janeiro e fevereiro, mas, na sequência, de acordo com o Portal de Transparência, o governo petista meteu o pé na jaca com gosto.

A febre de viagens lulista coincide com a fabulosa oferta de opções da moderna tecnologia, como videoconferências, que dispendam viagens.

Entre março e este mês de outubro, média de despesas com diárias e passagens disparou de R$1 milhão para mais de R$4,8 milhões por dia.

O total não inclui gastos de Lula, Janja e as outras 45 autoridades que se aproveitam da regalia dos jatinhos da Força Aérea Brasileira.

No total, o governo torrou mais de R$1,4 bilhão com diárias e passagens desde janeiro e até meados de outubro deste ano.

Coluna de Cláudio Humberto – Diário do Poder

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Mortes por bebida adulterada com metanol sobem para 9 no Brasil — governo investiga 104 casos

Agência Brasil

O número de pessoas que morreram intoxicadas por bebidas adulteradas com metanol subiu para nove em todo o país, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Ministério da Saúde. Ao todo, já são 104 notificações oficiais — sendo 47 casos confirmados e outros 57 ainda em investigação. Outras 578 notificações foram descartadas.

As mortes foram registradas em São Paulo (6), Pernambuco (2) e Paraná (1). Há ainda sete óbitos sob investigação em SP, PE, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e PR, conforme o Ministério.

Balanço atualizado:

São Paulo
– 38 casos confirmados
– 19 em investigação
– 408 descartados

Pernambuco
– 3 confirmados
– 26 em investigação

Paraná
– 5 confirmados
– 2 em investigação

Rio Grande do Sul – 1 confirmado

Rio de Janeiro – 2 em investigação

Piauí – 3 em investigação

Mato Grosso do Sul – 1 em investigação

Goiás – 1 em investigação

Bahia – 1 em investigação

Minas Gerais – 1 em investigação

Tocantins – 1 em investigação

Alerta grave: o perigo do metanol

O metanol é um produto altamente tóxico, usado em indústrias químicas para fabricar solventes, plásticos, tintas e combustíveis.
Quando ingerido, o corpo o transforma em substâncias venenosas, como formaldeído e ácido fórmico, que atacam o sistema nervoso central e podem causar cegueira e morte.

Para se ter ideia, 10 ml podem cegar uma pessoa — e 30 ml já são fatais. O perigo é ainda maior porque os sintomas aparecem horas depois da ingestão, parecendo apenas uma ressaca comum, o que atrasa o socorro e o tratamento.

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EconomiaJuros

Receita usará dados do PIX para cruzar com Imposto de Renda e identificar sonegação

Agência Brasil

A Receita Federal passou a utilizar informações de movimentações feitas via PIX para cruzar com declarações de Imposto de Renda, visando identificar casos de sonegação fiscal. A medida já resultou em autuações de contribuintes cujas transações não foram declaradas, segundo reportagem do Terra.

A ação contrasta com declarações anteriores do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que em janeiro havia afirmado que o governo não usaria o PIX para rastrear despesas nem ampliaria o monitoramento das transações financeiras. Na ocasião, Haddad reforçou que o sistema permaneceria gratuito e protegido pelo sigilo bancário.

Com o novo cruzamento de dados, o Fisco reforça sua capacidade de fiscalização e aproxima o Brasil de modelos internacionais de monitoramento de operações digitais. O PIX, que atualmente movimenta mais de R$ 1,5 trilhão por mês, se consolida como o principal meio de transferência no país.

A medida reacende o debate sobre privacidade financeira e os limites da atuação estatal, destacando a tensão entre inovação nos meios de pagamento e o controle fiscal sobre transações digitais.

Com informações de Terra, Agência Brasil, CNN Brasil e gov.br.

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FutebolEsporteFlamengo

Flamengo vence no Maracanã e empata em número de pontos com Palmeiras

Agência Brasil

O Flamengo aproveitou o fator casa para derrotar o Palmeiras por 3 a 2, na tarde deste domingo (19) no estádio do Maracanã, e chegou aos mesmos 61 pontos do Verdão, que permanece na liderança do Campeonato Brasileiro pelo maior número de vitórias na competição.

Com este triunfo, o Rubro-Negro da Gávea ganha confiança para encarar a reta final da competição, na qual precisa tropeçar menos do que o time comandado pelo técnico português Abel Ferreira para ficar com o título nacional. Já o Palmeiras precisa se recuperar rápido desse revés para continuar lutando pela conquista do Brasileiro.

O jogo

Flamengo e Palmeiras protagonizaram um grande espetáculo para os mais de 71 mil torcedores que compareceram ao estádio do Maracanã. Nos primeiros movimentos da etapa inicial o Verdão criou as melhores oportunidade de abrir o marcador. E poderia ter aberto vantagem logo aos 2 minutos, caso o árbitro da partida assinalasse pênalti a favor do time paulista quando o volante Jorginho empurrou o zagueiro Gustavo Gómez dentro da área.

Porém, o Rubro-Negro conseguiu segurar a pressão inicial do Palmeiras e foi mais eficiente para ficar em vantagem aos nove minutos. O goleiro Rossi acertou lançamento para Pedro, que, com grande categoria, se livrou da marcação do zagueiro Bruno Fuchs antes de lançar em profundidade para Arrascaeta, que partiu em velocidade para bater na saída do goleiro Carlos Miguel.

O time do técnico português Abel Ferreira continuou buscando o ataque, e finalmente chegou ao seu gol aos 24 minutos. O lateral Khellven levantou a bola na área e Vitor Roque subiu mais do que Emerson Royal para cabecear para superar o goleiro argentino Rossi.

O confronto continuou aberto até os últimos minutos da etapa inicial, quando o Flamengo aproveitou desatenção da defesa palmeirense para conseguiu marcar outras duas vezes. A primeira foi aos 37 minutos, quando Bruno Fuchs calçou Pedro dentro da área. Pênalti para o Rubro-Negro, que voltou a ficar em vantagem novamente graças a uma cobrança perfeita do volante Jorginho. Depois, aos 44, quem falhou foi Anibal Moreno, que, na entrada da área, perdeu o domínio da bola para Pedro, que não perdoou diante de Carlos Miguel.

Na etapa final o Palmeiras tentou muito, e conseguiu descontar já nos acréscimos, com o zagueiro Gustavo Gómez, após grande jogada de Facundo Torres pela ponta esquerda. Fora isso, o Flamengo foi muito seguro para segurar a vantagem até o apito final.

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SaúdeRN

Servidores administrativos da saúde do RN entram em greve por tempo indeterminado

Tribuna do Norte

Os servidores administrativos da saúde estadual do Rio Grande do Norte iniciam, nesta segunda-feira (20), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada por unanimidade durante assembleia da categoria, realizada no último dia 15 de outubro, e reflete o descontentamento dos trabalhadores com a falta de avanços nas negociações com o Governo do Estado, comandado por Fátima Bezerra (PT).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), a categoria reivindica uma série de melhorias nas condições de trabalho e remuneração. Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho para 108h mensais (30h semanais) e 144h mensais (40h semanais), o pagamento de horas extras devidas conforme o Art. 30 da Lei 694/2022 do PCCR, a implementação do vale-alimentação e o reajuste das gratificações de coordenadores e chefias, que estão congeladas há mais de duas décadas.

Em nota, a categoria afirmou que os servidores também cobram que as gratificações sejam calculadas com base em 20% do vencimento básico, além de questionarem a morosidade do governo estadual em apresentar propostas concretas para resolver as pautas pendentes. Segundo o sindicato, a categoria enfrenta baixa remuneração, negação de direitos básicos e sobrecarga de trabalho, fatores que têm impactado diretamente a qualidade de vida e o desempenho profissional desses trabalhadores.

Tribuna do Norte

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Geral

Por unanimidade, STJ exclui Dirceu, Genoíno e Delúbio de ação por improbidade no Mensalão

Poder 360

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, retirar o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno, o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-ministro Anderson Adauto da ação de improbidade administrativa ligada ao caso do Mensalão. A decisão, tomada em 2 de outubro e divulgada nesta segunda-feira (20), também beneficia outros 11 réus.

Os ministros entenderam que o Ministério Público Federal (MPF) usou o recurso errado para tentar reverter uma decisão de 2009, que já havia encerrado o processo contra esses réus sem julgamento do mérito. Na época, a Justiça de 1ª instância havia decidido que ministros de Estado não podiam ser processados por improbidade, e que outros acusados já respondiam a ações semelhantes.

O MPF recorreu, mas o STJ concluiu que o órgão cometeu um “erro grosseiro” ao usar uma apelação em vez de um agravo de instrumento, que seria o recurso correto.

O relator, ministro Sérgio Kukina, afirmou que a jurisprudência atual do tribunal não permite mais aceitar recursos errados — mesmo que o erro tenha sido considerado “razoável” no passado.

Com isso, o STJ confirmou que o processo contra Dirceu, Genoíno, Delúbio e Adauto está definitivamente encerrado, sem possibilidade de punição por improbidade administrativa nesse caso.

Com informações de Poder 360

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Mundo

Veja quais sites e apps foram afetados pelo apagão da nuvem da Amazon

Metrópoles

O apagão verificado nesta segunda-feira (20/10) na Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços em nuvem da Amazon, causou problemas e interrupções em diversos sites e aplicativos . Entre os app afetados estão: Snapchat, Fortnite, Facebook e Prime Video.

Segundo o site Downdetector, as instabilidades começaram nesta manhã. A AWS informou estar investigando o “aumento nas nas taxas de erro e latências em diversos serviços da AWS”.

“Estamos trabalhando em vários caminhos paralelos para acelerar a recuperação”, informou a AWS.

Outros serviços afetados são a assistente virtual Alexa, que deixou de responder comandos de voz e rotinas programadas, e plataformas como Airtable, Canva e o aplicativo da rede McDonald’s. No Brasil, sites e apps como Mercado Livre, Wellhub (antigo Gympass), Hotmart e iFood sofreram com o apagão.

Instabilidade ao redor do mundo

Ainda segundo a AWS, o problema afeta outros serviços ou recursos globais que dependem de dispositivos físicos ou virtuais conectados à rede, que foram os que apresentaram a falha.

“Durante esse período, os clientes podem não conseguir criar ou atualizar casos de suporte. Recomendamos que os clientes continuem tentando novamente quaisquer solicitações com falha”, pontou a empresa.

De acordo com a empresa, foram aplicadas medidas iniciais de mitigação, e os sites já apresentam funcionamento normal.

A empresa informou que algumas solicitações podem estar limitadas enquanto trabalham para a recuperação completa, mas que “os serviços continuam a operar, apesar do acúmulo de eventos em plataformas como o CloudTrail e o Lambda”.

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Saúde

AVC mata uma pessoa a cada 6,5 minutos no Brasil

Agência Brasil

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, figura atualmente como uma das principais causas de morte e incapacidade física no mundo. Dados da consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares Planisa indicam que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre em razão do AVC no Brasil.

Os números revelam ainda custos hospitalares relacionados ao tratamento do AVC no sistema de saúde brasileiro. Entre 2019 e setembro de 2024, foram contabilizadas 85.839 internações, com permanência média de 7,9 dias por paciente, resultando em mais de 680 mil diárias hospitalares.

Desse total de diárias, 25% foram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias. No período analisado, os gastos acumulados chegaram a R$ 910,3 milhões, sendo R$ 417,9 milhões em diárias críticas e R$ 492,4 milhões em diárias não críticas. Apenas em 2024, até setembro, o montante já ultrapassava R$ 197 milhões.

O levantamento mostra que, ao longo dos anos, houve crescimento constante dos custos, que praticamente dobraram entre 2019 e 2023, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. O aumento acompanha a alta no número de internações por AVC, que saltou de 8.380 em 2019 para 21.061 em 2023.

Entenda

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. O quadro acomete mais homens e, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação.

A pasta classifica como primordial estar atento a sinais e sintomas como confusão mental; alteração da fala e da compreensão; alteração na visão (em um ou em ambos os olhos); dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente; alteração do equilíbrio, tontura ou alteração no andar; e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral – isquêmico ou hemorrágico. A tomografia computadorizada de crânio, segundo o ministério, é o método mais utilizado para a avaliação inicial, demonstrando sinais precoces de isquemia.

Os fatores de risco listados pela pasta incluem hipertensão; diabetes tipo 2; colesterol alto; sobrepeso; obesidade; tabagismo; uso excessivo de álcool; idade avançada; sedentarismo; uso de drogas ilícitas; e histórico familiar, além de ser do sexo masculino.

Agência Brasil

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Saúde

Pela primeira vez em 20 anos, número de adultos fumantes cresce no Brasil

Agência Brasil

Pela primeira vez em quase duas décadas, o número de fumantes no Brasil aumentou, quebrando uma tendência histórica de queda. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, a proporção de adultos fumantes nas capitais brasileiras saltou de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024. Um crescimento de 25% em apenas um ano.

Os dados alarmantes reacenderam o alerta entre autoridades de saúde. Para o médico da família e comunidade, Felipe Bruno da Cunha, essa crescente pode estar relacionada à popularização de novos produtos, a exemplo dos cigarros eletrônicos, que atraem, especialmente os mais jovens:

“Eu acredito que tem muita relação direta com as novas formas associadas ao fumo. Porém, na última década, nós vemos um aumento expressivo, principalmente por conta do cigarro eletrônico, o vape. A partir de outros tipos de cigarro, o cigarro de palha, por exemplo. Então, por isso o aumento expressivo”, diz.

A Organização Mundial da Saúde considera o tabagismo uma pandemia, pois é a principal causa de morte evitável no mundo, com aproximadamente 8 milhões de óbitos por ano. O especialista ressalta que mais de 50 tipos de doenças podem ser causadas pelo cigarro, principalmente as cardiovasculares, as respiratórias e também cerca de 10 tipos de cânceres.

“Existem riscos inúmeros associados ao cigarro, não só a dependência química, mas também as complicações físicas”, reitera o médico.

O médico também esclarece sobre os riscos do tabagismo para os fumantes passivos. “Porque aquelas pessoas que convivem com aquele fumante, têm um risco associado também a doenças crônicas, principalmente, a gente fala da própria correlação, inclusive, de neoplasias, o câncer de pulmão. Então, é muito importante procurar ajuda”, aponta.

Agência Brasil

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Mundo

Israel volta a bombardear Gaza após Hamas violar cessar-fogo e atacar militares

G1


Mesmo com o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza neste domingo (19), segundo testemunhas e a imprensa local. A ação seria uma retaliação a um ataque do Hamas contra militares israelenses.

O governo de Israel ainda não confirmou oficialmente os bombardeios, mas informou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou uma “forte resposta” ao grupo islâmico.

O Hamas negou ter realizado qualquer ataque e acusou Israel de violar o cessar-fogo, que foi mediado pelos Estados Unidos e garantiu o retorno de reféns israelenses.

Testemunhas relataram dois ataques aéreos em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, após confrontos entre combatentes palestinos. Um oficial israelense disse que o episódio representa “uma violação flagrante da trégua”.

Desde o início do cessar-fogo, o Hamas afirma que 37 palestinos foram mortos por forças israelenses em incidentes isolados.

Com informações de g1

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Brasil

A maravilhosa ascensão do companheiro Bessias

Gazeta do Povo


Onde você estava no dia 16 de março de 2016? Lembro-me bem: era uma tarde ensolarada e eu estava escrevendo uma crônica aqui em casa, quando ouvi uma estranha conversa entre Dilma, a Mulher Sapiens, e seu padrinho político. Ali nascia oficialmente uma das figuras mais bizarras da nossa tragicomédia institucional: o Bessias.

Nasceu de uma ligação telefônica, não de uma conversa republicana, mas de um sussurro conspiratório. A então presidente, aflita com a iminência da prisão de seu mentor, profere a senha:

— Tô mandando o Bessias com o papel.

Era o termo de posse. Era o escudo. Era a tentativa de transformar um réu em ministro e o Palácio Presidencial em valhacouto.

— Só use em caso de necessidade — continuou Dilma — como quem entrega um salvo-conduto.

O país ouviu. Todo mundo ouviu. Alguns riram. Outros gritaram. Muitos entenderam que ali morria de vez o pudor republicano — e nascia um personagem.

Naquele dia, o Brasil não conheceu um jurista, conheceu um office-boy: um carteiro de ocasião com função sacramental, impedir a Justiça de alcançar seu destinatário.

Ele não deu entrevista. Não apareceu em vídeo. Não assinou nada. Mas entrou para a história com um apelido e uma frase:

— O Bessias tá indo.

O tempo passou. Pouco mais de nove anos depois, o país acorda com a notícia de que o portador virou destinatário.

Entre o “tá indo” e o “está nomeado”, houve apenas um verbo que explica tudo: recompensar.

Não se trata de mérito jurídico, embora diplomas sempre se encontrem para justificar o já decidido (o Brasil é o país dos diplomados). Trata-se de fidelidade ao Partido e coerência interna: quem leva um termo de posse em 2016 recebe um cargo vitalício em 2025.

A história não premiou um jurista: premiou um funcionário e fez dele guardião da Constituição. Bem, nós já sabemos como se comportam esses guardiões.

O office-boy virou oráculo. O estafeta virou estrela. O subalterno virou supremo.

Nada disso, porém, acontece por acaso. Não existe petista de graça. O Bessias não subiu ao altar da toga por flutuação mística: a ascensão do ex-carteiro da Dilma foi pavimentada com selos dos Correios.

Três diretorias da estatal — que acaba de anunciar um rombo recorde de 20 bilhões — foram oferecidas ao Senado em troca do sim sacramental. É a liturgia do balcão. Davi Alcolumbre, o sacerdote da sabatina, precisava ser acalmado. E não há calmante melhor do que uma estatal sangrando com vaga aberta.

A moeda de troca já foi o ouro. Hoje é o carteiro. O Bessias sobe ao Supremo como quem foi despachado por PAC expresso. Chamam isso de articulação política. Mas qualquer um que já entrou em repartição sabe o nome certo.

A instituição é suprema, mas o caminho até ela continua sendo o mesmo: o da velha escada do vale-tudo. Com selo, carimbo e código de rastreamento. Só assim para os Correios funcionarem!

Mas a trajetória do Bessias não parou no despacho de papéis ou nas diretorias trocadas por bênçãos senatoriais. Em 2023, ele fundou sua obra-prima: a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia — um nome que, como todo nome soviético, diz o contrário do que faz.

A função oficial é combater a desinformação. A função real é combater a dissidência.

Sob seu comando, o governo passou a decidir o que é verdade. Criou-se uma espécie de Procuradoria da Verdade, um ministério informal encarregado de proteger o bom nome das políticas públicas — e, se possível, calar os que ousam discordar delas.

Nada mais coerente. O mesmo funcionário que um dia correu para salvar seu chefe da Justiça hoje corre para censurar quem ousa questionar seus chefes. O Bessias virou o guardião do discurso autorizado. Da função de levar o papel, passou à missão de controlar a palavra.

Parabéns, companheiro Bessias! Já pode assinar o termo de posse — e a certidão de óbito da República.

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Brasil

O triste espetáculo de Barroso em favor do aborto

Gazeta do Povo

Não contente em já deixar um legado bastante negativo em seus 12 anos como ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso quis encerrar esse período com uma atitude que resume à perfeição a sua passagem pela principal corte brasileira. Imitando Rosa Weber, que às vésperas de sua aposentadoria, em 2023, abriu uma sessão virtual para votar a ADPF 442, que pleiteia a legalização do aborto nas 12 primeiras semanas de gestação, Barroso pediu ao atual presidente da corte, Edson Fachin, que reabrisse aquela votação, suspensa por um destaque do próprio Barroso que pedia uma sessão presencial do plenário do STF, destaque esse que o ministro cancelou nesta sexta-feira.

Apesar de sua conhecidíssima militância abortista, durante os dois anos em que Barroso foi presidente da corte – tendo, portanto, controle total sobre a pauta de votações –, ele jamais recolocou em análise a ADPF 442, proposta pelo Psol (a linha auxiliar do petismo no Supremo para as pautas morais de interesse da esquerda) e pelo Instituto Anis. Argumentava que a sociedade brasileira ainda não tinha “amadurecido” para discutir a questão e que “o debate público não está fortalecido”. Um argumento muito curioso, pois Barroso não é o tipo de magistrado que liga para o que a população pensa – pelo contrário, ele se orgulha do papel “iluminista e contramajoritário” do Supremo, um tribunal que precisa “empurrar a história na direção certa”, leia-se a direção que ele julga certa. Além disso, a opinião publicada (que não necessariamente reflete a opinião pública) é amplamente favorável à legalização do aborto.

Se Barroso queria apenas depositar seu voto na ADPF 442, podia tê-lo feito antes, sem provocar correria no seu último dia como ministro do STF

As razões de Barroso provavelmente eram bem mais pragmáticas: faltar-lhe-iam os quatro votos necessários, além do seu e do de Rosa Weber, para a vitória da ADPF 442. Assim, nos últimos dois anos, enquanto não conseguia convencer os colegas, o ministro seguia discursando sobre o tema, na prática adiantando seu voto, apesar da vedação do artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura. E talvez ainda não haja seis votos a favor do aborto no Supremo, mas, com a aposentadoria às portas, Barroso resolveu que não poderia sair sem dar sua contribuição final para o ativismo judicial (já que cabe apenas ao Legislativo decidir sobre essa questão), e da forma mais nefasta possível. Afinal, o despacho em que pede a Fachin a reabertura da sessão virtual menciona apenas a “excepcional urgência, decorrente da minha aposentadoria com efeitos a partir de 18.10.2025”, sem nenhuma referência a qualquer “amadurecimento” da sociedade que justificasse a retomada do debate – até porque menos de um mês atrás ele havia voltado a dizer, em entrevista, que o país ainda não estava pronto para essa discussão.

Barroso não precisava de nada disso; se desejava apenas incluir seu voto, e se já alimentava havia algum tempo a ideia de deixar o STF, como afirmou, poderia ter retirado o destaque e convocado a sessão virtual quando ainda era presidente da corte; ou poderia ter feito o pedido a Fachin com alguns dias de antecedência, logo após anunciar sua aposentadoria, em vez de deixar tudo para seu último dia como ministro. Mesmo assim, o novo presidente do Supremo (que, aliás, concorda com Barroso, tendo acompanhado o colega quando ele sequestrou um habeas corpus de dois médicos em 2016 para defender que a criminalização do aborto era inconstitucional) fez-lhe uma deferência final, convocando uma sessão virtual curta – das 20 horas de sexta até a meia-noite de segunda-feira, dia 20; normalmente, julgamentos virtuais duram sete dias completos –, “assegurado julgamento ulterior no plenário presencial”. Mal Barroso havia depositado seu voto, acompanhando Rosa Weber, foi a vez de o ministro Gilmar Mendes apresentar um destaque, levando o relator da ADPF, Flávio Dino, a suspender o julgamento virtual.

Dos equívocos do voto de Barroso, inversamente proporcionais ao tamanho de seu voto de duas páginas e meia, trataremos em breve neste espaço. Por ora, registre-se o triste espetáculo que o ministro dá em sua despedida. Barroso inventou urgências; acelerou e improvisou ritos; escolheu o ambiente asséptico do julgamento virtual para um dos assuntos mais importantes que o STF já julgou; e aproveitou uma conveniente noite de sexta-feira, quando uma Brasília já esvaziada não tinha como oferecer, nas tribunas do parlamento, o merecido repúdio a essa atitude. Tudo isso para promover um suposto direito à eliminação de seres humanos indefesos e inocentes – uma prática que, por mais que Barroso se gabe de seu “iluminismo”, de iluminada não tem absolutamente nada.

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Geral

CPRE já retirou de circulação 554 motocicletas com escapamentos barulhentos em 2025

Tribuna do Norte

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) já retirou de circulação 554 motocicletas com escapamentos irregulares até outubro de 2025, dentro da Operação Sossego, que combate a poluição sonora causada por motos barulhentas em Natal e na Região Metropolitana.

O número equivale a uma média de cerca de 55 apreensões por mês.

A operação tem como alvo veículos que circulam sem silenciadores, com escapamentos furados, descargas livres ou adulterações que aumentam o ruído.

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir motocicleta provocando poluição sonora é uma infração grave, com multa de R$ 195,23 e acréscimo de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Com informações de Tribuna do Norte

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Mundo

Zelensky deixa Casa Branca sem garantias, mas aposta em Trump para cessar-fogo

CNN

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encerrou nesta sexta-feira (17) sua terceira visita à Casa Branca em 2025 sem obter compromissos concretos sobre o futuro da guerra contra a Rússia. Mesmo assim, declarou confiar na capacidade de Donald Trump para intermediar um cessar-fogo. Durante o encontro, Zelensky solicitou o envio de mísseis Tomahawk — armamento de longo alcance capaz de atingir até 880 km/h e transportar 450 kg de explosivos —, mas não recebeu sinal verde do governo americano.

As informações são da coluna do William Waack, da CNN. Trump disse preferir que o conflito chegue ao fim sem o uso dos Tomahawks, classificando-os como “muito poderosos” e afirmando que os EUA precisam manter parte do arsenal em território próprio. “Espero que consigamos acabar com o conflito sem pensar em Tomahawks. Acho que estamos bem próximos disso”, declarou. Zelensky, por sua vez, afirmou que Moscou está “assustada” com a possibilidade de Kiev obter os mísseis.

Na tentativa de aproveitar o momento de alta diplomática de Trump, após o cessar-fogo em Gaza, o líder ucraniano parabenizou o republicano e disse enxergar uma oportunidade para encerrar a guerra. “Acho que este é um momento propício para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Entendemos que Putin não está pronto, mas tenho confiança que podemos acabar com o conflito”, disse Zelensky.

Após a reunião, Trump sugeriu que a solução poderia passar por congelar as linhas de fronteira atuais, mantendo os territórios ocupados como estão. A declaração ocorreu um dia depois de uma ligação telefônica com Vladimir Putin, que também felicitou o americano pelo acordo no Oriente Médio. Trump e Putin devem se encontrar em breve em Budapeste, na Hungria — local simbólico, já que foi lá, em 1994, que a Ucrânia abriu mão de seu arsenal nuclear em troca de garantias de segurança que se mostraram insuficientes para evitar a invasão russa.

Com informações da CNN

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Geral

Voto de Barroso a favor de aborto e dobradinha com Gilmar causam desconforto no STF

Folha de São Paulo

A decisão de Luís Roberto Barroso de votar pela descriminalização do aborto antes de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou surpresa e desconforto entre ministros. Embora sua posição sobre o tema fosse conhecida, havia expectativa de que ele encerrasse sua trajetória na Corte sem se manifestar no julgamento da ADPF 442, que trata da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana. Barroso formalizou o voto na sexta-feira (17), em sessão virtual extraordinária solicitada ao presidente Edson Fachin — pedido que foi recebido pela imprensa antes mesmo de chegar a alguns colegas.

Até a véspera, Barroso mantinha indefinido se participaria do julgamento. Na noite de quinta (16), decidiu não apenas votar, mas também conceder duas liminares em ações herdadas de Fachin no início de outubro. Nas decisões, autorizou enfermeiros e técnicos de enfermagem a auxiliarem em procedimentos de aborto legal sem risco de punição, suspendendo processos administrativos e penais relacionados. A medida confronta o artigo 128 do Código Penal, que reserva a prática exclusivamente a médicos, e vai de encontro à posição do Conselho Federal de Medicina, contrário à ampliação do acesso a outros profissionais.

A forma como o voto foi articulado também teve peso político dentro do tribunal. Barroso comunicou apenas a poucos ministros, entre eles Gilmar Mendes — com quem protagonizou embates públicos no passado. Apesar disso, ambos firmaram uma estratégia conjunta: após o registro do voto no plenário virtual, Gilmar pediu destaque, interrompendo o julgamento, como combinado. Em paralelo, ele abriu divergência em relação à liminar sobre os profissionais de enfermagem, sendo seguido por Cristiano Zanin, Flávio Dino, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que se posicionaram sem apresentar votos escritos.

Nos bastidores, o gesto foi interpretado como parte do legado pessoal de Barroso. Caso não tivesse votado, seu sucessor herdaria tanto a relatoria das ações quanto a prerrogativa de se manifestar no mérito da ADPF 442. O nome mais cotado para a vaga é o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico — fator que, segundo aliados do ex-ministro, pesou no cálculo político. Ainda assim, a avaliação majoritária é de que prevaleceu um componente biográfico: defensor histórico dos direitos reprodutivos, Barroso quis assegurar que sua posição ficasse registrada no tema que considera de grande relevância social.

Sua atuação nesse campo vem de longa data. Antes de ingressar no STF, participou como advogado do caso que autorizou o aborto em casos de anencefalia, em 2012. Já como ministro, foi um dos votos determinantes em 2016, na Primeira Turma, ao entender que a prática não configura crime até o terceiro mês de gestação — decisão que impulsionou movimentos feministas a apresentarem a ADPF 442 em 2017. A sexta-feira foi marcada por intensa mobilização nas redes sociais para pressionar Barroso, coroada pelo pedido de sessão extraordinária. A abertura da votação demorou cinco horas para ser confirmada por Fachin, que registrou preferir o debate no plenário presencial.

Com informações da Folha de S.Paulo

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Saúde

Brasil registra 46 casos confirmados de intoxicação por metanol e 8 mortes

Blog do BG

O Brasil já soma 46 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (17). Além disso, 87 ocorrências seguem em investigação.

São Paulo concentra a maior parte dos casos: 38 confirmados e 44 suspeitos. O Paraná tem quatro confirmados, Pernambuco três, e o Rio Grande do Sul um. Ao todo, 528 suspeitas foram descartadas.

Outros estados com casos em investigação incluem Pernambuco (23), Rio de Janeiro (6), Piauí (3), Mato Grosso do Sul (2), Goiás (2), Paraná (2), Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba e Tocantins, todos com uma notificação cada.

Mortes

Até agora, o número de óbitos permanece em oito: seis em São Paulo e duas em Pernambuco. Outros oito casos de mortes estão sob investigação, com suspeitas em São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará. 26 mortes suspeitas já foram descartadas.

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Política

Lula critica “extrema direita” e elogia Evo Morales e Hugo Chávez

CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o 16º Congresso do PCdoB, na noite de quinta-feira (16), para refletir a situação política atual no mundo e criticar a ascensão da “extrema direita”. O petista ainda relembrou, em tom elogioso, antigos líderes de países da América do Sul, como Evo Morales e Hugo Chávez.

“Qual é a tarefa que nós, militantes de esquerda, temos que fazer? Porque se a gente não discutir isso, a gente não descobre porque a extrema direita cresceu tanto no mundo e os setores progressistas diminuíram tanto no mundo. Nós precisamos parar para discutir isso. Muitas vezes, a gente costuma jogar a culpa nos outros e a gente não pensa se a gente errou, se a gente não errou, o que a gente deixou de fazer ou não deixou de fazer”, afirmou o presidente.

Lula chegou a citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “figura politicamente grotesca”.

“Como é que se explica uma figura politicamente grotesca como o Bolsonaro virar presidente da República desse país? Como é que se explica outras figuras serem eleitas em outros países da América do Sul e na Europa?”, questionou.

O presidente emendou relembrando políticos com quem teve o “prazer” de conviver em seus mandatos anteriores.

“A minha convivência com Michelle Bachelet e com [Ricardo] Lagos, no Chile; com [Cristina] Kirchner, na Argentina; com Tabaré [Vázquez] e com [Pepe] Mujica, no Uruguai; com o companheiro [Fernando] Lugo, no Paraguai; com tanta gente… O companheiro [Hugo] Chávez, na Venezuela; com o companheiro Evo Morales, na Bolívia”, citou.

“Ou seja, isso tudo acabou. Nós tínhamos criado a Unasul [União de Nações Sul-Americanos], que era o melhor momento político da América do Sul em 500 anos de história. E não é fácil reconstruir, porque a eleição está mostrando que a extrema direita está voltando”, acrescentou.

A Unasul foi fundada a partir de um Tratado Constitutivo assinado em maio de 2008, pelos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

“Em 2010, a união era composta por todos os 12 Estados da América do Sul e com uma população de quase 400 milhões de habitantes. Desde então, alguns países se retiraram da Unasul, principalmente em função de divergências políticas”, aponta o governo federal.

CNN

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Natal

Depoimento de organizador do evento complica situação de Brisa, diz relator de comissão

Tribuna do Norte

O vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), relator da Comissão Especial Processante que analisa um pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), disse que o depoimento do organizador do evento Rolé Vermelho “complicam um pouco a situação da vereadora”. Saulo concedeu entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, nesta sexta-feira (17).

“O organizador do evento realmente dá algumas declarações que complicam um pouco a situação da vereadora Brisa. Ele é filiado ao PT, diz no momento que realmente houve uma certa associação com a prisão do presidente Jair Messias Bolsonaro, isso tudo é uma parte”, disse o vereador.

O vereador acrescentou que a comissão segue todo o rito definido pelo regimento da Casa para garantir a defesa da vereadora. “O que a defesa vai alegar em relação a esse depoimento? A gente não sabe, então o que nós temos, a nossa linha de conduta sempre foi de ‘nós só podermos nos posicionar quando tivermos todos os fatos’. O nosso jurídico está analisando o que foi anexado logo em seguida e aguardando também o posicionamento da defesa”.

A comissão especial, formada por Fúlvio, Anne Lagartixa (presidente) e Daniel Valença (membro), deve concluir o relatório final ainda neste mês de outubro. Na sequência, o documento será submetido à votação em plenário pelos 29 vereadores da Casa. A vereadora Brisa foi ouvida na última terça-feira (14).

“A gente não está fazendo um julgamento antecipado, a gente nem pode defender nem pode atacar, essa é a nossa linha que nós como relatores, inclusive para não ser questionado futuramente, porque isso vai ser judicializado”, complementou o vereador Fúlvio Saulo.

A denúncia que originou o processo foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que acusou Brisa de utilizar R$ 18 mil em emendas impositivas para financiar apresentações artísticas em um evento de caráter político-partidário, ocorrido em agosto, na Casa Vermelha. A vereadora nega as acusações, alega perseguição política e afirma que não houve promoção pessoal nem menção ao seu nome durante o evento.

Tribuna do Norte

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